"Dizer que está numa relação e tem um filho é importante: revela maturidade e que precisa de um emprego."Nota pessoal: confirma-se a velha ideia de que é melhor fugir deste género de empresas. Cobram demasiado por avaliar pessoas com base em preconceitos e critérios desactualizados.
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
O pó às agências de recursos humanos
Lido na Sábado. Declaração da directora de uma grande empresa de recrutamento a propósito da avaliação de um CV que foi considerado o melhor da semana:
Ficção científica
No futuro, o mundo será governado por agências patrocinadas por grandes conglomerados financeiros. Essas agências atribuem classificações a cada país forçando-os a tomar medidas que beneficiem o negócio dos seus mentores. As nações são, desta forma, reféns de um sistema financeiro globalizado. Os partidos e os políticos locais tornam-se figurantes de uma democracia pró-forma. A base da sociedade é obrigada a trabalhar cada vez mais por salários miseráveis enquanto uma elite privilegiada controla e desfruta da maior parte da riqueza.
Nem o Arthur C. Clarke, hein?
Nem o Arthur C. Clarke, hein?
domingo, 22 de maio de 2011
Carne picada, tweets, monitorização das redes sociais e astrologia
É tema de conversa no dia de hoje. Como os temas na Internet têm o prazo de validade mais curto do que um iogurte é aproveitar enquanto dura.
Fala-se das lojas automáticas daquela empresa americana que vende carne picadinha e tem um "M" no logo.
Fala-se do fantástico twitómetro que pretende identificar tendências positivas ou negativas nas referências aos líderes políticos feitas pelos utilizadores do Twitter.
Fala-se (menos do que se devia) das ferramentas de monitorização das redes sociais que vão ser vendidas às empresas para controlarem crises e referências negativas.
Não se fala:
a) Das consequências do desaparecimento dos postos de trabalho criados pela empresa que vende carne picada.
b) Do facto de o tal twitómetro considerar a grande maioria das referências feitas aos líderes políticos como "neutras". Basta ter alguma experiência prática no twitter para saber que "neutralidade" é coisa que se vê pouco no comentário político nesta rede social.
c) De como as ferramentas de monitorização conseguem controlar o que se passa no Facebook (onde quase toda a gente tem perfis privados e onde os grupos também são fechados) e no Twitter - onde é fácil bloquear um utilizador e onde muitos utilizadores têm os tweets fechados a cadeado. Como pretendem fazê-lo sem violar a privacidade dos utilizadores é algo que ficou por dizer.
d) Aceito que possa estar errado, mas, até prova em contrário, estas monitorizações automatizadas merecem-me tanto crédito como... sei lá, a astrologia?
Nem de propósito, apareceu outro texto sobre esta história dos automatismos. ora tomem lá o link: Automatic for the people
Have fun e comam muita fruta e legumes!
Fala-se das lojas automáticas daquela empresa americana que vende carne picadinha e tem um "M" no logo.
Fala-se do fantástico twitómetro que pretende identificar tendências positivas ou negativas nas referências aos líderes políticos feitas pelos utilizadores do Twitter.
Fala-se (menos do que se devia) das ferramentas de monitorização das redes sociais que vão ser vendidas às empresas para controlarem crises e referências negativas.
Não se fala:
a) Das consequências do desaparecimento dos postos de trabalho criados pela empresa que vende carne picada.
b) Do facto de o tal twitómetro considerar a grande maioria das referências feitas aos líderes políticos como "neutras". Basta ter alguma experiência prática no twitter para saber que "neutralidade" é coisa que se vê pouco no comentário político nesta rede social.
c) De como as ferramentas de monitorização conseguem controlar o que se passa no Facebook (onde quase toda a gente tem perfis privados e onde os grupos também são fechados) e no Twitter - onde é fácil bloquear um utilizador e onde muitos utilizadores têm os tweets fechados a cadeado. Como pretendem fazê-lo sem violar a privacidade dos utilizadores é algo que ficou por dizer.
d) Aceito que possa estar errado, mas, até prova em contrário, estas monitorizações automatizadas merecem-me tanto crédito como... sei lá, a astrologia?
