quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

E agora... quem vai ganhar os Oscars.

Chegou a hora de voltar a olhar para a bola de cristal. Aqui ficam as minhas previsões.

Melhor Filme: The King's Speech
Melhor Realizador: David Fincher
Melhor Actor: Colin Firth
Melhor Actriz: Natalie Portman
Melhor Actor Secundário: Christian Bale
Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo
Melhor Argumento Original: The King's Speech
Melhor Argumento Adaptado: The Social Network

Os resultados... a 27 de Fevereiro.

A primeira promo a anunciar a entrega dos Oscars

Franco and Hathaway. Primeira promo. Achamos que vão fazer um excelente trabalho como anfitriões. Que vão ensinar ao Ricardo Gervásio que é possível fazer melhor do que alinhavar um ar de frete e vomitar piadas manhosas para agradar à plebe sedenta de sangue. Achamos, pois.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ó Steed, acertaste em muitas nomeações?

Não correu mal, tendo em consideração que este exercício de adivinhação foi feito a 14 de Janeiro.

Descobri que coloquei apenas quatro filmes na categoria de Melhor Argumento Original e que, num momento de insanidade temporária, meti a Nicole Kidman como Actriz Secundária e ela acabou por ser nomeada na categoria principal.

No total falhei 8 em 35. Nada mau... (a vermelho os acertos, a preto os vergonhosos falhanços)

Melhor Filme
127 Hours
Black Swan
Inception
The Fighter
The Kids Are All Right
The King's Speech

The Social Network
The Winter's Bone

True Grit
Rabbit Hole

Melhor Realizador
David Fincher - The Social Network
Darren Aronofsky - Black Swan

Danny Boyle - 127 Hours
Tom Hooper - The King's Speech
Debra Granik - The Winter's Bones

Melhor Argumento Original
Inception
The Fighter

The King's Speech
Black Swan

Melhor Argumento Adaptado
127 Hours
The Social Network

Winter's Bone
Shutter Island
Rabbit Hole

Melhor Actor
Jesse Eisenberg - The Social Network
Colin Firth - The King´s Speech
James Franco - 127 Hours

Jeff Bridges - True Grit
Robert Duvall - Get Low

Melhor Actor Secundário
Geoffrey Rush - The King´s Speech
Christian Bale - The Fighter
John Hawkes - Winter's Bone
Mark Ruffalo - The Kids Are All Right
Jeremey Renner - The Town

Ó Steed, quando é que estreiam os filmes dos Oscars? (Actualizado)

Colin Firth em "The King's Speech".
Aqui estão as datas de estreia conhecidas dos filmes nomeados.

27 de Janeiro - OUTRO ANO (Another Year)
27 de Janeiro - BIUTIFUL (Biutiful)
3 de Fevereiro - CISNE NEGRO (Black Swan)
10 de Fevereiro - O DISCURSO DO REI (The King's Speech)
10 de Fevereiro - THE FIGHTER - ÚLTIMO ROUND (The Fighter)
17 de Fevereiro - INDOMÁVEL (True Grit)
17 de Fevereiro - DESPOJOS DE INVERNO (Winter's Bone)
24 de Fevereiro - 127 HORAS (127 Hours)
24 de Fevereiro - SÓ TU E EU (Blue Valentine)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os cortes na BBC online - o que nunca se ouve

A BBC online vai cortar 360 postos de trabalho, consequência de uma reestruturação.

Nada de novo, talvez apenas o downsizing de uma divisão online demasiado extensa e complexa.

Nada contra, mas, para variar, preferia ler algo do género: "corte de lugares na administração e direcção da BBC permitem manter postos de trabalho na redacção e produção de conteúdos".

Para quem ainda não percebeu, eis a palavra de ordem que resume tudo: "menos mangas-de-alpaca, mais jornalistas".

