domingo, 28 de novembro de 2010

Rumor do dia - Facebook quer patentear a palavra "face"

Começam a ser frequentes as notícias que dão razão a quem luta por alterar as leis e conceitos ligados ao trademark e ao copyright, a quem pretende actualizar e renovar regras do tempo em que o Ludwig van B. ou o maluco do Wagner ainda viviam entre nós.

Para lá das sinistras tentativas de patentear porcos ou sementes por parte de corporações malvadas como a Monsanto ou a DuPont, a propriedade intelectual também tem um quinhão relevante de parvoíces e planos maléficos.

O rumor mais recente tem a ver com a empresa daquele puto do filme do Fincher. Alegadamente, o Facebook que obter o trademark da palavra "face" em tudo o que tenha a ver com o mundo digital. Imagino que alguém que queira usar a expressão "facelift" na Internet passe a ter de pedir autorização ao menino Zuckie. Parece parvo? É muito parvo.

Ligações de interesse:

Facebook looks to trademark the word 'face'

As homepage personalizadas - Netvibes ainda é o maior

Hoje decidi experimentar alternativas ao Netvibes como homepage personalizada.

O que é uma homepage personalizada? Como o nome indica permite personalizar a página que abre quando ligamos o browser na Internet (o que é um browser? Ok, não abusem. O Explorer? O Firefox? É isso mesmo.)

Fui experimentar o iGoogle. Não gostei. Tem o ar inacabado e tosco de uma aldeia marroquina. Felizmente a net não tem cheiro senão aposto que o iGoogle também exalaria um pivete intenso a esgoto a céu aberto. 

O MyYahoo! tem um aspecto um bocadinho melhor, mas é tão configurável como um calhau e não se consegue encontrar o sítio de nada.

Um amigo ainda me falou de modernices cheias de bling bling como o Rockmelt, mas achei o vídeo de apresentação um insulto tão grande à minha inteligência que nem cheguei perto. De qualquer forma, creio que não tem nada a ver com a minha necessidade em termos de organização de feeds.

Google Reader e quejandos? Malta, eu quero organizar informação, não quero empilhá-la em gavetas como peúgas ou cuecas, certo?

Resumindo, mantenho-me fidelíssimo ao meu velho Netvibes.

Mesmo que alguns widgets falhem mais do que um avançado da liga portuguesa. Continua a ser o que me permite mais opções de configuração mais hipóteses de ligação a outros sites e aplicações e melhor responde às minhas necessidades de separar e organizar informação.

sábado, 27 de novembro de 2010

A presença dos media nas redes sociais (actualizado a 27 de Novembro)

É uma pequena análise feita nos intervalos de outros afazeres. Mesmo assim, permite observar aspectos interessantes da presença dos media as redes sociais.

O quadro apresenta uma selecção de meios divididos por sectores.

Por curiosidade, decidi juntar também os números relativos aos três portais mais populares e outras marcas em áreas que me interessa acompanhar.

Os valores dos quadros "Facebook" e "Twitter" referem-se ao número de seguidores em cada rede social nas datas assinaladas.

Nas duas últimas colunas encontra-se a diferença entre os dois períodos expressa em número de seguidores e percentagem.

Pontos interessantes (alguns baseados nos números destes quadros outros em pura e simples observação/intuição):
  • É nítida e natural a maior penetração do Facebook.
  • Em Portugal, o Twitter não é tão mainstream como a rede social do senhor Zuckerberg e não se espera que alguma vez venha a ser. São ferramentas diferentes, com fins diferentes.
  • Nesta altura, não existe mais espaço para redes sociais na vida das pessoas. Após a ascensão e queda do Hi5 e da migração em massa de uma rede para a outra, o panorama  parecer estabilizado. As únicas novidades que têm tido alguma receptividade são as redes sociais para nichos, com objectivos propositadamente limitados, que apontam para segmentos profissionais ou gostos muito específicos. O tempo que cada ser humano tem para as redes sociais é limitado e, nesta altura é dominado pelo Facebook e pouco mais.
  • Em alguns casos o Twitter parece ter falhado em responder á pergunta básica do consumidor: "para que serve isto?". Esse facto levou ao abandono de contas por parte de utilizadores. Uma parte considerável não regressará.
    • O ritmo de crescimento no número de seguidores é, portanto, mais elevado no Facebook do que no Twitter.

