sábado, 25 de setembro de 2010

Quero ser um velhote Jamaicano

Está decidido, quanto tiver 80 anos, quero ser um velhote Jamaicano desdentado e tocar numa banda com amigos da mesma idade.



Agradecimentos ao Bicho da Goiaba

PS: Diz que é uma versão de um tal de Amy Winehouse. Não faço ideia de quem seja, porque não ouço modernices.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nerds contra Hollywood (parte 2)


Conhecem o velho ditado "cada macaco em seu galho"?

Bom, na verdade não tenho nada contra a possibilidade de pessoas de uma área poderem escrever sobre assuntos fora do sector em que são peritos. Sou pela liberdade de expressão e contra o excesso de regras. No entanto, algo nunca deixa de ser verdade. Um texto meu sobre os efeitos das benzodiazepinas no sistema nervoso humano terá sempre muito menos valor do que um artigo escrito por um psiquiatra. Mesmo que seja um psiquiatra fraquinho, do últimos do curso e sem experiência.

O mesmo se passa com este artigo de uma jornalista da área da tecnologia que foi ver o "The Social Network". Impressionante, o facto de não mencionar sequer uma vez o nome do realizador, David Fincher. E atribuir a autoria do filme exclusivamente ao argumentista, Aaron Sorkin.

De resto, a posição é a mesma: "estes tipos de Hollywood vieram aqui mudar a história toda do Zuckie e do Facebook, uma história que eu, jornalista de tecnologia, conheço tão bem que até comi sandes de couratos com aquela malta toda, quando ainda eram pobrezinhos."

The incredibly untrue adventures of Mark Zuckerberg

Acções de formação

Dilbert.com

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Oh Danny Boyle, por que fazes as pessoas desmaiar?

Está definido o tom da coisa. O filme do Boyle passou a ser "aquele do tipo que corta o braço e faz as pessoas desmaiar".

O trailer é um bom trailer, cria suspense e não tenta explicar a história toda. Ouviram? "Não tenta explicar a história toda!!!"

A história dos EUA no Canal de História

Estreia a 15 de Outubro, no Canal de História. O trailer impressiona, resta saber se o conteúdo traz algo de novo. De qualquer forma, justifica o trabalho de programar a box para gravar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nerds contra Hollywood


Alguém explique a esta senhora que o The Social Network é apenas um filme?

Alexia acusa a entidade a que chama "Hollywood" de um erro que ela própria acaba por cometer. Acusa-os de terem um plano maléfico para desacreditar a Internet.

Não é isso mesmo que estás a fazer neste texto, Alexia? A tomar uma pequena parte pelo todo? A criar um mundo cheio de maníqueismos com nerds vs. movie people? O pessoal dos computadores contra o mundo que os quer desacreditar?

Tenho más notícias para ti, Alexia. O mundo é cada vez menos assim. Silicon Valley e Hollywood já não existem dessa forma, como pequenos fortes onde a cavalaria enfrenta os ataques dos indios do mundo exterior.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ai a porra dos amores (parte 5)

Estar apaixonado é uma chatice. Perdem-se imensas coisas boas e imenso tempo útil de vida. Um gajo apaixonado é só meio ser humano. Os amigos convidam-no para ir beber umas cervejas e:

- Lopes vamos beber uma bejecas com a malta logo à noite?
- Epá, não me apetece...tou apaixonado e tenho de ficar em casa a sofrer um bocado.
- Porra Lopes, outra vez? Que tipo de paixão é? Um amorzão ou um amorzinho?
- Um amorzinho...
- Chiça pá! Esses são dos piores! Dão forte e custam a passar!
- Pois é pá! Desculpa lá...
- Olha meu, apita quando isso acabar para irmos comer uma caracolada.
- Tá bem pá, tchau!
- Tchau!

e lá fica um gajo em casa, com ar esgaseado a olhar para uma Polaroid da tipa a limpar a sanita, instantâneo tirado num serão de higiene doméstica. Tão bonita que ela fica a segurar o piaçaba!

Sim, porque o tipo apaixonado acha memorável tudo o que o objecto do seu amor faz, tira imensas fotografias e depois ri embevecido (ou aparvalhado, conforme o ponto de vista).

Perdem-se imensas caracoladas e bejecas à conta disto dos amores. E quando os amores acabam, fica-se com a sensação de não ter feito a digestão de uma feijoada.

Comam fruta e legumes.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os novos caminhos do home entertainment

São cinco os modelos de negócio em exploração, neste momento:

  1. Video On Demand.
  2. Serviços de streaming online.
  3. Subscrição por correio.
  4. Quiosques de aluguer a baixo custo.
  5. Videoclubes tradicionais.
Destes, o último está a morrer e tem tendência para acabar. Com o descréscimo no negócio alguns tentam reconverter-se e experimentar outras fontes de rendimento...  
Video Rental Stores' Bizarre Survival Strategy

domingo, 12 de setembro de 2010

Hoje, falamos mais de cinema ou de séries de televisão?