Nem de propósito, apareceu outro texto sobre esta história dos automatismos. ora tomem lá o link: Automatic for the people
Have fun e comam muita fruta e legumes!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Sleep tight... (things that really matter)
As I walked down by the riverside
One evening in the spring
Heard a long gone song
From days gone by
Blown in on the great North wind
Though there is no lonesome corncrake's cry
Or sorrow and delight
You can hear the cars
And the shouts from bars
And the laughter and the fights
May the ghosts that howled
Round the house at night
Never keep you from your sleep
May they all sleep tight
Down in hell tonight
Or where ever they may be
As I walked on with a heavy heart
Then a stone danced on the tide
And the song went on
Though the lights were gone
And the North wind gently sighed
And an evening breeze coming from the East
That kissed the riverside
So I pray now child that you sleep tonight
When you hear this lullaby
May the wind that blows from haunted graves
Never bring you misery
May the angels bright
Watch you tonight
And keep you while you sleep
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O voto mais em conta
Neste blogue fala-se pouco de política. Pelo menos da mais rasteirinha, do género "ah este ministro é isto e aquilo", ou "o partido tal é melhor que o partido não sei quê".
No entanto, estou convicto de que a grave situação do país exige o melhor de nós, cidadãos. Por isso, decidi reflectir seriamente, pela primeira vez na vida, acerca do partido em que vou votar no dia 5 de Junho. Desta vez, nada de moeda ao ar ou um-dó-li-tá. Pensei muito e tomei uma decisão.
Fala-se do voto útil. Pois, nesta altura crítica venho propor um conceito totalmente diferente: "o voto assim mais em conta". Aquele que, a médio prazo, nos vai sair mais barato ao bolsito já de si depauperado.
Por isso, caros compatriotas, declaro que o voto mais baratinho é o voto no PS.
Porquê, dizem vocês afiando as catanas e tirando a ferrugem às G-3 do Verão Quente de 75 que tinham enterradas no quintal? Por que raio queres que a gente vote nesse gandulo, nesse meliante, no homem que nos conduziu à miséria?
Bom, para já não foi este governo que nos conduziu à miséria. Levar um país à miséria em democracia leva o seu tempo.
A culpa desta embrulhada deve ser partilhada por...uff... sei lá... todos os governos desde... ia dizer desde Alcácer Quibir, mas, pelo que tenho visto recentemente, a história de Portugal não é o forte da malta. Vou ser menos radical e dizer... desde 1974, mais coisa menos coisa. Ou, desde o tempo do Aníbal de Boliqueíme, o Fontes Pereira de Melo do século XX/XXI (o fontismo foi uma coisa que aconteceu em meados do século XIX quando o ministro Fontes Pereira de Melo mandou construir muitas infraestruturas. Infelizmente, esqueceu-se que não tínhamos guito para as pagar nem produção que gerasse riqueza suficiente para compensar o aumento da dívida pública).
Resumindo, o problema actual é tanto da responsabilidade do PS como do PSD (e, em certa medida, de actores secundários como o CDS-PP, o partido que gosta de barquinhos).
Como nos próximos quatro anitos já temos a sentença lida e o programa de governo foi escrito por um senhor dinamarquês, é inútil andar por aí a brincar aos partidos, a debater ideias, a fazer figuras tristes na televisão, enfim... a apresentar longas e soporíferas listas de medidas que - todos sabemos, meus queridos - ninguém vai poder aplicar.
Sendo assim, de que precisamos nós? Poupar? Tendo isso presente, qual é o partido que nos garante este período de transição por um preço mais acessível?
Pois é o partido que já está no governo. Senão, vejam:
Tanto o PS como o PSD têm uma máquina de dentes afiados para o poder. A vantagem é que a do PS já está instalada.
Se o partido do governo mudasse, lá tínhamos de pagar um horror de dinheiro à malta que saia, era preciso redecorar gabinetes, contratar novos assessores, motoristas, secretárias, etc... pagar subsídios de reinserção para os pobres dos precários que têm trabalhado para a coisa pública nos últimos anos. Perder imenso tempo até que os novos inquilino se adaptassem e lessem aquela papelada toda muito chata.
Por outro lado, por muito mauzinhos que sejam, os inquilinos actuais já conhecem minimamente os dossiers e já têm de cor o cheiro da porcaria em que estão imersas as nossas finanças.