    Casos relevantes no mercado dos media tradicionais no mercado português:
    • O Público parece ser a marca de informação com maior potencial para triunfar online.
    • O Expresso segue a linha do grupo a que pertence: "o online tal como está não interessa porque não produz receita". Esta linha estratégica tornou-se ainda mais evidente na rapidez com que a Impresa apresentou aplicações para o iPad e numa capa recente da Visão de que traduz o pensamento oficial dentro do grupo: "Vem Aí o Fim da Net Grátis". Mais do que uma realidade é um desejo. O tempo dirá se têm razão.
    • No Facebook, a linha de resistência parece surgir entre os 30 mil e os 40 mil seguidores. É nesse nível que se concentra grande parte da media tradicional que tem feito o seu trabalho de casa. Quem se limitou a abrir uma conta e pouco mais já está a pagar o desleixo.
    • A MTV tem uma presença impressionante no Facebook. Já no Twitter é pouco expressiva.
    • Não se percebe a lógica por detrás das duas contas que a Visão tem no Twitter sem funções específicas visíveis.
    • As rádios têm um impacto no Facebook que nem os canais de televisão conseguiram. Aliás, a rádio parece ter uma nova vida no online.
    • Registam-se algumas boas performances de programas de televisão no Facebook, nomeadamente o 5 Para a Meia-Noite, o Lado B ou o Curto-Circuito. Todos têm uma base de fãs bastante activa. 
    • Outras marcas que conseguiram criar valor no Facebook: uma vem do humor, o Inimigo Público e a outra do desporto, o Mais Futebol.
    • No Twitter o problema parece estar na barreira dos 10 mil seguidores. Só o Público, o Jornal de Notícias, a SIC e a RTP conseguiram ultrapassar esse número.
    • Em termos puramente numéricos, o Twitter continua a valer menos do que o Facebook. O impacto que tem nos utilizadores de redes sociais é muito menor.

    (se tiver dificuldade em ler os quadros clique nas imagem para abrir uma janela de maior dimensão)




    sexta-feira, 26 de novembro de 2010

    Sobre o Emmy da TVI tenho a declarar o seguinte

    Boa! Parabéns, um Emmy é um Emmy.


    Na verdade, não. Por exemplo, os prémios de daytime television valem menos do que os prémios de primetime. Os prémios para telenovela estão um degrau abaixo. São como o preto ou o mexicano que se coloca no elenco só para que os grupos de pressão não nos chateiem com a falta de diversidade. Para os americanos, telenovela é algo que os jardineiros ou as criadas vêem.

    Estive a fazer a contabilidade dos actos bimbos de cada lado. Ganhámos (ou melhor, perdemos) 4-2. A evolução do marcador foi a seguinte:

    1-0 A partir do momento em que a TVI manda uma comitiva daquele tamanho para assistir à cerimónia. É dar-lhe importância a mais. Há que ter algum distanciamento. Os tipos mais cool do planeta, tipo o Woody Allen ou o Goddard, estão-se nas tintas para estes eventos e nem sequer lá metem os pés. O Allen vai tocar clarinete para um clube em Nova Iorque e o Goddard fica em casa a reler a edições dos Cahiers do Cinema em que dizem que ele é o melhor realizador do universo.

    2-0 Quando a Rita Pereira decide dar nas vistas com aquele vestido.

    2-1 Na altura em que os americanos passam a dar destaque ao decote da Rita. Nenhum país é mais bimbo no que diz respeito ao corpo humano do que os EUA.

    2-2 O resultado equilibra sempre que aparece uma moça do lifestyle a fingir que é jornalista. Uma entrevistadora daquelas faz qualquer profissional da informação assobiar para o lado e responder "quem, eu? jornalista? não, não, eu assento ladrilhos".

    3-2 Quando aquele senhor administrador decide ter um momento You Tube e lança "só mais uma espreitadela discreta".

    4-2 O golpe de misericórdia é quase um frango daquele moço espanhol que está na baliza do Benfica. A Alexandra Lencastre aos pulos por ter ganho um Emmy para melhor telenovela. Fica-se feliz, mas não se salta histericamente, Alexandra.

    quarta-feira, 24 de novembro de 2010

    Leitura recomendada (21/Nov/10) - The Extraordinary Rise of AMC

    Boa crónica de Matt Zoller Seitz, na Salon, onde aborda o crescente relevo do canal AMC. Seitz defende que com as séries "Mad Men", "Breaking Bad" e agora "The Walking Dead", o AMC passou a ocupar o lugar da HBO no panorama televisivo.

    Ligação recomendada:
    The extraordinary rise of AMC

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    Temos um problema com as comédias

    Not funny, Will Ferrell...
    A Forbes publicou a lista dos 10 actores mais sobrevalorizados de Hollywood. Em termos do rácio dinheiro que ganham/receitas que proporcionam, bem entendido.

    Sem surpresa, há seis actores na lista que fazem essencialmente comédias.


    Ligações de interesse:

    Hollywood's Most Overpaid Actors 2010

    Leitura recomendada (23/Nov/10) - Um blogue sobre a Coreia do Norte

    A jornalista Rita Colaço criou um blogue a partir de uma paixão.

