Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
Temas
cinema
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parvoíces
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internet
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jornalismo
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piadolas
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televisão
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sociedade
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coisas artísticas
(20)
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(15)
comida
(7)
coisas científicas
(1)
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Podes ficar com as jóias, o carro e a casa, mas não fiques com os followers
No site The Wall, uma notícia interessante sobre uma questão bem prática: de quem são os seguidores acumulados ao serviço de uma organização?
O exemplo referido é de uma jornalista da BBC com um perfil profissional perfeitamente definido: @BBCLauraK.
Ao longo do tempo ao serviço do canal de serviço público britânico a senhora em causa atingiu uns interessantes 60 mil seguidores.
Entretanto, a jornalista decidiu mudar-se para a ITV e renomeou a conta @ITVLauraK. Resultado: os seguidores que eram da BBC passaram, tal como a jornalista, para o canal concorrente.
Questões: seguimos a pessoa ou o cargo que ela ocupa? Queremos seguir os tweets da Laura ou saber o que diz a responsável pela editoria política da BBC?
Assim de repente parece saudável definir as regras do jogo logo à partida. Algo que se consegue com meia dúzia de passos:
#1 definir os endereços oficiais da empresa.
#2 decidir se queremos criar endereços individuais para o staff.
#3 definir que membros do staff justificam um enfereço individual.
#4 definir formato desses endereços.
#5 estabelecer um conjunto de regras simples e claras para a sua utilização.
#6 estabelecer de forma clara a propriedade desses endereços e dos respectivos feeds.
#7 definir as melhores práticas para a presença do staff nas redes sociais - perfis pessoais incluídos (odioso... o libertário em mim arranha-se todo com este ponto, mas nem toda a gente sabe comportar-se).
ainda cabiam aqui mais uns quantos pontos mas... let's keep it simple.
Ligações de interesse:
How the BBC lost 60,000 Twitter followers to ITV
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Os gestores e as referências negativas na Internet
Diz o Público, citando um estudo da agência de comunicação Imago-Llorente & Cuenca, que:
Maioria dos gestores portugueses associada a referências “negativas” no Google
E...? Registaram alguma ligação entre este facto e o desempenho da empresa? Com a cotação na bolsa? Com os lucros no final do ano? Com um aumento ou decréscimo nas vendas?
Lamento, não percebo.
Ou será que a probabilidade de ter referências negativas está apenas ligada à exposição da respectiva empresa? Ou seja, o óbvio: a PT tem mais probabilidades de gerar referências negativas online do que a Simões & Simões - Serralharia e Renda de Bilros, Lda.
O estudo considera:
(...)“preocupante” o facto de 42 por cento dos empresários – executivos/ porta-vozes – estarem associados a três, quatro ou cinco referências negativas nos primeiros 20 resultados no Google, quando se procura pelo seu nome”.
Trinta e três por cento têm, pelo menos, um resultado negativo no Facebook.
Mais uma vez, como se relacionam estes factos com os resultados das empresas? Há relação? Ou resultam do risco decorrente da actividade?
Michael Bay também tem muitas referências negativas online - ó se tem - e os filmes dele fazem enxurradas de dinheiro. Quase sempre, para ter referências negativas online, basta existir e ter sucesso em alguma área. It's life, dudes!
Que alternativa propõe a Imago? Manipular os resultados de busca do Google para que os resultados positivos fabricados apareçam à frente e se sobreponham às referências negativas?
Quanto ao Facebook, aqui fica, mais uma vez, a pergunta: como monitorizam as referências em grupos fechados e perfis privados?
Interessante é, ainda, esta tirada:
(...)“especialmente preocupante”, diz o estudo, é o facto de um conjunto de seis por cento das empresas portuguesas ter entre sete a 12 referências negativas. Um cenário que o barómetro calcula poder dever-se à ausência oficial que a maioria das empresas portuguesas tem nesta rede social.Uma das empresas mais vilipendiadas no universo digital português é a Zon. Que, por coincidência, também é das que tem maior presença online. Em que ficamos?