Ligações de interesse:

Cortes na BBC online

BBC’s Big Online Cuts: Full Details Announcement

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blablaland - O fel

Antigamente existiam os fóruns de antena aberta, nas rádios e, mais tarde, nos canais de televisão. Depois, surgiram as caixas de comentários dos jornais. Agora, são os perfis de empresas no Facebook. Tudo serve àquele aglomerado que se intitula: "As pessoas que gostam de comentar em todo o lado".

Sou todo a favor da liberdade de expressão e opinião. Infelizmente, este bando concentra vários vícios que afastam qualquer cidadão capaz de escrever duas frases seguidas sem incluir as expressões "vou aí e parto essa merda toda" ou "no tempo do Salazar é que era bom".

Porque ainda nos damos ao trabalho? Vale a pena? A democracia é linda, mas precisa de regras. A comunicação livre é um conceito fantástico, mas há quem não saiba sequer cumprimentar o vizinho no elevador. Sim existem aplicações para moderar caixas de comentários. Existe mesmo a figura do gestor de comunidades (polémica porque já há quem a considere inútil).

Numa altura em que nos queixamos de excesso de informação, é mesmo preciso acrescentar o ruído que vem das caixas de comentários?

Quanto ao Facebook, quero mesmo um perfil de empresa repleto de queixas, insultos e todo o género de observações pouco simpáticas? Mesmo que sejam verdadeiras - algo quase impossível de averiguar dado o tom e quantidade de argumentos oscilando entre o risível e o incongruente - que tenho eu a ganhar em ter uma peça de comunicação (o perfil no FB é isso mesmo, malta) grafitada como uma casa de banho pública?

A China tem um novo campeão de box office

Chama-se "Let The Bullets Fly", passou a ser o filme chinês com maior receita bruta de sempre, e bateu o máximo anterior de "Aftershock".


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Lobo e o Capuchinho Vermelho

A onda "Twilight" transborda para uma adaptação do clássico sobre a menina do capuchinho vermelho que vai levar o almoço à avozinha.

Questões: será que o conceito repleto de paixões adolescentes e referências sexuais mais ou menos subtis funciona para além da saga que lhe deu origem? Experiências anteriores dizem que não, que os sucedâneos raramente funcionam.

De qualquer forma, o trailer tem alguma piada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os Globos de Ouro e isso...

Peço desculpa, mas não tenho tempo para fazer copy/paste da lista de vencedores. Além disso, os nomes já foram publicados em milhentos lugares.

De qualquer forma, aqui fica a ligação para o site oficial do evento.

Mais coisas?

Lamento, mas não gostei do estilo do Gervais.

É infantil aquela mania de "ai sou tão ousado, vou fazer pouco destas estrelas de Hollywood".

É certo que as estrelas da La La Land merecem as provocações, mas não ali. Humor niilista numa cerimónia de prémios de cinema? É a bomba atómica.

É isso que querem? Acabar com os Globos e os Oscars? Não são perfeitos, na maior parte do tempo são uma chatice de proporções bíblicas, mas ainda não estamos preparados para viver sem eles.

Era mesmo necessário humilhar o Tim Allen? Os filmes dele não são humilhação suficiente?

Há mérito em referir a dentadura do presidente da HFPA? O homem já não é em si risível?

Com todos os escândalos que rebentaram recentemente, nem sequer sabemos se esta não terá sido a última cerimónia dos Globos de Ouro com tanta pompa e destaque.

Basta que a NBC deixe de ter interesse na transmissão - e que nenhuma outra network lhe tome o lugar - para reduzir os Globos à dimensão de outros prémios menores que infestam os inícios de ano no período anterior aos Oscars.


A campanha anti-HFPA na imprensa norte-americana tem subido de tom e, diga-se, os membros da associação não param de ajudar à festa.

Nos bastidores são comuns as histórias de intrigas e discussões, as piadas sobre como os aqueles jornalistas adoram estar com as estrelas (daí as piadas na cerimónia de ontem).

