Temas

cinema (267) parvoíces (187) internet (169) jornalismo (117) piadolas (113) televisão (102) sociedade (96) política (89) marketing e publicidade (83) música (64) notícias (60) portugal (57) desporto (48) economia (46) internacional (28) história (25) coisas artísticas (20) tecnologia (16) dilbert (15) livros (15) comida (7) coisas científicas (1)
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas artísticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas artísticas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma solução contra a cultura choramingas

Woohoooo! Guito para fazer coisas artísticas!


Nem de propósito. No dia em que é publicada a magnífica declaração de Miguel Guilherme sobre a cultura choramingas dou de caras com um o "Movimento SIM".

És um jovem criativo? Gostavas de fazer coisas criativas e artísticas? Sim?

Falta-te o guito, não é? Pois, eu compreendo...

Podes para de chorar um bocadinho? Olha, inscreve-te nisto do "Movimento SIM". Os simpáticos senhores da Samsung querem premiar a criatividade da malta.

O prémio são 25 mil euros. Os senhores coreanos pagam os impostos e tudo

Como funciona?

A Samsung seleccionou um júri para avaliar cada um dos projectos de acordo com os seguintes critérios: inovação, potencial de mercado; impacto na comunidade e viabilidade económica.

O júri multidisciplinar será constituído por artistas, músicos, actores e empresários.
 
Os projectos a concurso deverão integrar-se numa ou várias das seguintes Indústrias Criativas seleccionadas: Arquitectura, Artes Perfomativas, Artes Visuais e Design, Marketing e Publicidade, Cinema, Televisão e Rádio, Moda, Música, Novas Tecnologias e Aplicações Digitais.

Os interessados podem inscrever os projectos até as 23h59m do dia 31 de Agosto de 2011.

Dia 17 de Novembro os cinco finalistas terão a oportunidade de apresentar o projecto ao júri durante 10 minutos.

O vencedor será anunciado a 24 de Novembro.

Queres saber mais? Toma lá o link para o site do "Movimento SIM". E pára lá com a choradeira de uma vez por todas, por amor da santa já não há paciência...


Miguel Guilherme a presidente das coisas culturais não choramingonas


A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O blogue da cultura

Se eu fosse um daqueles senhores muito sérios, agora escreveria algo assim: "Saúda-se a entrada no Ministério da Cultura para o maravilhoso mundo da blogosfera..."

Como este tipo de discurso me causa algum soninho e ainda não são horas de dormir só vos digo isto:

Tomem lá o link. A ministra giraça escreve lá (suspiro).

Blogue da Cultura

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

The Beautiful bottles, the adorable packaging

 

 60 Temptingly Designed Alcoholic Beverages

 
Engraçado, gosto muito do design nas garrafas de bebidas espirituosas, nas cervejas e tudo, mas no vinho há um limite. Se é demasiado arrojado ou se o design do rótulo dá muito nas vistas, não gosto. Surge-me logo uma suspeita: sera que o vinho é bom ou será só mesmo imagem?

Isto são tudo gut feelings: nos vinhos, tolero melhor algum design extravagante nas garrafas dos rosés - deve ser porque não os considero vinhos sérios.

Vejo-os mais como os comediantes da vinicultura. Ou como uma namorada de Verão.

De qualquer forma, estou apaixonado por algumas destas embalagens.

Gostava de as comprar só para poder exibi-las numa prateleira iluminada. Ou tê-las espalhadas em nichos pelas casas, tal como outras pessoas têm os seus santinhos.Quem sabe um pequeno altar, com velinhas. E ainda há quem pense que não tenho um lado espiritual.


  • Exemplos de design a mais numa garrafa de vinho:
The Malcolm; Down Under; Charles Le Chat; Paper Airplane; El Puño; He Said She Said (além do design do rótulo o nome também é parvo); Elk & Wolf (excelente imagem, mas que raio faz um alce numa garrafa de vinho?)

  • Exemplos de excelente design para o produto errado:
Yello + Blue (o vinho pode ser orgânico, até pode ter sido pisado pelos pézinhos do avôzinho, mas embalagens Tetra Pack?? Há áreas em que a modernidade só atrapalha e dá um ar bimbo que se farta)

Honey Moon (noutra bebida qualquer ficaria excelente, num vinho... bom acabo de criar uma nova expressão: "vinho pimba").

Uvita de Plata (a sério? e quando os putos confundirem a embalagem to tintol com a do sumo e apanharem uma valente besana?)