É por estas razões que este blogue, pela primeira vez na sua existência, faz uma declaração clara de voto. O Steed vai votar PS. Por um governo mais baratinho.
Que fique claro: se o partido do governo fosse o PSD era neles que votava. Infelizmente, meus adorados amigos sociais-democratas, a roda da sorte parou no lado dos rosinhas.
Nestas eleições, não ao voto útil! Sim, ao voto mais em conta!
No entanto, estou convicto de que a grave situação do país exige o melhor de nós, cidadãos. Por isso, decidi reflectir seriamente, pela primeira vez na vida, acerca do partido em que vou votar no dia 5 de Junho. Desta vez, nada de moeda ao ar ou um-dó-li-tá. Pensei muito e tomei uma decisão.
Fala-se do voto útil. Pois, nesta altura crítica venho propor um conceito totalmente diferente: "o voto assim mais em conta". Aquele que, a médio prazo, nos vai sair mais barato ao bolsito já de si depauperado.
Por isso, caros compatriotas, declaro que o voto mais baratinho é o voto no PS.
Porquê, dizem vocês afiando as catanas e tirando a ferrugem às G-3 do Verão Quente de 75 que tinham enterradas no quintal? Por que raio queres que a gente vote nesse gandulo, nesse meliante, no homem que nos conduziu à miséria?
Bom, para já não foi este governo que nos conduziu à miséria. Levar um país à miséria em democracia leva o seu tempo.
A culpa desta embrulhada deve ser partilhada por...uff... sei lá... todos os governos desde... ia dizer desde Alcácer Quibir, mas, pelo que tenho visto recentemente, a história de Portugal não é o forte da malta. Vou ser menos radical e dizer... desde 1974, mais coisa menos coisa. Ou, desde o tempo do Aníbal de Boliqueíme, o Fontes Pereira de Melo do século XX/XXI (o fontismo foi uma coisa que aconteceu em meados do século XIX quando o ministro Fontes Pereira de Melo mandou construir muitas infraestruturas. Infelizmente, esqueceu-se que não tínhamos guito para as pagar nem produção que gerasse riqueza suficiente para compensar o aumento da dívida pública).
Resumindo, o problema actual é tanto da responsabilidade do PS como do PSD (e, em certa medida, de actores secundários como o CDS-PP, o partido que gosta de barquinhos).
Como nos próximos quatro anitos já temos a sentença lida e o programa de governo foi escrito por um senhor dinamarquês, é inútil andar por aí a brincar aos partidos, a debater ideias, a fazer figuras tristes na televisão, enfim... a apresentar longas e soporíferas listas de medidas que - todos sabemos, meus queridos - ninguém vai poder aplicar.
Sendo assim, de que precisamos nós? Poupar? Tendo isso presente, qual é o partido que nos garante este período de transição por um preço mais acessível?
Pois é o partido que já está no governo. Senão, vejam:
Tanto o PS como o PSD têm uma máquina de dentes afiados para o poder. A vantagem é que a do PS já está instalada.
Se o partido do governo mudasse, lá tínhamos de pagar um horror de dinheiro à malta que saia, era preciso redecorar gabinetes, contratar novos assessores, motoristas, secretárias, etc... pagar subsídios de reinserção para os pobres dos precários que têm trabalhado para a coisa pública nos últimos anos. Perder imenso tempo até que os novos inquilino se adaptassem e lessem aquela papelada toda muito chata.
Por outro lado, por muito mauzinhos que sejam, os inquilinos actuais já conhecem minimamente os dossiers e já têm de cor o cheiro da porcaria em que estão imersas as nossas finanças.
É por estas razões que este blogue, pela primeira vez na sua existência, faz uma declaração clara de voto. O Steed vai votar PS. Por um governo mais baratinho.
Que fique claro: se o partido do governo fosse o PSD era neles que votava. Infelizmente, meus adorados amigos sociais-democratas, a roda da sorte parou no lado dos rosinhas.
Nestas eleições, não ao voto útil! Sim, ao voto mais em conta!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
As boas ideias: a caravana da Visão (com uma correcção importante)
Actualização: Por erro referi uma birra do autarca de Castelo Branco. Nada disso. O correcto é: "A birra do presidente da CM da Covilhã". O senhor edil de Castelo Branco que me desculpe, sim?
