Parecem longe os tempos do "Me so horny, me loves you long time", não é?
A primeira metade do trailer é aceitável, mas nota-se que a sequência final foi ali metida a martelo para chamar a atenção para a comédia.
É uma curiosidade, mas também reflecte como o mundo está a mudar.
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas...
Já ouviu falar de "neutralidade na Internet", mas não faz puto ideia do que se trata?
Leia este artigo e veja o boneco retirado daqui. Ajuda imenso a compreender o que está em causa.
Basicamente, um grupo de marcas estabelecidas online alia-se a quem providencia as ligações à Internet, estabelece prioridades em termos de transmissão de dados e começa a cobrar pelo acesso, tal como hj cobra por pacotes de canais por cabo.
Já deve faltar pouco tempo para começarmos a ouvir opiniões a defender esta solução. De parvos a querer protagonismo e de gente paga para lançar a confusão e convencer o povo de que assim "é melhor para nós".
Com a devida vénia ao Alexandre Gamela por me ter apontado para o link.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Os arautos da morte e da desgraça
Acerca dos títulos bombásticos a anunciar a morte disto e daquilo e do artigo da Wired a anunciar a morte da web...
Sei que fica muito bem a um comentador escrever frases absolutas, com enorme determinação e certeza.
É muito macho e dá a ideia aos incautos de que se domina não só o tema em causa como o futuro.
O comentador que tem dúvidas e não vê sinais de desgraças bíblicas em tudo o que acontece é menos apreciado. Também faz figura de parvo menos vezes.
The Tragic Death of Practically Everything
Agradecimento ao @pedrofelixrocha por me ter apontado para este artigo, via Twitter.
Sei que fica muito bem a um comentador escrever frases absolutas, com enorme determinação e certeza.
É muito macho e dá a ideia aos incautos de que se domina não só o tema em causa como o futuro.
O comentador que tem dúvidas e não vê sinais de desgraças bíblicas em tudo o que acontece é menos apreciado. Também faz figura de parvo menos vezes.
The Tragic Death of Practically Everything
Agradecimento ao @pedrofelixrocha por me ter apontado para este artigo, via Twitter.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ena, ena, mais uma molhada de comentários de antologia
Neste caso, vamos esquecer o artigo acerca dos problemas com as medições de audiência dos canais de televisão.
Vamos concentrar a nossa atenção nos comentários.
O utilizador "vadamume" teme pela qualidade do seu "querido DN" e diz:
Algumas questões importantes:
"o povo português está preocupado com qual dos canais lidera o share dos canais?". Não, o povo está obviamente mais preocupado com o preço do chicharro e da marmota.
"os telespectdores deste canal, já perceberam (...) do lixo tóxico das sua programações." Os telespectadores são claramente mais espertos do que eu que nem sequer consigo perceber o significado desta frase.
Já o "Norberto" berra para quem quiser ouvir:
Pelo teor do comentário fica também provada a inexistência de relação entre sanidade mental e programação televisiva. O Norberto não vê a TVI e, mesmo assim, revela valentes problemas na caixa dos pirolitos.
A "Zulmira" mostra-se mais criativa.
A seguir, é o delírio.
Eu também não. É muito chato ver pessoas fechadas em casas.
Vamos concentrar a nossa atenção nos comentários.
O utilizador "vadamume" teme pela qualidade do seu "querido DN" e diz:
Ora bem..aqui está uma noticia, digna do melhor jornalismo de sargeta. Mas será que alguem pode pensar, que o povo português, está preocupado, com qual dos canais lidera o share dos canais de televisão. Todos nós sabemos como são feitos estes estudos estatisticos. Há porem uma hipotese de verdade neste estudo. Os telespectdores deste canal, já perceberam há muito, do lixo tóxico das sua programações. Seja como for, volto a repetir, que este tipo de noticia, é tipico de um certo jornalismo de arjeta. Este artigo foi pago por quem? Ao meu querido DN quero deixar um aviso: ABANDONEM ESTE TIPO DE JORNALISMO, PARA QUE NÃO SE CONFUNDAM COM JORNALEIROS E PASQUINS QUE INUNDAM A CLASSE JORNALISTICA. Quero continuar a ter um DN, sério e coerente.