Bónus -  Aproveitem e passem a visitar também este site:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cultura, políticas de preço e marketing (tudo ao molho)

O comendador Joe diz que a colecção de arte em exibição no CCB teve dois milhões de visitantes em três anos.

A entrada é gratuita.

Agora, imaginem que tinham cobrado um euro. Uma moedinha por cada pessoa que fosse ver as peças giras do Berardo.

O número de visitantes desceria. Quanto? Para milhão e meio? Um milhão?

Bom... que quero eu dizer com isto? O preço é uma das variáveis daquele cliché básico, mas indispensável, chamado marketing mix. No entanto, raramente o marqueteiro de serviço mexe nesta variável porque os senhores dos dinheiros acham uma grande falta de respeito, porque com o pilim não se brinca e basicamente é isso que a malta do marketing faz, umas coisas engraçadas para ver se a empresa vende mais qualquer coisinha.

Na verdade, em especial durante tempos de crise como aquele que agora atravessamos, o preço passa a ocupar o lugar de honra na cabecinha dos consumidores. Se o povão anda curto de guito, então é pelo preço que lhe chegamos ao coração e o levamos a esse acto maravilhoso e místico de adquirir o nosso produto.

Regressemos à colecção Berardo. Com a cultura sempre à beira da penúria, perseguida por uma multidão de artistas a bater com a mão no peito e a rasgar as vestes em acto de contrição e desespero, será que este milhão de euros, ou algo assim, não fazia falta?

Um euro é um preço simbólico. Quando se pode multiplicar na casa dos milhões passa a ser uma fonte de receitas muito interessante. No caso da colecção do Comendador Joe e não só.


Dois milhões de visitantes são saldo de três anos de Museu Berardo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As pequenas desgraças da cultura

Não concordo com tudo o que o Daniel Oliveira escreve. É um alívio porque isto estava a começar a ficar esquisito.

Pontos interessantes:

  • O betola do costume a tentar reduzir tudo a uma guerra entre "nós" e "os outros" aplicando a mumificada repartição entre esquerda e direita. Ainda por cima, não tem sentido de humor e não percebeu a piada do título.

  • A chamada de atenção para os recursos sugados por organismos redundantes na manutenção da estrutura do próprio ministério.

  • Um terceiro ponto que lanço eu mesmo: As capelinhas. Os donos da cultura que se solidificaram no interior do sistema de apoios do estado como se fossem um cálculo renal. Muitos problemas passam por esta gente que impede o aparecimento de outros nomes e restringe a criatividade a cânones apertados. Algo que, muitas vezes, faz com que seja preciso mudar de país e ir para ambientes mais saudáveis.

  • Quarto ponto: Por muito que nos custe, o cinema português não tem mesmo projecção internacional fora dos círculos mais cinéfilos. A "New Yorker" não é uma revista que chegue a muita gente. É bom que o Oliveira ganhe prémios e que o Costa e o falecido César Monteiro apareçam em listas, mas continuam a ser conhecidos apenas por alguns, um nicho.

O artigo está aqui:

É a cultura, estúpido!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Fica ou não fica?

Deve haver mais por detrás desta questão mas o essencial que veio a público foi:

O Estado e alguns parceiros da área do audiovisual criaram um fundo de investimento para financiar projectos de cinema e televisão.

Entregaram a gestão do fundo à ESAF do grupo Espírito Santo e nomearam Teresa Felix como responsável.

Logo nos primeiros tempos, o Estado falhou nos pagamentos que lhe cabiam.

O fundo ficou paralizado.

O Estado decide mudar de fundo de investimento alocando as responsabilidades à ESAF, apesar de não ter cumprido a sua parte.

Entretanto, o grupo de artistas do costume, já andava a rezar pela pele do fundo. Cheirava-lhes a dinheiro desviado para produções de cariz mais popular que não lhes seria entregue para que pudessem manter a tradição de filmes muito aplaudidos em festivais e vistos por meia dúzia de maduros. Vai daí toca de escrever mais um manifesto dramático onde as expressões "catástrofe", "apocalipse" e "ai mãezinha que me fino" são repetidas vezes sem conta.


A visão é esta: o mundo está dividido em dois. Nós, os iluminados que gostamos de cinema, e o resto do mundo, as trevas onde se comem pipocas e se sorve refrigerante gaseificado.

