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domingo, 21 de junho de 2009

Resultados e avaliação dos atletas portugueses no 2º dia do Campeonato da Europa das Nações em Atletismo

Esteve mais calor hoje em Leiria do que no sábado. Felizmente também esteve muito mais público. Público entusiasta que vibrou com as provas e mostrou um desportivismo exemplar ao aplaudir atletas e resultados independentemente da nacionalidade.

Por outro lado, confirmou-se que a nova regra das eliminações nas provas de meio-fundo é mais do que apenas parva. É perigosa. Coloca em risco a segurança dos atletas ao causar quedas - além de destruir o lado básico de uma corrida de fundo ao pedir que se façam pequenos sprints em três voltas ao longo do percurso.

Infelizmente a selecção portuguesa não conseguiu o nono lugar final que lhe garantia a manutenção nesta categoria. No próximo ano disputará a segunda liga europeia. Falta-nos mais equilíbrio na equipa. Acabámos o fim-de-semana com três vitórias (Triplo M, Comprimento F e 1500m M); três segundos lugares (100m M, 200m M e Comprimento M) e um terceiro (3ooom F). A Grécia, que conseguiu a tal nona posição na geral, não venceu uma única prova e os melhores resultados que teve foram três terceiros lugares. Mas foi mais consistente. Apenas três últimos lugares contra seis dos portugueses.



Resultados dos portugueses no segundo dia:

Martelo F - Vânia Silva (11ª 61.36) **
Vara M - Edi Maia (11º 5.35 SB) ****
Triplo Salto M - Nélson Évora (1º 17.59) *****
Altura F - Marisa Anselmo (12ª 1.80 SB) ****
Peso F - Mª Antónia Borges (11ª 15.41) **
110mB M - Luis Sá (12º 14.33) ***
Disco M - Jorge Grave (11º 49.55) **
200m F - Sónia Tavares (7ª 23.82 SB) ****
800m M - Fábio Gonçalves (10º 1.49.45 PB) ****
100mB F - Eva Vital (10ª 13.66 PB) ****
3000m M - Manuel Damião (6º 8.12.30) ***
Comprimento F - Naide Gomes (1ª 6.83) *****
1500m F - Sara Moreira (7ª 4.12.94 PB) ****
200m M - Arnaldo Abrantes (2º 20.62 SB) *****
Dardo M - Elias Leal (10º 68.62) **
5000 F - Dulce Feliz (5ª 15.47.37 PB) ****
3000mO M - Alberto Paulo (12º Eliminado) *
4x400m F - Portugal (9ª 3.36.15) ***
4x400m M - Portugal (11º3.08.08) **

NR = Recorde nacional
PB = Recorde pessoal
SB = Melhor marca pessoal do ano


GER
326.5

RUS
320

GBR
303

FRA
301

POL
289

ITA
278

UKR
265.5

ESP
257

GRE
216.5

CZE
213.5

POR
200

SWE
138

sábado, 20 de junho de 2009

Resultados e avaliação dos atletas portugueses no 1º dia do Campeonato da Europa das Nações em Atletismo


O estádio é engraçado - embora a conservação exterior deixe muito a desejar - e está muito bem enquadrado pelo castelo de Leiria. Estava alguma gente mas apenas na bancada poente, a que ficou à sombra. Calor mas com uma brisa leve que ajudou a manter o público acima do ponto de cozedura.

Resultados interessantes. Duas melhores marcas do ano e uma boa prestação da equipa portuguesa. Pena a desclassificação da Patrícia Lopes nos 400 barreiras por ter pisado a divisória da pista. Foi um recorde pessoal e um sexto lugar para o galheiro.

As novas regras. Pois... Nos saltos horizontais e nos lançamentos tudo bem. A coisa funciona. Nos saltos verticais a regra dos quatro nulos ao longo do concurso é confusa e pouco contribuiu para dar lhes dar mais ritmo.

Desastre mesmo é a ideia das eliminações ao longo da prova em que o último classificado em determinadas voltas é eliminado.

É confuso - nos 3000m femininos chegou-se ao ridículo de a espanhola, primeira eliminada, se ter recusado a abandonar a corrida, terminando mesmo em primeiro para ser imediatamente desqualificada.

