Princípios tão básicos, mas tão esquecidos...
A manifesto for the simple scribe – my 25 commandments for journalists
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O futuro próximo do jornalismo
apresento as desculpas se vieram em busca de uma análise séria. não temos. por incapacidade pura do autor misturada com uns pozinhos de falta de pachorra e uma desavergonhada preguiça.
mas digo-vos o seguinte: se as coisas continuarem neste caminho em pouco tempo as notícias sérias serão veiculadas, partilhadas, confirmadas e analisadas por cidadãos no twitter e no facebook.
os meios tradicionais, numa busca desesperada por números que possam apresentar aos senhores que só percebem de números, ficarão com os vídeos muito giros, os fait-divers, o insólito. O barbeiro nu de cócoras, o pedreiro que canta sinatra aos colegas, o gatinho que faz ão-ão e o cão que faz minhau.
e será muito estranho.
(ps: bolas, o texto saiu-me todo em minúsculas. é o que dá andar descalço na praia e pisar um valter hugo mãe)
sábado, 16 de julho de 2011
O posicionamento da imprensa
Sábado, 16 de Julho 2011 - Título da notícia mais vista no site do "Expresso"
Cabeleireira karateca prende ladrão e usa-o como escravo sexual
Sábado, 16 de Julho 2011 - Título da notícia mais vista no site do "Correio da Manhã"
PS: Miss @shyznogud chamou a atenção do autor desta coisa de que a notícia da cabeleireira Karateca é de 2009...
Cabeleireira karateca prende ladrão e usa-o como escravo sexual
PJ investiga vingança a dono de carro conduzido por Angélico
PS: Miss @shyznogud chamou a atenção do autor desta coisa de que a notícia da cabeleireira Karateca é de 2009...
sábado, 2 de julho de 2011
A bota e a perdigota
Algo não joga bem nestas duas notícias, ou sou eu que vejo mal?
Martim Avillez Figueiredo com coordenação editorial da Impresa Publishing
Martim Avillez Figueiredo, fundador do i e ex-director do Diário Económico, vai assumir funções de coordenação editorial da Impresa Publishing, acumulando com a área de novos negócios das publicações.
A informação foi confirmada à agência Lusa por fonte do grupo de media que detém títulos como o Expresso ou a Visão. "Com a reestruturação prevista para a área digital, o CEO da Impresa Publishing vai acumular funções que até agora não exercia", indicou fonte oficial da Impresa Publishing.
Martim Avillez Figueiredo reportará directamente ao CEO da Impresa Publishing, José Carlos Lourenço, o qual, por seu lado, assumirá pessoalmente o pelouro das receitas da empresa. Além da área de Avillez Figueiredo haverá outras três áreas do núcleo de publishing do grupo, entre as quais a produção, sob direção de José Carlos Lourenço.
"Para fazer a ligação com os responsáveis das publicações da Impresa Publishing, Martim Avillez Figueiredo passará a ter um conjunto de competências delegadas pelo CEO da Impresa Publishing, José Carlos Lourenço, relacionadas com a gestão quotidiana dos títulos", precisou a fonte.
Impresa rescindiu amigavelmente com 40 trabalhadores
Os planos de reestruturação interna abertos recentemente pela Impresa levaram à rescisão amigável de 40 trabalhadores, indica nota enviada pelo presidente do grupo aos trabalhadores e a que a agência Lusa teve acesso.
"Os objectivos globais definidos foram atingidos, tendo a Impresa chegado a acordo com um total de 40 trabalhadores", diz o texto escrito por Francisco Pinto Balsemão.
O número advém do processo de rescisões amigáveis aberto em Maio na SIC e também de iniciativas semelhantes na Impresa Publishing, como uma vericada no Expresso em finais de 2010.
Na missiva é dito que "para evitar levar mais longe este processo", os membros da comissão executiva e da administração da Impresa "decidiram propor à comissão de vencimentos" da empresa "a redução voluntária, em 10 por cento, dos seus vencimentos brutos", entre Setembro de 2011 e Dezembro de 2012.
Esta medida tinha já sido adoptada no passado e "dado o agravamento da crise económica torna-se, por maioria de razão, imperativo repeti-la".
Os trabalhadores que aufiram salários acima dos cinco mil euros "são convidados a aderir a esta iniciativa", contribuindo "para reduzir os custos com pessoal no grupo", diz o texto endereçado aos quadros da Impresa.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Eu sei escrever como o arquitecto Saraiva
O corte de 50% no subsídio de Natal dos portugueses anunciado pelo Governo é uma excelente oportunidade, mais do que um agravo feito à nação e aos cidadãos.
Mais do que os méritos inerentes ao cumprimento das metas impostas para a recuperação económica do país, representa uma ocasião única para nos livrarmos dos males do consumismo que têm apagado os verdadeiros valores da Natividade dos lares nacionais.
Este Natal aproveite para oferecer amor. Passe mais tempo com os seus idosos, dê mais carinho aos seus filhos, mais companheirismo ao seu cônjuge.
Liberte-se de uma vez das imposições do marketing e das convenções bacocas que transformaram uma quadra tão linda, celebração da vida e do começo de todas as coisas, numa lufa-lufa asfixiante. Numa correria pelas Playstations (oh tão bom que era jogar ao berlinde, ou lançar o pião), pelos Ipods, Iphones e quejandos (ah que saudades da grafonola da Tia Eduarda, com o seu som quente que emanava ritmados cha-cha-chás e melancólicos tangos naquelas tardes deleitosas em Carcavelos).
Reaprenda o Natal, caro leitor. Verá que cada um dos penthouses, Audis e BMWs da classe média deste país se iluminarão com o verdadeiro calor da família, tal como uma humilde manjedoura se iluminou em Belém há mais de dois mil anos...
terça-feira, 17 de maio de 2011
As boas ideias: a caravana da Visão (com uma correcção importante)
Actualização: Por erro referi uma birra do autarca de Castelo Branco. Nada disso. O correcto é: "A birra do presidente da CM da Covilhã". O senhor edil de Castelo Branco que me desculpe, sim?
Não é uma roulotte onde se fazem exames à vista - como perguntou uma simpática popular na não menos simpática cidade de Castelo Branco.
A Visão criou uma caravana para percorrer o país. Uma espécie de equipa móvel de jornalistas (um escriba e um fotógrafo) para descobrir histórias por esse país fora. A ideia parece boa a dois níveis:
1. Como ferramenta de marketing dá a conhecer a revista, aproxima-a dos leitores e, potencialmente, acrescenta mais uns quantos ao rol.
2. Retira jornalistas da redacção e da escravatura do telefone e cumpre o sonho de ir por aí à cata de notícias.
Nas últimas semanas, ficaram-me na cabeça duas histórias:
Jornalistas para a rua, já! (Não, não é para despedir... é mesmo para irem... sei lá, investigar. Olha, no fim de contas é capaz de ser bom. Podem poupar bastante na conta do telefone).
Não é uma roulotte onde se fazem exames à vista - como perguntou uma simpática popular na não menos simpática cidade de Castelo Branco.
A Visão criou uma caravana para percorrer o país. Uma espécie de equipa móvel de jornalistas (um escriba e um fotógrafo) para descobrir histórias por esse país fora. A ideia parece boa a dois níveis:
1. Como ferramenta de marketing dá a conhecer a revista, aproxima-a dos leitores e, potencialmente, acrescenta mais uns quantos ao rol.
