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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

On blondes...




“There are blonde and blondes and it is almost a joke word nowadays. All blondes have their points, except perhaps the metallic ones who are as blonde as a Zulu under the bleach and as to disposition as soft as a sidewalk. There is the small cute blonde who cheeps and twitters, and the big statuesque blonde who straight-arms you with an ice-blue glare. There is the blonde who gives you the up-from-under look and smells lovely and shimmers and hangs on your arm and is always very, very tired when you take her home. She makes that helpless gesture and has that goddamned headache and you would like to slug her except that you found about the headache before you invested too much time and money and hope in her. Because the headache will always be there, a weapon that never wears out and is as deadly as the bravo’s rapier or Lucrezia’s poison vial.
There is the soft and willing alcoholic blonde who doesn’t care what she wears as long as it is mink or where she goes as long as it is the Starlight Roof and there is plenty of dry champagne. There is the small perky blonde who is a little pale and wants to pay her own way and is full of sunshine and common sense and knows judo from the ground up and can toss a truck driver over her shoulder without missing more than one sentence out of the editorial in the Saturday Review. There is the pale, pale blonde with anemia of some non-fatal but incurable type. She very languid and very shadowy and she speaks softly out of nowhere and you can’t lay a finger on her because in the first place you don’t want to and in the second place she is reading the Wasteland or Dante in the original, or Kafka or Kierkegaard or studying Provencal. She adores music and when the New York Philharmonic is playing Hindesmith she can tell you which one of the six bass viols came in a quarter of a beat too late. I hear Toscanini can also. That makes two of them.
And lastly there is the gorgeous show piece who will outlast three kingpin racketeers and then marry a couple of millionaires at a million a head and end up with a pale rose villa at Cap d’Antibes, and Alfa Romeo town car complete with pilot and co-pilot, and a stable of shopworn aristocrats, all of whom she will treat with the affectionate absentmindedness of an elderly duke saying good night to his butler.”

Raymond Chandler, The Long Goodbye

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Feliz aniversário, Senhor Bradbury!



O homem que escreveu das histórias mais maravilhosas alguma vez saídas da mente de um homo sapiens sapiens faz 91 anos.

Senhor Bradbury, a gente ama você.

Ray Bradbury’s close encounters with W.C. Fields, George Burns and … Bo Derek?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"José Águas - O Meu Pai Herói"



Informação importante:

O lançamento do livro "José Águas - O Meu Pai Herói" de Helena Águas terá lugar quarta-feira, 29 de Junho, às 18h30 no Estádio da Luz, Camarote Presidencial (entrada pela Porta 18).

A apresentação da obra será feita por Ricardo Araújo Pereira.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Salazar vai ao cinema II

Neste blogue só cabe aquilo em que realmente acredito e que me interessa.

Quando um livro combina duas paixões - a história e o cinema - a reacção só pode ser uma chuva ininterrupta de saltos de alegria e palminhas.

Cá vai disto: 
O livro "Salazar vai ao cinema II" de Maria do Carmo Piçarra é lançado na Cinemateca Portuguesa, hoje, às 19h30. Na sessão, apresentada por Joaquim Vieira e pela autora, serão mostrados os números 1 e 17 da série de actualidades da SPAC, Jornal Português. A seguir, haverá uma sessão de autógrafos na livraria Babel Cinemateca, no Espaço 39 Degraus.

Links fundamentais: 

O blogue Salazar vai ao cinema

Como e onde pode comprar o livro

sábado, 31 de julho de 2010

Os livros das minhas férias - Keeping an image to the outside world

 Um facto, as vendas de livros do Tio Patinhas aumentam 300% durante as férias de Verão. 
Tal como nos casos de corrupção, depois, não é ninguém.



Gostam do título, em português e em estrangeiro? Fui eu que inventei, sozinho.


Nesta altura do ano, as pessoas vão de férias. Infelizmente, a maior parte regressa ao fim de algum tempo.

Outra coisa que as pessoas fazem, nesta altura do ano, é mostrar ao mundo os livros que dizem que vão ler durante as férias.

Isto é particularmente verdade no caso da malta que tem uma audiência, ou seja, quem é visto, ouvido ou lido por um número significativo de outras pessoas. Como têm uma imagem a manter é regra afirmarem que têm a mala cheia de livros que condizem com essa imagem.

Não me recordo de ouvir alguém dizer que leva a mala cheia de livros do Tio Patinhas ou que vai aproveitar o tempo para reler a colecção das "Gémeas no Colégio de Santa Clara". Ou, simplesmente, passar 15 dias ou três semanas sem olhar para outra coisa que não sejam os glúteos bem torneados das (e dos) colegas veraneantes.

Nada disso. Há que manter a personagem.

Por isso, o economista diz que vai ler livros sobre economia - e talvez um romance sobre um casal de contabilistas loucamente apaixonado que tem de enfrentar um revisor de contas ciumento.

O jornalista modernaço mostra o Kindle carregado com uma série de relatórios sobre como não vão existir jornalistas quando regressar da praia da Mantarota.

O advogado jura pela Bíblia que vai ler as memórias dos colegas que conseguiram livrar a Union Carbide de pagar uma pipa de massa às vítimas do desastre de Bophal - algo que o levará a substituir os posters do Homem-Aranha que tem no quarto por headshots autografados deste novos heróis.

