quinta-feira, 28 de abril de 2011

O artesanato e as redes sociais

Estão a ver aquelas aplicações que automatizam os posts no facebook e no twitter e que muitas empresas usam porque lhes dá um ar modernaço e tal?

São quase todas uma imensa treta.

Algumas não permitem partilhar, outras, quando o fazem, criam um post extremamente ranhoso e mal formatado.

Conselho para os jovens guruzinhos das redes sociais?

Façam à mão, pois então.

Personalizem o trabalho.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Falhas de comunicação


Actualização: Após este meu desabafo - e sem que uma coisa esteja relacionada com a outra - a situação voltou ao normal. Ainda bem, espero que se mantenha assim durante muitos e bons anos.

É bom acordar para uma nova semana e reparar que algo básico como uma tabela de box office de cinema com resultados do fim-de-semana está novamente enfarilhada devido a... "falhas de comunicação".

A malta do ICA faz o que pode. O que lhes é permitido por lei. Uma lei que alguns optam por ignorar. Um pouco como estacionar carros em segunda fila.

Vamos ser claros: "falha de comunicação" é uma justificação esfarrapada.

Portugal não é o Afeganistão. Não estamos na Idade Média.

As distribuidoras, porque são apertadas pelos EUA - nada habituados a dramas de transmissão de dados - segunda-feira a seguir ao almoço já estão a mandar os números completos, obtidos por e-mail, fax, telex, telefone, pombo correio, batuques ou sinais de fumo.

Quando as coisas são para consumo interno, o caso muda de figura.

Em boa hora, há uns anos, saiu legislação a regulamentar o envio da informação em tempo útil: receitas, número de cópias, espectadores... ou seja, Portugal, com anos de atraso, passou a ter o que é regra na maior parte dos mercados com alguma maturidade.

Graças ao bom trabalho da divisão de estatística do ICA, aos poucos passou a ser possível realizar análises sérias e actuai.

Como muitas coisas que funcionam em Portugal, há sempre um dia em que alguém que decide estragar tudo.

Nas últimas semanas os relatórios de box office do ICA (semanais e de fim-de-semana) contêm a ressalva de que os dados estão incompletos. Que alguns exibidores não estão a cumprir a lei.

A justificação repete-se: falha técnica no sistema informático que permite às salas enviar os dados para o ICA.

Seria de prever a existência de um sistema de recurso? Talvez enviar os resultados por e-mail? Imagino que a lei não preveja isso... Deus nos proteja do pragmatismo. O sistema informático não funciona e pronto.

Resultado disto tudo? Bom, estou a pensar regressar ao velho método de obter dados fiáveis através dos... Estados Unidos.

sábado, 16 de abril de 2011

Este blogue está em protesto contra o revisionismo na banda desenhada. Estrumpfes para sempre!



Les Schtroumpfs nasceram em 1958 pela mão do belga Peyo.

Em Portugal sempre se chamaram Estrumpfes, até que um bando de perigosos revisionistas achou por bem reverter o nome para o asqueroso, horrível, nojento e seboso... "Os Smurfs", como são conhecidos nos Estados Unidos, país pouco recomendável que, como todos sabem, nem sequer tem banda desenhada.

Em Portugal, o filme, que estreia este Verão, leva o título "Os Smurfs". Em Espanha, país que tem uns huevos do tamanho da galáxia, o filme terá o título "Los Pitufos", designação pela qual são conhecidas as personagens desde os tempos de El Cid.

Estamos indignados e em protesto. O que virá a seguir? O Astérix passa a chamar-se Jim? O Tintin passa a ser o Tim?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alegrias matinais - Mandar M. Night Shyamalan de volta para a escola de cinema

Pobre senhor Shyamalan...


Pessoalmente acho injusto, não considero o senhor assim tão mau e merecedor de tal castigo.

A verdade, no entanto, é mais cruel. Desde os tempos em que o menino via gente morta que M. Night Shyamalan estraga tudo em que toca.

Pior ainda, tornou-se o alvo de uma multidão de gente mais insensível e brutal do que os bandos de mortos-vivos da série "The Walking Dead".

