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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vem aí a melancolia

Von Trier, que seria de nós sem esta gente que diz o que não deve, quando não deve? Que seria de nós sem estes toques brilhantes como o selo oficial de persona non grata do pomposo e bolorento festival de cannes? Quantos realizadores têm direito ao seu próprio poster? Quantos filmes conseguem ter uma série de peças promocionais tão bem executadas?

  


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Olhem só quem tem um blogue...


Aqui recomendam-se blogues com parcimónia. Porque somos esquisitos e porque gostamos do termo. "Parcimónia". É bonito, pá.

Recomendação de hoje: um amigo do tórax que criou um blogue. Com críticas de cinema. Escritas por ele. Em estrangeiro. Übercatitten!

Visitem e descubram quem ele é...

The Flickering Wall

Have fun, protejam-se do sol, bebam água, comam fruta e legumes.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Estudos de mercado - o que o público realmente quer de um filme


Quem diz que não se aprende nada nas caixas de comentários dos sites? Directamente do Deadline Hollywood é todo um estudo de mercado sobre os gostos cinematográficos do público norte-americano resumido ao essencial:
"Yeah! Fuck history! All I wannna see is some tits and explosions!"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Globalizaquê?



Hoje é mais fácil comunicar com enormes massas de pessoas do que há 15 anos. Hurrah for the interwebes, pá. Infelizmente, também é fácil complicar e desprezar oportunidades ao manter vetustas regras que ganharam uma valente patine de ridículo.

Eis um exemplo aplicável a quase todos os conglomerados de media:

A Warner Bros. apresentou um primeiro olhar sobre o novo alinhamento da programação do canal The WB, no Comic-Con, em San Diego.

O Comic-Con tem impacto fora da América do Norte, logo, seria não apenas uma oportunidade local, mas também uma forma de amplificar mensagens globalmente durante estes quatro dias.

Algo que aconteça na Comic-Con é reproduzido não só pela media tradicional presente, mas também pelo público - gente que tem blogues e está em tudo o que é rede social. Oportunidade excelente para criar notoriedade e ter a atenção desses malandros distraídos que dão pelo nome de "público-alvo".

E enfatizo estes dois pontos:

a) Notoriedade global
b) Atenção global

Que faz a WB? Limita o acesso ao vídeo a utilizadores dentro dos EUA.

É fácil ultrapassar esta limitação pelo uso de proxies, mas muitos não sabem como e outros não se vão dar ao trabalho.

Bottom line: Oportunidade perdida por falta de adaptabilidade de mentalidades e regras corporativas.

Não é fácil mudar estas coisas. Este tipo de decisões tornam-se em processos complexos que envolvem produtores, realizadores, actores e executivos.

O mundo mudou, é vital tomar medidas práticas liberalizar o acesso à informação, adaptar contratos e a forma como se vendem conteúdos.

Não basta dizer que "vamos virar-nos para o internacional" e manter as mesmas estratégias de comunicação e marketing. 

Vejam lá se eu tenho de me chatear...



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Se fores ao Comic-Con não te esqueças...



O Comic-Con tem crescido demais nos últimos anos. Há quem diga que já não é o que era e, nesta edição, alguns estúdios decidiram não aparecer ou reduziram a presença. Apesar disso, a convenção de fãs de comics e ficção científica continua a ser uma celebração da cultura popular de inspiração norte-americana (existe outra?) e o sítio onde se podem ver mais cromos com fatos ridículos por metro quadrado em todo o planeta.

Eis um pequeno e bem intencionado guia para novatos.

Tips for Comic-Con First-Timers




terça-feira, 5 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

O filme mais seco do mundo


"Essential Killing - Matar Para Viver", do polaco Jerzy Skolimowski, é um filme seco. Se preferirem uma palavra mais elegante: "depurado".

Um combatente muçulmano é preso pelos americanos após uma escaramuça nas montanhas do Afeganistão. É levado para uma prisão secreta, interrogado e torturado.

Durante o transporte para um novo local de detenção no leste da Europa consegue evadir-se.

Sozinho, num ambiente gelado que contrasta com o sol abrasador da terra onde nasceu, tenta sobreviver.