O artigo é desnecessariamente longo, no entanto torna-se mais interessante lá para o meio, quando atira uma questão que justifica o uso dos recursos intelectuais ao nosso dispor (ou seja, dá que pensar).

Vou traduzir a questão para linguagem de marqueteiro:

Qual destas marcas é mais top of mind nos dias que correm? O cinema ou as séries de televisão?

Regressando à terra: De que falam mais? Dos filmes que vêem ou das séries que acompanham com a devoção de uma mãe de Bragança?

Há uma passagem que condensa a ideia na perfeição:

(...)the traditional relationship between film and television has reversed, as American movies have become conservative and cautious, while scripted series, on both broadcast networks and cable, are often more daring, topical and willing to risk giving offense.

Os restantes parágrafos são, em bom inglês, inconsistent dribble, ou seja, disparates. Felizmente, antes disso, existe matéria que chega e sobra para dar que pensar.

Aproveito e lanço outra ideia, uma conjectura com pouco que a sustente, mas tenham paciência porque, na verdade, é uma rica conjectura:

A onda de criatividade e risco que surgiu na séries de televisão está a esmorecer.

Parece que a mesma clique que dá luz verde a projectos no cinema (não tenham ilusões, é exactamente o mesmo tipo de malta) descobriu o potencial económico das séries de televisão, não apenas pelas vendas a outras networks mundiais, mas também via home entertainment.

Consequência: As séries de televisão passaram a ser regidas pelos mesmos princípios do cinema - aversão ao risco, aposta em formatos testados, spin offs (uma espécie de versão televisiva das sequelas).

Hoje, existem menos "Sopranos", "Deadwood", "The Wire" ou "The Shield" e mais clones de "C.S.I.", "Law & Order" ou "E.R.".

O sucesso acabou por minar a qualidade das séries de televisão.

Os projectos mais interessantes dos últimos 3 anos surgiram em canais de menor dimensão como o "Showtime" ou o "AMC" e não das grandes networks como a ABC, a FOX ou mesmo a HBO (que, aparentemente, perdeu algum do espírito que lhe trouxe fama).

Aqui fica a ligação para o artigo:

Are Films Bad, or Is TV Just Better?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estudos sociais

Curioso, hoje em dia, anti-social é aquele que não tem um perfil no Facebook.

Há uns meses, apenas, esse rótulo era aplicado aos que "passavam o tempo em frente ao computador nessas redes sociais a contar a vida toda, sem atenção aos enormes perigos, apenas porque não conseguem fazer amigos na vida real". Funny.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Aventais e apertos de mão secretos


Li algures que este mês vai haver uma reunião de mações cá no burgo. Por isso, já sabe, se vir por aí grupos de gente de avental ou a apertar a mão de forma esquisita, são aqueles senhores que pertencem a uma organização de tráfico de influências disfarçada de coisa mística.

domingo, 5 de setembro de 2010

Isto da paywall está a correr mesmo bem


Murdoch, "O Cota", decidiu que a melhor solução para o drama dos meios de comunicação social era instalar uma paywall e cobrar aos utilizadore. Querem notícias? Paguem, que isto custa dinheiro a fazer.

Ó Murdoch, olha que se calhar não é boa ideia, as pessoas habituaram-se a ter tudo à borla, o cenário dos media alterou-se, a internet vive de links.

Murdoch não ligou pêva.

Está a correr muito bem. Perderam 90% do tráfego; perderam anunciantes porque ninguém quer ter os anúncios fechados numa caixinha onde pouca gente os vê; perderam o interesse por parte de figuras públicas em aparecer num meio sem impacto.

Ah, é verdade, estamos a falar do "The Times". Sim, o jornal inglês, a matéria de que são feitas as lendas, esse pilar da cultura britânica. Hoje, na altura em que está a ler estas linhas, não vale quase nada.

Acho que já escrevi aqui acerca deste assunto, e sobre os caminhos a seguir, mas cá vai outra vez:

a) Os media devem repensar estruturas e tornar-se mais leves. Desinvestir nas áreas não produtivas (menos administradores e directores), investir nas áreas produtivas (não vão precisar de mais jornalistas, mas estes terão de ser formados, adaptados e formatados para a nova realidade).

b) As receitas de vendas em banca e assinaturas estão a desaparecer. Sendo assim, onde podem ir buscar dinheiro?

- As publicações técnicas ou de trade têm a vida facilitada. As empresas e os profissionais de certas áreas estão dispostos a pagar por informação. Podem somar a isso a venda de relatórios sobre sectores de actividade, análises, etc. (afinal é suposto terem peritos ao serviço, certo? Porque não cobrar por toda aquela imensa sabedoria?).

- Arquivos. Um arquivo bem organizado vale muito dinheiro. Explorem-no.

- A Internet veio ajudar mais à internacionalização de marcas de informação. Há que explorar isso e apostar em versões localizadas de sites de notícias com potencial global.

- Mesmo assim, continua a faltar dinheiro.
Pergunta: Quem é que tem muito dinheiro para gastar? A resposta é sempre a mesma: os anunciantes.

Pergunta: Mas, até agora, o investimento publicitário online tem sido visto como um fracasso.