    O interesse e curiosidade acerca do país mais fechado do mundo deu origem a Coreia do Norte - Um segredo de Estado e fez dela uma especialista na ditadura do clã Kim.

    Para lá da recomendação de leitura há aqui outro aspecto a relevar.

    O quotidiano da Rita é feito de informação generalista. Apesar disso, ela criou a sua própria área de especialização. Quando na redacção é preciso tratar uma notícia sobre a Coreia do Norte sabem a quem recorrer.

    É um bom princípio. Ninguém domina um assunto de um momento para o outro. Escrever sobre um tema que se desconhece traz riscos para o jornalista e para o leitor. Um caminho possível para reduzir esses riscos passa pela especialização.

    A Internet e as ferramentas relacionadas são um maná para quem quiser e souber utilizá-las. É agarrar um tema e acompanhá-lo como uma lapa. Quando o dominar terá criado valor para si, profissionalmente, para quem lhe paga e para os leitores.

    Obrigado à Alex pelo link e pela inspiração.

    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Quanto ganham as estrelas das séries de televisão?

    O elenco de "A Teoria do Big Bang" numa sessão fotográfica especial.

    A resposta - como em quase tudo nesta área - é "depende". No entanto, posso dizer-vos quanto vai ganhar o elenco de A Teoria do Big Bang, a comédia estrela da CBS.

    O trio principal, Johnny Galecki (Leonard) , Jim Parsons (Sheldon) e Kaley Cuoco (Penny) passaram dos 60 mil dólares por episódio para os 200 mil.

    Simon Helberg (Howard) conseguiu renegociar um aumento para os 100 mil dólares e Kunal Nayyar (Rajesh) deverá seguir-lhe os passos muito em breve.

    Todos os contratos incluem cláusulas que contemplam subidas salariais progressivas em cada uma das próximas temporadas.

    A fonte da notícia é o Variety. Colocava aqui o link, mas eles decidiram esconderam-se atrás de uma paywall.

    Em Portugal A Teoria do Big Bang passa no Sony Entertainment.

    A diferença entre a situação irlandesa e portuguesa explicada em duas penadas.

    Uma coisa é um jogador de futebol que parte uma perna e tem de andar engessado. É grave, dá nas vistas por causa do gesso e das muletas, mas como o tipo é desportista, ao fim de algum tempo já está bom.

    Outro problema é ser gordo e coxo de nascença.

    Needless to say, aqui, Portugal é o coxo.

    Some nice photos, some creepy photos... It's the "Harry Potter and the Deathly Hallows" premiere photos!

    1. A JK está um bocado para o esticadito ou é impressão minha?

    2. Ninguém disse à Emma Watson para se ir vestir? E que raio de corte de cabelo é aquele?

    3. Era mesmo preciso convidar a família do Timothy Spall?

    4. Não fales nos anões... não fales nos anões....

    A galeria está aqui para vosso deleite.

    domingo, 21 de novembro de 2010

    Leitura recomendada (21/Nov/10) - Pop soviética dos anos 70 by Roger Ebert e Harry Potter acima dos 100 milhões

    Sons and daughters of Trololo Man


    Harry Potter acima dos 100 milhões - Box Office do fim-de-semana nos EUA
    > 19 a 21 de Novembro 2010

    Quem vê TV sofre mais que no WC

    A Zon deu-nos mais uma série de canais de notícias. A saber:

    NHK World - Canal japonês em língua inglesa.
    Press TV - Canal iraniano em língua inglesa.
    1+1 - Canal ucraniano em russo.
    Record News - Canal brasileiro de notícias da Rede Record.
    VTV - Canal estatal de notícias da Républica Socialista Bolivariana da Venezuela.

    Aguardamos com ansiedade a chegada dos canais oficiais da Grande República Socialista Popular Árabe da Líbia e da emissora nacional da Pyongyang.

    sexta-feira, 19 de novembro de 2010

    Leitura recomendada (19/Nov/10) - A avózinha que se tornou um super-herói aos 91 anos

    A história

    As imagens

    As séries que vão e vêm

    Antes de mais, que título horrível para um post. Parece muito melhor dito do que escrito.

    Vamos ao que interessa.

    Imagino que haja no meu gosto pelo formato de série (os brasileiros, gente pragmática no uso do português chamam-lhes "seriados") algum resto dos tempos em que aguardava religiosamente pela edição semanal das revistas Tintin ou Falcão (neste último caso rezava para que tivesse uma história do Major Alvega ou do Dogfight Dixon). O conceito à suivre ficou profundamente enraizado e ainda hoje vive na ansiedade com que espero o próximo episódio do Dr. House ou dessa fofura televisiva que dá pelo nome de "The Walking Dead".