Acreditem, não é embirração. É seguramente ignorância da minha parte.
domingo, 22 de maio de 2011
Carne picada, tweets, monitorização das redes sociais e astrologia
É tema de conversa no dia de hoje. Como os temas na Internet têm o prazo de validade mais curto do que um iogurte é aproveitar enquanto dura.
Fala-se das lojas automáticas daquela empresa americana que vende carne picadinha e tem um "M" no logo.
Fala-se do fantástico twitómetro que pretende identificar tendências positivas ou negativas nas referências aos líderes políticos feitas pelos utilizadores do Twitter.
Fala-se (menos do que se devia) das ferramentas de monitorização das redes sociais que vão ser vendidas às empresas para controlarem crises e referências negativas.
Não se fala:
a) Das consequências do desaparecimento dos postos de trabalho criados pela empresa que vende carne picada.
b) Do facto de o tal twitómetro considerar a grande maioria das referências feitas aos líderes políticos como "neutras". Basta ter alguma experiência prática no twitter para saber que "neutralidade" é coisa que se vê pouco no comentário político nesta rede social.
c) De como as ferramentas de monitorização conseguem controlar o que se passa no Facebook (onde quase toda a gente tem perfis privados e onde os grupos também são fechados) e no Twitter - onde é fácil bloquear um utilizador e onde muitos utilizadores têm os tweets fechados a cadeado. Como pretendem fazê-lo sem violar a privacidade dos utilizadores é algo que ficou por dizer.
d) Aceito que possa estar errado, mas, até prova em contrário, estas monitorizações automatizadas merecem-me tanto crédito como... sei lá, a astrologia?
Nem de propósito, apareceu outro texto sobre esta história dos automatismos. ora tomem lá o link: Automatic for the people
Have fun e comam muita fruta e legumes!
Fala-se das lojas automáticas daquela empresa americana que vende carne picadinha e tem um "M" no logo.
Fala-se do fantástico twitómetro que pretende identificar tendências positivas ou negativas nas referências aos líderes políticos feitas pelos utilizadores do Twitter.
Fala-se (menos do que se devia) das ferramentas de monitorização das redes sociais que vão ser vendidas às empresas para controlarem crises e referências negativas.
Não se fala:
a) Das consequências do desaparecimento dos postos de trabalho criados pela empresa que vende carne picada.
b) Do facto de o tal twitómetro considerar a grande maioria das referências feitas aos líderes políticos como "neutras". Basta ter alguma experiência prática no twitter para saber que "neutralidade" é coisa que se vê pouco no comentário político nesta rede social.
c) De como as ferramentas de monitorização conseguem controlar o que se passa no Facebook (onde quase toda a gente tem perfis privados e onde os grupos também são fechados) e no Twitter - onde é fácil bloquear um utilizador e onde muitos utilizadores têm os tweets fechados a cadeado. Como pretendem fazê-lo sem violar a privacidade dos utilizadores é algo que ficou por dizer.
d) Aceito que possa estar errado, mas, até prova em contrário, estas monitorizações automatizadas merecem-me tanto crédito como... sei lá, a astrologia?
Nem de propósito, apareceu outro texto sobre esta história dos automatismos. ora tomem lá o link: Automatic for the people
Have fun e comam muita fruta e legumes!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Eu também sou o Mark Zuckerberg
Uma história do caneco sobre um senhor que teve o azar de também se chamar... Mark Zuckerberg:
Facebook Blocks Mark Zuckerberg’s Account
Facebook Blocks Mark Zuckerberg’s Account
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O artesanato e as redes sociais
Estão a ver aquelas aplicações que automatizam os posts no facebook e no twitter e que muitas empresas usam porque lhes dá um ar modernaço e tal?
São quase todas uma imensa treta.
Algumas não permitem partilhar, outras, quando o fazem, criam um post extremamente ranhoso e mal formatado.
