Estar apaixonado é uma chatice. Perdem-se imensas coisas boas e imenso tempo útil de vida. Um gajo apaixonado é só meio ser humano. Os amigos convidam-no para ir beber umas cervejas e:
- Lopes vamos beber uma bejecas com a malta logo à noite?
- Epá, não me apetece...tou apaixonado e tenho de ficar em casa a sofrer um bocado.
- Porra Lopes, outra vez? Que tipo de paixão é? Um amorzão ou um amorzinho?
- Um amorzinho...
- Chiça pá! Esses são dos piores! Dão forte e custam a passar!
- Pois é pá! Desculpa lá...
- Olha meu, apita quando isso acabar para irmos comer uma caracolada.
- Tá bem pá, tchau!
- Tchau!
e lá fica um gajo em casa, com ar esgaseado a olhar para uma Polaroid da tipa a limpar a sanita, instantâneo tirado num serão de higiene doméstica. Tão bonita que ela fica a segurar o piaçaba!
Sim, porque o tipo apaixonado acha memorável tudo o que o objecto do seu amor faz, tira imensas fotografias e depois ri embevecido (ou aparvalhado, conforme o ponto de vista).
Perdem-se imensas caracoladas e bejecas à conta disto dos amores. E quando os amores acabam, fica-se com a sensação de não ter feito a digestão de uma feijoada.
Comam fruta e legumes.
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Os novos caminhos do home entertainment
São cinco os modelos de negócio em exploração, neste momento:
Video Rental Stores' Bizarre Survival Strategy
- Video On Demand.
- Serviços de streaming online.
- Subscrição por correio.
- Quiosques de aluguer a baixo custo.
- Videoclubes tradicionais.
Video Rental Stores' Bizarre Survival Strategy
terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Hoje, falamos mais de cinema ou de séries de televisão?
O artigo é desnecessariamente longo, no entanto torna-se mais interessante lá para o meio, quando atira uma questão que justifica o uso dos recursos intelectuais ao nosso dispor (ou seja, dá que pensar).
Vou traduzir a questão para linguagem de marqueteiro:
Qual destas marcas é mais top of mind nos dias que correm? O cinema ou as séries de televisão?
Regressando à terra: De que falam mais? Dos filmes que vêem ou das séries que acompanham com a devoção de uma mãe de Bragança?
Há uma passagem que condensa a ideia na perfeição:
Os restantes parágrafos são, em bom inglês, inconsistent dribble, ou seja, disparates. Felizmente, antes disso, existe matéria que chega e sobra para dar que pensar.
Aproveito e lanço outra ideia, uma conjectura com pouco que a sustente, mas tenham paciência porque, na verdade, é uma rica conjectura:
A onda de criatividade e risco que surgiu na séries de televisão está a esmorecer.
Parece que a mesma clique que dá luz verde a projectos no cinema (não tenham ilusões, é exactamente o mesmo tipo de malta) descobriu o potencial económico das séries de televisão, não apenas pelas vendas a outras networks mundiais, mas também via home entertainment.
Consequência: As séries de televisão passaram a ser regidas pelos mesmos princípios do cinema - aversão ao risco, aposta em formatos testados, spin offs (uma espécie de versão televisiva das sequelas).
Hoje, existem menos "Sopranos", "Deadwood", "The Wire" ou "The Shield" e mais clones de "C.S.I.", "Law & Order" ou "E.R.".
O sucesso acabou por minar a qualidade das séries de televisão.
Os projectos mais interessantes dos últimos 3 anos surgiram em canais de menor dimensão como o "Showtime" ou o "AMC" e não das grandes networks como a ABC, a FOX ou mesmo a HBO (que, aparentemente, perdeu algum do espírito que lhe trouxe fama).
Aqui fica a ligação para o artigo:
Are Films Bad, or Is TV Just Better?
Vou traduzir a questão para linguagem de marqueteiro:
Qual destas marcas é mais top of mind nos dias que correm? O cinema ou as séries de televisão?
Regressando à terra: De que falam mais? Dos filmes que vêem ou das séries que acompanham com a devoção de uma mãe de Bragança?
Há uma passagem que condensa a ideia na perfeição:
(...)the traditional relationship between film and television has reversed, as American movies have become conservative and cautious, while scripted series, on both broadcast networks and cable, are often more daring, topical and willing to risk giving offense.