    O crescimento de alternativas à recepção de emissões por via aérea fez renascer o género nos últimos anos, tanto em popularidade como em qualidade. De repente, de parente pobre do cinema, a figura da série de televisão ganhou um destaque como nunca tinha tido.

    Dito isto, cá vai um pequeno balanço da matéria dada:

    As que vêm...

    Louie - imaginem um murro no estômago que magoa e causa uma vontade incontrolável de rir.

    Os Incríveis Powell - Não fiquei fã. Achei apenas parvinho. Ver o protagonista do The Shield naquele papel dói um bocado e a namorada do Dexter mantém o ar de pãozinho sem sal irritante.

    The Event - Não aborrece, mas Lost esgotou muita da paciência para ver séries sobre grandes segredos.

    Bons Rapazes - Pareceu gira, vou dar-lhe outra hipótese.

    As que vão...

    Acabei de ver The Tudors, bem feita, mas chauvinista até ao tutano e sem pinga de rigor histórico. Se aceitarmos estes dois defeitos ficamos com uma série que prende e chega a deixar alguma saudade.

    quinta-feira, 18 de novembro de 2010

    Social Media? Sim, mas com cuidado.

    Um grupo de pessoas que é suposto saber da poda tem estado reunido na conferência Digital Hollywood, em Nova Iorque, para debater as mudanças e desafios que se colocam à industria do entretenimento no presente e num futuro próximo.

    Como não podia deixar de ser a media social veio à baila e as opiniões parecem interessantes.

    O que me atrai é o facto de serem mais cautelosas e com os pés assentes na terra do que a loucura indiscriminada com que normalmente nos deparamos.

    Aconselho a leitura e alguma reflexão. Gosto da conclusão - óbvia, mas nem sempre admitida - de que a influência dos social media deve ser encarada com reserva e que um grupo de gente que faz muito barulho, não passa disso mesmo. Não representa uma maioria. E atenção, eu gosto muito dos media sociais e das potencialidades que apresentam, simplesmente não acho que seja a solução para tudo. É apenas mais uma ferramenta.

    Por outro lado, assume-se a ideia - que também me parece irrefutável - de que os métodos de medição de audiências estão cada vez mais afastados da realidade e mal preparados para reflectir as alterações no consumo de media.

    Ligações de interesse:


    TV Execs: Social Media Influence Still Anecdotal
    Digital Hollywood

    Leitura recomendada (18/Nov/10) - O clube mais exclusivo de Hollywood

    O clube mais exclusivo de Hollywood

    quarta-feira, 17 de novembro de 2010

    Piadola do dia: PM inglês diz para fazerem mais filmes como Harry Potter

    Façam filmes que as pessoas gostem de ver, diz ele.

    Make more films like Harry Potter, David Cameron tells UK film industry

    Se "A Rede Social" tivesse sido realizada por...

    Há aqui duas fontes de risota.

    Fonte de risota #1:

    O texto do Jeffrey Wells. Faz jus ao estereótipo do crítico de cinema e não resiste a criticar a sátira. "Podia ser melhor aqui, foi mau ali... blá, blá, blá."

    Que tipo de gajo partilha um vídeo na internet com a referência:

    Moderately Funny


    Fonte de risota #2:

    O vídeo em si. Partindo da premissa "E se o filme sobre o Zuckerberg tivesse sido realizado por gente como o Michael Bay, o Tarantino ou o Wes Anderson..."

    Have fun!


    segunda-feira, 15 de novembro de 2010

    Pingo Doce lança-se no mercado das máquinas de café expresso

    É bem possível que o Pingo Doce tenha lançado uma pequena bomba este Natal ao entrar no segmento das máquinas de café expresso com cápsula do Pingo Doce.

    Considerando o impacto destas máquinas no mercado português é de prever uma pequena revolução...

    Numa altura em que o factor preço assume um peso decisivo nas decisões de compra da classe média, a Jerónimo Martins tem a seu favor o posicionamento mais upscale das suas marcas próprias. Nas mentes dos ABC1 nacionais (sim eu tenho um scope alargado no que entendo como "classe média") a marca Pingo Doce está uns pontos acima das restantes.

    Será curioso ver a reacção das Nespresso, DeltaQ e similares. Jogarão a cartada do preço, da qualidade? Ambas?

    Ou me engano muito ou a fava irá calhar às marcas que só recentemente lançaram equipamentos deste género e ainda não tiveram tempo para conquistar quota e fidelizar clientes.

    De qualquer forma é um caso prático a observar com atenção por estudantes e profissionais de marketing.

    Ligações de interesse:

    Site Pingo Doce