A verdade é que Hollywood não respeita a HFPA, usa-a porque lhe convém e porque o destaque dado ainda é importante. Se a coisa der para o torto, os Globos são descartados e arranja-se outra coisa. As alegações mais recentes de subornos e respectivos processos judiciais podem muito ser a gota de água.

Que tal uns Public Choice Awards?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Reflexões da treta para um domingo cinzento

O mundo divide-se em duas partes: Quem vê o "Big Bang Theory" e quem não vê o "Big Bang Theory".

Os primeiros, quando morrerem, vão para um paraíso repleto de coisas boas, gelados da Häagen-Dazs, spas, tostas de pão alentejano com queijo derretido, sestas reparadoras, cachorrinhos fofos, serões de humor com os Monty Python e lagos de águas calmas.

Os outros, vão para um pequenino inferno, uma repartição pública abafada, com viagens diárias em carruagens de metro atulhadas de gente que não toma duche, um lugar onde a biblioteca só tem livros do Paulo Coelho e manuais de auto-ajuda, onde a televisão só passa a Oprah e o Dr. Phil. Onde o único sítio para comer é uma cantina da Eurest com preços de estação de serviço. Onde uns senhores chamados Cavaco, Alegre, Nobre e Coelho estão em eterna campanha para umas presidenciais que nunca acontecem.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Coisa mai'fofa - (É um spot sobre os benefícios de anunciar na televisão)

Não concordamos muito com o Sr. Falcão, achamos que se investe demasiado na velha caixinha cá pelo nosso Portugal.

No entanto... só pelo facto de nos ter dado a conhecer este spot, o Sr. Falcão merece uma enorme onda de abraços e beijinhos.

Vá, façam todos os aaaaawww a que têm direito, coloquem as palmas das mãos nas bochechas e inclinem a cabeça para a esquerda em admiração e derretimento.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Conviver bem com os downloads

A qualidade geral da programação nos canais de séries tem diminuído. Não só porque muitas das novas séries lançadas nos EUA têm sido canceladas, mas também devido à introdução de alguns projectos de segunda linha, com pouca projecção, e o aumento do número de repetições de títulos mais antigos. A palavra que corre é que "há menos séries boas para ver".

Os efeitos podem não ser imediatos, mas farão sentir-se a médio e longo prazo.

As janelas de tempo dilatadas entre a estreia no mercado de origem e a exibição em Portugal levam muita gente a atalhar caminho e recorrer directamente a um torrent perto de si.

Tendo isto em conta, é bom ver que a FOX tem uma relação saudável e sem complexos com os downloads. Ontem, no mural do Facebook, surgia este desafio:


Já sabem qual é a minha opinião sobre este assunto. O mundo mudou e o negócio mudou com ele, é preciso alterar os processos de distribuição de conteúdos.

A forma mais eficiente e barata de reduzir o impacto dos downloads fora do circuito comercial é a redução drástica do tempo entre a primeira estreia (que, automaticamente, coloca o produto no circuito paralelo de torrents) e o lançamento nos restantes mercados. Idealmente, a estreia simultânea.

A recusa em adoptar estes novos princípios só pode significar umas de duas coisas:

a) ainda não compreenderam o mercado.
b) a redução nas receitas que vem do circuito paralelo de downloads não é assim tão relevante que justifique as mudanças.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobre copyrights e exclusivos - Sermão de Steed aos Digiteus (Agora com adenda)

Adenda: 

Olhai irmãos, estes dois links, exemplo de como tratar de forma ética e modernaça estas questões dos exclusivos no mundo internético:

Primeira fase (1:55 pm): O The Hollywood Reporter publica uma notícia. Chama-lhe sua e grita: "Exclusivo!". Tudo bem, o trabalho foi deles. A partir daqui vai tudo por arrastamento.