Os restantes parágrafos são, em bom inglês, inconsistent dribble, ou seja, disparates. Felizmente, antes disso, existe matéria que chega e sobra para dar que pensar.
Aproveito e lanço outra ideia, uma conjectura com pouco que a sustente, mas tenham paciência porque, na verdade, é uma rica conjectura:
A onda de criatividade e risco que surgiu na séries de televisão está a esmorecer.
Parece que a mesma clique que dá luz verde a projectos no cinema (não tenham ilusões, é exactamente o mesmo tipo de malta) descobriu o potencial económico das séries de televisão, não apenas pelas vendas a outras networks mundiais, mas também via home entertainment.
Consequência: As séries de televisão passaram a ser regidas pelos mesmos princípios do cinema - aversão ao risco, aposta em formatos testados, spin offs (uma espécie de versão televisiva das sequelas).
Hoje, existem menos "Sopranos", "Deadwood", "The Wire" ou "The Shield" e mais clones de "C.S.I.", "Law & Order" ou "E.R.".
O sucesso acabou por minar a qualidade das séries de televisão.
Os projectos mais interessantes dos últimos 3 anos surgiram em canais de menor dimensão como o "Showtime" ou o "AMC" e não das grandes networks como a ABC, a FOX ou mesmo a HBO (que, aparentemente, perdeu algum do espírito que lhe trouxe fama).
Aqui fica a ligação para o artigo:
Are Films Bad, or Is TV Just Better?
sábado, 11 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Estudos sociais
Curioso, hoje em dia, anti-social é aquele que não tem um perfil no Facebook.
Há uns meses, apenas, esse rótulo era aplicado aos que "passavam o tempo em frente ao computador nessas redes sociais a contar a vida toda, sem atenção aos enormes perigos, apenas porque não conseguem fazer amigos na vida real". Funny.
Há uns meses, apenas, esse rótulo era aplicado aos que "passavam o tempo em frente ao computador nessas redes sociais a contar a vida toda, sem atenção aos enormes perigos, apenas porque não conseguem fazer amigos na vida real". Funny.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Aventais e apertos de mão secretos
Li algures que este mês vai haver uma reunião de mações cá no burgo. Por isso, já sabe, se vir por aí grupos de gente de avental ou a apertar a mão de forma esquisita, são aqueles senhores que pertencem a uma organização de tráfico de influências disfarçada de coisa mística.
domingo, 5 de setembro de 2010
Isto da paywall está a correr mesmo bem
Murdoch, "O Cota", decidiu que a melhor solução para o drama dos meios de comunicação social era instalar uma paywall e cobrar aos utilizadore. Querem notícias? Paguem, que isto custa dinheiro a fazer.
Ó Murdoch, olha que se calhar não é boa ideia, as pessoas habituaram-se a ter tudo à borla, o cenário dos media alterou-se, a internet vive de links.
Murdoch não ligou pêva.
Está a correr muito bem. Perderam 90% do tráfego; perderam anunciantes porque ninguém quer ter os anúncios fechados numa caixinha onde pouca gente os vê; perderam o interesse por parte de figuras públicas em aparecer num meio sem impacto.
Ah, é verdade, estamos a falar do "The Times". Sim, o jornal inglês, a matéria de que são feitas as lendas, esse pilar da cultura britânica. Hoje, na altura em que está a ler estas linhas, não vale quase nada.
Acho que já escrevi aqui acerca deste assunto, e sobre os caminhos a seguir, mas cá vai outra vez:
a) Os media devem repensar estruturas e tornar-se mais leves. Desinvestir nas áreas não produtivas (menos administradores e directores), investir nas áreas produtivas (não vão precisar de mais jornalistas, mas estes terão de ser formados, adaptados e formatados para a nova realidade).
b) As receitas de vendas em banca e assinaturas estão a desaparecer. Sendo assim, onde podem ir buscar dinheiro?
- As publicações técnicas ou de trade têm a vida facilitada. As empresas e os profissionais de certas áreas estão dispostos a pagar por informação. Podem somar a isso a venda de relatórios sobre sectores de actividade, análises, etc. (afinal é suposto terem peritos ao serviço, certo? Porque não cobrar por toda aquela imensa sabedoria?).