Não é uma roulotte onde se fazem exames à vista - como perguntou uma simpática popular na não menos simpática cidade de Castelo Branco.
A Visão criou uma caravana para percorrer o país. Uma espécie de equipa móvel de jornalistas (um escriba e um fotógrafo) para descobrir histórias por esse país fora. A ideia parece boa a dois níveis:
1. Como ferramenta de marketing dá a conhecer a revista, aproxima-a dos leitores e, potencialmente, acrescenta mais uns quantos ao rol.
2. Retira jornalistas da redacção e da escravatura do telefone e cumpre o sonho de ir por aí à cata de notícias.
Nas últimas semanas, ficaram-me na cabeça duas histórias:
Jornalistas para a rua, já! (Não, não é para despedir... é mesmo para irem... sei lá, investigar. Olha, no fim de contas é capaz de ser bom. Podem poupar bastante na conta do telefone).
Não é uma roulotte onde se fazem exames à vista - como perguntou uma simpática popular na não menos simpática cidade de Castelo Branco.
A Visão criou uma caravana para percorrer o país. Uma espécie de equipa móvel de jornalistas (um escriba e um fotógrafo) para descobrir histórias por esse país fora. A ideia parece boa a dois níveis:
1. Como ferramenta de marketing dá a conhecer a revista, aproxima-a dos leitores e, potencialmente, acrescenta mais uns quantos ao rol.
2. Retira jornalistas da redacção e da escravatura do telefone e cumpre o sonho de ir por aí à cata de notícias.
Nas últimas semanas, ficaram-me na cabeça duas histórias:
- A do olival alentejano que produz um dos melhores azeites do mundo e corre o risco de ser cortado por uma IP;
- A birra do presidente da CM da Covilhã que insiste em construir uma barragem num local de interesse público. Uma trama com contornos sinistros que envolve o actual secretário de estado da cultura.
Jornalistas para a rua, já! (Não, não é para despedir... é mesmo para irem... sei lá, investigar. Olha, no fim de contas é capaz de ser bom. Podem poupar bastante na conta do telefone).
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Quando a media sofre com o excesso de notícias
O raciocínio é brilhantemente simples: a sequência de grandes eventos noticiosos - revolta no Egipto, guerra civil na Líbia, violência na Síria e no Iémen, terramoto no Japão, casamento real, morte de Osama - pode ter sido demais para os media tradicionais.
Com menos gente e menos dinheiro, o excesso de notícias - das que custam muito dinheiro a fazer, longe de casa, a exigirem enviados especiais e contas mensais de satélite com muitos zeros - pode ter deixado as melhores empresas de comunicação social exangues em termos humanos e falidas em termos financeiros.
Do blogue de António Granado via @PauloQuerido no Twitter:
Com menos gente e menos dinheiro, o excesso de notícias - das que custam muito dinheiro a fazer, longe de casa, a exigirem enviados especiais e contas mensais de satélite com muitos zeros - pode ter deixado as melhores empresas de comunicação social exangues em termos humanos e falidas em termos financeiros.
Do blogue de António Granado via @PauloQuerido no Twitter:
Os jornais aguentam até Junho?
sábado, 14 de maio de 2011
O dia em que morreu o Sinatra
Lembro-me que estava em Nova Iorque quando morreu o Sinatra. Os edifícios mudaram de cor nessa noite. As Torres Gémeas ainda faziam parte do skyline. Foi em 1998. O país estava deslumbrado porque ia inaugurar a Expo '98 e eu ainda tinha a casa cheia do pó das obras.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Relembrar Jim Carrey em "The Cable Guy"
Há muitos, muitos anos, o Jim Carrey fez uma comédia muito negra que ninguém queria ver. Não era um mau filme, mas o público estranhou, numa altura em que estava habituado a vê-lo num registo mais ligeiro.
As coisas correram muito mal nos Estados Unidos e pediram-nos para mudar o título, a campanha, dar a volta a tudo o que pudéssemos para fazer esquecer o lado negro do filme e levar as pessoas ao cinema. Em Portugal, sugeri que se chamasse "O Melga". No Brasil optaram por este título. Acabou por resultar.
Não sei porquê, hoje deu-me para recordar esta história.