É perigoso. A ânsia de escapar à eliminação, sobretudo quando os atletas ainda estão muito juntos, leva a empurrões e molhadas que têm pouco a ver com desporto e transformam as corridas de meio fundo (3000 metros e acima) numa espécie de dança das cadeiras pouco digna.

Prejudica e distorce os resultados. Ao obrigar os atletas a sprints intermédios estraga o ritmo e obriga a esforços desnecessários que se reflectem nos resultados finais.

Resultados dos portugueses no primeiro dia:

100m M - Francis Obikwelu (2º 10.20 SB) *****
400m M - João Ferreira (9º 46.66 PB) ****
1500m M - Rui Silva (1º 3.42.07 ) *****
5000m M - Rui Pedro Silva (5º 14.08.66) ***
400mB M - Edivaldo Monteiro (10º 51.22) **
4x100m M - Portugal (4º 39.02 NR) *****
Altura M - Paulo Gonçalves (12º 2.05) **
Comprimento M - Nélson Évora (2º 7.94 =SB) *****
Peso M - Marco Fortes (9º 19.07) **
Martelo M - Dário Manso (11º 66.62) **

100m F - Sónia Tavares (8ª 11.57) **
400m F - Mª Carmo Tavares (11ª 55.09) **
800m F - Sandra Teixeira (10ª 2.02.00 SB) ***
3000m F - Inês Monteiro (3ª 9.00.83) ****
400mB F - Patrícia Lopes (12ª desqualificada) *
3000mO F - Sara Moreira (4ª 9.43.99) ***
4x100 F - Portugal (7ª 44.70 NR) ****
Vara F - Sandra Tavares (9ª 4.25) **
Triplo F - Patrícia Mamona (8ª 13.50) ***
Disco F - Liliana Cá (11ª 47.41) **
Dardo F - Silvia Cruz (12ª 50.30) **

NR = Recorde nacional
PB = Recorde pessoal
SB = Melhor marca pessoal do ano

Classificação por equipas após 21 de 40 provas


GBR
165

RUS
164

FRA
159.5

GER
158.5

UKR
155

POL
153

ITA
140

CZE
123

ESP
117

GRE
112

POR
111

SWE
72

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ena, seis a dois! (longo bocejo)

É impressão minha ou isto não interessa nada?

Ai a gente perdemos com o Brasil por bués golos, o Queiroz esse malandro, não percebe nada e isso.

É uma vergonha, uma vergonha é o que é, humilhação e o catano.

...

Engraçado. Um bocado à imagem do que acontece quando se bebe uma Frize, hoje de manhã acordei e não sinto nada disso. 'Tou na mesma.

Longo bocejo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Cartaxana também consegue ser insuportável

Já aqui coloquei ligações para alguns artigos do Rui Cartaxana no Record. Artigos em que ele fala claro sobre os disparates do futebol.

Hoje, a ligação é para um disparate. O Cartaxana a exagerar. A apelar e não sei mais o quê.

Ora, é sabido que quando alguém apela num jornal o mais certo é sair disparate.

Porquê?

Em primeiro lugar porque é um exercício de arrogância de proporções gigantescas.

Depois, porque é ridículo e até um bocadito parolo.

Finalmente porque, como caiu do ridículo neste tema, perde credibilidade para o futuro.

É assim mesmo meu amigo, o mundo é lixado e não perdoa. Ou então perdoa e eu é que estou a fazer uma confusão disto tudo porque, assim como assim. amanhã de manhã já ninguém se lembra puto desta crónica.

domingo, 21 de setembro de 2008

E Portugal venceu a Letónia

Era preciso jogar muito bem para ganhar à Letónia e isso aconteceu. Com um triplo nos últimos segundos, mas aconteceu.

Ou seja, aplica-se aquela velha máxima de que é preciso tempo para aparecerem os resultados e de é prudente não enterrar os treinadores aos primeiros sinais negativos (claro que para a malta do futebol isto é física quântica. Nunca o vão entender).

A verdade é que os primeiros meses de Moncho Lopez foram um pesadelo. Agora, a equipa parece mais estável embora - mas isso pouco mudou - muito dependente da eficácia do jogo exterior.