- Arquivos. Um arquivo bem organizado vale muito dinheiro. Explorem-no.
- A Internet veio ajudar mais à internacionalização de marcas de informação. Há que explorar isso e apostar em versões localizadas de sites de notícias com potencial global.
- Mesmo assim, continua a faltar dinheiro.
Pergunta: Quem é que tem muito dinheiro para gastar? A resposta é sempre a mesma: os anunciantes.
Pergunta: Mas, até agora, o investimento publicitário online tem sido visto como um fracasso.
Resposta: O mercado ainda não estava suficientemente maduro e, como se isso não bastasse, levou com a maior crise económica desde 1929.
É verdade malta, ainda é cedo para afirmar que as receitas publicitárias online não vão ser a solução. A publicidade é a solução. É a melhor forma de conseguir um volume de receitas substancial. Se calhar não será a publicidade tal como a conhecemos no tempo do papel (que, já agora, não vai acabar assim, de um momento para o outro, como os dinossauros), uma parte do problema passa também por aí, por querermos usar os formatos de papel nesta nova forma de consumir informação. Pensem bem nisso.
Links relacionados:
O artigo do Paulo Querido sobre este assunto, no site do Correio da Manhã
Artigo do jornal Record sobre os dados APCT do 1º semestre de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Viva la revolucíon! Abajo los zombis!
Notícia adorável: Em Cuba estão a preparar um filme com zombies! Vai-se intitular "Juan de los Muertos", tem um orçamento gigantesco para o que é hábito na ilha do tio Fidel de 2,1 milhões de dólares e vai ser co-produzido por uma companhia espanhola, dois canais de televisão, também espanhóis, pelo Governo Regional da Andaluzia e ainda pelo Instituto Cubano de Arte e Cinema.
A premissa é fantástica: Cuba é invadida por zombies. O governo diz que é uma conspiração dos Estados Unidos e dos dissidentes que vivem na Florida.
Ligações de interesse:
Site oficial do filme
Notícia no Yahoo! Movies
SitRep 2
O que há em comum entre o mau estar nos serviços de informações do estado, as peixeiradas na justiça, os conflitos na Federação Portuguesa de Futebol e a crise no INEM? A incompetência dos gestores para fazer aquilo para que são pagos: gerir. Gerir imagem, dinheiro, pessoas, conflitos...
Não interessam as razões. Como dizia a D. Glória, minha antiga professora primária:
Não interessam as razões. Como dizia a D. Glória, minha antiga professora primária:
"Não quero saber quem começou, são todos culpados, dez reguadas para cada um."O sistema perpetua-se. Vice disto, administrador daquilo, vogal de não sei das quantas; consultor, assessor, grão-mestre ou pai-de-santo. Vão saltitando alegremente de nenúfar em nenúfar, enquanto alimentam a variadíssima colecção de traseiros osculados.
Ciganões
Não gosto de ciganos. Lamento.
É algo visceral, fruto de uma série de experiências muito más ao longo da vida. Nunca maltratei um cigano, mas já fui maltratado por eles.
Não consigo encontrar nada de positivo ou de valor na tal "cultura" de que tanto falam.
Acho simplesmente que são um grupo de pessoas pobres, ignorantes, sujas e à margem da lei. Escusam de vir falar nos ciganos que vivem em barracas e têm Mercedes à porta e parabólica no telhado. Mesmo que seja verdade continuam a caber no meu conceito de "pobre".
Dito isto - e lamento imenso não ter nem o discurso politicamente correcto nem a posição militante daquele enorme saco disforme a que se chama "esquerda" - quero acrescentar que movimentos forçados de grupos de pessoas lembram-me as ditaduras brutais do Zé e do Adolfo e a democracia racista dos Estados Unidos que durou até finais do século XX. É o caminho fácil de quem não se quer chatear. Expulsar é bem mais fácil do que integrar. Até agora ninguém pensou a sério nos ciganos excepto quando chateiam e convém agradar aos eleitores.
SitRep
O caminho para Portugal passa por descentralizar.
Não politicamente, porque a qualidade dos recursos humanos nas autarquias é limitada, o que torna vital conter a influência que têm nas áreas de decisão do país. Ou seja, é preciso limitar a quantidade de caciques.