Conselho para os jovens guruzinhos das redes sociais?
Façam à mão, pois então.
Personalizem o trabalho.
São quase todas uma imensa treta.
Algumas não permitem partilhar, outras, quando o fazem, criam um post extremamente ranhoso e mal formatado.
Conselho para os jovens guruzinhos das redes sociais?
Façam à mão, pois então.
Personalizem o trabalho.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dica do dia: Disposable e-mail
Necessitam de um endereço de e-mail temporário apenas para aceder a uma promoção ou um conteúdo?
Em vez de fornecerem o vosso endereço, algo que, mais cedo ou mais tarde dará direito a toneladas de lixo, podem usar um endereço descartável.
Existem vários, eu uso este: Guerilla Mail
Dura apenas algumas horas e escusam de andar a espalhar os vossos e-mails pela Internet.
Have fun.
Em vez de fornecerem o vosso endereço, algo que, mais cedo ou mais tarde dará direito a toneladas de lixo, podem usar um endereço descartável.
Existem vários, eu uso este: Guerilla Mail
Dura apenas algumas horas e escusam de andar a espalhar os vossos e-mails pela Internet.
Have fun.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A nova era do Huffington Post
Tudo muda, até o Huffington Post.
Aos poucos vamos deixando a era punk da imprensa na Internet e começamos a ver o que será o futuro.
A primeira triagem já começou. A aquisição das marcas mais fortes nascidas da era cor-de-rosa "do do it yourself" e do "todos podemos ser estrelas do jornalismo" por grupos sólidos, com dinheiro e capacidade para atrair investimento publicitário significativo.
Ontem, durante uma conferência organizada pela publicação "Advertising Age", em Nova Iorque, Ariana Huffington - mentora da maior marca de informação online, o Huffington Post - desvendou novas pistas...
O HuffPo nasceu e criou reputação à custa de um exército de freelancers e bloggers, contribuintes graciosos que se contentavam com a possibilidade de verem os seus escritos lidos por muitos milhares de pessoas. Agora que faz parte da família AOL as exigências são outras.
Ariana sabe que não pode gerir uma multidão e que o voluntárismo não dura para sempre. Até os mais entusiastas gostariam de, um dia, receber uma compensação monetária pelo seu trabalho. Sobretudo quando se ouve falar em aquisições com muitos dólares envolvidos e a turba de escribas começa a mostrar sinais de inquietação e revolta.
Pagar a toda a gente é impossível, gerir muita gente é impraticável. A solução reside em escolher os melhores e reduzir os quadros para dimensões mais... desculpem o palavrão... analógicas.
Outras ideias fortes da comunicação de Ariana Huffington:
Acerca da redução de efectivos:
Aqui fica a ligação para o artigo original:
AOL's New Way: Huffington Steers Portal Away From Freelancers, Ramps Up Aggregation
Aos poucos vamos deixando a era punk da imprensa na Internet e começamos a ver o que será o futuro.
A primeira triagem já começou. A aquisição das marcas mais fortes nascidas da era cor-de-rosa "do do it yourself" e do "todos podemos ser estrelas do jornalismo" por grupos sólidos, com dinheiro e capacidade para atrair investimento publicitário significativo.
Ontem, durante uma conferência organizada pela publicação "Advertising Age", em Nova Iorque, Ariana Huffington - mentora da maior marca de informação online, o Huffington Post - desvendou novas pistas...
O HuffPo nasceu e criou reputação à custa de um exército de freelancers e bloggers, contribuintes graciosos que se contentavam com a possibilidade de verem os seus escritos lidos por muitos milhares de pessoas. Agora que faz parte da família AOL as exigências são outras.
Ariana sabe que não pode gerir uma multidão e que o voluntárismo não dura para sempre. Até os mais entusiastas gostariam de, um dia, receber uma compensação monetária pelo seu trabalho. Sobretudo quando se ouve falar em aquisições com muitos dólares envolvidos e a turba de escribas começa a mostrar sinais de inquietação e revolta.