De qualquer forma... isto tem alguma piada. Um grupo de maduros criou um site com o objectivo de juntar dinheiro para mandar o pobre M. de volta para a escola de cinema. Dizem-se cansados dos diálogos da treta, da falsa imagem de "autor" e das rotineiras reviravoltas no argumento.

Divirtam-se:

Send M. Night Shyamalan back to film school



Fonte: Film School Rejects

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vamos aprender a fazer uma campanha viral com a malta do marketing de cinema?

Graças aos moços simpáticos do /Film (leia-se Slash Film) ficámos a conhecer a mais recente campanha viral do "Super 8", o próximo filme do JJ "O Tipo Que Fez o Lost" Abrahms, com produção do Steven "O Tipo Que Fez Tudo e Mais Alguma Coisa" Spielberg.

O departamento de marketing da Paramount enviou uma caixa da Kodachrome com uma bobina de 8mm e uma pen USB. Embora o filme tivesse sido revelado, na actualidade não é vulgar ter um projector de 8mm à mão de semear, por isso a caixa continha também uma pen USB.

O Peter Scirretta, simpático e prestável, fez o favor de colocar as imagens online. É apenas um minúsculo clip de um segundo que mostra um grupo de senhores de bata branca a olhar para alguma coisa.

O filme está evidentemente incompleto. Peter lança uma pista. O ficheiro tem o nome EX_1A_046.mov o que deixa a entender que esta é parte 46 de várias.

Mais ainda... A caixa continha um código para ser enviado por e-mail. Em troca o destinatário receberá mais informações.

Sabemos que é um truque de marketing, mas o miúdo de 8 anos no nosso cérebro bate palminhas e não resiste a estas coisas.

As outras peças do puzzle devem andar por aí.

Tomem lá o link e divirtam-se:

/Film HQ Receives Mysterious ‘Super 8′ Package

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dica do dia: Disposable e-mail

Necessitam de um endereço de e-mail temporário apenas para aceder a uma promoção ou um conteúdo?

Em vez de fornecerem o vosso endereço, algo que, mais cedo ou mais tarde dará direito a toneladas de lixo, podem usar um endereço descartável.


Existem vários, eu uso este: Guerilla Mail

Dura apenas algumas horas e escusam de andar a espalhar os vossos e-mails pela Internet.

Have fun.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Há quanto tempo não escrevias um post só com parvoíces?

Há demasiado tempo.

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, do quartel-general do Império Steed, as parvoíces do dia:
"OCDE aponta para sinais de expansão para Portugal", mas já estamos a tratar do assunto.

 "José Lello chama 'estagiário sem currículo' a Nobre". Nobre chama 'salsicha mal fumada' a Lello.

"Titãs e Paralamas abrirão a 4ª edição do Rock in Rio". A boa notícia? É lá longe, no Brasil.

Hoje ouvi falar de uma familia da Opus Dei com... 13 filhos. Se continuam a reproduzir-se a este ritmo em 2050 a população portuguesa será constituída maioritariamente por betos.

Dificilmente encontraremos outro troço rodoviário tão divertido como o fantástico "Buraca-Pontinha".

"Berlusconi diz que pagou a 'Ruby' para ela não se prostituir". É o que normalmente se vê à beira da estrada. Senhores a pagar a senhoras para elas não se prostituírem. O ser humano é bom.

Sinais dos tempos. no século XX as mulheres eram presas por usarem roupa a menos. no século XXI são detidas por usarem roupa a mais.

domingo, 10 de abril de 2011

A presença dos media nas redes sociais (3ª actualização de 2011)

Terceira actualização de 2011 do quadro que toda a gente ama.

As últimas do Facebook entre 22.Fev.11 e 10.Abr.11


Na imprensa generalista, o Público continua a liderar com uma vantagem confortável sobre o Sol.

O Jornal de Notícias passou o i em número de seguidores. O jornal do Grupo Lena começa a estagnar.

A presença do Diário de Notícias continua confusa. A conta que estávamos a seguir, aparentemente, desapareceu e foi substituída por outra.

Os desportivos continuam a crescer. O Record voltou a aproximar-se de A Bola.

Entre os gratuitos, o Destak continua a crescer e está cada vez mais perto do Metro.

Bastante activo o sector da economia, reflexo do interesse que o tema suscita entre os portugueses nesta altura. O Diário Económico deu um grande salto e ultrapassou o Jornal de Negócios.