O caminho para Portugal passa por descentralizar economicamente e socialmente. Para que isso aconteça há que ter uma estratégia e apoiá-la ao longo de vários anos.
Um dos maiores males deste, e de outros países que tardam em encontrar a via certa para o desenvolvimento sustentado, é o sector da construção. Uma economia demasiado dependente de obras públicas e privadas é uma economia doente que gera e alimenta uma sociedade doente.
Não politicamente, porque a qualidade dos recursos humanos nas autarquias é limitada, o que torna vital conter a influência que têm nas áreas de decisão do país. Ou seja, é preciso limitar a quantidade de caciques.
O caminho para Portugal passa por descentralizar economicamente e socialmente. Para que isso aconteça há que ter uma estratégia e apoiá-la ao longo de vários anos.
Um dos maiores males deste, e de outros países que tardam em encontrar a via certa para o desenvolvimento sustentado, é o sector da construção. Uma economia demasiado dependente de obras públicas e privadas é uma economia doente que gera e alimenta uma sociedade doente.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Uma comédia romântica "Made in Vietnam"
Parecem longe os tempos do "Me so horny, me loves you long time", não é?
A primeira metade do trailer é aceitável, mas nota-se que a sequência final foi ali metida a martelo para chamar a atenção para a comédia.
É uma curiosidade, mas também reflecte como o mundo está a mudar.
A primeira metade do trailer é aceitável, mas nota-se que a sequência final foi ali metida a martelo para chamar a atenção para a comédia.
É uma curiosidade, mas também reflecte como o mundo está a mudar.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas...
Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas não faz puto ideia do que se trata?
Leia este artigo e veja o boneco retirado daqui. Ajuda imenso a compreender o que está em causa.
Basicamente, um grupo de marcas estabelecidas online alia-se a quem providencia as ligações à Internet, estabelece prioridades em termos de transmissão de dados e começa a cobrar pelo acesso, tal como hj cobra por pacotes de canais por cabo.
Já deve faltar pouco tempo para começarmos a ouvir opiniões a defender esta solução. De parvos a querer protagonismo e de gente paga para lançar a confusão e convencer o povo de que assim "é melhor para nós".
Com a devida vénia ao Alexandre Gamela por me ter apontado para o link.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Os arautos da morte e da desgraça
Acerca dos títulos bombásticos a anunciar a morte disto e daquilo e do artigo da Wired a anunciar a morte da web...
Sei que fica muito bem a um comentador escrever frases absolutas, com enorme determinação e certeza.
É muito macho e dá a ideia aos incautos de que se domina não só o tema em causa como o futuro.
O comentador que tem dúvidas e não vê sinais de desgraças bíblicas em tudo o que acontece é menos apreciado. Também faz figura de parvo menos vezes.
The Tragic Death of Practically Everything
Agradecimento ao @pedrofelixrocha por me ter apontado para este artigo, via Twitter.
Sei que fica muito bem a um comentador escrever frases absolutas, com enorme determinação e certeza.
É muito macho e dá a ideia aos incautos de que se domina não só o tema em causa como o futuro.
O comentador que tem dúvidas e não vê sinais de desgraças bíblicas em tudo o que acontece é menos apreciado. Também faz figura de parvo menos vezes.
The Tragic Death of Practically Everything
Agradecimento ao @pedrofelixrocha por me ter apontado para este artigo, via Twitter.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ena, ena, mais uma molhada de comentários de antologia
Neste caso, vamos esquecer o artigo acerca dos problemas com as medições de audiência dos canais de televisão.
Vamos concentrar a nossa atenção nos comentários.
O utilizador "vadamume" teme pela qualidade do seu "querido DN" e diz:
Algumas questões importantes:
"o povo português está preocupado com qual dos canais lidera o share dos canais?". Não, o povo está obviamente mais preocupado com o preço do chicharro e da marmota.
"os telespectdores deste canal, já perceberam (...) do lixo tóxico das sua programações." Os telespectadores são claramente mais espertos do que eu que nem sequer consigo perceber o significado desta frase.
Já o "Norberto" berra para quem quiser ouvir:
Pelo teor do comentário fica também provada a inexistência de relação entre sanidade mental e programação televisiva. O Norberto não vê a TVI e, mesmo assim, revela valentes problemas na caixa dos pirolitos.