Pagar a toda a gente é impossível, gerir muita gente é impraticável. A solução reside em escolher os melhores e reduzir os quadros para dimensões mais... desculpem o palavrão... analógicas.
Outras ideias fortes da comunicação de Ariana Huffington:
Acerca da redução de efectivos:
"Se queremos produzir bom jornalismo temos de construir uma equipa que trabalhe em conjunto com objectivos comuns ao nível editorial(...)"Acerca da agregação de conteúdos:
"Existem conteúdos de qualidade um pouco por todo o mundo. Se queremos ser um sítio com os melhores conteúdos no mundo, temos de agregar."
"Agarramos nas melhores notícias e enviamos tráfego de volta para os criadores desses conteúdos de forma a que possam obter algum rendimento com eles."Acerca dos paywalls:
"Quanto mais optarem pelos paywalls, melhor para nós."
"(...) pedir às pessoas para pagar por notícias está condenado ao fracasso. Há toda uma nova geração que não está habituada a pagar por notícias - e não irão pagar."
"A nossa aposta é que os conteúdos serão gratuitos, talvez com excepção da informação económica e alguma pornografia mais estranha(...).Acerca do modelo de negócio:
"Acreditamos que [o responsável comercial da AOL] Jeff Levick conseguirá vender a publicidade suficiente(...)"
Aqui fica a ligação para o artigo original:
AOL's New Way: Huffington Steers Portal Away From Freelancers, Ramps Up Aggregation
quarta-feira, 30 de março de 2011
Que dimensão atinge um vídeo viral na China?
Resposta: Mais de dois milhões de visitas e 279 páginas de comentários no site de partilha de vídeos Youku em menos de 24 horas.
Assim de repente só me veio à cabeça um "bolas, eu é que não queria ser gestor de comunidades na China".
Ligação de interesse:
Chinese Traffic Cameras In Heze City, Shandong Capture Gruesome Accidents (VIDEO)
Assim de repente só me veio à cabeça um "bolas, eu é que não queria ser gestor de comunidades na China".
Ligação de interesse:
Chinese Traffic Cameras In Heze City, Shandong Capture Gruesome Accidents (VIDEO)
quarta-feira, 23 de março de 2011
A revolução continua: AOL integra 30 sites no HuffPo
A coisa está a ser feita em grande. Nada mais do que 30 sites do universo AOL vão passar a integrar a estrutura da tia Arianna. Outros, com marcas fortes, vão continuar a solo, mas a relação com a recente compra dos tipos que quase arruinaram a Time Warner vai aumentar.
Nos raros casos em que a força está do lado da AOL será o Huffington Post a ceder o passo aos novos patrões.
AOL Folds 30 Sites; HuffPo Hires Six More People
Nos raros casos em que a força está do lado da AOL será o Huffington Post a ceder o passo aos novos patrões.
AOL Folds 30 Sites; HuffPo Hires Six More People
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Leitura recomendada (15.Fev.11): Redes Sociais, a classe de 2011
É bom, mas tão bom. É engraçado, mas tão engraçado.
É uma ilustração do que seriam as redes sociais (na verdade vai além das redes sociais, mas pronto...) se fossem uma turma de liceu. Estão lá todos os estereótipos norte-americanos que conhecemos dos filmes.
Como diriam os Beach Boys: "Fun, fun, fun, 'til her daddy takes the T-bird
away"
If Social Media Were High School Facebook Would Be The Jock [Infographic]
É uma ilustração do que seriam as redes sociais (na verdade vai além das redes sociais, mas pronto...) se fossem uma turma de liceu. Estão lá todos os estereótipos norte-americanos que conhecemos dos filmes.
Como diriam os Beach Boys: "Fun, fun, fun, 'til her daddy takes the T-bird
away"
If Social Media Were High School Facebook Would Be The Jock [Infographic]
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O dia em que a MPAA ameaçou desligar o Google da Internet (sim, tem mesmo muita piada)
É uma boa piada.