O filme é isto. Não esperem mais, nem menos. Apenas 81 minutos em que um ser humano desesperado tenta manter-se vivo.

É verdade, Vicent Gallo não diz uma palavra ao longo do filme. Só ficamos a saber que se chama Mohammed durante os créditos finais. Mohammed. Um nome que dificilmente podia ser mais genérico, impessoal. Seco.

Sabemos de onde vem e que tinha uma mulher e um filho. Sabemos que combatia as tropas americanas no Afeganistão. É só. E não precisamos de saber mais nada.

Vincent Gallo é um actor excepcional e este seria, noutra dimensão, noutro universo, um daqueles papéis talhados para o Oscar de Melhor Actor. Seria, mas o mundo não é justo. Tal como o mundo do personagem Mohammed.

Mais do que um drama, ou um filme de guerra, "Essential Killing" é uma tragédia. A sua maior virtude é mesmo o retrato cru do desespero, a ilusão da esperança, o esforço para permanecer vivo acima de tudo. Acima da moral, acima da religião e das convicções.

O que lhe retira força é o facto de vermos Mohammed fazer num cenário de neve e gelo aquilo que fazia nas montanhas poeirentas onde nasceu. Matou antes e continua a matar agora.

O recurso de Skolimowski a algumas cenas mais extremas, para agitar o filme e  adicionar dramatismo à acção, apenas realçam essa fraqueza.

No fim de contas, a secura do filme acaba por torná-lo insípido.

Apesar disso, está longe de ser uma obra a evitar. "Essential Killing" merece ser visto, apreciado, pensado. Vincent Gallo por si só vale a deslocação à sala.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O homem e o seu castor




Antes de mais, "O Castor" é uma boa ideia. Ridícula à primeira vista (oh as gargalhadas lançadas ao ler a sinopse), séria quando se pensa no problema de Walter, a personagem de Mel Gibson.

Pena que o filme não faça jus à boa ideia que lhe deu origem. Demasiado convencional na forma como alinha e desenvolve os personagens, a acção espalha-se com uma previsibilidade pouco estimulante. Chega mesmo a aproximar-se do registo telenovelesco, com histórias a desenrolar-se alternadamente.

Quanto ao velho Mel... depois dos disparates na vida real vê-lo com a mão enfiada no traseiro de um boneco nem sequer parece estranho e o homem sabe representar. Jodie Foster não tem grandes hipóteses de brilhar no corpo de uma personagem desinteressante.

Os melhores são mesmo os mais jovens, Anton Yelchin no papel do filho mais velho de Walter e Jennifer Lawrence como a namorada, aluna brilhante mas insegura com algo no seu passado a perturbar o que deveria ser uma carreira académica imaculada. Os dois vivem um filme quase à parte (o tal tique de telenovela de "O Castor").

No final, a impressão de um filme oco. Demasiado ligeiro, talvez, limitado, certamente.


sábado, 11 de junho de 2011

A overdose de simbolos do tio Malick


Os amigos mais próximos sabem que o Steed encara o cinema como uma religião. Antes de sair para ver um filme submete-se a um rigoroso ritual de abluções, enverga vestes lavadas e purificadas pela cerimónia do ferro de engomar e lê brevemente as escrituras para verificar que não se engana no local e horário de exibição. Em cima disto tudo abstém-se de qualquer contacto com críticas ou opiniões de terceiros.

Em troca desta devoção gosta de ver um bom filme. E fica chateado quando a coisa não lhe agrada.

Apesar de alguma apreensão, a roçar o preconceito perigoso, foi ver "A Árvore da Vida".

Os primeiros minutos tranquilizaram-no. Terrence Malick sabe de cinema. Sabe filmar, sabe manipular actores, sabe posicionar a câmara à mestre, cortar de forma por vezes surpreendente, quase nunca evidente.

Terrence quase o convenceu. Estava quase, quase ganho.

O pior veio depois.

O Steed aceita a narrativa não-linear, a vontade imensa de fazer cinema fora da caixa, o alargar de fronteiras, o rasgar do livro de regras que espartilha e impede a criação.

Consegue distanciar-se do facto de não ser uma pessoa religiosa e crê não ser um bruto insensível.