A "Zulmira" mostra-se mais criativa.
A seguir, é o delírio.
Eu também não. É muito chato ver pessoas fechadas em casas.
Vamos concentrar a nossa atenção nos comentários.
O utilizador "vadamume" teme pela qualidade do seu "querido DN" e diz:
Ora bem..aqui está uma noticia, digna do melhor jornalismo de sargeta. Mas será que alguem pode pensar, que o povo português, está preocupado, com qual dos canais lidera o share dos canais de televisão. Todos nós sabemos como são feitos estes estudos estatisticos. Há porem uma hipotese de verdade neste estudo. Os telespectdores deste canal, já perceberam há muito, do lixo tóxico das sua programações. Seja como for, volto a repetir, que este tipo de noticia, é tipico de um certo jornalismo de arjeta. Este artigo foi pago por quem? Ao meu querido DN quero deixar um aviso: ABANDONEM ESTE TIPO DE JORNALISMO, PARA QUE NÃO SE CONFUNDAM COM JORNALEIROS E PASQUINS QUE INUNDAM A CLASSE JORNALISTICA. Quero continuar a ter um DN, sério e coerente.
Algumas questões importantes:
"o povo português está preocupado com qual dos canais lidera o share dos canais?". Não, o povo está obviamente mais preocupado com o preço do chicharro e da marmota.
"os telespectdores deste canal, já perceberam (...) do lixo tóxico das sua programações." Os telespectadores são claramente mais espertos do que eu que nem sequer consigo perceber o significado desta frase.
Já o "Norberto" berra para quem quiser ouvir:
EU PURA E SIMPLESMENTE NÃO ASSISTO NUNCA A NENHUM PROGRAMA DA TVI! É UMA QUESTÃO DE SANIDADE MENTAL QUE PROCURO CONSERVAR E QUE A TVI TEIMA EM ATENTAR CONSTANTEMENTE! NEM O DESLUMBRADO DO MARCELO CONSIGO VER. É VERDADE QUE DESDE QUE PUSERAM NA RUA O MONIZ E A SUA PARTNER AQUILO MELHOROU UM POUCO, MAS, HÁ AINDA MUITO PARA MELHORAR!ESPERO BEM QUE A MARKTEST ESTEJA CERTA E QUE OS PORTUGUESES, FINALMENTE, IMPONHAM À TVI UMA MUDANÇA DE RUMO E QUE, TAMBÉM FINALMENTE, ESTA PASSE A EMITIR UMA PROGRAMAÇÃO DE JEITO! SENHORES DA TVI: COMPREENDAM QUE NÃO É A MARKTEST QUE ESTÁ ERRADA, SÃO OS SENHORES QUE, COM PROGRAMAS MEDIÚCRES, AFASTAM OS ESPECTADORES DOS VOSSOS ECRANS. ACABEM COM ESSAS NOVELAS VERGONHOSAS E APLIQUEM O ORÇAMENTO EM COISAS DE JEITO.Este segundo senhor está nitidamente mais indignado do que o anterior. Nota-se pelo caps lock ligado, marca dos que se indignam mais do que todos os outros.
Pelo teor do comentário fica também provada a inexistência de relação entre sanidade mental e programação televisiva. O Norberto não vê a TVI e, mesmo assim, revela valentes problemas na caixa dos pirolitos.
A "Zulmira" mostra-se mais criativa.
Conseguiu mesmo acrescentar algo à segmentação de mercado ao referir o "público alvo sopeiral" que inclui "as mulheres a dias e desocupadas". Portanto, tudo malta que vê imenso futebol. Não percebo a parte de também não terem telefone. Imagino que seja uma questão religiosa ou assim.
Isto só revela que a TVI é uma telçevisão cujo público alvo é o sopeiral, as mulheres a dias e as desocupadas e que estas, não têm telefone para poderem entrar nas contas da Marktest. Ainda bem que a RTP lidera, ainda é onde melhores programas se encontram!
A seguir, é o delírio.
