sábado, 11 de dezembro de 2010

Epá, o Steed já é convidado para escrever noutros blogues!

Ganda nóia!

É verdade. Umas pessoas simpáticas convidaram-me para fazer um top 10 de filmes de animação da Disney. Bem tentei explicar que não era fã, mas eles insistiram. Espero não ter destruído a credibilidade do Split Screen.

Aqui fica a ligação para o artigo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais uma sobre isto dos uiquiliques

A divisão em dois campos, os pró e os contra uiquiliques, é infantil e não ajuda a criar análises com valor.

Infelizmente é comum.

A partir de certa altura, cada lado só quer ganhar pontos e mostrar que tem mais razão do que o oponente. Perde-se objectividade. Ganha-se ruído.

É muito aborrecido.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os Borgias

Se bem me lembro a moda começou com Rome, na HBO, e continuou com The Tudors no Showtime. Inclui uma receita sempre igual: sexo, cenários e guarda-roupa muito bonitos, actores sólidos, boa realização. Quanto ao rigor histórico... bom, para aprender história recomendo algo mais tradicional. Ler uns livros?

A nova incursão no género explora a vida dos Borgia, poderosa família italiana de origem espanhola. The Borgias centra-se na eleição do corrupto Rodrigo Borgia como Papa Alexandre VI durante a transição do séc. XV para o séc. XVI e nas patifarias congeminadas e executadas por ele e pelos dois filhos, Ricardo e Lucrécia.

Há quem diga que a Reforma Protestante se deveu, em grande parte, ao descrédito em que Alexandre VI fez cair a igreja católica.

Estreia em Janeiro, nos EUA.

A verdade, verdadinha sobre o caso dos escribas despedidos em "The Walking Dead"

Parte do elenco de "The Walking Dead".


Aplica-se aqui e em quase tudo, incluindo notícias e comentários manhosos sobre os uiquiliques. Nenhuma notícia é completamente falsa ou totalmente correcta. A verdade... well truth is something in between.

Se não sabem ler bem inglês, temos pena, mas este texto da Vulture é uma espécie de digest de tudo o que foi publicado até agora acerca do misterioso caso dos argumentistas despedidos.

Entretanto, "The Walking Dead" foi de férias. Mais zombies só lá para o Outono de 2011.

Vamos ter tantas saudades deles...

Por que razão não gostam de nós?

Há quem desvalorize ou reduza estas reacções a ímpetos imaturos ou derivas anarquistas.

Pensam mal e pensam na direcção errada.

Que tal mudarem para: Por que razão existe um ódio tão grande às grandes corporações?

É merecido ou apenas uma grande injustiça, fruto da estupidez humana?

A que se deve esta onda de alegria popular cada vez que o site de uma companhia de cartões de crédito é atacado por hackers ou sempre que um piano cai com estrondo em cima de um banqueiro?

Não passam de manifestações da populaça rude, inculta e manipulável?

É nesta altura que dá um certo gozo pegar na pázinha e desenterrar o passado.

Assim de repente, as perturbações do presente lembram a incapacidade que a malta do Antigo Regime teve em interpretar os sinais de crise que vinham do exterior. Uma série de protestos e transformações que - relembro - acabaram com cabeças coroadas passadas pela guilhotina e mais uma série de excessos.

Como sempre, naquela altura como agora, um sério problema de comunicação.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ó Steed, afinal o que achas daquilo do uiquiliques?

Não será muito cedo para julgar a qualidade e o impacto dos uiquiliques? A maior parte das opiniões refere que a informação tornada pública sobre a guerra foi uma coisa muito boa. No entanto, dizem logo a seguir que esta última leva de dados era apenas reles coscuvilhice. Assim de repente, parece injusto que esqueçam a parte positiva e emitam um julgamento baseado somente no aspecto negativo. Um pouco limitado, não é?

Para quem desvaloriza e ridiculariza a opinião de que as grandes corporações fazem panelinha contra quem as enfrenta: sim, as teorias da conspiração tendem a ser meio tolinhas. Por outro lado... acho estranha a rapidez com que meio mundo agiu para isolar o moço Assange e respectiva presença online. Gostaria de os ver agir tão rapidamente sobre outros assuntos. O aquecimento global e tretas desse género...