Resume-se no seguinte:
A MPAA é a associação que representa as majors do audiovisual.
Estão a mandar notificações sobre quebra de leis de direitos de autor a torto e a direito através de empresas contratadas.
Ameaçam os utilizadores de que o ISP lhes cortará o acesso à net.
Como o processo é cego algumas dessas cartas foram enviadas para... o Google.
Ligações de interesse:
The MPAA Threatens to Disconnect Google From the Internet
MPAA Snags Google Downloading Torrents, Threatens to Disconnect
Resume-se no seguinte:
A MPAA é a associação que representa as majors do audiovisual.
Estão a mandar notificações sobre quebra de leis de direitos de autor a torto e a direito através de empresas contratadas.
Ameaçam os utilizadores de que o ISP lhes cortará o acesso à net.
Como o processo é cego algumas dessas cartas foram enviadas para... o Google.
Ligações de interesse:
The MPAA Threatens to Disconnect Google From the Internet
MPAA Snags Google Downloading Torrents, Threatens to Disconnect
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
It's all happening! (AOL compra Huff Post)
O Huffington Post surgiu em 2005.
Foi dos primeiros projectos inteiramente online a dar certo.
Para além de produzir conteúdo próprio agrega notícias e opiniões de um sem número de sites e blogs.
Aos poucos, ganhou reconhecimento e influência. De tal forma que a AOL decidiu pagar 315 milhões de dólares para juntar o "Huff Post" ao grupo que um dia quase deu cabo da Time Warner.
Os tempos mudam, as pessoas à frente do destino da AOL já não são as mesmas, a escala do negócio é cem vezes menor. Mesmo assim, é inevitável que surjam comparações .
Na palavras imortais de Penny Lane em "Almost Famous": "It's all happening!"
Ligações de interesse:
The Huffington Post
AOL to buy The Huffington Post for $315 million
How the AOL-Time Warner Merger Went So Wrong
Foi dos primeiros projectos inteiramente online a dar certo.
Para além de produzir conteúdo próprio agrega notícias e opiniões de um sem número de sites e blogs.
Aos poucos, ganhou reconhecimento e influência. De tal forma que a AOL decidiu pagar 315 milhões de dólares para juntar o "Huff Post" ao grupo que um dia quase deu cabo da Time Warner.
Os tempos mudam, as pessoas à frente do destino da AOL já não são as mesmas, a escala do negócio é cem vezes menor. Mesmo assim, é inevitável que surjam comparações .
Na palavras imortais de Penny Lane em "Almost Famous": "It's all happening!"
Ligações de interesse:
The Huffington Post
AOL to buy The Huffington Post for $315 million
How the AOL-Time Warner Merger Went So Wrong
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Os cortes na BBC online - o que nunca se ouve
A BBC online vai cortar 360 postos de trabalho, consequência de uma reestruturação.
Nada de novo, talvez apenas o downsizing de uma divisão online demasiado extensa e complexa.
Nada contra, mas, para variar, preferia ler algo do género: "corte de lugares na administração e direcção da BBC permitem manter postos de trabalho na redacção e produção de conteúdos".
Para quem ainda não percebeu, eis a palavra de ordem que resume tudo: "menos mangas-de-alpaca, mais jornalistas".
Ligações de interesse:
Nada de novo, talvez apenas o downsizing de uma divisão online demasiado extensa e complexa.
Nada contra, mas, para variar, preferia ler algo do género: "corte de lugares na administração e direcção da BBC permitem manter postos de trabalho na redacção e produção de conteúdos".
Para quem ainda não percebeu, eis a palavra de ordem que resume tudo: "menos mangas-de-alpaca, mais jornalistas".