Valoriza muito a coragem de fazer um filme como "A Árvore da Vida". Considera que é necessária uma dimensão testicular imensa para bater o pé e dizer: "Eu quero mesmo colocar umas cenas com dinossauros, quero mesmo ser ambicioso. Quero criar um relato de amplitude cósmica e ao mesmo tempo mergulhar de cabeça nas peculiaridades humanas, na vida e na morte."

O problema de "A Árvore da Vida" é semelhante ao de alguns medicamentos usados em psiquiatria. Funcionam para algumas pessoas, não fazem puto efeito com outras.

O Steed consegue reconhecer a habilidade cinematográfica de Terrence Malick. Censura-lhe a incapacidade que teve para se limitar. A páginas tantas já não podia com a sucessão de símbolos e alegorias.

A partir de certa altura o delírio é demasiado para ser digerido. Começa a azia e, logo a seguir, sobrevém a indigestão.

Quando o filme terminou o Steed estava exausto e irritado.O filme tem tantos méritos, Terrence... era mesmo preciso aquilo tudo?

De qualquer forma, o Steed aconselha a arriscar. Aconselha a ver o filme e a formar uma opinião.

"A Árvore da Vida" tem excessos, talhadas enormes de mau gosto. Também tem bocados de grande cinema.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O homem que adivinha os filmes



Escreve Nuno Rogeiro na sua coluna da revista "Sábado":
      O cosmopolita americano Spielberg, a filmar as aventuras do provinciano belga Tintin? Um cineasta judeu e liberal de Hollywood, pondo na tela o herói ingénuo de um desenhador criptofascista, produto das guerras europeias? O mestre dos efeitos especiais e do grande espectáculo, a dar movimento ao criador da linha clara, do desenho simples e depurado?

     Sim. E o resultado é soberbo, já que Spielberg parece ter resolvido dois problemas maiores.

     Primeiro, conseguiu modernizar a personagem, sem a matar, optando por uma técnica que não é nem desenho animado puro nem realismo duro, com actores de carne e osso. Evitou assim as experiências frustrantes da série televisiva da Belvision (interessante) e dos dois filmes de J.J. Vierne e de Phillipe Condroyer (desastrosos). 

     Depois, optou por sintetizar, de acordo com a viúva do criador Hergé, três livros diferentes, alojando-se em diversos imaginários, o mar e o deserto, a Europa e o Médio Oriente, a "normalidade" e a pirataria, a cidade e a aventura.
Vejo alguns problemas neste assomo de crítica ao filme de Steven Spielberg. A não ser que Rogeiro tenha alguma proximidade especial ao realizador. É que o filme ainda não foi projectado publicamente ou para a imprensa. Nem aqui nem em lugar algum. Disponível ao comum dos mortais estão apenas uma mão-cheia de fotografias, dois posters (teasers) e um trailer (também teaser).

Resultado soberbo? Com base em meia dúzia de materiais promocionais? É de homem!

Espero sinceramente que as opiniões do colunista sobre outros assuntos tenham fundamentos... como direi... mais profundos?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Leitura recomendadas (30.Mai.11) - Reflexos da crise em Hollywood - As estrelas e a publicidade

Ainda há poucas semanas comentava isto com alguém: nunca, como agora, se viu tanta estrela de Hollywood a fazer publicidade. Nos anos 90 e até já bem dentro do novo milénio, ninguém queria ouvir falar de dar a cara por uma marca.

A palavra "endorsement" era quase um palavrão dito entre dentes. Os publicists dos talentos agiam com rapidez e violência contra qualquer indício de que o seu estimado cliente pudesse estar associado, mesmo que remotamente, com uma marca ou produto.

Hoje, as coisas mudaram. Os custos de produção e marketing aumentaram e os proveitos têm vindo a diminuir. Deixámos de ouvir falar em salários de 20 milhões de dólares por filme. A verdade é que, cada vez menos, um filme é vendido pelos actores. Clooney, Roberts, Hanks, Cage, Johansson, Carrey, todos têm uma série de fracassos de bilheteira para atestar este facto.

Os publicists continuam a vigiar o planeta em busca de imagens que possam prejudicar os actores, mas apenas para garantir a integridade dos contractos assinados. Clooney é o homem da Nespresso, Julia Roberts dá a cara pela Lancôme, etc., etc.