As coisas correram muito mal nos Estados Unidos e pediram-nos para mudar o título, a campanha, dar a volta a tudo o que pudéssemos para fazer esquecer o lado negro do filme e levar as pessoas ao cinema. Em Portugal, sugeri que se chamasse "O Melga". No Brasil optaram por este título. Acabou por resultar.
Não sei porquê, hoje deu-me para recordar esta história.
Eu também sou o Mark Zuckerberg
Uma história do caneco sobre um senhor que teve o azar de também se chamar... Mark Zuckerberg:
Facebook Blocks Mark Zuckerberg’s Account
Facebook Blocks Mark Zuckerberg’s Account
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Bom de ler
Deux superbes Satans et une Diablesse, non moins extraordinaire, ont la nuit dernière monté l'escalier mystérieux par où l'Enfer donne assaut à la faiblesse de l'homme qui dort, et communique en secret avec lui.
(Charles Baudelaire)
Era um redondo vocábulo
"Mesmo que houvessem erros, o que não reconheço, o importante é termos colocado os portugueses a discutir a sua História"
Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais
As declarações completas do senhor do vídeo:
Vídeo promocional com vários erros
domingo, 8 de maio de 2011
Um texto interessante sobre a ajuda portuguesa à Finlândia em 1940
Artigo publicado no jornal finlandês Ilto Sanomat:
O pacote de ajuda a Portugal foi marcante durante a campanha para as eleições parlamentares na Finlândia. Porém, poucos se lembram do que aconteceu há mais de 70 anos.
"Os finlandeses têm esquecido que Portugal enviou assistência durante a Guerra de Inverno" perguntou a TSF Rádio Notícias ao correspondente do Helsingin Sanomat, na quarta-feira.
Dois dias antes, o jornal português mais importante, o Diário de Notícias, também lembrou a ajuda de Portugal à Finlândia. O editorial foi intítulado "Portugal ajudou a Finlândia".
Talvez os finlandeses tenham esquecido o apoio de Portugual. Não se encontra qualquer referência nos livros de história (...).
Felizmente, os arquivos podem ser encontrados na Finlândia e em Portugal, entre a correspondência diplomática da primavera de 1940 (....)
Mostram que, a 14 De Março, um dia após o fim da Guerra de Inverno, o navio SS "Greta" deixou Portugal para levar até à Finlândia 19.902 caixas de sardinha, 956 caixas de cebola, 157 caixas de conservas de peixe, 27 caixas de abacaxi, e um conjunto de caixas com sacos de água quente, blusas e, aparentemente, uma doação de esquis.
Portugal deu um apoio significativo durante a Guerra de Inverno, Dr. Jari Leskinen (Professor-Adjunto de História Militar)?
- É claro que qualquer ajuda é necessária, mas não foi muito significativa. Será essa a razão para não ser mencionada nas obras de referência.
Que valor teria esse tipo de ajuda hoje em dia, Prof. Markku Kuisma (Professor de História Económica)?
- Poucas centenas de milhares de euros, talvez um milhão de Euros.
Foi um grande fardo para a economia portuguesa?
- Não foi um esforço terrível. Mais um gesto humanitário e político.
Que significado teve para a Finlândia?
- Não teve grande importância. Sem saber ao certo o tamanho de cada caixa de sardinhas, podemos estimar que, acompanhada por fatias de pão, talvez desse para alimentar um soldado finlandês durante um par de dias. Foi certamente mais importante como gesto de simpatia e apoio aos finlandeses.
Assim que a guerra eclodiu, a Finlândia enviou delegações e pedidos de assistência a vários países. O pedido também foi enviado para o Governo Português.
Lamentando profundamente, o governo Português declarou que os seus arsenais eram insuficientes para pode vender ou dar armas.
Em vez de armas Portugal disse que poderia enviar milho, açúcar, café, cacau, sal, madeira, vinho e óleo vegetal. Em que quantidade, não sei dizer.
No auge da Guerra de Inverno o exército finlandês tinha 400 mil homens e chegou a ser distribuída uma caixa de sardinhas por 20 homens.