2. Retira jornalistas da redacção e da escravatura do telefone e cumpre o sonho de ir por aí à cata de notícias.
Nas últimas semanas, ficaram-me na cabeça duas histórias:
- A do olival alentejano que produz um dos melhores azeites do mundo e corre o risco de ser cortado por uma IP;
- A birra do presidente da CM da Covilhã que insiste em construir uma barragem num local de interesse público. Uma trama com contornos sinistros que envolve o actual secretário de estado da cultura.
Jornalistas para a rua, já! (Não, não é para despedir... é mesmo para irem... sei lá, investigar. Olha, no fim de contas é capaz de ser bom. Podem poupar bastante na conta do telefone).
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Quando a media sofre com o excesso de notícias
O raciocínio é brilhantemente simples: a sequência de grandes eventos noticiosos - revolta no Egipto, guerra civil na Líbia, violência na Síria e no Iémen, terramoto no Japão, casamento real, morte de Osama - pode ter sido demais para os media tradicionais.
Com menos gente e menos dinheiro, o excesso de notícias - das que custam muito dinheiro a fazer, longe de casa, a exigirem enviados especiais e contas mensais de satélite com muitos zeros - pode ter deixado as melhores empresas de comunicação social exangues em termos humanos e falidas em termos financeiros.
Do blogue de António Granado via @PauloQuerido no Twitter:
Com menos gente e menos dinheiro, o excesso de notícias - das que custam muito dinheiro a fazer, longe de casa, a exigirem enviados especiais e contas mensais de satélite com muitos zeros - pode ter deixado as melhores empresas de comunicação social exangues em termos humanos e falidas em termos financeiros.
Do blogue de António Granado via @PauloQuerido no Twitter:
Os jornais aguentam até Junho?
domingo, 10 de abril de 2011
A presença dos media nas redes sociais (3ª actualização de 2011)
Terceira actualização de 2011 do quadro que toda a gente ama.
Na imprensa generalista, o Público continua a liderar com uma vantagem confortável sobre o Sol.
O Jornal de Notícias passou o i em número de seguidores. O jornal do Grupo Lena começa a estagnar.
A presença do Diário de Notícias continua confusa. A conta que estávamos a seguir, aparentemente, desapareceu e foi substituída por outra.
Os desportivos continuam a crescer. O Record voltou a aproximar-se de A Bola.
Entre os gratuitos, o Destak continua a crescer e está cada vez mais perto do Metro.
Bastante activo o sector da economia, reflexo do interesse que o tema suscita entre os portugueses nesta altura. O Diário Económico deu um grande salto e ultrapassou o Jornal de Negócios.
Marasmo completo no sector das revistas femininas, televisão e sociedade.
A Vogue e a Activa são as publicações que mais crescem.
Pouco crescimento também entre as publicações da área do marketing e publicidade onde a Briefing foi a que mais seguidores conseguiu.
No sector das televisões a MTV continua sem rival.
O sector mais forte e equilibrado continua a ser o das rádios. Comercial ultrapassou RFM. Ambas continuam a reduzir a vantagem da Cidade FM. A Antena 3 perdeu novamente terreno.
Mais atrás, a M80 é a rádio que mais sobe em percentagem.
Então e o Twitter?
Perde cada vez mais gás em Portugal.O crescimento no número de seguidores é mínimo.
Tirando o "Público" (na casa dos 20 mil) está tudo muito cinzento. Vou dar um tempo antes de pegar novamente no passarinho ou declarar a sua morte no mercado português.
Sobre estes quadros
Sim, quantidade não é qualidade.
Sim, há que cruzar números com outros indicadores, sim, sim e sim.
De qualquer forma, se me derem a escolher: "queres trabalhar com uma base de cem mil potenciais clientes ou mil potenciais clientes", continuo a escolher os cem mil.
"Ah mas podem não ser o teu público alvo". Pessoal, esta malta clicou num botão que diz "Gosto"! Isso quer dizer alguma coisa, não muito, mas alguma coisa.
Mais, o número de seguidores não depende apenas do trabalho na página do Facebook. Há aqui, e noutras áreas, marcas que, por mais que gritem, cantem ou ofereçam anéis de diamantes, nunca vão ter 100 mil seguidores.
Read my utterly sexy lips: Depende dos públicos. Depende da concorrência. Depende de uma data de coisas e nunca vamos descobrir todos os pontos G dos nossos queridos públicos-alvo. Se encontrarmos um ou dois e os fizermos soltar um pequeno "Oh si cariño", já nos podemos dar por satisfeitos.
Por isso nos chamamos "profissionais de marketing" e não... sei lá, druídas ou feiticeiros. Não fazemos milagres e o Vaticano não pensa canonizar o Kotler nos próximos tempos.
Without further ado, vamos aos números.
O formato também mudou para passar a incluir os links. Agora, se quiserem, têm ligações directas às páginas do Facebook de cada meio. Catita, não?
As últimas do Facebook entre 22.Fev.11 e 10.Abr.11
Na imprensa generalista, o Público continua a liderar com uma vantagem confortável sobre o Sol.
O Jornal de Notícias passou o i em número de seguidores. O jornal do Grupo Lena começa a estagnar.
A presença do Diário de Notícias continua confusa. A conta que estávamos a seguir, aparentemente, desapareceu e foi substituída por outra.
Os desportivos continuam a crescer. O Record voltou a aproximar-se de A Bola.
Entre os gratuitos, o Destak continua a crescer e está cada vez mais perto do Metro.
Bastante activo o sector da economia, reflexo do interesse que o tema suscita entre os portugueses nesta altura. O Diário Económico deu um grande salto e ultrapassou o Jornal de Negócios.
Marasmo completo no sector das revistas femininas, televisão e sociedade.
A Vogue e a Activa são as publicações que mais crescem.
Pouco crescimento também entre as publicações da área do marketing e publicidade onde a Briefing foi a que mais seguidores conseguiu.
No sector das televisões a MTV continua sem rival.
O sector mais forte e equilibrado continua a ser o das rádios. Comercial ultrapassou RFM. Ambas continuam a reduzir a vantagem da Cidade FM. A Antena 3 perdeu novamente terreno.
Mais atrás, a M80 é a rádio que mais sobe em percentagem.
Perde cada vez mais gás em Portugal.O crescimento no número de seguidores é mínimo.
Tirando o "Público" (na casa dos 20 mil) está tudo muito cinzento. Vou dar um tempo antes de pegar novamente no passarinho ou declarar a sua morte no mercado português.
Sobre estes quadros
Sim, quantidade não é qualidade.
Sim, há que cruzar números com outros indicadores, sim, sim e sim.
De qualquer forma, se me derem a escolher: "queres trabalhar com uma base de cem mil potenciais clientes ou mil potenciais clientes", continuo a escolher os cem mil.
"Ah mas podem não ser o teu público alvo". Pessoal, esta malta clicou num botão que diz "Gosto"! Isso quer dizer alguma coisa, não muito, mas alguma coisa.
Mais, o número de seguidores não depende apenas do trabalho na página do Facebook. Há aqui, e noutras áreas, marcas que, por mais que gritem, cantem ou ofereçam anéis de diamantes, nunca vão ter 100 mil seguidores.