Ligações de interesse:
Cortes na BBC online
BBC’s Big Online Cuts: Full Details Announcementsexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Blablaland - O fel
Antigamente existiam os fóruns de antena aberta, nas rádios e, mais tarde, nos canais de televisão. Depois, surgiram as caixas de comentários dos jornais. Agora, são os perfis de empresas no Facebook. Tudo serve àquele aglomerado que se intitula: "As pessoas que gostam de comentar em todo o lado".
Sou todo a favor da liberdade de expressão e opinião. Infelizmente, este bando concentra vários vícios que afastam qualquer cidadão capaz de escrever duas frases seguidas sem incluir as expressões "vou aí e parto essa merda toda" ou "no tempo do Salazar é que era bom".
Porque ainda nos damos ao trabalho? Vale a pena? A democracia é linda, mas precisa de regras. A comunicação livre é um conceito fantástico, mas há quem não saiba sequer cumprimentar o vizinho no elevador. Sim existem aplicações para moderar caixas de comentários. Existe mesmo a figura do gestor de comunidades (polémica porque já há quem a considere inútil).
Numa altura em que nos queixamos de excesso de informação, é mesmo preciso acrescentar o ruído que vem das caixas de comentários?
Quanto ao Facebook, quero mesmo um perfil de empresa repleto de queixas, insultos e todo o género de observações pouco simpáticas? Mesmo que sejam verdadeiras - algo quase impossível de averiguar dado o tom e quantidade de argumentos oscilando entre o risível e o incongruente - que tenho eu a ganhar em ter uma peça de comunicação (o perfil no FB é isso mesmo, malta) grafitada como uma casa de banho pública?
Sou todo a favor da liberdade de expressão e opinião. Infelizmente, este bando concentra vários vícios que afastam qualquer cidadão capaz de escrever duas frases seguidas sem incluir as expressões "vou aí e parto essa merda toda" ou "no tempo do Salazar é que era bom".
Porque ainda nos damos ao trabalho? Vale a pena? A democracia é linda, mas precisa de regras. A comunicação livre é um conceito fantástico, mas há quem não saiba sequer cumprimentar o vizinho no elevador. Sim existem aplicações para moderar caixas de comentários. Existe mesmo a figura do gestor de comunidades (polémica porque já há quem a considere inútil).
Numa altura em que nos queixamos de excesso de informação, é mesmo preciso acrescentar o ruído que vem das caixas de comentários?
Quanto ao Facebook, quero mesmo um perfil de empresa repleto de queixas, insultos e todo o género de observações pouco simpáticas? Mesmo que sejam verdadeiras - algo quase impossível de averiguar dado o tom e quantidade de argumentos oscilando entre o risível e o incongruente - que tenho eu a ganhar em ter uma peça de comunicação (o perfil no FB é isso mesmo, malta) grafitada como uma casa de banho pública?
sábado, 8 de janeiro de 2011
Sobre copyrights e exclusivos - Sermão de Steed aos Digiteus (Agora com adenda)
Adenda:
Olhai irmãos, estes dois links, exemplo de como tratar de forma ética e modernaça estas questões dos exclusivos no mundo internético:
Primeira fase (1:55 pm): O The Hollywood Reporter publica uma notícia. Chama-lhe sua e grita: "Exclusivo!". Tudo bem, o trabalho foi deles. A partir daqui vai tudo por arrastamento.
Segunda fase (5:55 pm): O The Wrap publica a mesma notícia e dá crédito ao THR por ter sido o primeiro a publicá-la.
Tão lindo...
Fim da adenda
Irmãos. Irmãs.
Olhai estes links:
Newspaper removes ‘homeless voice’ YouTube clip
Williams update: Video uploaded like crazy to YouTube
Desta historieta podem aprender o seguinte, se para tal estiverem virados:
Olhai irmãos, estes dois links, exemplo de como tratar de forma ética e modernaça estas questões dos exclusivos no mundo internético:
Primeira fase (1:55 pm): O The Hollywood Reporter publica uma notícia. Chama-lhe sua e grita: "Exclusivo!". Tudo bem, o trabalho foi deles. A partir daqui vai tudo por arrastamento.