(Adaptado a partir da tradução automática do original, em finlandês, com recurso ao Google Translator. Qualquer erro em relação ao artigo original é, por essa razão, da responsabilidade do autor deste blogue)
Fonte: Ilta Sanomaat
A partir de um comentário visto aqui: Fórum Auto-Hoje
O pacote de ajuda a Portugal foi marcante durante a campanha para as eleições parlamentares na Finlândia. Porém, poucos se lembram do que aconteceu há mais de 70 anos.
"Os finlandeses têm esquecido que Portugal enviou assistência durante a Guerra de Inverno" perguntou a TSF Rádio Notícias ao correspondente do Helsingin Sanomat, na quarta-feira.
Dois dias antes, o jornal português mais importante, o Diário de Notícias, também lembrou a ajuda de Portugal à Finlândia. O editorial foi intítulado "Portugal ajudou a Finlândia".
Talvez os finlandeses tenham esquecido o apoio de Portugual. Não se encontra qualquer referência nos livros de história (...).
Felizmente, os arquivos podem ser encontrados na Finlândia e em Portugal, entre a correspondência diplomática da primavera de 1940 (....)
Mostram que, a 14 De Março, um dia após o fim da Guerra de Inverno, o navio SS "Greta" deixou Portugal para levar até à Finlândia 19.902 caixas de sardinha, 956 caixas de cebola, 157 caixas de conservas de peixe, 27 caixas de abacaxi, e um conjunto de caixas com sacos de água quente, blusas e, aparentemente, uma doação de esquis.
Portugal deu um apoio significativo durante a Guerra de Inverno, Dr. Jari Leskinen (Professor-Adjunto de História Militar)?
- É claro que qualquer ajuda é necessária, mas não foi muito significativa. Será essa a razão para não ser mencionada nas obras de referência.
Que valor teria esse tipo de ajuda hoje em dia, Prof. Markku Kuisma (Professor de História Económica)?
- Poucas centenas de milhares de euros, talvez um milhão de Euros.
Foi um grande fardo para a economia portuguesa?
- Não foi um esforço terrível. Mais um gesto humanitário e político.
Que significado teve para a Finlândia?
- Não teve grande importância. Sem saber ao certo o tamanho de cada caixa de sardinhas, podemos estimar que, acompanhada por fatias de pão, talvez desse para alimentar um soldado finlandês durante um par de dias. Foi certamente mais importante como gesto de simpatia e apoio aos finlandeses.
Assim que a guerra eclodiu, a Finlândia enviou delegações e pedidos de assistência a vários países. O pedido também foi enviado para o Governo Português.
Lamentando profundamente, o governo Português declarou que os seus arsenais eram insuficientes para pode vender ou dar armas.
Em vez de armas Portugal disse que poderia enviar milho, açúcar, café, cacau, sal, madeira, vinho e óleo vegetal. Em que quantidade, não sei dizer.
No auge da Guerra de Inverno o exército finlandês tinha 400 mil homens e chegou a ser distribuída uma caixa de sardinhas por 20 homens.
(Adaptado a partir da tradução automática do original, em finlandês, com recurso ao Google Translator. Qualquer erro em relação ao artigo original é, por essa razão, da responsabilidade do autor deste blogue)
Fonte: Ilta Sanomaat
A partir de um comentário visto aqui: Fórum Auto-Hoje
A diferença está na fruta (ou em saber o que se diz)
Ontem, ao escrever sobre o fantástico vídeo dos finlandeses, recordei-me deste texto de Nicolau Santos. Não o consegui encontrar, mas entretanto, alguém fez o favor de o relembrar.
Se o tal vídeo é um exemplo de ignorância, inexactidão e provincianismo, o texto é a prova de que se pode fazer uma apologia de Portugal sem cair no ridículo.
Se o tal vídeo é um exemplo de ignorância, inexactidão e provincianismo, o texto é a prova de que se pode fazer uma apologia de Portugal sem cair no ridículo.
(publicado na revista "Up" da TAP)
Eu conheço um país
Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil
(80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de
doadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.
Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no
transplante de rins. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos
e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
Eu conheço um país
Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel
enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra Que é uma
das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias(Glint)e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país
Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor
de energia eólica do mundo, Que também está a construir o maior plano de
barragens (dez) a nível europeu (EDP).
Eu conheço um país
Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), Que é líder mundial em software de identificação (NDrive), Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da NASA (Critical) e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra) Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano.