Escapou-se à cruel disputa pela permanência entre a Divisão A europeia mas o apuramento para o Eurobasket 2009 vai ser difícil. A França e a Itália ficaram de fora nesta primeira fase e serão dois dos adversários da selecção portuguesa na poule que encontrará o 16º finalista.

As outras equipas são a Bélgica, a Finlândia e a Bósnia.

Destaques desta fase de apuramento com algumas supresas:

Grupo A

A Itália perdeu com a Sérvia em casa e fora com a Hungria e a Bulgária. Voltou a perder fora com a Sérvia por uns vergonhosos 20 pontos.

A Sérvia conseguiu afastar a crise durante algum tempo ao conseguir apurar-se.

A Finlândia ganhou em casa à Sérvia.

1. SÉRVIA87/1663/52415
2. BULGÁRIA84/4670/63912
3. Itália84/4574/59012
4. Finlândia83/5613/65511
5. Hungria82/6552/66410

GRUPO B

O mau começo de Portugal. A Macedónia fica em primeiro no grupo.

1. MACEDÓNIA64/2495/44310
2. Letónia64/2492/44610
3. Portugal63/3395/4609
4. Estónia61/5434/4677

GRUPO C

A derrota fora da França frente à Ucrânia que acabou por lhe custar o apuramento directo.

A queda da Ucrânia que começou bem mas acabou no último lugar do grupo.

1. TURQUIA66/0487/40712
2. França63/3460/4469
3. Belgica62/4403/4308
4. Ucrânia61/5417/4847


GRUPO D

O apuramento directo da Grã-Bretanha que acabou a vencer este grupo.

O colapso da Rep. Checa.

O apuramento de Israel no último jogo.

1. GRÃ-BRETANHA
64/2504/48210
2. ISRAEL63/3515/4919
3. Bosnia-Herzegovina63/3465/4709
4. República Checa
62/4432/4738

LISTA DE SELECÇÕES APURADAS

A caixa alta os apurados directos. Os últimos classificados de cada grupo irão disputar a poule de descida à Divisão B. Os restantes disputarão a poule final de apuramento que dará acesso ao último lugar disponível para o Europeu de Basquetebol na Polónia, no próximo ano.

As selecções que já se apuraram são:
  • Polónia (como país organizador)
  • Rússia (apurada via classificação nos JO em Beijing)
  • Espanha (apurada via classificação nos JO em Beijing)
  • Lituânia (apurada via classificação nos JO em Beijing)
  • Grécia (apurada no torneio de qualificação olímpico)
  • Alemanha (apurada no torneio de qualificação olímpico)
  • Croácia (apurada no torneio de qualificação olímpico)
  • Eslovénia (apurada no torneio de qualificação olímpico)
  • Sérvia (apurada nesta fase de qualificação)
  • Letónia (apurada nesta fase de qualificação)
  • Turquia (apurada nesta fase de qualificação)
  • Grã-Bretanha (apurada nesta fase de qualificação)
  • Macedónia (apurada nesta fase de qualificação)
  • Bulgária (apurada nesta fase de qualificação)
  • Israel (apurada nesta fase de qualificação)
A ASCENÇÃO DA GRÃ-BRETANHA

Fantástica a ascenção da Grã-Bretanha que na fase anterior jogava na Divisão B para agora conseguir apurar-se para um Europeu.

Mas não veio do nada esta melhoria do basquetebol britânico.

Quando soube que iria organizar os Jogos Olímpicos em 2012 foi acordado que as selecções da Inglaterra, Escócia e País de Gales passariam a competir em conjunto, como equipa da Grã-Bretanha.

Só um dos jogadores que actuaram durante esta fase de qualificação actua na liga britânica. Os restantes estão espalhados pela NBA (Lol Deng) pela primeira e segunda ligas de Espanha, França, Chipre ou Itália.

sábado, 20 de setembro de 2008

Selecção de basquetebol em subida mas, será suficiente?


Após as três derrotas iniciais, a selecção portuguesa de basquetebol conseguiu atingir níveis de rendimento satisfatórios e vencer por duas vezes, contra a Estónia por 54-60 e frente à Macedónia por 81-71.

Já deu para atenuar o desastre dos primeiros jogos e mostrar o nível real da equipa.