VOU dizer dos programas que não gosto independentemento dos canais. Detesto o Preço certo pelo mau aspecto e desmazelo e parvoice sobre parvoice de ..Já sabem quem... gosto da Júlia e da Fátima mas não da exploração das imagens da miséria alheia. Não gosto daquele programa super super *** que fingem falar com ''almas'' do outro mundo. Não gosto daqueles programas em que fecham as pessoas em casas a fazer figuras triste e também não gosto de seleções para dançarinos, cantores ou costureiros onde as pessoas são humilhadas na tentativa de serem famosos. Afinal o que nos resta???? Futebol ao Domingo às 2 madrugada para os idiotas irem para o trabalho a dormir na segunda????telenovelas Portug. só de interiores que parecem pastilha elástica"Vou dizer dos programas que não gosto" marca o tom para uma torrente de opiniões de fazer inveja a qualquer antigo vendedor de parabólicas reconvertido em crítico de televisão: "Não gosto de programas em que fecham as pessoas em casas" ou "também não gosto de seleções para dançarinos, cantores ou costureiros".
Eu também não. É muito chato ver pessoas fechadas em casas.
sábado, 14 de agosto de 2010
Sobre a neutralidade na Internet
A sociedade contemporânea precisa de uma internet livre, justa e igual para a ONG, a banda de garagem, a empresa da esquina ou a companhia multinacional
Não sei quem é este senhor. Não sei se é boa pessoa ou não, mas compro o que ele diz neste texto. O fim da neutralidade na Internet é um perigo anunciado que ameaça tornar-se real. Significa o fim de oportunidades iguais para todos. O fim desta espécie de revolução "punk" digital, esta oportunidade de "do it yourself" na qual todos podem participar.
O fim da neutralidade na Internet resolveria a maior parte dos problemas das grandes empresas que comercializam informação ao dar-lher prioridade sobre os restantes. Também isolaria ainda mais quem precisa deste meio para fazer chegar a sua mensagem a partir de lugares em que a liberdade não é um conceito dado como adquirido. Ou seja, agradaria muito às ditaduras religiosas e políticas deste mundo.
A Internet, tal como existe hoje, não é perfeita.
Apesar dos medos que constantemente nos tentam incutir - convencer sobre o perigo é a melhor forma de fazer aceitar a ideia de que precisamos de protecção e controlo - apesar do spam, dos pop ups, dos vírus, das quebras de privacidade, do Farmville, dos bloggers insuportáveis, dos comentários tolos nos sites dos jornais, dos vídeos com gatos fofinhos e dos mails a alertar para invasões extraterrestres; apesar de tudo isso, a Internet de hoje é mil vezes preferível ao meio formatado e por terceiros que nos querem impôr.
Leitura adicional:
O que significa a perda de neutralidade na Internet?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
The Beautiful bottles, the adorable packaging
60 Temptingly Designed Alcoholic Beverages
Engraçado, gosto muito do design nas garrafas de bebidas espirituosas, nas cervejas e tudo, mas no vinho há um limite. Se é demasiado arrojado ou se o design do rótulo dá muito nas vistas, não gosto. Surge-me logo uma suspeita: sera que o vinho é bom ou será só mesmo imagem?
Isto são tudo gut feelings: nos vinhos, tolero melhor algum design extravagante nas garrafas dos rosés - deve ser porque não os considero vinhos sérios.
Vejo-os mais como os comediantes da vinicultura. Ou como uma namorada de Verão.
De qualquer forma, estou apaixonado por algumas destas embalagens.
Gostava de as comprar só para poder exibi-las numa prateleira iluminada. Ou tê-las espalhadas em nichos pelas casas, tal como outras pessoas têm os seus santinhos.Quem sabe um pequeno altar, com velinhas. E ainda há quem pense que não tenho um lado espiritual.
- Exemplos de design a mais numa garrafa de vinho:
The Malcolm; Down Under; Charles Le Chat; Paper Airplane; El Puño; He Said She Said (além do design do rótulo o nome também é parvo); Elk & Wolf (excelente imagem, mas que raio faz um alce numa garrafa de vinho?)
- Exemplos de excelente design para o produto errado:
Yello + Blue (o vinho pode ser orgânico, até pode ter sido pisado pelos pézinhos do avôzinho, mas embalagens Tetra Pack?? Há áreas em que a modernidade só atrapalha e dá um ar bimbo que se farta)
Honey Moon (noutra bebida qualquer ficaria excelente, num vinho... bom acabo de criar uma nova expressão: "vinho pimba").