Algumas questões importantes:
"o povo português está preocupado com qual dos canais lidera o share dos canais?". Não, o povo está obviamente mais preocupado com o preço do chicharro e da marmota.
"os telespectdores deste canal, já perceberam (...) do lixo tóxico das sua programações." Os telespectadores são claramente mais espertos do que eu que nem sequer consigo perceber o significado desta frase.
Já o "Norberto" berra para quem quiser ouvir:
EU PURA E SIMPLESMENTE NÃO ASSISTO NUNCA A NENHUM PROGRAMA DA TVI! É UMA QUESTÃO DE SANIDADE MENTAL QUE PROCURO CONSERVAR E QUE A TVI TEIMA EM ATENTAR CONSTANTEMENTE! NEM O DESLUMBRADO DO MARCELO CONSIGO VER. É VERDADE QUE DESDE QUE PUSERAM NA RUA O MONIZ E A SUA PARTNER AQUILO MELHOROU UM POUCO, MAS, HÁ AINDA MUITO PARA MELHORAR!ESPERO BEM QUE A MARKTEST ESTEJA CERTA E QUE OS PORTUGUESES, FINALMENTE, IMPONHAM À TVI UMA MUDANÇA DE RUMO E QUE, TAMBÉM FINALMENTE, ESTA PASSE A EMITIR UMA PROGRAMAÇÃO DE JEITO! SENHORES DA TVI: COMPREENDAM QUE NÃO É A MARKTEST QUE ESTÁ ERRADA, SÃO OS SENHORES QUE, COM PROGRAMAS MEDIÚCRES, AFASTAM OS ESPECTADORES DOS VOSSOS ECRANS. ACABEM COM ESSAS NOVELAS VERGONHOSAS E APLIQUEM O ORÇAMENTO EM COISAS DE JEITO.Este segundo senhor está nitidamente mais indignado do que o anterior. Nota-se pelo caps lock ligado, marca dos que se indignam mais do que todos os outros.
Pelo teor do comentário fica também provada a inexistência de relação entre sanidade mental e programação televisiva. O Norberto não vê a TVI e, mesmo assim, revela valentes problemas na caixa dos pirolitos.
A "Zulmira" mostra-se mais criativa.
Conseguiu mesmo acrescentar algo à segmentação de mercado ao referir o "público alvo sopeiral" que inclui "as mulheres a dias e desocupadas". Portanto, tudo malta que vê imenso futebol. Não percebo a parte de também não terem telefone. Imagino que seja uma questão religiosa ou assim.
Isto só revela que a TVI é uma telçevisão cujo público alvo é o sopeiral, as mulheres a dias e as desocupadas e que estas, não têm telefone para poderem entrar nas contas da Marktest. Ainda bem que a RTP lidera, ainda é onde melhores programas se encontram!
A seguir, é o delírio.
VOU dizer dos programas que não gosto independentemento dos canais. Detesto o Preço certo pelo mau aspecto e desmazelo e parvoice sobre parvoice de ..Já sabem quem... gosto da Júlia e da Fátima mas não da exploração das imagens da miséria alheia. Não gosto daquele programa super super *** que fingem falar com ''almas'' do outro mundo. Não gosto daqueles programas em que fecham as pessoas em casas a fazer figuras triste e também não gosto de seleções para dançarinos, cantores ou costureiros onde as pessoas são humilhadas na tentativa de serem famosos. Afinal o que nos resta???? Futebol ao Domingo às 2 madrugada para os idiotas irem para o trabalho a dormir na segunda????telenovelas Portug. só de interiores que parecem pastilha elástica"Vou dizer dos programas que não gosto" marca o tom para uma torrente de opiniões de fazer inveja a qualquer antigo vendedor de parabólicas reconvertido em crítico de televisão: "Não gosto de programas em que fecham as pessoas em casas" ou "também não gosto de seleções para dançarinos, cantores ou costureiros".