Segunda fase (5:55 pm): O The Wrap publica a mesma notícia e dá crédito ao THR por ter sido o primeiro a publicá-la.
Tão lindo...
Fim da adenda
Irmãos. Irmãs.
Olhai estes links:
Newspaper removes ‘homeless voice’ YouTube clip
Williams update: Video uploaded like crazy to YouTube
Desta historieta podem aprender o seguinte, se para tal estiverem virados:
- O conceito e todo o suporte legal do antigo copyright está desadequado em relação aos tempos que correm.
- É fundamental haver um conjunto de regras para proteger quem cria, senão é a selva, mas não é possível fazer cumprir o copyright antigo neste ambiente sem atropelar direitos mais importantes.
- "Exclusivo", hoje, é coisa para durar uns segundinhos. Quanto muito há para reclamar a honra da descoberta. O conteúdo em si? Vooopt e vaaapt. Já foi.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Resoluções para 2011 - Online e offline
1. Twittar menos, Twittar melhor.
Controlar a tentação de twittar a vida, tudo o que se passa, todo e qualquer link. Os outros também contam contigo para filtrares informação.
2. Consumir menos informação, melhor informação.
Nunca conseguirás saber tudo. Se tentares saber tudo, enlouqueces. Grande parte da informação que circula tem um valor muito baixo.
3. Organizar, seleccionar, deitar fora o acessório, concentrar no essencial.
A informação ecoa na net. Repete-se sem fim. Selecciona as tuas fontes. Organiza os teus feeds. Cria e formata novos feeds se os que já existem não te forem úteis. Não hesites em descartar as fontes que não te pareçam essenciais.
4. Continuar a tratar bem quem me trata bem. Ignorar quem me trata mal. Na vida, como na net.
Um troll é um troll é um troll. Tanto online, como offline. São ruído, informação inútil e sem valor, desgastam e fazem perder tempo. Don't feed the troll.
5. Ouvir mais, fazer mais perguntas, aprender. Falar menos. Reconhecer sempre os erros. Não recear fazê-lo.
Não exibas os teus conhecimentos. Sê criterioso na informação que passas aos outros. Valoriza quem não tem problemas em assumir que não sabe. Ignora os que não querem aprender. Ouve. Pergunta. Aprende.
6. Deixar de fazer listas com resoluções para o ano seguinte.
Não és um guru da auto-ajuda, não és um guru da auto-ajuda, não és um guru da auto-ajuda.
Controlar a tentação de twittar a vida, tudo o que se passa, todo e qualquer link. Os outros também contam contigo para filtrares informação.
2. Consumir menos informação, melhor informação.
Nunca conseguirás saber tudo. Se tentares saber tudo, enlouqueces. Grande parte da informação que circula tem um valor muito baixo.
3. Organizar, seleccionar, deitar fora o acessório, concentrar no essencial.
A informação ecoa na net. Repete-se sem fim. Selecciona as tuas fontes. Organiza os teus feeds. Cria e formata novos feeds se os que já existem não te forem úteis. Não hesites em descartar as fontes que não te pareçam essenciais.
4. Continuar a tratar bem quem me trata bem. Ignorar quem me trata mal. Na vida, como na net.
Um troll é um troll é um troll. Tanto online, como offline. São ruído, informação inútil e sem valor, desgastam e fazem perder tempo. Don't feed the troll.
5. Ouvir mais, fazer mais perguntas, aprender. Falar menos. Reconhecer sempre os erros. Não recear fazê-lo.
Não exibas os teus conhecimentos. Sê criterioso na informação que passas aos outros. Valoriza quem não tem problemas em assumir que não sabe. Ignora os que não querem aprender. Ouve. Pergunta. Aprende.