Então e tu ó Steed, que livros dizes que vais ler?

Eu, meus queridos droogs, já tenho a mala cheia com o Clive Cuss...eer... uma magnifica monografia sobre sepulturas indígenas no Pantanal, as memórias do Cardeal Merry del Val e uma simpática epístola do Professor Charlie P. Domenicus da Universidade de Maryland sobre como a água engarrafada vai destruir a humanidade.

Boas férias, suckers!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Revisionismo histórico ou good clean fun?


A referência ao revisionismo histórico é só uma piada.

De qualquer forma, este artigo do LAT chama a atenção para uma série de personagens históricas que, de repente, foram - ou estão prestes a ser -  transformadas em heróis de filme e livros de acção ou terror:

Abraham Lincoln contra vampiros, a plácida Rainha Vitória a enfrentar demónios e, fala-se, H.P. Lovecraft, Charles Dickens e Leonardo DaVinci envolvidos em histórias mirabolantes envolvendo o oculto e o fantástico.

A mim, parece-me bem.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O ministério dos livros perdidos (A Guerra das Salamandras)


Li "A Guerra das Salamandras" para aí há uns vinte anos. Numa altura em que praticamente só consumia livros da Argonauta e da colecção de ficção científica da Caminho. Gostei muito. Esqueci.

Agora, a notícia de uma reedição trouxe de volta as minhas memórias desta história criada em 1936 por um senhor checo com o nome de Karel Capek.

Quero muito reler.

domingo, 14 de junho de 2009

Não aprendas a ler em inglês não...

É inevitável, mais cedo ou mais tarde - certamente mais cedo do que possam pensar - também os livros passarão pela revolução digital. Será a altura dos lamentos, das proibições, dos processos legais.

No presente, é isto: se souberes ler noutra língua que não o português, poderás comprar livros a metade do preço.

Claro que há razões para isto, o mercado é pequeno, economias de escala, blá, blá, blá.

Metade do preço.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma recomendação de leitura sobre...a Feira do Livro

A amiguinha Salamandrine aka Dolfineza aka Ahmed Abu Jimbão escreveu texto mui interessante sobre aquele conjunto de barracas com um mamarracho da Leya ao meio a que dão o nome de Feira do Livro. Leiam.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Kindle surpresa


Behold the brand new Kindle 2 da Amazon! O leitor digital mais fininho que um penso higiénico, mais leve que um...




Ok, ainda não é assim nenhum Brastemp mas já é mais bonitinho que o anterior.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Leitura Digital

Sou um feroz (grrrrrr...rauf! rauf! grrrr!) defensor da leitura utilizando aparelhos electrónicos. Seja através de leitores portáteis, papel digital ou qualquer outra engenhoca.

Sim povo, também gosto muito do cheirinho e da textura do papel. Até dou beijinhos e abraços aos livros que tenho lá em casa. Mas a passagem do livro do analógico (papel) para o digital (uns e zeros todos juntinhos formando uma miríade de letras, palavras, frases..weeeeee) é inevitável. E as vantagens são semelhantes às que ocorreram nas áreas do som e da imagem.

Falta o mais importante, a vontade de desenvolver e comercializar os meios adequados para esta transição. Os leitores que existem são equivalentes ao tijolo de três toneladas que foi o primeiro telemóvel.

Olhem lá para o artigo no Jornal de Notícias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

The woman

To Sherlock Holmes she is always the woman. I have seldom heard him mention her under any other name. In his eyes she eclipses and predominates the whole of her sex. It was not that he felt any emotion akin to love for Irene Adler. All emotions, and that one particularly, were abhorrent to his cold, precise but admirably balanced mind. He was, I take it, the most perfect reasoning and observing machine that the world has seen, but as a lover he would have placed himself in a false position. He never spoke of the softer passions, save with a gibe and a sneer. They were admirable things for the observer--excellent for drawing the veil from men's motives and actions. But for the trained reasoner to admit such intrusions into his own delicate and finely adjusted temperament was to introduce a distracting factor which might throw a doubt upon all his mental results. Grit in a sensitive instrument, or a crack in one of his own high-power lenses, would not be more disturbing than a strong emotion in a nature such as his. And yet there was but one woman to him, and that woman was the late Irene Adler, of dubious and questionable memory.

(Arthur Conan Doyle in "A Scandal In Bohemia")

quarta-feira, 14 de maio de 2008

este blogue apoia entusiasticamente o cancelamento da feira do livro de lisboa

A CML poupa 200 mil euros que muita falta lhe devem fazer e acaba-se com aquela feirinha de província. O Paes do Amaral pode depois fazer a sua própria feirinha com as 350 editoras que entretanto já comprou, a APEL pode fazer a sua de cariz tradicional com os simpáticos pavilhões de design tão característico e a UEL pode fazer o que sempre faz ou seja....aplaudir a feirinha da Leya. Sejamos claros: os livros são para ser comprados em livrarias ou online. Aliás como sabem este blogue defende o fim rápido dos livros em papel e a sua conversão para aparelhos digitais portáteis.