Resposta: O mercado ainda não estava suficientemente maduro e, como se isso não bastasse, levou com a maior crise económica desde 1929.

É verdade malta, ainda é cedo para afirmar que as receitas publicitárias online não vão ser a solução. A publicidade é a solução. É a melhor forma de conseguir um volume de receitas substancial. Se calhar não será a publicidade tal como a conhecemos no tempo do papel (que, já agora, não vai acabar assim, de um momento para o outro, como os dinossauros), uma parte do problema passa também por aí, por querermos usar os formatos de papel nesta nova forma de consumir informação. Pensem bem nisso.


Links relacionados:


O artigo do Paulo Querido sobre este assunto, no site do Correio da Manhã

Artigo do jornal Record sobre os dados APCT do 1º semestre de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Viva la revolucíon! Abajo los zombis!


Notícia adorável: Em Cuba estão a preparar um filme com zombies! Vai-se intitular "Juan de los Muertos", tem um orçamento gigantesco para o que é hábito na ilha do tio Fidel de 2,1 milhões de dólares e vai ser co-produzido por uma companhia espanhola, dois canais de televisão, também espanhóis, pelo Governo Regional da Andaluzia e ainda pelo Instituto Cubano de Arte e Cinema.

A premissa é fantástica: Cuba é invadida por zombies. O governo diz que é uma conspiração dos Estados Unidos e dos dissidentes que vivem na Florida.

Ligações de interesse:

Site oficial do filme
Notícia no Yahoo! Movies

SitRep 2

O que há em comum entre o mau estar nos serviços de informações do estado, as peixeiradas na justiça, os conflitos na Federação Portuguesa de Futebol e a crise no INEM? A incompetência dos gestores para fazer aquilo para que são pagos: gerir. Gerir imagem, dinheiro, pessoas, conflitos...

Não interessam as razões. Como dizia a D. Glória, minha antiga professora primária:
"Não quero saber quem começou, são todos culpados, dez reguadas para cada um."
O sistema perpetua-se. Vice disto, administrador daquilo, vogal de não sei das quantas; consultor, assessor, grão-mestre ou pai-de-santo. Vão saltitando alegremente de nenúfar em nenúfar, enquanto alimentam a variadíssima colecção de traseiros osculados.

Ciganões


Não gosto de ciganos. Lamento.

É algo visceral, fruto de uma série de experiências muito más ao longo da vida. Nunca maltratei um cigano, mas já fui maltratado por eles.

Não consigo encontrar nada de positivo ou de valor na tal "cultura" de que tanto falam.

Acho simplesmente que são um grupo de pessoas pobres, ignorantes, sujas e à margem da lei. Escusam de vir falar nos ciganos que vivem em barracas e têm Mercedes à porta e parabólica no telhado. Mesmo que seja verdade continuam a caber no meu conceito de "pobre".

Dito isto - e lamento imenso não ter nem o discurso politicamente correcto nem a posição militante daquele enorme saco disforme a que se chama "esquerda" - quero acrescentar que movimentos forçados de grupos de pessoas lembram-me as ditaduras brutais do Zé e do Adolfo e a democracia racista dos Estados Unidos que durou até finais do século XX. É o caminho fácil de quem não se quer chatear. Expulsar é bem mais fácil do que integrar. Até agora ninguém pensou a sério nos ciganos excepto quando chateiam e convém agradar aos eleitores.

SitRep

O caminho para Portugal passa por descentralizar.

Não politicamente, porque a qualidade dos recursos humanos nas autarquias é limitada, o que torna vital conter a influência que têm nas áreas de decisão do país. Ou seja, é preciso limitar a quantidade de caciques.

O caminho para Portugal passa por descentralizar economicamente e socialmente. Para que isso aconteça há que ter uma estratégia e apoiá-la ao longo de vários anos.

Um dos maiores males deste, e de outros países que tardam em encontrar a via certa para o desenvolvimento sustentado, é o sector da construção. Uma economia demasiado dependente de obras públicas e privadas é uma economia doente que gera e alimenta uma sociedade doente.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma comédia romântica "Made in Vietnam"

Parecem longe os tempos do "Me so horny, me loves you long time", não é?

A primeira metade do trailer é aceitável, mas nota-se que a sequência final foi ali metida a martelo para chamar a atenção para a comédia.

É uma curiosidade, mas também reflecte como o mundo está a mudar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas...


Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas não faz puto ideia do que se trata?

Leia este artigo e veja o boneco retirado daqui. Ajuda imenso a compreender o que está em causa.

Basicamente, um grupo de marcas estabelecidas online alia-se a quem providencia as ligações à Internet, estabelece prioridades em termos de transmissão de dados e começa a cobrar pelo acesso, tal como hj cobra por pacotes de canais por cabo.

Já deve faltar pouco tempo para começarmos a ouvir opiniões a defender esta solução. De parvos a querer protagonismo e de gente paga para lançar a confusão e convencer o povo de que assim "é melhor para nós".

Com a devida vénia ao Alexandre Gamela por me ter apontado para o link.