Read my utterly sexy lips: Depende dos públicos. Depende da concorrência. Depende de uma data de coisas e nunca vamos descobrir todos os pontos G dos nossos queridos públicos-alvo. Se encontrarmos um ou dois e os fizermos soltar um pequeno "Oh si cariño", já nos podemos dar por satisfeitos.
Por isso nos chamamos "profissionais de marketing" e não... sei lá, druídas ou feiticeiros. Não fazemos milagres e o Vaticano não pensa canonizar o Kotler nos próximos tempos.
Without further ado, vamos aos números.
O formato também mudou para passar a incluir os links. Agora, se quiserem, têm ligações directas às páginas do Facebook de cada meio. Catita, não?
| MEIO | 30.Out.10 | 22.Fev.11 | 10.Abr.11 | Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 | Diferença (%) | Diferença entre início da análise e agora | Diferença (%) |
| Imprensa | |||||||
| Informação Geral | |||||||
| Público | 79.653 | 118.312 | 136.301 | 17.989 | 15,2% | 56.648 | 71,1% |
| Sol | 37.859 | 62.362 | 74.137 | 11.775 | 18,9% | 36.278 | 95,8% |
| Visão | 38.811 | 57.850 | 64.708 | 6.858 | 11,9% | 25.897 | 66,7% |
| Expresso | 38.344 | 47.988 | 51.998 | 4.010 | 8,4% | 13.654 | 35,6% |
| Sábado | 30.898 | 43.672 | 48.278 | 4.606 | 10,5% | 17.380 | 56,2% |
| Diário de Notícias | - | - | 1.839 | - | - | - | - |
| Correio da Manhã | 24.402 | 39.704 | 46.948 | 7.244 | 18,2% | 22.546 | 92,4% |
| i | 31.545 | 35.449 | 37.101 | 1.652 | 4,7% | 5.556 | 17,6% |
| Jornal de Notícias | 20.970 | 34.361 | 42.068 | 7.707 | 22,4% | 21.098 | 100,6% |
| Focus | 1.599 | 2.595 | 3.184 | 589 | 22,7% | 1.585 | 99,1% |
| Desportivos | |||||||
| A Bola | 35.423 | 55.740 | 60.901 | 20.317 | 9,3% | 25.478 | 71,9% |
| Record | 16.267 | 45.308 | 59.013 | 29.041 | 30,2% | 42.746 | 262,8% |
| Gratuitos | |||||||
| Metro | 9.843 | 14.016 | 15.567 | 4.173 | 11,1% | 5.724 | 58,2% |
| Destak | 6.978 | 10.796 | 12.305 | 3.818 | 14,0% | 5.327 | 76,3% |
| Economia | |||||||
| Jornal de Negócios | 3.550 | 9.142 | 15.308 | 5.592 | 67,4% | 11.758 | 331,2% |
| Diário Económico | 688 | 7.115 | 18.872 | 6.427 | 165,2% | 18.184 | 2643,0% |
| Cultura e Entretenimento | |||||||
| Time Out Lisboa | 57.041 | 60.916 | 67.266 | 6.350 | 6,8% | 10.225 | 17,9% |
| Blitz | 3.853 | 21.004 | 24.321 | 3.317 | 15,8% | 20.468 | 531,2% |
| Time Out Porto | 17.175 | 20.624 | 23.605 | 3.449 | 14,5% | 6.430 | 37,4% |
| Jornal de Letras | 15.263 | 18.332 | 19.479 | 3.069 | 6,3% | 4.216 | 27,6% |
| Premiere | 2.493 | 3.229 | 3.545 | 736 | 9,8% | 1.052 | 42,2% |
| MEIO | 30.Out.10 | 22.Fev.11 | 10.Abr.11 | Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 | Diferença (%) | Diferença entre início da análise e agora | Diferença (%) |
| Femininas, Televisão e Sociedade | |||||||
| Happy Woman | 29.952 | 43.297 | 47.948 | 4.651 | 10,7% | 17.996 | 60,1% |
| Cuore | 8.346 | 16.589 | 18.814 | 2.225 | 13,4% | 10.468 | 125,4% |
| Caras | 11.647 | 16.573 | 18.282 | 1.709 | 10,3% | 6.635 | 57,0% |
| Lux | 11.999 | 14.353 | 15.284 | 931 | 6,5% | 3.285 | 27,4% |
| Lux Woman | 7.832 | 9.026 | 9.867 | 841 | 9,3% | 2.035 | 26,0% |
| Máxima | 5.756 | 7.454 | 8.251 | 797 | 10,7% | 2.495 | 43,3% |
| Vogue | 4.133 | 7.057 | 8.294 | 1.237 | 17,5% | 4.161 | 100,7% |
| TV7 Dias | 2.986 | 4.350 | 4.779 | 429 | 9,9% | 1.793 | 60,0% |
| Activa | 2.104 | 3.170 | 4.044 | 874 | 27,6% | 1.940 | 92,2% |
| Nova Gente | 1.810 | 2.926 | 3.284 | 358 | 12,2% | 1.474 | 81,4% |
| VIP | 1.319 | 2.071 | 2.295 | 224 | 10,8% | 976 | 74,0% |
| Maria | 425 | 1.005 | 1.209 | 204 | 20,3% | 784 | 184,5% |
| Ana | 664 | 898 | 992 | 94 | 10,5% | 328 | 49,4% |
| TV Mais | 205 | 638 | 711 | 73 | 11,4% | 506 | 246,8% |
| Marketing e Publicidade | |||||||
| Meios e Publicidade | 11.143 | 12.780 | 13.215 | 435 | 3,4% | 2.072 | 18,6% |
| Marketeer | 9.005 | 10.857 | 11.511 | 654 | 6,0% | 2.506 | 27,8% |
| Briefing | 5.133 | 6.796 | 7.967 | 1.171 | 17,2% | 2.834 | 55,2% |
| MEIO | 30.Out.10 | 22.Fev.11 | 10.Abr.11 | Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 | Diferença (%) | Diferença entre início da análise e agora | Diferença (%) |
| Televisão | |||||||
| MTV Portugal | 190.485 | 228.163 | 246.948 | 18.785 | 8,2% | 56.463 | 29,6% |
| SIC Notícias | 33.107 | 51.534 | 56.847 | 5.313 | 10,3% | 23.740 | 71,7% |
| Sic Radical | 34.037 | 44.936 | 49.068 | 4.132 | 9,2% | 15.031 | 44,2% |
| FOX Life | 19.676 | 42.428 | 49.893 | 7.465 | 17,6% | 30.217 | 153,6% |
| SIC | 23.869 | 37.036 | 42.546 | 5.510 | 14,9% | 18.677 | 78,2% |
| RTP | 20.992 | 34.270 | 40.656 | 6.386 | 18,6% | 19.664 | 93,7% |
| FOX | 8.505 | 21.348 | 22.549 | 1.201 | 5,6% | 14.044 | 165,1% |
| RTP2 | 17.501 | 20.880 | 22.411 | 1.531 | 7,3% | 4.910 | 28,1% |
| TVI24 | 11.453 | 18.561 | 21.612 | 3.051 | 16,4% | 10.159 | 88,7% |
| TVI | - | 16.845 | 26.163 | 9.318 | 55,3% | - | - |
| Sic Mulher | 5.353 | 9.014 | 11.367 | 2.353 | 26,1% | 6.014 | 112,3% |
| RTP Memória | - | 8.648 | 9.225 | 577 | 6,7% | - | - |
| RTP1 | - | 6.049 | 7.200 | 1.151 | 19,0% | - | - |
| Eurosport Portugal | - | 4.046 | 6.078 | 2.032 | 50,2% | - | - |
| National Geographic | 2.679 | 3.281 | 3.477 | 196 | 6,0% | 798 | 29,8% |
| FX | 1.410 | 1.608 | 1.706 | 98 | 6,1% | 296 | 21,0% |
| Fox Next | 788 | 1.013 | 1.095 | 82 | 8,1% | 307 | 39,0% |
| FOX Crime | 551 | 817 | 921 | 104 | 12,7% | 370 | 67,2% |
| Canal de História | - | 226 | 352 | 126 | 55,8% | - | - |
| MEIO | 30.Out.10 | 22.Fev.11 | 10.Abr.11 | Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 | Diferença (%) | Diferença entre início da análise e agora | Diferença (%) |
| Portais | |||||||
| Sapo | 13.065 | 23.876 | 25.702 | 1.826 | 7,6% | 12.637 | 96,7% |
| Clix | 6.019 | 7.584 | 7.963 | 379 | 5,0% | 1.944 | 32,3% |
| IOL | - | - | - | ||||