Marasmo completo no sector das revistas femininas, televisão e sociedade.
A Vogue e a Activa são as publicações que mais crescem.

Pouco crescimento também entre as publicações da área do marketing e publicidade onde a Briefing foi a que mais seguidores conseguiu.

No sector das televisões a MTV continua sem rival.

O sector mais forte e equilibrado continua a ser o das rádios. Comercial ultrapassou RFM. Ambas continuam a reduzir a vantagem da Cidade FM. A Antena 3 perdeu novamente terreno.

Mais atrás, a M80 é a rádio que mais sobe em percentagem.

Então e o Twitter?

Perde cada vez mais gás em Portugal.O crescimento no número de seguidores é mínimo.

Tirando o "Público" (na casa dos 20 mil) está tudo muito cinzento. Vou dar um tempo antes de pegar novamente no passarinho ou declarar a sua morte no mercado português.


Sobre estes quadros

Sim, quantidade não é qualidade.

Sim, há que cruzar números com outros indicadores, sim, sim e sim.

De qualquer forma, se me derem a escolher: "queres trabalhar com uma base de cem mil potenciais clientes ou mil potenciais clientes", continuo a escolher os cem mil.

"Ah mas podem não ser o teu público alvo". Pessoal, esta malta clicou num botão que diz "Gosto"! Isso quer dizer alguma coisa, não muito, mas alguma coisa.

Mais, o número de seguidores não depende apenas do trabalho na página do Facebook. Há aqui, e noutras áreas, marcas que, por mais que gritem, cantem ou ofereçam anéis de diamantes, nunca vão ter 100 mil seguidores.

Read my utterly sexy lips: Depende dos públicos. Depende da concorrência. Depende de uma data de coisas e nunca vamos descobrir todos os pontos G dos nossos queridos públicos-alvo. Se encontrarmos um ou dois e os fizermos soltar um pequeno "Oh si cariño", já nos podemos dar por satisfeitos.

Por isso nos chamamos "profissionais de marketing" e não... sei lá, druídas ou feiticeiros. Não fazemos milagres e o Vaticano não pensa canonizar o Kotler nos próximos tempos.

Without further ado, vamos aos números.

O formato também mudou para passar a incluir os links. Agora, se quiserem, têm ligações directas às páginas do Facebook de cada meio. Catita, não?
MEIO 30.Out.10 22.Fev.11 10.Abr.11 Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 Diferença (%) Diferença entre início da análise e agora Diferença (%)
Imprensa
Informação Geral
Público 79.653 118.312 136.301 17.989 15,2% 56.648 71,1%
Sol 37.859 62.362 74.137 11.775 18,9% 36.278 95,8%
Visão 38.811 57.850 64.708 6.858 11,9% 25.897 66,7%
Expresso 38.344 47.988 51.998 4.010 8,4% 13.654 35,6%
Sábado  30.898 43.672 48.278 4.606 10,5% 17.380 56,2%
Diário de Notícias - - 1.839 - - - -
Correio da Manhã 24.402 39.704 46.948 7.244 18,2% 22.546 92,4%
i 31.545 35.449 37.101 1.652 4,7% 5.556 17,6%
Jornal de Notícias 20.970 34.361 42.068 7.707 22,4% 21.098 100,6%
Focus 1.599 2.595 3.184 589 22,7% 1.585 99,1%
Desportivos
A Bola 35.423 55.740 60.901 20.317 9,3% 25.478 71,9%
Record 16.267 45.308 59.013 29.041 30,2% 42.746 262,8%
Gratuitos
Metro 9.843 14.016 15.567 4.173 11,1% 5.724 58,2%
Destak 6.978 10.796 12.305 3.818 14,0% 5.327 76,3%
Economia
Jornal de Negócios 3.550 9.142 15.308 5.592 67,4% 11.758 331,2%
Diário Económico 688 7.115 18.872 6.427 165,2% 18.184 2643,0%
Cultura e Entretenimento
Time Out Lisboa 57.041 60.916 67.266 6.350 6,8% 10.225 17,9%
Blitz 3.853 21.004 24.321 3.317 15,8% 20.468 531,2%
Time Out Porto 17.175 20.624 23.605 3.449 14,5% 6.430 37,4%
Jornal de Letras 15.263 18.332 19.479 3.069 6,3% 4.216 27,6%
Premiere 2.493 3.229 3.545 736 9,8% 1.052 42,2%