6. Deixar de fazer listas com resoluções para o ano seguinte.
Não és um guru da auto-ajuda, não és um guru da auto-ajuda, não és um guru da auto-ajuda.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Momentos Douradinhos - Edição Especial (actualizado)
É provável que se lembre deste êxito de audiência:
Momentos Douradinhos - Edição Twitter
É chegada a altura de juntar mais um momento a esta singela colecção.
A história repete-se: uma marca, um cliente insatisfeito, má gestão da situação, incapacidade total para perceber como funciona a comunicação em ambiente digital. Resultado: processos em tribunal e a imagem da marca enxovalhada pelas redes sociais. Na ultima hora o assunto já era trending topic no Twitter em Portugal.
Como diz, e muito bem, o Rodrigo, enganaram-se no número e ligaram para o advogado em vez de ligar para a agência de comunicação.
Ao segundo dia a coisa chegou à media mainstream. Podemos ver aqui três fases distintas:
a) O problema estava contido no blogue e era conhecido apenas pelo círculo de amigos/conhecidos/leitores do blogue.
b) O problema chega às redes sociais, primeiro ao twitter e depois ao Facebook. O círculo alarga-se, mas ainda está relativamente contido a um nicho.
c) Os media mainstream pegam no assunto (bem ou mal, não me cabe a mim julgar). O problema passa a ser do conhecimento de um número substancialmente maior de pessoas que até há 24 horas atrás nunca tinham ouvido falar dele e torna-se verdadeiramente público.
Para pensar:
Faz sentido pegar neste assunto e dar-lhe tratamento noticioso?
Qual será o prejuízo real da marca envolvida? Será relevante?
Momentos Douradinhos - Edição Twitter
É chegada a altura de juntar mais um momento a esta singela colecção.
A história repete-se: uma marca, um cliente insatisfeito, má gestão da situação, incapacidade total para perceber como funciona a comunicação em ambiente digital. Resultado: processos em tribunal e a imagem da marca enxovalhada pelas redes sociais. Na ultima hora o assunto já era trending topic no Twitter em Portugal.
Como diz, e muito bem, o Rodrigo, enganaram-se no número e ligaram para o advogado em vez de ligar para a agência de comunicação.
--------- actualização-----------
Ao segundo dia a coisa chegou à media mainstream. Podemos ver aqui três fases distintas:
a) O problema estava contido no blogue e era conhecido apenas pelo círculo de amigos/conhecidos/leitores do blogue.
b) O problema chega às redes sociais, primeiro ao twitter e depois ao Facebook. O círculo alarga-se, mas ainda está relativamente contido a um nicho.
c) Os media mainstream pegam no assunto (bem ou mal, não me cabe a mim julgar). O problema passa a ser do conhecimento de um número substancialmente maior de pessoas que até há 24 horas atrás nunca tinham ouvido falar dele e torna-se verdadeiramente público.
Para pensar:
Faz sentido pegar neste assunto e dar-lhe tratamento noticioso?
Qual será o prejuízo real da marca envolvida? Será relevante?
domingo, 26 de dezembro de 2010
Os direitos fundamentais do ciberespaço
É uma espécie de carta de direitos fundamentais para os utilizadores do ciberespaço. Curtas e assertivas como todas as leis básicas devem ser.
I. Todos têm o direito a estar online.
II. Temos o direito de falar livremente.
III.Temos o direito de reunir informação e de agir.
IV. Toda a informação deve ser pública, por defeito. Secreta apenas quando necessário.
V. Toda a informação pública deve ser considerada um bem público.
VI. Todo os bits de informação nascem iguais.
VII. A Internet será operada de forma aberta.
Para ler e pensar.
O original, aqui.
I. Todos têm o direito a estar online.
II. Temos o direito de falar livremente.
III.Temos o direito de reunir informação e de agir.
IV. Toda a informação deve ser pública, por defeito. Secreta apenas quando necessário.
V. Toda a informação pública deve ser considerada um bem público.
VI. Todo os bits de informação nascem iguais.
VII. A Internet será operada de forma aberta.
Para ler e pensar.
O original, aqui.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
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