A liberdade na Internet só interessa para chatear o chinês

Um senhor simpático chamado Pedro Sales escreveu naquela coisa chamada Twitter:
a não perder: Hilary Clinton, na China, defende a liberdade de informação na net como forma escrutínio dos governos:
Dizia a senhora Clinton, em Janeiro deste ano (os negritos são da minha responsabilidade):
During his visit to China in November, President Obama held a town hall meeting with an online component to highlight the importance of the internet. In response to a question that was sent in over the internet, he defended the right of people to freely access information, and said that the more freely information flows, the stronger societies become. He spoke about how access to information helps citizens to hold their governments accountable, generates new ideas, and encourages creativity. The United States' belief in that truth is what brings me here today.
Engraçado não é? Os EUA, em conjunto com os aliados anglo-saxónicos, Canadá, Austrália, Nova-Zelândia e Reino Unido, têm sido dos mais activos na tentativa de controlo e formatação da Internet. Não apenas por razões políticas, mas também para proteger interesses económicos.

Conclusão, esta coisa da liberdade na Internet só serve mesmo para chatear a cabeça do chinês.

Uma questão de credibilidade

Diz que vão lançar um jornal novo. A dar a cara pelo projecto estão: um dos responsáveis pela criação do "Big Show Sic" e um arguido num processo de corrupção.

Permitam-me duas perguntinhas:

Que é feito daquela coisa chamada "credibilidade"?

O plano de negócios deste projecto foi aprovado com base em quê? No crescimento do mercado publicitário em 2011 que permitirá absorver um novo meio? Na tendência de aumento das vendas dos jornais em papel?


Ligações de interesse:


Rui Pedro Soares e Emídio Rangel vão lançar novo semanário no início de 2011

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Make Out With Violence" ou como os zombies podem ser amorosos

A manhã de Domingo terminou e já vi dois trailers que me agradaram bastante.

Nada mau...

"Making Out With Violence" é doentio qb. E tem zombies. E os zombies estão na moda, são os novos vampiros.

Quem é que não quer ver um filme com o título "Killing Bono"?

A história é mais ou menos verdadeira, mais ou menos esta:

Em 1976, duas bandas dão os primeiros passos em Dublin. Uma tem sorte, a outra não. Uma acabou por se transformar na maior banda do mundo, a outra foi engolida pelo tempo.

O Dilbert devia ser cadeira obrigatória nos cursos de gestão

Dilbert.com

sábado, 4 de dezembro de 2010

A resposta às perguntas básicas sobre um filme

Quem nunca esteve envolvido num diálogo como este?

- Vamos ao cinema?
- 'Bora. Que queres ir ver?
- Gostava de ver aquele filme novo com a Natalie Portman.
- Qual?
- O Black Swan, é do Darren Aronovsky.
- Que outros filmes é que ele realizou antes?
- Foi o tipo que fez o "The Wrestler".
- Já sei! Não entra também a Mila Kunis?
- A Mila Kunis...
- Aquele miúda que entrava no "Book of Eli" e no "Date Night"!

O site do ReelzChannel tem uma ferramenta muito catita que relaciona filmes e pessoas. É muito visual e intuitiva e com um clique apenas permite viajar pelas carreiras de actores, produtores, realizadores, argumentistas, you name it.

Não é perfeita, tem algumas falhas e bugs. Apesar disso consegue ser interessante e merece algum tempo. Talvez mesmo um bookmarkzito?

Chama-se Moviemine.

Social Media is overrated (The Webby debates - Vídeo)


Ideias chave:

Na era da comunicação é vital ouvir os outros. Tendencialmente, a maior parte dos utilizadores está mais interessado em fazer-se ouvir.

"The trouble when everyone is shouting is that no one is listening."

Existe falta de espírito crítico e debate construtivo.

"Someone makes a bold statement on Twitter (...) and then people just blindly retweet. No one thinks 'what do I think about this or...is this true? (...) For most people is more destructive than constructive."

Curiosamente, este comportamento replica o modo de funcionar da media tradicional quando esta apenas retransmite informação veiculada por terceiros (p.ex. agências de notícias).

"I think tradicional media, in lots of times, just pounded the retweet button, as well."

A influência das redes sociais digitais é tão grande que algumas pessoas receiam que possa destruir a capacidade de nos relacionarmos cara-a-cara.

"I truly feel there was someone - how many years ago? - saying the (...) same thing about the telephone."