MEIO 30.Out.10 22.Fev.11 10.Abr.11 Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 Diferença (%) Diferença entre início da análise e agora Diferença (%)
Femininas, Televisão e Sociedade
Happy Woman 29.952 43.297 47.948 4.651 10,7% 17.996 60,1%
Cuore 8.346 16.589 18.814 2.225 13,4% 10.468 125,4%
Caras 11.647 16.573 18.282 1.709 10,3% 6.635 57,0%
Lux 11.999 14.353 15.284 931 6,5% 3.285 27,4%
Lux Woman 7.832 9.026 9.867 841 9,3% 2.035 26,0%
Máxima  5.756 7.454 8.251 797 10,7% 2.495 43,3%
Vogue 4.133 7.057 8.294 1.237 17,5% 4.161 100,7%
TV7 Dias 2.986 4.350 4.779 429 9,9% 1.793 60,0%
Activa 2.104 3.170 4.044 874 27,6% 1.940 92,2%
Nova Gente 1.810 2.926 3.284 358 12,2% 1.474 81,4%
VIP 1.319 2.071 2.295 224 10,8% 976 74,0%
Maria 425 1.005 1.209 204 20,3% 784 184,5%
Ana 664 898 992 94 10,5% 328 49,4%
TV Mais 205 638 711 73 11,4% 506 246,8%
Marketing e Publicidade
Meios e Publicidade 11.143 12.780 13.215 435 3,4% 2.072 18,6%
Marketeer 9.005 10.857 11.511 654 6,0% 2.506 27,8%
Briefing 5.133 6.796 7.967 1.171 17,2% 2.834 55,2%








MEIO 30.Out.10 22.Fev.11 10.Abr.11 Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 Diferença (%) Diferença entre início da análise e agora Diferença (%)
Televisão
MTV Portugal 190.485 228.163 246.948 18.785 8,2% 56.463 29,6%
SIC Notícias 33.107 51.534 56.847 5.313 10,3% 23.740 71,7%
Sic Radical 34.037 44.936 49.068 4.132 9,2% 15.031 44,2%
FOX Life 19.676 42.428 49.893 7.465 17,6% 30.217 153,6%
SIC 23.869 37.036 42.546 5.510 14,9% 18.677 78,2%
RTP 20.992 34.270 40.656 6.386 18,6% 19.664 93,7%
FOX 8.505 21.348 22.549 1.201 5,6% 14.044 165,1%
RTP2 17.501 20.880 22.411 1.531 7,3% 4.910 28,1%
TVI24 11.453 18.561 21.612 3.051 16,4% 10.159 88,7%
TVI - 16.845 26.163 9.318 55,3% - -
Sic Mulher 5.353 9.014 11.367 2.353 26,1% 6.014 112,3%
RTP Memória - 8.648 9.225 577 6,7% - -
RTP1 - 6.049 7.200 1.151 19,0% - -
Eurosport Portugal - 4.046 6.078 2.032 50,2% - -
National Geographic 2.679 3.281 3.477 196 6,0% 798 29,8%
FX 1.410 1.608 1.706 98 6,1% 296 21,0%
Fox Next 788 1.013 1.095 82 8,1% 307 39,0%
FOX Crime 551 817 921 104 12,7% 370 67,2%
Canal de História - 226 352 126 55,8% - -