E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia
de transformadores de energia (Efacec) e Que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).
Eu conheço um país
Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas(Via Verde).
Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção
de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).
Eu conheço um país
Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos
de Pequim, Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos,
Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, Que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José
Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).
Eu conheço um país
Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis
intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores
reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena
Vieira da Silva, João Cutileiro).
Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).
O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que
se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito
acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas,
ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL
sábado, 7 de maio de 2011
As estórias que andamos a tentar impingir aos finlandeses...
Os fenícios, os gregos, os romanos, os vândalos, os suevos e os visigodos passaram por cá e por inúmeros outros lugares.
Se 20% da população luxemburguesa é de origem portuguesa, se Paris é a segunda cidade com maior número de portugueses, se existem mais portugueses fora do país do que em Portugal, isso é motivo de orgulho porque...?
Nós não inventámos nem a "maritime compass" (seja lá isso o que for) nem sequer o astrolábio. A descoberta foi árabe e aperfeiçoada por um judeu espanhol chamado Abraão Zacuto.
Também não inventámos o canhão de carregar pela culatra.
A vela latina foi inventada pelos árabes.
A salga do peixe é usada em diversas partes do mundo desde tempos imemoriais por ser uma forma eficaz de preservar o pescado.
A tecnologia da Via Verde foi criada na Noruega.
Se somos o país com menor número de patentes em todo o mundo isso é, na verdade, algo negativo.
Arigato não é uma palavra de origem portuguesa. Tem origem numa outra palavra japonesa: arigatai.
Existem palavras japonesas que tiveram origem no português? Sim, bastantes: "botan" (botão), ou "bôru" (bolo), por exemplo.
O decreto de abolição da escravatura é de 1761 (e não de 1751) e aboliu a escravatura apenas em solo português. Em meados do século XIX ainda andávamos a assinar tratados em que prometíamos pôr fim ao tráfico de escravos a sul do Equador. Chegámos mesmo a permitir que os ingleses efectuassem buscas em navios de bandeira nacional.
Praticamente todas as culturas com forte presença do porco na sua culinária comem "o porco todo" e têm pratos com as entranhas do bicho.
Napoleão não falhou as três invasões de Portugal. A primeira foi bem sucedida e provocou a fuga da Corte para o Brasil.
Nessa altura, Portugal nem sequer tinha um exército organizado para fazer face aos invasores.
Foi apenas graças a uma força expedicionária britânica que os franceses retiraram do país. Essa mesma força repeliu outras duas invasões e ajudou a reorganizar o exército português cujas unidades eram, em muitos casos, enquadradas por oficiais britânicos.
Se for verdade que o rendimento do rei de Portugal no séc. XVIII era 30 vezes superior ao do rei de Inglaterra isso apenas comprova a má gestão que foi feita da riqueza proveniente do Brasil enquanto a Inglaterra construía o seu império.
O Hóquei em Patins é popular em vários países que têm partilhado títulos com a selecção portuguesa, nomeadamente a Itália, a Espanha e a Argentina.
Temos a aliança mais antiga do mundo e levamo-la muito a sério. Os ingleses também.
Após as invasões francesas tornaram-se numa força ocupante e tentaram assumir o controlo do país.
No final do séc. XIX ameaçaram-nos com uma guerra se insistíssemos em unir as colónias de Angola e Moçambique.
A letra do nosso hino nacional continua a incitar os portugueses a pegar em armas e marchar contra os canhões britânicos.
Por mais que nos custe, não foi a manifestação dos portugueses que levou a Indonésia a abandonar Timor-Leste.
Por fim, a campanha de recolha de roupas e cereais realizada em 1940 só aconteceu porque Salazar quis apoiar um aliado da Alemanha Nazi que lutava contra as tropas comunistas de Estaline.
Esse aliado de Hitler era a Finlândia.
Não sei o que é mais preocupante, se a quantidade de pessoas que acreditam nestes mitos - semelhantes aos que pululavam nos livros de história do Estado Novo - se o facto de ser assinado por um organismo público, a Câmara de Cascais.
Se 20% da população luxemburguesa é de origem portuguesa, se Paris é a segunda cidade com maior número de portugueses, se existem mais portugueses fora do país do que em Portugal, isso é motivo de orgulho porque...?