Hoje, às 16h35, em Lordelo, é o último encontro, com a Letónia, a equipa mais difícil do grupo. Caso vença, a selecção portuguesa de basquetebol terá a hipótese de disputar a fase de qualificação para a última vaga no Eurobaskt 2009.

Se, nas outras duas vitórias, jogar bem deu para ganhar, contra a Letónia será preciso jogar como nos melhores momentos no Europeu de 2007. A Letónia é uma das melhores equipas europeias.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre a falta de jeito para os negócios - Os direitos de transmissão dos jogos de futebol

O negócio de venda dos direitos de transmissão televisiva dos jogos de futebol foi um desastre para os clubes.

Hoje, o Rui Cartaxana fala sobre isso na sua coluna no jornal Record.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Águas abertas

Acham que o blog agora tem desporto a mais?

Campeonato Europeu de Águas Abertas em Dubrovnik, na Croácia.

Photo by Giorgio Scala - DEEPBLUEMEDIA (www.deepbluemedia.eu)

10 kms Masculinos - 20º lugar entre 35 atletas para o atleta olímpico português Arseniy Lavrentyev. Na mesma prova, Daniel Viegas foi 30º.



Photo by Giorgio Scala - DEEPBLUEMEDIA (www.deepbluemedia.eu)

10 kms Femininos - Muito bem a também olímpica, Daniela Inácio, 13ª entre as 28 que terminaram. Ficou a apenas 12 segundos da primeira e andou em sexta até aos últimos 200 metros mas quebrou no final.

A variante de natação em águas abertas apareceu este ano pela primeira vez nos Jogos Olímpicos. São provas longas, 5 kms em contra-relógio individual, 10 kms e, pasmai ó gentes, 25 kms!!! Só para terem uma ideia, os homens terminaram a prova em cinco horas e sete minutos e as mulheres em cinco horas e vinte e sete. É quase um dia de trabalho inteirinho a nadar! E nem sequer dá para fazer pausas para ir ao msn ou ao hi5.

Selecção de basquetebol continua a perder

Começa a ser preocupante a falta de rendimento da selecção nacional de basquetebol. Terceira derrota consecutiva, agora na Lituânia. Mas, mais do que as derrotas, são os números que preocupam. O resultado de 79-43 junta-se aos 85-48 na Macedónia e à derrota em casa com a Estónia, a equipa mais fraca do grupo.

Infelizmente, começa a confirmar-se o pior cenário.

Apogeu e queda das selecções nacionais de futebol

Devem ter-me posto alguma coisa na comida para escrever dois textos seguidos sobre (yargh!) futebol. Mas como é para dizer mal, pontapé para a frente!

Já repararam como as selecções dos jovens, as sub-qualquer coisa, têm falhado apuramentos que é uma festa? Já viram que, aaaah...já não aparecem mais Cristianos Ronaldos nem Rui Costas nem nada? E agora?

Prevejo que, se as coisas não mudarem e os putos não se transformarem por milagre em jogadores de nível, a selecção portuguesa de futebol vai voltar ao que sempre foi. Ou seja, uma equipa banal, que nem sequer consegue o apuramento para as fases finais. O que não é necessariamente mau, tendo em conta o meu desprezo pelo pontapé na bola...

Uma crónica pouco habitual sobre os bastidores do futebol português

Pode ser que as coisas tenham mudado mas não estou habituado a ler artigos com conteúdo nos jornais desportivos. Sempre me pareceram uma versão masculina da Caras e da Nova Gente, com tricas e mexericos mas sem nada de realmente importante. A crónica do Rui Cartaxana no Record é uma excepção. Espero bem que seja o sinal de que algo está a mudar, que o tempo do assobiar para o lado tenha acabado e, em resumo, que estes jornais passem a fazer assim...sei lá, jornalismo?

A história de um ciclista

Não perguntem como mas fui dar com o blogue do ciclista profissional português João Correia que compete nos Estados Unidos. É um site interessante, sobretudo porque o senhor voltou a competir este ano, após ter ganho muito peso.