MEIO 30.Out.10 22.Fev.11 10.Abr.11 Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 Diferença (%) Diferença entre início da análise e agora Diferença (%)
Portais
Sapo 13.065 23.876 25.702 1.826 7,6% 12.637 96,7%
Clix 6.019 7.584 7.963 379 5,0% 1.944 32,3%
IOL - - -
MEIO 30.Out.10 22.Fev.11 10.Abr.11 Diferença entre 22.Fez.11 e 10.Abr.11 Diferença (%) Diferença entre início da análise e agora Diferença (%)
Rádio
Cidade FM 227.116 275.936 296.269 20.333 7,4% 69.153 30,4%
RFM 156.252 225.327 258.397 33.070 14,7% 102.145 65,4%
Comercial 142.870 215.812 259.447 43.635 20,2% 116.577 81,6%
Antena 3 97.142 118.781 129.955 11.174 9,4% 32.813 33,8%
Mega FM 78.469 97.480 107.585 10.105 10,4% 29.116 37,1%
TSF 42.701 54.388 58.333 3.945 7,3% 15.632 36,6%
M80 19.092 37.357 47.796 10.439 27,9% 28.704 150,3%
Rádio Nova Era - 37.329 42.096 4.767 12,8% - -
Radar 20.069 24.365 25.714 1.349 5,5% 5.645 28,1%
RR 5.752 13.083 16.360 3.277 25,0% 10.608 184,4%
Super FM - 11.679 12.270 591 5,1% - -
Antena 1 8.653 10.598 11.448 850 8,0% 2.795 32,3%
Antena 2 4.622 6.214 6.733 519 8,4% 2.111 45,7%
Europa Lisboa 1.698 2.115 2.237 122 5,8% 539 31,7%

sábado, 9 de abril de 2011

Leitura recomendadas (8.Abr.11) - Relações públicas em Hollywood

Um artigo didáctico sobre o trabalho de relações públicas numa das áreas mais selvagens e competitivas à face da terra.

Funny bits:
  • Playing the Internet fixer. A entrevistada, a Sra. Kelly Bush, afirma que sabe manipular os resultados de busca do Google de forma a fazer desaparecer as ligações e notícias menos agradáveis para os seus clientes.
  • Producing funny Web videos. Foi da empresa da Sra. Bush que saiu a ideia de vestir Ben Stiller como Joaquin Phoenix (na fase barbudo e pseudo-louco) para a cerimónia dos Oscars de 2009.
  • Blocking the press. A Sra. Bush prefere enfrentar a imprensa em vez de não atender chamadas ou mentir. Nesta época da Internet, enfiar a cabeça na areia não resulta.
  • Tobey Maguire. Foi a principal responsável por terem escolhido o maior pãozinho sem sal á face da terra como Peter Parker e Homem-Aranha. Bolas, ela é mesmo boa no que faz!
  • Quanto custa? A concorrência acusa-a de ganhar clientes por praticar preços anormalmente baixos. Ela diz que não. O serviço mais básico pode custar 4.500 dólares por mês. No máximo, pode atingir os seis dígitos.
  • Moeda de troca. Dizem as más línguas que Kelly controlou uma onda de notícias negativas em relação à WB em troca de uma série de exclusivos.
Ligação para o artigo:
A Publicist Who Sees No Need to Duck Calls

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Uma questão de produtividade

Leio na Sábado desta semana que um grande partido nacional tem 30 grupos de trabalho encarregues de escrever o programa eleitoral que será apresentado a votos das próximas legislativas. Isto corresponde a 300 pessoas (!) para elaborar um documento que estará desactualizado menos de 24 horas após o acto eleitoral.

Alguém se lembra do programa eleitoral do partido que agora está no governo? Onde é que ele já vai...

Compreendo que é um formalismo obrigatório apresentar aos eleitores aquilo que se pretende fazer caso se seja eleito, mas há necessidade de tanto detalhe quando sabemos que na prática quem manda nas principais áreas de decisão é a União Europeia e os malfadados "mercados"? E que os governos navegam à vista, com alterações constantes de rumo?

Por estas e por outras é que temos os índices de produtividade todos marafados...

A nova era do Huffington Post

Tudo muda, até o Huffington Post.

Aos poucos vamos deixando a era punk da imprensa na Internet e começamos  a ver o que será o futuro.

A primeira triagem já começou. A aquisição das marcas mais fortes nascidas da era cor-de-rosa "do do it yourself" e do "todos podemos ser estrelas do jornalismo" por grupos sólidos, com dinheiro e capacidade para atrair investimento publicitário significativo.

Ontem, durante uma conferência organizada pela publicação "Advertising Age", em Nova Iorque, Ariana Huffington - mentora da maior marca de informação online, o Huffington Post - desvendou novas pistas...