Por outro lado, o FICA pôs-se a jeito com algumas apostas que, valha-nos Deus, eram tão más que até o Ed Wood as rejeitava.

E aqui vamos nós, de incompetência em incompetência, o cinema português continua a ter das quotas de mercado mais baixas da União Europeia (piores que nós acho que estão apenas a Bulgária e o Caramelistão)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O fim da Cinemateca.

Bénard da Costa vai finalmente sair da Cinemateca Portuguesa mas por razões de saúde. Espero que melhore rapidamente.

Infelizmente, de acordo com muitos dos quem bateram no peito e clamaram "injustiça" quando se falou na sua saída por limite de idade em 2005, isto significa que a Cinemateca irá acabar em caos e miséria. Pedro Mexia, estás tramado pá. A seguir ao velho senhor é o dilúvio, serás impiedosamente arrastado pelas águas e nada que fizeres impedirá este fim.

Ou então não acontece nada. A Cinemateca até melhora, diversifica e actualiza-se.

Ou continua na mesma.


sábado, 20 de dezembro de 2008

A inevitável nomeação

Demorou - se calhar para não dar tanto nas vistas - mas aconteceu.

Correu-se com o outro para lá meter o Diogo que entretanto também já tinha dito adeus ao Maria Matos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Impressionante galeria de fotos - Home And Away

Da New Yorker, uma série de fotografias de Platon acerca das forças armadas dos EUA.

O tratamento dado às imagens faz com que muitos que aparecem nestas fotos pareçam saídos de uma cena do filme Sin City. Mas também contém imagens repletas de sentimento e drama.

Eu adoro.

A New Yorker foi ainda simpática ao ponto de incluir uma entrevista com o autor.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Um momento Fagundes. O elogio a quem se mexe à vontade no lado pop e erudito da cultura

Primeiro, um dado importante. Quem é o Fagundes e porque raio o Steed passa a vida a falar deste tipo?

Fagundes, o Puxa-Saco, é um personagem criado pelo brasileiro Laerte e que, na descrição feita pelo próprio autor, é: "(...) um puxasaco de mão cheia. Todos os momentos de sua existência são dedicados a enaltecer seu chefinho, para o desespero desse último, que para Fagundes será sempre o primeiro e único!"

Foi-me apresentado, salvo erro ou omissão, pelo autor do Roda Livre e pela Menina Alice.

Portanto, sempre que eu me referir a um momento Fagundes, quero na realidade dizer que vou dar graxa a alguém.

Fim do esclarecimento.

Normalmente, risca-se uma fronteira entre o que é pop e o que tem um carácter erudito e os especialistas e consumidores de cada lado tendem a ignorar ou desprezar o outro.

Um erro, pois a dita fronteira não é nem estável, nem imutável, nem está definida de modo claro.

O passar do tempo, a alteração dos gostos estéticos e das ideias predominantes são apenas alguns dos factores que podem contribuir para que o popular e o erudito se misturem. Strauss era popular no século XIX agora, com o tempo, alinha nos clássicos do lado erudito da fronteira. E o John Zorn? Erudito ou pop? Phillip Glass? Os exemplos não têm fim.

Esta conversa toda tem o propósito de chamar a atenção para um texto publicado no Sound+Vision que aborda exactamente este assunto do desprezo - em alguns casos é mesmo asco - que alguns intelectuais têm pelo lado pop da cultura.

sábado, 9 de agosto de 2008

Ainda o acordo ortográfico e um texto que desmonta os argumentos dos sábios da nação

Quem me conhece, sabe que não vejo mal no acordo ortográfico. Simpatizo com ele e era mesmo capaz de lhe dar um beijinho.

Sabem que acho a generalidade das manifestações do tipo "ai jasus que lá se vai a nossa querida língua" ou bater no peito e rasgar as vestes, completamente parvas e com um inegável potencial piadético.

A língua portuguesa é uma coisa do caraças. E tem sido maltratada e negligenciada mais ao nível político do que pelos utilizadores. O grande desafio e o mais importante de tudo, acima dos egos e dos acordos ortográficos, é continuar a ganhar gente para o lado dos que falam português. Isso dá-nos - a todos e não só aos brasileiros ou moçambicanos ou quem quer que seja - mais força e cria laços mais relevantes do que qualquer outro factor. Mais do que um passado comum dá-nos um futuro comum.