E tem uma história de partir a rir contada pelo Joaquim Azevedo sobre uma certa garrafa de água.

domingo, 7 de setembro de 2008

A selecção nacional de basquetebol - De bestiais a bestas in no time

Depois do último campeonato da Europa, Valentyn Melnychuck, durante 13 anos seleccionador nacional de basquetebol, decidiu regressar à Ucrânia para dirigir a equipa do seu país.

A Federação, após ter falhado a primeira escolha, Mário Palma, contratou o espanhol Moncho López. O curriculo parecia mais do que adequado: seleccionador espanhol durante dois anos, treinador do CD Baloncesto Sevilla da Liga ACB, a segunda melhor do mundo logo atrás da NBA.

O basquetebol nacional a nível de selecções estava melhor que nunca. Apurado para o Europeu pela primeira vez em décadas, com uma presença bastante acima do esperado, tudo apontava para o início de mais um ciclo positivo ao mesmo nível.

Com os clubes, passava-se exactamente o oposto. Após 12 anos, a competição profissional assumiu o seu falhanço, após acumular prejuízos e ter conduzido diversos projectos à falência, levando nomes como o Queluz, a Oliveirense ou o Beira-Mar para competições inferiores.

A presença de equipas portuguesas nas competições europeias ficou reduzida a aparições esporádicas, com resultados medíocres. Nada que se possa comparar com o nível das décadas anteriores em que era possível ver o Benfica ou a Ovarense a lutar de igual para igual contra adversários franceses, belgas ou polacos.

A generalidade das equipas europeias deu um passo em frente e as portuguesas recuaram, levando mesmo alguns atletas a procurar maior competividade e salários mais elevados em equipas espanholas das Ligas LEB (segundo, terceiro e quarto nível de competição em Espanha, abaixo da Liga ACB).

A entrada em colapso da LCB, a liga profissional portuguesa, reduzida a apenas 8 clubes, fez regressar tudo ao ponto inicial. A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) não escondeu o entusiasmo pelo regresso de todos os clubes ao seu controlo e irá organizar agora uma nova prova chamada Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB) que terá jornadas cruzadas com o segundo escalão, a Proliga. Cada liga terá 12 equipas, com a LPB a assimilar as oito sobreviventes da LCB.


Mas a era Moncho López não tem sido a continuação dos últimos tempos de Melnychuck. Começou com uma vitória sobre a selecção B de Espanha por 77-69. Continuou com uma presença ambiciosa num torneio em Espanha com as três melhores equipas da Europa. Resultados, derrotas com a selecção principal espanhola por 84-35; com a Russia por 86-64 e com a Lituânia por 61-90.

Seguiu-se um torneio triangular na Eslováquia, com duas vitórias contra a Holanda (67-51 e 80-69) e uma derrota contra os anfitriões por 70-79.

De regresso a Portugal outro triangular desta vez com três triunfos. De novo contra a Holanda (63-59) e contra a Túnisia (92-67).

Nova viagem. Presença no torneio Efes Pilsen World Cup, na Turquia e mais três derrotas: 64-83 contra as Bósnia; 68-75 contra a selecção da casa e, sinal bastante sério de que algo não está a correr bem, derrota contra a Grã-Bretanha por 79-80.

Por fim, a competição a sério. Qualificação para o Eurobasket 2010. Derrotas em casa contra a Estónia por 70-79 e fora contra a Macedónia por 48-85 e o adeus à qualificação directa.

Durante este Verão a selecção nacional disputou 14 jogos. Saldo: 5 vitórias e 9 derrotas.

Existem várias atenuantes, se quisermos ser simpáticos para Moncho Lopéz. Chegou em cima da hora, ainda não conhece o basquete português, está a implementar um novo projecto que demorará tempo a revelar os seus aspectos positivos, que Melnychuck também levou tempo até obter resultados.

Se quisermos ser antipáticos, podemos dizer que em Espanha ficaram contentes com a sua saída da selecção nacional, que foi despedido da única equipa que treinou na liga ACB porque não conseguiu melhor do que um 13º lugar, que a sua reputação é fraca, que começar contra as três melhores equipas europeias do momento foi contra-producente, que efectuar tantas viagens e tantos jogos durante o Verão foi uma má opção.

Na prática, a selecção Portuguesa voltou a um nível mais baixo do que tinha antes do Eurobasket 2007.