O HuffPo nasceu e criou reputação à custa de um exército de freelancers e bloggers, contribuintes graciosos que se contentavam com a possibilidade de verem os seus escritos lidos por muitos milhares de pessoas. Agora que faz parte da família AOL as exigências são outras.

Ariana sabe que não pode gerir uma multidão e que o voluntárismo não dura para sempre. Até os mais entusiastas gostariam de, um dia, receber uma compensação monetária pelo seu trabalho. Sobretudo quando se ouve falar em aquisições com muitos dólares envolvidos e a turba de escribas começa a mostrar sinais de inquietação e revolta.

Pagar a toda a gente é impossível, gerir muita gente é impraticável. A solução reside em escolher os melhores e reduzir os quadros para dimensões mais... desculpem o palavrão... analógicas.

Outras ideias fortes da comunicação de Ariana Huffington:

Acerca da redução de efectivos:
"Se queremos produzir bom jornalismo temos de construir uma equipa que trabalhe em conjunto com objectivos comuns ao nível editorial(...)"
Acerca da agregação de conteúdos:
"Existem conteúdos de qualidade um pouco por todo o mundo. Se queremos ser um sítio com os melhores conteúdos no mundo, temos de agregar."
"Agarramos nas melhores notícias e enviamos tráfego de volta para os criadores desses conteúdos de forma a que possam obter algum rendimento com eles."
Acerca dos paywalls:
"Quanto mais optarem pelos paywalls, melhor para nós."
"(...) pedir às pessoas para pagar por notícias está condenado ao fracasso. Há toda uma nova geração que não está habituada a pagar por notícias - e não irão pagar."
"A nossa aposta é que os conteúdos serão gratuitos, talvez com excepção da informação económica e alguma pornografia mais estranha(...).
Acerca do modelo de negócio:
"Acreditamos que [o responsável comercial da AOL] Jeff Levick conseguirá vender a publicidade suficiente(...)"

Aqui fica a ligação para o artigo original:
AOL's New Way: Huffington Steers Portal Away From Freelancers, Ramps Up Aggregation

sábado, 2 de abril de 2011

O Cinema e a patinagem artística

É conhecida a minha embirração pelas estrelinhas com que se classificam os filmes. Acho limitado e injusto. Embora não seja perfeito prefiro o sistema americano que valora de zero a dez.

Mas o que eu defendo mesmo é um esquema semelhante ao da patinagem artística:

Uma nota artística - que permite, por exemplo, distinguir o valor um filme independente feito com meia dúzia de tostões.

Uma nota técnica. Por exemplo, "Avatar" é um 10 a nível técnico, apesar de ser inferior em tudo o resto.

Em cima disto, algo fundamental, uma terceira via a que poderíamos chamar de "The Fun Factor". Um filme como "Sucker Punch" é um dez claro a nível de "fun factor". Por outro lado, "Somewhere" da Sofia Coppola, sob este ponto de vista, andaria mais perto de um dois ou três.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dois termos a eliminar imediatamente do discurso corrente sob pena de parecermos muito parvos

1. Paradigma

A nova "sinergia". A praga deste início de milénio. Até o Ti Chico da mercearia já fala em "alterações de paradigma" quando me queixo do preço da hortaliça.

2. Stakeholders

Qualquer tipo que mencione "stakeholders" leva automaticamente com uma bigorna no crânio.

Quão...oh Deus... quão mais piroso, possidónio e provinciano se pode ser?

Um conselho do Steed: Rotten Tomatoes ou Metacritic?

Metacritic, de caras.

O Rotten Tomatoes coloca toda a gente em pé de igualdade. Ora, como sabemos, a democracia e a igualdade são muito lindas, mas não se aplicam à crítica de cinema onde uns são mais credíveis e interessantes do que outros e o escriba do Hillbilly Tribune ou o adolescente borbulhento de um trailer park no Kentucky não pesam tanto quanto o Ebert ou o meu novo ídolo (o homem que melhor crítica fez ao "Sucker Punch"), o Andrew O'Hehir da Salon.

Em cima disso são irritantes e manhosos porque obrigam a mil e um cliques para descobrir o link original da crítica.

No Metacritic é tudo mais limpo e acessível e há uma boa divisão entre top critics e o resto da maralha - e digo "maralha" com o maior respeito possível.

Tenho dito.