Privadas de uma fonte de rendimento, as estrelas viram-se para outros lados.

Bem a propósito, recomendo a leitura deste artigo que aborda não só a tendência para o uso de actores de Hollywood na publicidade, mas também as incongruências e disparates que os rodeiam. O tom é, por vezes,exagerado, mas contém informação interessante e dá uma ideia bastante precisa do que se passa:

Greedy Celebs Could Impact the Entire Entertainment Business

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O filme que Paulo Portas não vai perder


Ben Stiller apresenta... a comédia que não permite que os princípios sejam um entrave ao progresso.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Salazar vai ao cinema II

Neste blogue só cabe aquilo em que realmente acredito e que me interessa.

Quando um livro combina duas paixões - a história e o cinema - a reacção só pode ser uma chuva ininterrupta de saltos de alegria e palminhas.

Cá vai disto: 
O livro "Salazar vai ao cinema II" de Maria do Carmo Piçarra é lançado na Cinemateca Portuguesa, hoje, às 19h30. Na sessão, apresentada por Joaquim Vieira e pela autora, serão mostrados os números 1 e 17 da série de actualidades da SPAC, Jornal Português. A seguir, haverá uma sessão de autógrafos na livraria Babel Cinemateca, no Espaço 39 Degraus.

Links fundamentais: 

O blogue Salazar vai ao cinema

Como e onde pode comprar o livro

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Falhas de comunicação


Actualização: Após este meu desabafo - e sem que uma coisa esteja relacionada com a outra - a situação voltou ao normal. Ainda bem, espero que se mantenha assim durante muitos e bons anos.

É bom acordar para uma nova semana e reparar que algo básico como uma tabela de box office de cinema com resultados do fim-de-semana está novamente enfarilhada devido a... "falhas de comunicação".

A malta do ICA faz o que pode. O que lhes é permitido por lei. Uma lei que alguns optam por ignorar. Um pouco como estacionar carros em segunda fila.

Vamos ser claros: "falha de comunicação" é uma justificação esfarrapada.

Portugal não é o Afeganistão. Não estamos na Idade Média.

As distribuidoras, porque são apertadas pelos EUA - nada habituados a dramas de transmissão de dados - segunda-feira a seguir ao almoço já estão a mandar os números completos, obtidos por e-mail, fax, telex, telefone, pombo correio, batuques ou sinais de fumo.

Quando as coisas são para consumo interno, o caso muda de figura.

Em boa hora, há uns anos, saiu legislação a regulamentar o envio da informação em tempo útil: receitas, número de cópias, espectadores... ou seja, Portugal, com anos de atraso, passou a ter o que é regra na maior parte dos mercados com alguma maturidade.

Graças ao bom trabalho da divisão de estatística do ICA, aos poucos passou a ser possível realizar análises sérias e actuai.

Como muitas coisas que funcionam em Portugal, há sempre um dia em que alguém que decide estragar tudo.

Nas últimas semanas os relatórios de box office do ICA (semanais e de fim-de-semana) contêm a ressalva de que os dados estão incompletos. Que alguns exibidores não estão a cumprir a lei.

A justificação repete-se: falha técnica no sistema informático que permite às salas enviar os dados para o ICA.

Seria de prever a existência de um sistema de recurso? Talvez enviar os resultados por e-mail? Imagino que a lei não preveja isso... Deus nos proteja do pragmatismo. O sistema informático não funciona e pronto.

Resultado disto tudo? Bom, estou a pensar regressar ao velho método de obter dados fiáveis através dos... Estados Unidos.

sábado, 16 de abril de 2011

Este blogue está em protesto contra o revisionismo na banda desenhada. Estrumpfes para sempre!



Les Schtroumpfs nasceram em 1958 pela mão do belga Peyo.

Em Portugal sempre se chamaram Estrumpfes, até que um bando de perigosos revisionistas achou por bem reverter o nome para o asqueroso, horrível, nojento e seboso... "Os Smurfs", como são conhecidos nos Estados Unidos, país pouco recomendável que, como todos sabem, nem sequer tem banda desenhada.