O assunto perdeu alguma actualidade enquanto os subscritores de petições e textos apocalípticos foram a banhos ou estão entretidos à procura de outros temas que lhes permitam brilhar e exibir a sapiência. Apesar disso, dá tanto gozo ler este texto que não o partilhar me iria impedir de dormir bem durante semanas.

sábado, 19 de julho de 2008

Adeus Hermitage!

Diz o Público que o Hermitage afinal já não quer ter um pólo permanente em Portugal.

O director cascou forte e feio na organização cá do burgo e falou de jogos políticos, falta de dinheiro e má vontade.

Eu não percebo nada de museus e não vi a exposição. Informei-me há uns tempos com uma amiga da área da conservação e restauro que me garantiu que aquilo era muito mauzinho, com peças de pouco valor, tudo organizado sem grande consistência.

Agora há quem dê vivas e exulte de alegria enquanto outros perguntam: para que raio se gastaram 1,5 milhões de euros a fazer uma coisa mal feita?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A cultura é tão xunga como o futebol

A acreditar no que escreve o Correio da Manhã - e eu cá acredito muito neste jornal, é uma fé que eu tenho - agora que há ministro novo na cultura, toca a dar chutos no traseiro a todos os chefes nomeados pela ministra anterior. Saiem uns, pagam-se umas indemnizações (um dos modos de vida mais invejados em Portugal é o de indemnizado) e entram outros. Então vai daí o Infante demite-se do Estrela da Amad...eeer...do Teatro Maria Matos, para substituir Carlos Fragateiro (o indemnizado) no Benfi...eeer...no Teatro Dona Maria II.

Outras lições a guardar: o Bénard da Costa é intocável e, assim que ele sair, a Cinemateca Portuguesa será engolida para as profundezas da terra e nunca mais haverá sítio em Portugal onde se possam ver filmes antigos. Se fosse ao Pedro Mexia pirava-me dali rapidamente.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Obviamente demitem-se! (A dança das cadeiras nas direcções dos teatros de Lisboa)

Eu cá não sou de intrigas e normalmente estas tricas passam-me ao lado mas, a história das demissões dos directores dos teatros Maria Matos e D. Maria em Lisboa, exalam um odor um pouco agradável.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Playing the Building

Novo projecto do David Byrne.

Informações no site da NPR (a rádio publica norte-americana), e no site do autor.

domingo, 18 de maio de 2008

Os sábios

Tenho para mim que raras são as pessoas que sabem muito de um assunto e gostam de partilhar a sapiência com terceiros. Porque isso colocaria em perigo a sua posição de sábios? É possível.

Sempre é mais fácil sobreviver com o estatuto que se tem se a populaça não aceder aos conhecimentos que ocultam de modo cuidadoso, com o discurso hermético e a pose de guardiões sabe-se lá de quê. Anunciam constantemente o armagedão intelectual e o fim dos tempos para a humanidade. E levam-se muito, muito a sério.

Quando se encontra alguém que está genuinamente interessado em ensinar, é o êxtase e a glória. Essa gente merece um cortejo de oferendas do tamanho do mundo.


Moral da história: é preferível ensinar e aprender, a perder tempo a exibir o que se sabe.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

As capas da Annie Leibovitz na Vanity Fair

Este blogue está a ficar duma vulgaridade...

Enfim, desculpem o desabafo. Voltando ao que (não) interessa, desde 1995 que a Vanity Fair apresenta anualmente uma edição especial dedicada a Hollywood [preencher com uma das opções abaixo indicadas]*

a) Se você é trolha, mecânico de automóveis ou pintas de Alfama leia "cheia de gajas boas".

b) Se você é um metrossexual armado aos cucos leia "com mulheres interessantes, modernas, inteligentes, que sabem cuidar da sua aparência e ocasionalmente com homens assim como eu".

c) Se você é uma mulher leia "repleta de tipas todas retocadas e cheias de maquilhagem. De vez em quando aparecem gajos bons mas a maior parte deles deve ser larilas"

d) Se você tem 35 anos, ainda vive com os pais e a sua mãe é que lhe compra a roupa, leia "gahgrlihihihihi... com miúdas giras!"

As fotos destas capas, da autoria de uma senhora chamada Annie Leibovitz, são sempre muito giras, ocasionalmente maravilhosas e geralmente bem esgalhadas.

Para comemorar o 14º Hollywood issue, o site da Vanity Fair criou um slideshow com todas as capas.

Aproveitem, dêem uma olhadela e sorriam com os títulos das mais antigas.


*Exemplo de como este blogue encarnou o espírito da web 2.0