Nós não inventámos nem a "maritime compass" (seja lá isso o que for) nem sequer o astrolábio. A descoberta foi árabe e aperfeiçoada por um judeu espanhol chamado Abraão Zacuto.
Também não inventámos o canhão de carregar pela culatra.
A vela latina foi inventada pelos árabes.
A salga do peixe é usada em diversas partes do mundo desde tempos imemoriais por ser uma forma eficaz de preservar o pescado.
A tecnologia da Via Verde foi criada na Noruega.
Se somos o país com menor número de patentes em todo o mundo isso é, na verdade, algo negativo.
Arigato não é uma palavra de origem portuguesa. Tem origem numa outra palavra japonesa: arigatai.
Existem palavras japonesas que tiveram origem no português? Sim, bastantes: "botan" (botão), ou "bôru" (bolo), por exemplo.
O decreto de abolição da escravatura é de 1761 (e não de 1751) e aboliu a escravatura apenas em solo português. Em meados do século XIX ainda andávamos a assinar tratados em que prometíamos pôr fim ao tráfico de escravos a sul do Equador. Chegámos mesmo a permitir que os ingleses efectuassem buscas em navios de bandeira nacional.
Praticamente todas as culturas com forte presença do porco na sua culinária comem "o porco todo" e têm pratos com as entranhas do bicho.
Napoleão não falhou as três invasões de Portugal. A primeira foi bem sucedida e provocou a fuga da Corte para o Brasil.
Nessa altura, Portugal nem sequer tinha um exército organizado para fazer face aos invasores.
Foi apenas graças a uma força expedicionária britânica que os franceses retiraram do país. Essa mesma força repeliu outras duas invasões e ajudou a reorganizar o exército português cujas unidades eram, em muitos casos, enquadradas por oficiais britânicos.
Se for verdade que o rendimento do rei de Portugal no séc. XVIII era 30 vezes superior ao do rei de Inglaterra isso apenas comprova a má gestão que foi feita da riqueza proveniente do Brasil enquanto a Inglaterra construía o seu império.
O Hóquei em Patins é popular em vários países que têm partilhado títulos com a selecção portuguesa, nomeadamente a Itália, a Espanha e a Argentina.
Temos a aliança mais antiga do mundo e levamo-la muito a sério. Os ingleses também.
Após as invasões francesas tornaram-se numa força ocupante e tentaram assumir o controlo do país.
No final do séc. XIX ameaçaram-nos com uma guerra se insistíssemos em unir as colónias de Angola e Moçambique.
A letra do nosso hino nacional continua a incitar os portugueses a pegar em armas e marchar contra os canhões britânicos.
Por mais que nos custe, não foi a manifestação dos portugueses que levou a Indonésia a abandonar Timor-Leste.
Por fim, a campanha de recolha de roupas e cereais realizada em 1940 só aconteceu porque Salazar quis apoiar um aliado da Alemanha Nazi que lutava contra as tropas comunistas de Estaline.
Esse aliado de Hitler era a Finlândia.
Não sei o que é mais preocupante, se a quantidade de pessoas que acreditam nestes mitos - semelhantes aos que pululavam nos livros de história do Estado Novo - se o facto de ser assinado por um organismo público, a Câmara de Cascais.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Salazar vai ao cinema II
Neste blogue só cabe aquilo em que realmente acredito e que me interessa.
Quando um livro combina duas paixões - a história e o cinema - a reacção só pode ser uma chuva ininterrupta de saltos de alegria e palminhas.
Cá vai disto:
Links fundamentais:
O blogue Salazar vai ao cinema
Como e onde pode comprar o livro
Quando um livro combina duas paixões - a história e o cinema - a reacção só pode ser uma chuva ininterrupta de saltos de alegria e palminhas.
Cá vai disto:
O livro "Salazar vai ao cinema II" de Maria do Carmo Piçarra é lançado na Cinemateca Portuguesa, hoje, às 19h30. Na sessão, apresentada por Joaquim Vieira e pela autora, serão mostrados os números 1 e 17 da série de actualidades da SPAC, Jornal Português. A seguir, haverá uma sessão de autógrafos na livraria Babel Cinemateca, no Espaço 39 Degraus.
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