Em Portugal, o filme, que estreia este Verão, leva o título "Os Smurfs". Em Espanha, país que tem uns huevos do tamanho da galáxia, o filme terá o título "Los Pitufos", designação pela qual são conhecidas as personagens desde os tempos de El Cid.

Estamos indignados e em protesto. O que virá a seguir? O Astérix passa a chamar-se Jim? O Tintin passa a ser o Tim?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alegrias matinais - Mandar M. Night Shyamalan de volta para a escola de cinema

Pobre senhor Shyamalan...


Pessoalmente acho injusto, não considero o senhor assim tão mau e merecedor de tal castigo.

A verdade, no entanto, é mais cruel. Desde os tempos em que o menino via gente morta que M. Night Shyamalan estraga tudo em que toca.

Pior ainda, tornou-se o alvo de uma multidão de gente mais insensível e brutal do que os bandos de mortos-vivos da série "The Walking Dead".

De qualquer forma... isto tem alguma piada. Um grupo de maduros criou um site com o objectivo de juntar dinheiro para mandar o pobre M. de volta para a escola de cinema. Dizem-se cansados dos diálogos da treta, da falsa imagem de "autor" e das rotineiras reviravoltas no argumento.

Divirtam-se:

Send M. Night Shyamalan back to film school



Fonte: Film School Rejects

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vamos aprender a fazer uma campanha viral com a malta do marketing de cinema?

Graças aos moços simpáticos do /Film (leia-se Slash Film) ficámos a conhecer a mais recente campanha viral do "Super 8", o próximo filme do JJ "O Tipo Que Fez o Lost" Abrahms, com produção do Steven "O Tipo Que Fez Tudo e Mais Alguma Coisa" Spielberg.

O departamento de marketing da Paramount enviou uma caixa da Kodachrome com uma bobina de 8mm e uma pen USB. Embora o filme tivesse sido revelado, na actualidade não é vulgar ter um projector de 8mm à mão de semear, por isso a caixa continha também uma pen USB.

O Peter Scirretta, simpático e prestável, fez o favor de colocar as imagens online. É apenas um minúsculo clip de um segundo que mostra um grupo de senhores de bata branca a olhar para alguma coisa.

O filme está evidentemente incompleto. Peter lança uma pista. O ficheiro tem o nome EX_1A_046.mov o que deixa a entender que esta é parte 46 de várias.

Mais ainda... A caixa continha um código para ser enviado por e-mail. Em troca o destinatário receberá mais informações.

Sabemos que é um truque de marketing, mas o miúdo de 8 anos no nosso cérebro bate palminhas e não resiste a estas coisas.

As outras peças do puzzle devem andar por aí.

Tomem lá o link e divirtam-se:

/Film HQ Receives Mysterious ‘Super 8′ Package

sábado, 9 de abril de 2011

Leitura recomendadas (8.Abr.11) - Relações públicas em Hollywood

Um artigo didáctico sobre o trabalho de relações públicas numa das áreas mais selvagens e competitivas à face da terra.

Funny bits:
  • Playing the Internet fixer. A entrevistada, a Sra. Kelly Bush, afirma que sabe manipular os resultados de busca do Google de forma a fazer desaparecer as ligações e notícias menos agradáveis para os seus clientes.
  • Producing funny Web videos. Foi da empresa da Sra. Bush que saiu a ideia de vestir Ben Stiller como Joaquin Phoenix (na fase barbudo e pseudo-louco) para a cerimónia dos Oscars de 2009.
  • Blocking the press. A Sra. Bush prefere enfrentar a imprensa em vez de não atender chamadas ou mentir. Nesta época da Internet, enfiar a cabeça na areia não resulta.
  • Tobey Maguire. Foi a principal responsável por terem escolhido o maior pãozinho sem sal á face da terra como Peter Parker e Homem-Aranha. Bolas, ela é mesmo boa no que faz!
  • Quanto custa? A concorrência acusa-a de ganhar clientes por praticar preços anormalmente baixos. Ela diz que não. O serviço mais básico pode custar 4.500 dólares por mês. No máximo, pode atingir os seis dígitos.
  • Moeda de troca. Dizem as más línguas que Kelly controlou uma onda de notícias negativas em relação à WB em troca de uma série de exclusivos.
Ligação para o artigo:
A Publicist Who Sees No Need to Duck Calls