Notas de esperança:
  • Vem aí a primeira edição da LPB. Deseja-se que corra bem e que as equipas Portuguesas comecem a recuperar o tempo perdido na última década.
  • A selecção sénior feminina tem estado a fazer uma campanha excelente na qualificação para Divisão A do Eurobasket e lidera o seu grupo com 3 vitórias e 1 derrota.
  • Pode ser que o trabalho de Moncho Lopéz venha a dar frutos a médio prazo.
Nota de saudade:
  • A Ucrânia de Melnychuck venceu a França por 78-77 e mantém-se na corrida para o apuramento no seu grupo.
Nota pessimista:
  • Se Portugal não melhora rapidamente e consegue pelo menos uma vitória no seu grupo, arrisca-se a ter de disputar o play-off de despromoção à Divisão B.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos (post-mortem)

(Photo credit: Shaun Botterill/Getty Images)

Acabaram. Posso finalmente voltar ao fuso horário de Lisboa.

Por todo o lado se fazem balanços e análises. Aqui também, na forma de uma lista de ideias e situações. Mais tarde, a compilação das notas dos atletas Portugueses e uma análise comparativa sobre o quadro de medalhas. Então, cá vai disto:


O mais importante é participar

Polémica com piada esta sobre o país que obteve melhores resultados. Os Estados Unidos fazem as contas somando o número de medalhas, independentemente de serem de ouro, prata ou bronze. A China, o COI e o resto do mundo dão mais valor às medalhas de ouro. Os resultados de cada método são ligeiramente diferentes...

No Eurosport vi uma entrevista com o editor de desporto da Associated Press onde ele explicou que este método de escalonamento dos países pelo total de medalhas tem sido utilizado nos Estados Unidos desde sempre. Bottom line, os resultados oficiais dizem que a China foi a maior nos Jogos Olímpicos de Beijing. Isto é verdade em todo o mundo excepto naquela parte do planeta que fica ali encaixado entre o México e o Canadá.


Espírito Olímpico

Interessante o artigo do Expresso sobre o jogo de pólo aquático mais sangrento da história dos JO. Em 1956, na ressaca da invasão Soviética da Hungria, as seleccções de ambos os lados enfrentaram-se no torneio olímpico de pólo aquático. Houve porrada que ferveu.

Esta olimpíada também teve os seus momentos de batatada. O cubano Ángel Matos mostrou que merecia vencer o combate de Taekwondo para atribuíção da medalha de bronze ao acertar uma técnica perfeita na cara de um dos juízes. Deu uma linda foto de propaganda da modalidade e direito à irradiação do atleta e do seu treinador.

A arbitragem nas modalidades de combate (judo, taekwondo, boxe, luta greco-romana) foi alvo de reclamações em diversas formas e feitios. Do comentário mais ou menos discreto ao protesto formal aconteceu de tudo um pouco. O Taekwondo já vinha com má fama de Atenas e apesar das reformas anunciadas não escapou à controvérsia. Também a luta greco-romana providenciou uma imagem engraçada com o sueco Ara Abrahamian a deixar a sua medalha no chão em protesto contra as decisões dos juízes. Melhor ainda, o Tribunal Arbitral de Desporto deu-lhe razão.


Heróis do Estádio


Para a história, ficam a China, Michael Phelps, Usain Bolt e a selecção de basquetebol dos Estados Unidos. O país organizador por ocupar, pela primeira vez, o primeiro lugar no quadro de medalhas. Phelps por se ter transformado no maior papa-medalhas da história dos Jogos. Usain Bolt pelas três vitórias e outros tantos recordes do mundo nos 100, 200 e estafeta 4x100 metros. O novo Dream Team do basquete por ter recuperado ao fim de 12 anos a medalha de ouro para os Estados Unidos.


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O meu desprezo pelo futebol também bate recordes

Se não fosse o Certamente! nem me tinha lembrado do jogo Portugal x Ilhas Faröe. E mais, não faço a mínima ideia de quem foi convocado.

Aaahhh...era tão bom continuar a ouvir falar de atletismo ou tiro com arco o resto do ano....