| MEIO | 30.Out.10 | 22.Fev.11 | 10.Abr.11 | Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 | Diferença (%) | Diferença entre início da análise e agora | Diferença (%) |
| Rádio | |||||||
| Cidade FM | 227.116 | 275.936 | 296.269 | 20.333 | 7,4% | 69.153 | 30,4% |
| RFM | 156.252 | 225.327 | 258.397 | 33.070 | 14,7% | 102.145 | 65,4% |
| Comercial | 142.870 | 215.812 | 259.447 | 43.635 | 20,2% | 116.577 | 81,6% |
| Antena 3 | 97.142 | 118.781 | 129.955 | 11.174 | 9,4% | 32.813 | 33,8% |
| Mega FM | 78.469 | 97.480 | 107.585 | 10.105 | 10,4% | 29.116 | 37,1% |
| TSF | 42.701 | 54.388 | 58.333 | 3.945 | 7,3% | 15.632 | 36,6% |
| M80 | 19.092 | 37.357 | 47.796 | 10.439 | 27,9% | 28.704 | 150,3% |
| Rádio Nova Era | - | 37.329 | 42.096 | 4.767 | 12,8% | - | - |
| Radar | 20.069 | 24.365 | 25.714 | 1.349 | 5,5% | 5.645 | 28,1% |
| RR | 5.752 | 13.083 | 16.360 | 3.277 | 25,0% | 10.608 | 184,4% |
| Super FM | - | 11.679 | 12.270 | 591 | 5,1% | - | - |
| Antena 1 | 8.653 | 10.598 | 11.448 | 850 | 8,0% | 2.795 | 32,3% |
| Antena 2 | 4.622 | 6.214 | 6.733 | 519 | 8,4% | 2.111 | 45,7% |
| Europa Lisboa | 1.698 | 2.115 | 2.237 | 122 | 5,8% | 539 | 31,7% |
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A nova era do Huffington Post
Tudo muda, até o Huffington Post.
Aos poucos vamos deixando a era punk da imprensa na Internet e começamos a ver o que será o futuro.
A primeira triagem já começou. A aquisição das marcas mais fortes nascidas da era cor-de-rosa "do do it yourself" e do "todos podemos ser estrelas do jornalismo" por grupos sólidos, com dinheiro e capacidade para atrair investimento publicitário significativo.
Ontem, durante uma conferência organizada pela publicação "Advertising Age", em Nova Iorque, Ariana Huffington - mentora da maior marca de informação online, o Huffington Post - desvendou novas pistas...
O HuffPo nasceu e criou reputação à custa de um exército de freelancers e bloggers, contribuintes graciosos que se contentavam com a possibilidade de verem os seus escritos lidos por muitos milhares de pessoas. Agora que faz parte da família AOL as exigências são outras.
Ariana sabe que não pode gerir uma multidão e que o voluntárismo não dura para sempre. Até os mais entusiastas gostariam de, um dia, receber uma compensação monetária pelo seu trabalho. Sobretudo quando se ouve falar em aquisições com muitos dólares envolvidos e a turba de escribas começa a mostrar sinais de inquietação e revolta.
Pagar a toda a gente é impossível, gerir muita gente é impraticável. A solução reside em escolher os melhores e reduzir os quadros para dimensões mais... desculpem o palavrão... analógicas.
Outras ideias fortes da comunicação de Ariana Huffington:
Acerca da redução de efectivos:
Aqui fica a ligação para o artigo original:
AOL's New Way: Huffington Steers Portal Away From Freelancers, Ramps Up Aggregation
Aos poucos vamos deixando a era punk da imprensa na Internet e começamos a ver o que será o futuro.
A primeira triagem já começou. A aquisição das marcas mais fortes nascidas da era cor-de-rosa "do do it yourself" e do "todos podemos ser estrelas do jornalismo" por grupos sólidos, com dinheiro e capacidade para atrair investimento publicitário significativo.
Ontem, durante uma conferência organizada pela publicação "Advertising Age", em Nova Iorque, Ariana Huffington - mentora da maior marca de informação online, o Huffington Post - desvendou novas pistas...
O HuffPo nasceu e criou reputação à custa de um exército de freelancers e bloggers, contribuintes graciosos que se contentavam com a possibilidade de verem os seus escritos lidos por muitos milhares de pessoas. Agora que faz parte da família AOL as exigências são outras.
Ariana sabe que não pode gerir uma multidão e que o voluntárismo não dura para sempre. Até os mais entusiastas gostariam de, um dia, receber uma compensação monetária pelo seu trabalho. Sobretudo quando se ouve falar em aquisições com muitos dólares envolvidos e a turba de escribas começa a mostrar sinais de inquietação e revolta.
Pagar a toda a gente é impossível, gerir muita gente é impraticável. A solução reside em escolher os melhores e reduzir os quadros para dimensões mais... desculpem o palavrão... analógicas.
Outras ideias fortes da comunicação de Ariana Huffington:
Acerca da redução de efectivos:
"Se queremos produzir bom jornalismo temos de construir uma equipa que trabalhe em conjunto com objectivos comuns ao nível editorial(...)"Acerca da agregação de conteúdos:
"Existem conteúdos de qualidade um pouco por todo o mundo. Se queremos ser um sítio com os melhores conteúdos no mundo, temos de agregar."
"Agarramos nas melhores notícias e enviamos tráfego de volta para os criadores desses conteúdos de forma a que possam obter algum rendimento com eles."Acerca dos paywalls:
"Quanto mais optarem pelos paywalls, melhor para nós."
"(...) pedir às pessoas para pagar por notícias está condenado ao fracasso. Há toda uma nova geração que não está habituada a pagar por notícias - e não irão pagar."
"A nossa aposta é que os conteúdos serão gratuitos, talvez com excepção da informação económica e alguma pornografia mais estranha(...).Acerca do modelo de negócio:
"Acreditamos que [o responsável comercial da AOL] Jeff Levick conseguirá vender a publicidade suficiente(...)"
Aqui fica a ligação para o artigo original:
AOL's New Way: Huffington Steers Portal Away From Freelancers, Ramps Up Aggregation
quarta-feira, 23 de março de 2011
A revolução continua: AOL integra 30 sites no HuffPo
A coisa está a ser feita em grande. Nada mais do que 30 sites do universo AOL vão passar a integrar a estrutura da tia Arianna. Outros, com marcas fortes, vão continuar a solo, mas a relação com a recente compra dos tipos que quase arruinaram a Time Warner vai aumentar.