Segunda fase (5:55 pm): O The Wrap publica a mesma notícia e dá crédito ao THR por ter sido o primeiro a publicá-la.

Tão lindo...


Fim da adenda



Irmãos. Irmãs.

Olhai estes links:
Newspaper removes ‘homeless voice’ YouTube clip
Williams update: Video uploaded like crazy to YouTube


Desta historieta podem aprender o seguinte, se para tal estiverem virados:

  • O conceito e todo o suporte legal do antigo copyright está desadequado em relação aos tempos que correm. 
  • É fundamental haver um conjunto de regras para proteger quem cria, senão é a selva, mas não é possível fazer cumprir o copyright antigo neste ambiente sem atropelar direitos mais importantes.
  •  "Exclusivo", hoje, é coisa para durar uns segundinhos. Quanto muito há para reclamar a honra da descoberta. O conteúdo em si? Vooopt e vaaapt. Já foi. 
Agradecimentos ao Irmão Gamela pelo link que nos deu hoje.

Mini-série sobre a família Kennedy não vai ser exibida devido a pressões políticas

A mini-série "The Kennedys" já não irá para o ar no History Channel após pressões políticas de sectores liberais.

Um olhar conservador sobre a família KennedyA mini-série é da responsabilidade do produtor e argumentista, Joel Surnow ("24" e "Femme Nikita"), apoiante assumido da direita norte-americana.

Tratando-se de uma produção com orçamento generoso e actores de topo (Greg Kennear faz de JFK e Katie Holmes é Jackie) coloca-se agora a questão: quem irá transmitir a série?

Um problema semelhante, embora de sentido oposto, aconteceu com a série sobre a família Reagan. Após manifestações de desagrado por parte dos conservadores, os episódios acabaram por ser transmitidos no Showtime.

Especula-se que essa poderá ser de novo a saída após a nega do History Channel que justificou a decisão com o facto de considerar que o teor de "The Kennedys" não se enquadrava com a imagem do canal.

Ligações de interesse:

EXCLUSIVE: History Channel Pulls 'The Kennedys'; Says Controversial Miniseries 'Not a Fit’

Kennedy Mini-Series Axed by History Channel

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nada como um bom comentário para começar o ano

A humanidade inventou coisas muito complicadas. A filologia, a hermenêutica, a física quântica, a genética, a ironia e o sarcasmo...

Um anónimo fantástico foi buscar um texto enterrado bem fundo nos arquivos deste blogue e deixou por lá este comentário:
"cala-te o que é que tu sabes? Nada... Deixa-la que os portugueses sao melhores passam a vida a falar da vidas dos outros nao tem vida própria!!! É o vosso passatempo!! Só sabem é fazer isso.... Os suiços sao "limpos" e educados!! Agora voces... ficam as reticencias. PS: Os Suiços nao tem a mania de andarem a falar mal da vida de uns dos outros! eles tem mais que fazer e se preocupar! Ah pois é! Por Anónimo em Os Suiços são xenófobos! Não deixam estacionar em ... em 05-01-2011
Em alturas como esta, só tenho a dizer que, afinal, a emigração foi uma coisa muito boa que aconteceu neste país.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

União Europeia: como a Sociedade das Nações?



Ainda o cheiro a morte empestava os ares da Europa quando os vencedores, empurrados pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson, criaram um organismo para zelar pela paz no mundo.

A inépcia e inutilidade da Sociedade das Nações fez-se notar ao longo das duas décadas seguintes. Quando foi anunciada a sua dissolução em 1942, já outro conflito mundial reclamara mais uns milhões de vidas.

Hoje, ao ler a notícia sobre a nova lei de imprensa em vigor na Hungria, veio-me à cabeça esta comparação.

Se a União Europeia não agir de forma enérgica dá mais um enorme passo para se tornar noutra Sociedade das Nações.

Assim, de chofre, é uma péssima forma de começar o ano.

Liberdade de imprensa na Hungria acabou