Análise dos resultados tugas nos Jogos Olímpicos (décimo segundo e décimo terceiro dia)

Natação
A Daniela Inácio (3) participou nos 10 kms de natação em águas abertas e foi 17ª entre 24 inscritas.

No lado masculino o Arseniy Lavrentyev (2) foi o 22º e penúltimo a cortar a meta.

Taekwondo

O Pedro Póvoa (1) perdeu primeiro com um atleta da Republica Dominicana, foi repescado e perdeu novamente com um adversário de Taiwan.

Atletismo
Nos 20kms marcha femininos estiveram três portuguesas. A Ana Cabecinha (4) foi 8ª com novo recorde nacional, a Vera Santos (3) foi 10ª com melhor marca pessoal e a Susana Feitor (1) desistiu.

No triplo salto, já toda a gente sabe, o Nelson Évora (5), deu a maior alegria possível aos portugueses ao ser campeão olímpico com 17,67m, melhor marca pessoal este ano.

Vela
Últimos portugueses a completar a sua participação na modalidade, Afonso Domingos e Bernardo Santos (4) ficaram em 8º na classe Star.

A partir de agora podem chamar-me Bruxo Steed

Pelos vistos adivinho o futuro. Que vontade enorme de me rir quando lí esta notícia:

Vicente Moura reconsidera saída do Comité Olímpico Português

Mas, mas, mas...e o sentido de ridículo? A honestidade? A coerência?

Já a seguir: Steed anuncia os números do próximo sorteio do Euromilhões. Vamos ficar todos ricos carago!

O Nelson Évora é campeão olímpico.

Não vi a prova e só há minutos é que o meu serviço pessoal de notícias me mandou uma sms com a novidade. Obrigado querida.

Excelente, o Nelson.

Agora vai ser interessante ver as reacções. Será que o Vicente Moura já não se demite? Será que a desgraça vai ser transformada na melhor participação de sempre? E o Gustavo Lima, sempre termina a carreira ou ainda vai a Londres em 2012?

As únicas certezas rodam à volta da tendência usual para o 8 ou o 80 e da incapacidade para nos focarmos no essencial.

Fotos fantásticas dos Jogos Olímpicos

Via Complicadíssima Teia aqui vos deixo o link para uma série de imagens excelentes dos fotógrafos da Newsweek destacados nos Jogos Olímpicos de Beijing.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Análise dos resultados tugas nos Jogos Olímpicos (décimo primeiro dia)

Bate forte mas passa depressa. De regresso à análise ao comportamento dos atletas portugueses.

Atletismo
Vamos já arrumar depressa esta parte. A Naide Gomes (1) falhou, com dois nulos e um terceiro salto a ajeitar tanto a chamada que não lhe deu mais do que 6,29m. Ela que tem 7,12m esta época.

A Sílvia Cruz (3) no dardo não deslumbrou mas cumpriu. Foi 24ª entre 52 concorrentes e fez 57,06m a mais de dois metros do seu melhor, 59,76m.

A Jessica Augusto (1) foi última na série de apuramento dos 5.000 metros.

Canoagem
Teresa Portela (3) nos 500m em K1 apurou-se para as meias-finais, tal como a dupla Helena Rodrigues/Beatriz Gomes (3) em K2.

Triatlo

O Bruno Pais (3) fez uma boa prova e acabou em 17º. Falta-lhe capacidade na parte decisiva, a de corrida mas esteve com os da frente enquanto pôde. O Duarte Marques (2) sentiu mais dificuldades e foi apenas 40º.

Ténis de Mesa
O Marcos Freitas (3) passou a primeira eliminatória enquanto o Tiago Apolónia (2) foi eliminado por um Chinês da Republica Dominicana e o João Monteiro (2) por um Nigeriano efectivamente da Nigéria.

Vela
Na classe Laser foi irritante ver o Gonçalo Lima (4) perder uma medalha na última regata e por apenas um ponto. Ficou em quarto lugar que, de qualquer modo, é bom mas acaba por saber a pouco.

Quem também falhou no momento decisivo foi o João Rodrigues (2) na classe RS:X que, após ter recuperado diversos lugares ao longo das regatas, ontem ficou para trás e deixou escapar o apuramento para a Medal Race por três pontos. Acabou em 11º.