Nos raros casos em que a força está do lado da AOL será o Huffington Post a ceder o passo aos novos patrões.
AOL Folds 30 Sites; HuffPo Hires Six More People
Nos raros casos em que a força está do lado da AOL será o Huffington Post a ceder o passo aos novos patrões.
AOL Folds 30 Sites; HuffPo Hires Six More People
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Almanaque da comunicação social para o mês de Fevereiro
1 a 6 de Fevereiro - Deolinda
7 a 13 de Fevereiro - Velhinhos Mortos
14 de Fevereiro - Dia dos Namorados (fazer reportagens com flores e beijinhos)
15 a 20 de Fevereiro - Chupacabras
21 a 27 de Fevereiro - O Pé Grande de Alhos Vedros e o Abominável Anão das Neves na Serra da Estrela
7 a 13 de Fevereiro - Velhinhos Mortos
14 de Fevereiro - Dia dos Namorados (fazer reportagens com flores e beijinhos)
15 a 20 de Fevereiro - Chupacabras
21 a 27 de Fevereiro - O Pé Grande de Alhos Vedros e o Abominável Anão das Neves na Serra da Estrela
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Ainda a propósito do editorial de ontem... Viva Zapata!
O editorial de ontem do Jornal de Negócios andou de mão em mão (ou de ecrã em ecrã?) e alimentou as ânsias revolucionárias da população em estado de pré-revolta.
Depois do hino dos Deolinda o "processo revolucionário virtual em curso" ganhou outro ícone na figura de Pedro Santos Guerreiro.
Como sou dado às coisas do cinema veio-me à cabeça a figura de Emiliano Zapata, o arquétipo do líder inspirador de revoltas contra a opressão. Como não sou nada dado às coisas do Photoshop o simpático Fernando Mateus, designer extraordinaire, ofereceu-se para imortalizar o momento, bigodaça revolucionária e tudo.
Espero que o alvo da brincadeira não fique muito chateado. De qualquer forma já temos as malas feitas para pedir asilo político na embaixada do México.
Depois do hino dos Deolinda o "processo revolucionário virtual em curso" ganhou outro ícone na figura de Pedro Santos Guerreiro.
Como sou dado às coisas do cinema veio-me à cabeça a figura de Emiliano Zapata, o arquétipo do líder inspirador de revoltas contra a opressão. Como não sou nada dado às coisas do Photoshop o simpático Fernando Mateus, designer extraordinaire, ofereceu-se para imortalizar o momento, bigodaça revolucionária e tudo.
Espero que o alvo da brincadeira não fique muito chateado. De qualquer forma já temos as malas feitas para pedir asilo político na embaixada do México.
![]() |
| Viva Pedro "Zapata" Guerreiro! |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
It's all happening! (AOL compra Huff Post)
O Huffington Post surgiu em 2005.
Foi dos primeiros projectos inteiramente online a dar certo.
Para além de produzir conteúdo próprio agrega notícias e opiniões de um sem número de sites e blogs.
Aos poucos, ganhou reconhecimento e influência. De tal forma que a AOL decidiu pagar 315 milhões de dólares para juntar o "Huff Post" ao grupo que um dia quase deu cabo da Time Warner.
Os tempos mudam, as pessoas à frente do destino da AOL já não são as mesmas, a escala do negócio é cem vezes menor. Mesmo assim, é inevitável que surjam comparações .
Na palavras imortais de Penny Lane em "Almost Famous": "It's all happening!"
Ligações de interesse:
The Huffington Post
AOL to buy The Huffington Post for $315 million
How the AOL-Time Warner Merger Went So Wrong
Foi dos primeiros projectos inteiramente online a dar certo.
Para além de produzir conteúdo próprio agrega notícias e opiniões de um sem número de sites e blogs.
Aos poucos, ganhou reconhecimento e influência. De tal forma que a AOL decidiu pagar 315 milhões de dólares para juntar o "Huff Post" ao grupo que um dia quase deu cabo da Time Warner.
Os tempos mudam, as pessoas à frente do destino da AOL já não são as mesmas, a escala do negócio é cem vezes menor. Mesmo assim, é inevitável que surjam comparações .
Na palavras imortais de Penny Lane em "Almost Famous": "It's all happening!"
Ligações de interesse:
The Huffington Post
AOL to buy The Huffington Post for $315 million
How the AOL-Time Warner Merger Went So Wrong
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Os cortes na BBC online - o que nunca se ouve
A BBC online vai cortar 360 postos de trabalho, consequência de uma reestruturação.
Nada de novo, talvez apenas o downsizing de uma divisão online demasiado extensa e complexa.
Nada contra, mas, para variar, preferia ler algo do género: "corte de lugares na administração e direcção da BBC permitem manter postos de trabalho na redacção e produção de conteúdos".
Para quem ainda não percebeu, eis a palavra de ordem que resume tudo: "menos mangas-de-alpaca, mais jornalistas".
Ligações de interesse:
Nada de novo, talvez apenas o downsizing de uma divisão online demasiado extensa e complexa.
Nada contra, mas, para variar, preferia ler algo do género: "corte de lugares na administração e direcção da BBC permitem manter postos de trabalho na redacção e produção de conteúdos".
Para quem ainda não percebeu, eis a palavra de ordem que resume tudo: "menos mangas-de-alpaca, mais jornalistas".
Ligações de interesse:
Cortes na BBC online
BBC’s Big Online Cuts: Full Details Announcementsábado, 8 de janeiro de 2011
Sobre copyrights e exclusivos - Sermão de Steed aos Digiteus (Agora com adenda)
Adenda:
Olhai irmãos, estes dois links, exemplo de como tratar de forma ética e modernaça estas questões dos exclusivos no mundo internético:
Primeira fase (1:55 pm): O The Hollywood Reporter publica uma notícia. Chama-lhe sua e grita: "Exclusivo!". Tudo bem, o trabalho foi deles. A partir daqui vai tudo por arrastamento.
Segunda fase (5:55 pm): O The Wrap publica a mesma notícia e dá crédito ao THR por ter sido o primeiro a publicá-la.
Tão lindo...
Fim da adenda
Irmãos. Irmãs.
Olhai estes links:
Newspaper removes ‘homeless voice’ YouTube clip
Williams update: Video uploaded like crazy to YouTube
Desta historieta podem aprender o seguinte, se para tal estiverem virados:
Olhai irmãos, estes dois links, exemplo de como tratar de forma ética e modernaça estas questões dos exclusivos no mundo internético:
Primeira fase (1:55 pm): O The Hollywood Reporter publica uma notícia. Chama-lhe sua e grita: "Exclusivo!". Tudo bem, o trabalho foi deles. A partir daqui vai tudo por arrastamento.
Segunda fase (5:55 pm): O The Wrap publica a mesma notícia e dá crédito ao THR por ter sido o primeiro a publicá-la.
Tão lindo...
Fim da adenda
Irmãos. Irmãs.
Olhai estes links:
Newspaper removes ‘homeless voice’ YouTube clip
Williams update: Video uploaded like crazy to YouTube
Desta historieta podem aprender o seguinte, se para tal estiverem virados:
- O conceito e todo o suporte legal do antigo copyright está desadequado em relação aos tempos que correm.