Dêem uma olhadela. É interessante e pode levá-los a fazer aquela coisa...er... como é que se chama? Ai, tenho o nome debaixo da língua... Ah, já sei! Pensar! Pode levá-los a pensar e reflectir sobre isto das redes sociais.


Não é obrigatório concordar ou discordar.

Construam a vossa própria opinião and... have fun!

Abrir excepções

Não sei se as excepções aprovadas são justas, injustas, necessárias ou desnecessárias.

O que parece é tão ou mais importante do que a realidade.

A ideia que está a passar, para os media e para a opinião pública, é de que todos os dias nascem buracos na política de cortes orçamentais e nas medidas para reforçar as receitas do Estado.

A ideia de um governo incapaz de resistir a pressões sai, desta forma, reforçada.


Nesta altura, isso é particularmente mau.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ele há vídeos virais e vídeos virais...

Audiência de cinema sobe em Portugal

Fiz umas continhas rápidas e creio que é seguro afirmar que este será o melhor ano em termos de espectadores de cinema em Portugal, desde 2004.

Os cálculos explicam-se rapidamente:

O ICA já publicou os números até final de Novembro.

A total até essa altura é de 15.088.361 espectadores.

A partir daqui entramos no campo das estimativas.

O pior cenário possível para Dezembro, tendo em conta os últimos 5 anos, aponta para algo perto dos 1,6 milhões de espectadores.

15,0+1,6=16,6 milhões de espectadores.

A verificarem-se, estes 16,6 milhões serão o melhor resultado em termos de espectadores de cinema desde 2004, que terminou com 17,1 milhões de bilhetes vendidos.

In your face, crise!

O caminho está todo apontadinho...

É fácil ser um iluminado no mercado Português. Basta ter atenção ao que se passa lá fora. Como estamos atrasados uns bons aninhos estamos dispensados da maçada de inovar. É muito cushy. Por isso vos digo, meus queridos e afáveis amiguinhos, o futuro passa por aqui (duuuhh!)

BBC multi-platform audience measurement


(Aproveito para dizer mais uma vez que o sistema de medição de audiências que reina em Portugal é cocó. Infelizmente, esse cocó determina o movimento de milhões de euros.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os estádios para os Mundiais de 2018 e 2022

Quer saber que aspecto vão ter os estádios dos mundiais de 2018 e 2022?

Eis uma série de links que responde a essas perguntas:

Rússia 2018:


A brochura oficial pode ser vista e descarregada neste link (Atenção: Página em Flash.Lento).

Qatar 2022:


Outra visão de alguns estádios propostos para 2022 pode ser vista, aqui. (Atenção: Página em Flash.Lento).

Steed, qual foi a tua reacção ao saber que a FIFA tinha atribuído a organização dos Mundiais à Rússia e ao Qatar?


Numa análise um pouco mais séria, as reacções que acabei de ouvir dos responsáveis de cada país ilustram bem os caracteres dos povos ibéricos. Nós, com um sorriso amarelo e o discurso do coitadinho ultrapassado pelos interesses económicos. O espanhol, de faca nos dentes, com um mau perder levado da breca a acusar este mundo e o outro de corrupção e má-fé.

De qualquer forma, estou feliz. Agora que retirámos isto do caminho podemos voltar a pensar em maneiras de salvar o país?

PS: Lembrei-me agora de umas quantas questões engraçadas relativamente ao Mundial do Qatar: Como será a presença de mulheres nos estádios? Haverá segregação? A FIFA vai permitir? Então e como será um mundial em Lei Seca? Nada de cervejola para celebrar? E os hooligans num país árabe? Será que se vai tudo portar bem? Será que vamos ter o mundial de futebol mais secante de sempre com uma audiência de gajos barbudos vestidos de branco, com óculos escuros e panos na cabeça? Ah, tanto estereotipo e tão pouco tempo...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Leitura recomendada (1/Dez/10) - O segredo é a alma do negócio (dos media online)

É uma análise actual e lúcida do estado de todas as coisas online e media.

A revolução aconteceu e levantou toneladas de poeira.

A questão agora é: será que a poeira está a assentar ou vem aí mais um vendaval. Será que, neste preciso momento, estamos apenas a atravessar a calmaria antes da tempestade?

Para ler com espírito crítico (e sem aquelas merdas do "ai eu gosto do Paulo Querido" ou "ai eu não gosto do Paulo Querido". Já não há pachorra. A sério.)

O segredo é a alma do negócio (dos media online)