Uvita de Plata (a sério? e quando os putos confundirem a embalagem to tintol com a do sumo e apanharem uma valente besana?)
Bónus - Aproveitem e passem a visitar também este site:
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Protoloco empresarial according to Steed - como referir a malta que trabalha lá na chafarica
De uma vez por todas, a malta que trabalha lá na chafarica deve ser referida usando um dos seguintes vocábulos:
a) empregados
b) funcionários
c) assalariados
De uma vez por todas, "colaboradores" eram aqueles que ajudavam os nazis durante a segunda guerra mundial, certo?
Esta tentativa de aproximar patrões e trabalhadores por conta de outrém é patética e desconchavada. Em suma, não gostamos.
A malta que trabalha no escritório, na fábrica, no hospital ou na mina de carvão, cede uma parte do seu tempo diário para produzir algo de que a empresa necessita. Em troca, a empresa paga-lhe uma quantia previamente acordada que permite ao trabalhador adquirir os bens e serviços de que necessita.
A relação cessará se a empresa não estiver satisfeita com o trabalho do funcionário ou se necessitar de reduzir custos.
A relação cessará se um funcionário insatisfeito com a empresa conseguir outro emprego mais bem remunerado.
Não são amigos. Não são família. Trata-se apenas de uma relação baseada na necessidade mútua. Amén.
a) empregados
b) funcionários
c) assalariados
De uma vez por todas, "colaboradores" eram aqueles que ajudavam os nazis durante a segunda guerra mundial, certo?
Esta tentativa de aproximar patrões e trabalhadores por conta de outrém é patética e desconchavada. Em suma, não gostamos.
A malta que trabalha no escritório, na fábrica, no hospital ou na mina de carvão, cede uma parte do seu tempo diário para produzir algo de que a empresa necessita. Em troca, a empresa paga-lhe uma quantia previamente acordada que permite ao trabalhador adquirir os bens e serviços de que necessita.
A relação cessará se a empresa não estiver satisfeita com o trabalho do funcionário ou se necessitar de reduzir custos.
A relação cessará se um funcionário insatisfeito com a empresa conseguir outro emprego mais bem remunerado.
Não são amigos. Não são família. Trata-se apenas de uma relação baseada na necessidade mútua. Amén.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
2 de Agosto de 1914
Joncherry
Dia 2 de Agosto de 1914. O cabo Jules André Peugeot e outros quatro soldados do 44º Regimento de Infantaria encontram-se posicionados na aldeia de Joncherry, perto da quinta dos Docourt. Na estrada surge um grupo de cavaleiros. A forma dos capacetes não deixa dúvidas: são cavaleiros alemães que tinham atravessado a fronteira francesa e avançavam vindos da localidade vizinha de Faverois.
O cabo Peugeot tenta impedir o avanço dos alemães, mas o comandante do destacamento galopa na sua direcção e dispara três tiros. Embora ferido, o francês devolve o fogo e abate o cavaleiro com um tiro no ventre.
Peugeot morre em frente à casa de Monsieur Docourt às 10.07h. O cavaleiro abatido era o Leutnant Camille Meyer, do 5º de Caçadores a Cavalo.
Os dois, tornam-se as primeiras vítimas de uma guerra que só seria declarada 48 horas mais tarde.
Dia 2 de Agosto de 1914. O cabo Jules André Peugeot e outros quatro soldados do 44º Regimento de Infantaria encontram-se posicionados na aldeia de Joncherry, perto da quinta dos Docourt. Na estrada surge um grupo de cavaleiros. A forma dos capacetes não deixa dúvidas: são cavaleiros alemães que tinham atravessado a fronteira francesa e avançavam vindos da localidade vizinha de Faverois.
O cabo Peugeot tenta impedir o avanço dos alemães, mas o comandante do destacamento galopa na sua direcção e dispara três tiros. Embora ferido, o francês devolve o fogo e abate o cavaleiro com um tiro no ventre.
Peugeot morre em frente à casa de Monsieur Docourt às 10.07h. O cavaleiro abatido era o Leutnant Camille Meyer, do 5º de Caçadores a Cavalo.
Os dois, tornam-se as primeiras vítimas de uma guerra que só seria declarada 48 horas mais tarde.
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