- É fundamental haver um conjunto de regras para proteger quem cria, senão é a selva, mas não é possível fazer cumprir o copyright antigo neste ambiente sem atropelar direitos mais importantes.
- "Exclusivo", hoje, é coisa para durar uns segundinhos. Quanto muito há para reclamar a honra da descoberta. O conteúdo em si? Vooopt e vaaapt. Já foi.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
União Europeia: como a Sociedade das Nações?
Ainda o cheiro a morte empestava os ares da Europa quando os vencedores, empurrados pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson, criaram um organismo para zelar pela paz no mundo.
A inépcia e inutilidade da Sociedade das Nações fez-se notar ao longo das duas décadas seguintes. Quando foi anunciada a sua dissolução em 1942, já outro conflito mundial reclamara mais uns milhões de vidas.
Hoje, ao ler a notícia sobre a nova lei de imprensa em vigor na Hungria, veio-me à cabeça esta comparação.
Se a União Europeia não agir de forma enérgica dá mais um enorme passo para se tornar noutra Sociedade das Nações.
Assim, de chofre, é uma péssima forma de começar o ano.
Liberdade de imprensa na Hungria acabou
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Ó Steed, então e as tuas previsões para a media em 2011?
Hesitei. Não sou um perito. Não sou jornalista. Sou um reles marqueteiro, um vendilhão do templo, daqueles que na Bíblia faz o papel de vilão.
Mas que se lixe! Cá vai disto:
Internacional
1. Vão continuar as experiências com paywalls. Este será o ano do vai ou racha. Pessoalmente creio que vai rachar. Big time.
2. As tabletes vão continuar a ser o gadget mais desejado pelo ser humano moderno. Vão aparecer mais modelos, mais baratos e melhores. Os diversos tamanhos de ecrã vão coexistir, mas neste caso "size will matter".
3. Finalmente vai aparecer gente a dizer que é possível ganhar dinheiro com publicidade online. Dinheiro suficiente para sustentar jornalismo de qualidade.
4. As publicações em papel vão continuar a aprender a coexistir com o online.
5. A luta mais importante continuará a ser a que se trava pela neutralidade da rede. Aux armes, citoyens!!!
6. A Wikileaks passará de moda à medida que os governos aprenderem a proteger melhor os seus segredos num ambiente digital. Surgirão dezenas de pequenos sucedâneos da Wikileaks. Alguns serão usados como centrais de desinformação, outros transmitirão informações relevantes sobre actividades pouco éticas dos nossos governantes.
7. Continuará a cumprir-se a profecia do sábio David Byrne: "In the future there will be so much going on that no one will be able to keep track of it."
Nacional
1. Algumas pessoas com responsabilidade na gestão dos media vão continuar a pensar que isto da Internet é uma moda passageira que serve para ver fotos de mulheres nuas e desviar jovens inocentes.
2. Outros vão perceber o conceito de "feed rss" e bater palminhas quando conseguirem configurar o Google Reader.
3. Continuará a ser desperdiçado muito dinheiro em publicidade.
4. O Diário de Notícias da Madeira não chegará ao Verão.
5. Alguém lançará um serviço parecido com o Netflix. Funcionará muito mal. De qualquer forma a ACAPOR irá correr atrás deles com paus e tochas.
6. Algumas publicações fecharão as portas. Outras surgirão, baseadas em planos de negócio muito lindos, mas totalmente deslocados da realidade.
7. Alguém escreverá um livro intitulado "As Minhas Memórias Enquanto Troll - A Internet 1989-2010.
Mas que se lixe! Cá vai disto:
Internacional
1. Vão continuar as experiências com paywalls. Este será o ano do vai ou racha. Pessoalmente creio que vai rachar. Big time.
2. As tabletes vão continuar a ser o gadget mais desejado pelo ser humano moderno. Vão aparecer mais modelos, mais baratos e melhores. Os diversos tamanhos de ecrã vão coexistir, mas neste caso "size will matter".
3. Finalmente vai aparecer gente a dizer que é possível ganhar dinheiro com publicidade online. Dinheiro suficiente para sustentar jornalismo de qualidade.
4. As publicações em papel vão continuar a aprender a coexistir com o online.
5. A luta mais importante continuará a ser a que se trava pela neutralidade da rede. Aux armes, citoyens!!!
6. A Wikileaks passará de moda à medida que os governos aprenderem a proteger melhor os seus segredos num ambiente digital. Surgirão dezenas de pequenos sucedâneos da Wikileaks. Alguns serão usados como centrais de desinformação, outros transmitirão informações relevantes sobre actividades pouco éticas dos nossos governantes.
7. Continuará a cumprir-se a profecia do sábio David Byrne: "In the future there will be so much going on that no one will be able to keep track of it."
Nacional
1. Algumas pessoas com responsabilidade na gestão dos media vão continuar a pensar que isto da Internet é uma moda passageira que serve para ver fotos de mulheres nuas e desviar jovens inocentes.
2. Outros vão perceber o conceito de "feed rss" e bater palminhas quando conseguirem configurar o Google Reader.
3. Continuará a ser desperdiçado muito dinheiro em publicidade.
4. O Diário de Notícias da Madeira não chegará ao Verão.
5. Alguém lançará um serviço parecido com o Netflix. Funcionará muito mal. De qualquer forma a ACAPOR irá correr atrás deles com paus e tochas.
6. Algumas publicações fecharão as portas. Outras surgirão, baseadas em planos de negócio muito lindos, mas totalmente deslocados da realidade.
7. Alguém escreverá um livro intitulado "As Minhas Memórias Enquanto Troll - A Internet 1989-2010.
As previsões para os media em 2011
A partir de uma troca de ideias nascida deste post do Juan Antonio Giner, os autores dos blogues The Extraordinary Life of Steed e AlexGamela.com decidiram pedir as previsões para a media em 2011 a um grupo de pessoas que muito prezamos.
As respostas variam em profundidade e âmbito, mas todas têm o extraordinário interesse e valor que provém do conhecimento e capacidade analítica dos inquiridos.
Durante a próxima semana o Alex publicará a versão inglesa no seu alexgamela.com em conjunto com alguns comentários adicionais. Será uma espécie de lançamento em DVD com extras :)
Durante a próxima semana o Alex publicará a versão inglesa no seu alexgamela.com em conjunto com alguns comentários adicionais. Será uma espécie de lançamento em DVD com extras :)
Uma chamada de atenção, as previsões do António Granado já foram publicadas na Marketing & Publicidade. São reproduzidas aqui com a benção do António e a devida vénia à publicação em causa.
Sem mais delongas aqui ficam as previsões, ordenadas pela ordem de chegada:
Consultor em new media e Tecnologias de Informação e Conhecimento. Jornalista de 1981 até 2009. Com actividade na Internet desde 1989, tem matéria de análise e divulgação publicada em livros e inúmeros artigos de Imprensa.
A nível internacional:
1. Mais jornais vão tentar modelos de paywall. Na maioria não vai resultar porque na Internet não há massa crítica de idi... leitores dispostos a pagar pelos 95% de conteúdo indistinto que os jornais publicam, e que se encontram nos sites com outros modelos. Uma pequena percentagem vai conseguir um modelo equilibrado.
2. Vai cavar-se a distância entre as top properties regionais (BBC, Guardian, N.Y. Times) e linguísticas (Le Monde, El País, Globo) e as outras.
3. A forma ainda vencerá o conteúdo.
4. Deslumbrados com os números do Facebook e pressionados uns pelos outros, os jornais vão cometer o erro 2.0: fornecer cegamente os seus conteúdos, prestígio e trabalho dos seus colaboradores a plataformas de terceiros sem cuidar, primeiro, de perceber o valor do que obtêm em troca, nem avaliar o trade-off em termos de esforço/recompensa.
5. A meia dúzia de jornais de vanguarda redescobrirá, graças aos exemplos dos novos títulos saídos da iniciativa bloguista, o segredo do sucesso no jornalismo: ter uma redação concentrada, obcecada, em investigar o que é notícia.
6. Mais para o final do ano um grupo de meia dúzia de jornais americanos, ingleses e australianos, com o NY Times à cabeça, vai descobrir o modelo de negócio distribuído, dando a devida atenção aos diversos canais disponíveis, estratificando os conteúdos e diferindo os tempos de acesso em função das especificidades das audiências em cada canal.
A nível português:
1. A excitação e os investimentos em torno das aplicações vão aumentar -- para em 2012 os gurus de segunda vaga descobrirem que afinal os tablets e os smartphones também têm um browser, ahhhh.
2. Os meios com aplicações para iPad/iPhone pagas vão desistir antes do ano terminar.
3. Algumas redações vão descobrir em 2011 que: 1) existe uma coisa chamada World Wide Web; 2) os computadores servem para mais do que bater texto, editar imagem, ver p0rn/receitas e receber spam; 3) o Internet Explorer dá para fazer mais coisas do que ler blogs e os sites da concorrência. Do número de descobertas dependerá a velocidade da migração dos jornais para as plataformas a que continuamos a chamar novas como se a última década tivesse demorado três meses.
4. Subsistirá a dificuldade em redirecionar as Redações para o online. Espremidos até ao tutano, mal pagos, a almoçar na gaveta, os jornalistas não são motiváveis para trabalharem mais, que é o que lhes vão pedir: "olha, e fazes isso também para o online".
5. A Redação integrada não é para 2011. Pelo contrário, algumas ainda vão reforçar a "seção do online" com o que restar nas prateleiras das mudanças de chefia e uma dúzia de estagiários a senhas de refeição. Outras nem isso.
6. As novas narrativas farão aparecimentos tímidos nos títulos mais virados para a frente.
7. O número de jornalistas experientes no desemprego vai aumentar. Vai aumentar os números de estagiários e de copy-pasters a senhas de refeição ou pagos em dólares. O número de jovens jornalistas com um vínculo mais sério vai aumentar, mas pouco.
8. O Público, a RTP, a Rádio Renascença e o Jornal de Notícias vão contratar os meus serviços de jornalista-programador -- ou fazer uma cópia básica dos Tópicos do Jornal de Negócios/Record, o que é péssima ideia do meu ponto de vista.
1. Mais jornais vão tentar modelos de paywall. Na maioria não vai resultar porque na Internet não há massa crítica de idi... leitores dispostos a pagar pelos 95% de conteúdo indistinto que os jornais publicam, e que se encontram nos sites com outros modelos. Uma pequena percentagem vai conseguir um modelo equilibrado.
2. Vai cavar-se a distância entre as top properties regionais (BBC, Guardian, N.Y. Times) e linguísticas (Le Monde, El País, Globo) e as outras.
3. A forma ainda vencerá o conteúdo.
4. Deslumbrados com os números do Facebook e pressionados uns pelos outros, os jornais vão cometer o erro 2.0: fornecer cegamente os seus conteúdos, prestígio e trabalho dos seus colaboradores a plataformas de terceiros sem cuidar, primeiro, de perceber o valor do que obtêm em troca, nem avaliar o trade-off em termos de esforço/recompensa.
5. A meia dúzia de jornais de vanguarda redescobrirá, graças aos exemplos dos novos títulos saídos da iniciativa bloguista, o segredo do sucesso no jornalismo: ter uma redação concentrada, obcecada, em investigar o que é notícia.
6. Mais para o final do ano um grupo de meia dúzia de jornais americanos, ingleses e australianos, com o NY Times à cabeça, vai descobrir o modelo de negócio distribuído, dando a devida atenção aos diversos canais disponíveis, estratificando os conteúdos e diferindo os tempos de acesso em função das especificidades das audiências em cada canal.
A nível português:
1. A excitação e os investimentos em torno das aplicações vão aumentar -- para em 2012 os gurus de segunda vaga descobrirem que afinal os tablets e os smartphones também têm um browser, ahhhh.
2. Os meios com aplicações para iPad/iPhone pagas vão desistir antes do ano terminar.
3. Algumas redações vão descobrir em 2011 que: 1) existe uma coisa chamada World Wide Web; 2) os computadores servem para mais do que bater texto, editar imagem, ver p0rn/receitas e receber spam; 3) o Internet Explorer dá para fazer mais coisas do que ler blogs e os sites da concorrência. Do número de descobertas dependerá a velocidade da migração dos jornais para as plataformas a que continuamos a chamar novas como se a última década tivesse demorado três meses.
4. Subsistirá a dificuldade em redirecionar as Redações para o online. Espremidos até ao tutano, mal pagos, a almoçar na gaveta, os jornalistas não são motiváveis para trabalharem mais, que é o que lhes vão pedir: "olha, e fazes isso também para o online".
5. A Redação integrada não é para 2011. Pelo contrário, algumas ainda vão reforçar a "seção do online" com o que restar nas prateleiras das mudanças de chefia e uma dúzia de estagiários a senhas de refeição. Outras nem isso.
6. As novas narrativas farão aparecimentos tímidos nos títulos mais virados para a frente.
7. O número de jornalistas experientes no desemprego vai aumentar. Vai aumentar os números de estagiários e de copy-pasters a senhas de refeição ou pagos em dólares. O número de jovens jornalistas com um vínculo mais sério vai aumentar, mas pouco.
8. O Público, a RTP, a Rádio Renascença e o Jornal de Notícias vão contratar os meus serviços de jornalista-programador -- ou fazer uma cópia básica dos Tópicos do Jornal de Negócios/Record, o que é péssima ideia do meu ponto de vista.
Jornalista, professor universitário e consultor na área dos new media. Autor de diversos livros sobre Internet e jornalismo. Autor do Online Journalism Blog.
My prediction for 2011 is a raft of data analysis and visualisation tools as various parties try to solve the problems raised by large datasets from governments and increasing numbers of semantic datasets. In the longer term I think realtime information, contextual information and intelligent devices will play an increasingly important role.
Another prediction to add. I said that things would get ugly in 2010 and have been sadly proved right. I think they’ll get even uglier in 2011 as the reaction against the shift in power grows and the fallout from Wikileaks continues. Expect a lot of rushed-through legislation against the invisible threats of the web which has implications for journalists and publishers.
1. A imprensa escrita vai estar em mutação.
2. Na imprensa escrita … os líderes serão cada vez mais líderes.
3. Na imprensa escrita … uns acabarão, outros mudarão a periodicidade e outros passarão para online.
4. Novos títulos irão surgir mas com enfoque em nichos. Títulos especializados. Direccionados a comunidades.
5. Os registos e tempo de permanência nas redes sociais vão continuar a crescer em alta velocidade.
6. Mais smartphones, muitos tablets … crescimento de acessos internet por mobile!
7. Todos os media, novos e velhos, a adaptarem-se ao mobile.
8. Velocidade de acesso a internet sempre a aumentar: o WIMAX vai chegar.
9. Uma dúvida permanecerá: conteúdos online ficam gratuitos ou começa-se a pagar?
1. Os média mais atentos apostarão definitivamente nos conteúdos móveis. Criarão aplicações para todas as plataformas e ganharão visibilidade e audiência.
2. Muitos média com conteúdos medíocres não resistirão a fazer-se pagar por eles, como se fosse possível enganar os utilizadores. Perderão em influência e em publicidade.
3. Os serviços informativos geo-localizados arrancarão definitivamente, fazendo uso das capacidades cada vez maiores dos telemóveis que já aí estão.
4. A continuada redução do tamanho das redacções fará surgir projectos jornalísticos de nicho e hiperlocais que, em última instância, ameaçarão a sobrevivência dos próprios média tradicionais.
5. Os conteúdos jornalísticos de qualidade continuarão a ser a tábua de salvação dos média. Quem não for capaz de os produzir, e continuar a insistir no marketing pelo marketing, afundar-se-á muito depressa.
6. O iPad e os outros tablets não serão por si só a salvação dos jornais. Produzir para estas plataformas exige recursos, imaginação e conteúdos de muita qualidade. A concorrência será feroz, e só os mais capazes sobreviverão.
7. O vídeo continuará a sua escalada como o conteúdo mais procurado pelos utilizadores. Os média terão de saber lidar com esta tendência e preparar conteúdos na área, recorrendo a profissionais especializados, se é que ainda os não têm.
8. As redes sociais continuarão a ser uma plataforma privilegiada para a divulgação dos conteúdos dos média. As novas narrativas que estas redes proporcionam poderão ser exploradas com êxito por aqueles que se prepararem para o desafio.
9. A venda de produtos e serviços poderá ser uma das principais actividades dos média durante o próximo ano. Mais do que simples conteúdo noticioso, os utilizadores querem informação útil às suas vidas e estão dispostos a pagar por isso.
10. A utilização de conteúdos gerados pelos utilizadores continuará a aumentar. Assim como aumentará o chamado jornalismo de bases de dados, ou “data journalism”, permitindo o tratamento noticioso de enormes quantidades de informação.
The holidays mean that more people will receive mobile gadgets such as smartphones and iPads, which means and even larger audience for the burgeoning platform.
News media who haven't already must focus on developing content for mobile platforms and apps or take advantage of the inevitable availability of templates that take some of the guesswork out of development. This also means less reliance on Flash and newsrooms will either have to retrain or restaff areas dominated by Flash developers.
The new year will also see a refinement of multimedia strategies. So far many multimedia projects have been experimental in some ways, but we can now look back and see what works and what doesn't and better serve our readers and viewers.
The new year will also see a refinement of multimedia strategies. So far many multimedia projects have been experimental in some ways, but we can now look back and see what works and what doesn't and better serve our readers and viewers.
Diretor de "Record" desde 2003. Integra ainda o Conselho Editorial da "Sábado" e é colunista do "Correio da Manhã". Iniciou a carreira jornalística no "Mundo Desportivo", em 1964.
1. As edições diárias em papel continuarão a perder vendas em banca e alguns títulos terão de enfrentar, de facto, o fantasma de encerramento que os persegue.
2. As edições online, gratuitas, aumentarão a suas audiências e os “desportivos” (Record, A Bola, O Jogo e Mais Futebol) manterão o seu domínio dos sites nacionais (240 milhões de papeviews/mês).
3. O suporte e-paper, pago, confirmará não ser modelo de negócio.
4. A “tablet revolution” avançará muito significativamente, mas a crise que afeta a classe média, somada ao nosso atraso cultural, impedirá a sua relativa massificação, única forma de a tornar rentável.
5. Continuará a crescer a influência do jornalista-google e a decrescer a do jornalista-irresponsavelmente-licenciado e também por isso cada vez mais desempregado.
6. Os sites dos principais títulos portugueses desenvolverão lentamente, muito lentamente, os seus projetos de web TV, perseguindo o sonho de uma presença no cabo e de uma nova fonte de receita.
7. Jornalistas da comunicação escrita, com maior espírito de sobrevivência, intensificarão a sua aprendizagem nas áreas das técnicas audiovisuais.
8. Os canais de televisão iniciarão a sua renovação tecnológica e com ela acelerarão o processo de redução de pessoal.
9. As receitas de publicidade cairão entre 20 e 30 por cento, sendo a rádio e a imprensa escrita, em particular a gratuita, os sectores mais atingidos.
10. O novo Acordo Ortográfico será finalmente adotado pelos órgãos de informação que teimam em resistir-lhe.
1. Os tablets (parece que o iPad está em vias de esgotar para o Natal) vão intensificar o consumo de informação on-line. Esta tendência poderá trazer com ela a tentação para a cobrança de acessos por determinados media (as chamadas paywalls) que, sinceramente, vejo condenada ao fracasso. Em qualquer caso, terá de trazer novos modelos de negócio.
2. Os jornalistas estão a descobrir avidamente o Twitter e o Facebook, são cada vez mais bloggers e produtores de conteúdos nas redes sociais, e começam até a ser gestores das suas comunidades on-line. Também haverá cada vez mais free-lancers. Provavelmente o Sindicato de Jornalistas não conseguirá acompanhar esta nova realidade. Parece-me pois provável que um dia destes surja uma associação profissional que congregue os novos interesses e desafios da profissão.
3. A intensificação de fenómenos do tipo “leaks” vai dificultar e confundir a abordagem tradicional dos media ao tratamento de informação. Trabalhar com fontes anónimas e não confirmadas pode trazer, a prazo, a descredibilização do papel de “gatekeeper” dos editores.
4. Os mesmos “leaks” (que se vão reproduzir como um vírus numa sociedade em crise, económica e de valores) vão criar um novo paradigma nos jornais ditos de referência. Aquele que não trouxer um “watergate” por dia em manchete arrisca-se a perder “influência” ou relevância.
- Para o final, deixo duas interrogações:
1. Porque é que em Portugal não se fala de aquisições nem fusões nos media? (tirando o hipotético caso Lusa-RTP, como pensam sobreviver todos os media privados?) Não será a altura de pensar nisso?
2. Estará algum grupo a pensar num diário concebido em exclusivo para o i-Pad, à semelhança do projecto do Murdoch? Se pensarmos que em 2011 deverá haver entre 30 e 40 mil possuidores desta máquina (a que somam outros tablets), a prazo o negócio pode tornar-se interessante.
MANUEL FALCÃO
Iniciou a carreira como jornalista, presidiu ao Instituto Português de Cinema e entre outras actividades foi director da RTP2. Actualmente é director-geral da agência de planeamento estratégico e de meios Nova Expressão. É co-autor do blogue Lugares Comuns.
1- O investimento publicitário nos canais de cabo vai continuar a crescer;
2- O investimento publicitário nos canais abertos de televisão vai continuar a cair;
3- O investimento publicitário em meios digitais vai continuar a crescer e provavelmente ultrapassará o investimento em jornais diários e na rádio;
4 - O investimento publicitário na imprensa vai continuar a cair;
5 - As empresas de media portuguesas ainda não têm um modelo de negócio para estes novos tempos.
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