Eu também não. É muito chato ver pessoas fechadas em casas.
sábado, 14 de agosto de 2010
Sobre a neutralidade na Internet
A sociedade contemporânea precisa de uma internet livre, justa e igual para a ONG, a banda de garagem, a empresa da esquina ou a companhia multinacional
Não sei quem é este senhor. Não sei se é boa pessoa ou não, mas compro o que ele diz neste texto. O fim da neutralidade na Internet é um perigo anunciado que ameaça tornar-se real. Significa o fim de oportunidades iguais para todos. O fim desta espécie de revolução "punk" digital, esta oportunidade de "do it yourself" na qual todos podem participar.
O fim da neutralidade na Internet resolveria a maior parte dos problemas das grandes empresas que comercializam informação ao dar-lher prioridade sobre os restantes. Também isolaria ainda mais quem precisa deste meio para fazer chegar a sua mensagem a partir de lugares em que a liberdade não é um conceito dado como adquirido. Ou seja, agradaria muito às ditaduras religiosas e políticas deste mundo.
A Internet, tal como existe hoje, não é perfeita.
Apesar dos medos que constantemente nos tentam incutir - convencer sobre o perigo é a melhor forma de fazer aceitar a ideia de que precisamos de protecção e controlo - apesar do spam, dos pop ups, dos vírus, das quebras de privacidade, do Farmville, dos bloggers insuportáveis, dos comentários tolos nos sites dos jornais, dos vídeos com gatos fofinhos e dos mails a alertar para invasões extraterrestres; apesar de tudo isso, a Internet de hoje é mil vezes preferível ao meio formatado e por terceiros que nos querem impôr.
Leitura adicional:
O que significa a perda de neutralidade na Internet?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
The Beautiful bottles, the adorable packaging
60 Temptingly Designed Alcoholic Beverages
Engraçado, gosto muito do design nas garrafas de bebidas espirituosas, nas cervejas e tudo, mas no vinho há um limite. Se é demasiado arrojado ou se o design do rótulo dá muito nas vistas, não gosto. Surge-me logo uma suspeita: sera que o vinho é bom ou será só mesmo imagem?
Isto são tudo gut feelings: nos vinhos, tolero melhor algum design extravagante nas garrafas dos rosés - deve ser porque não os considero vinhos sérios.
Vejo-os mais como os comediantes da vinicultura. Ou como uma namorada de Verão.
De qualquer forma, estou apaixonado por algumas destas embalagens.
Gostava de as comprar só para poder exibi-las numa prateleira iluminada. Ou tê-las espalhadas em nichos pelas casas, tal como outras pessoas têm os seus santinhos.Quem sabe um pequeno altar, com velinhas. E ainda há quem pense que não tenho um lado espiritual.
- Exemplos de design a mais numa garrafa de vinho:
The Malcolm; Down Under; Charles Le Chat; Paper Airplane; El Puño; He Said She Said (além do design do rótulo o nome também é parvo); Elk & Wolf (excelente imagem, mas que raio faz um alce numa garrafa de vinho?)
- Exemplos de excelente design para o produto errado:
Yello + Blue (o vinho pode ser orgânico, até pode ter sido pisado pelos pézinhos do avôzinho, mas embalagens Tetra Pack?? Há áreas em que a modernidade só atrapalha e dá um ar bimbo que se farta)
Honey Moon (noutra bebida qualquer ficaria excelente, num vinho... bom acabo de criar uma nova expressão: "vinho pimba").
Uvita de Plata (a sério? e quando os putos confundirem a embalagem to tintol com a do sumo e apanharem uma valente besana?)
Bónus - Aproveitem e passem a visitar também este site:
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Protoloco empresarial according to Steed - como referir a malta que trabalha lá na chafarica
De uma vez por todas, a malta que trabalha lá na chafarica deve ser referida usando um dos seguintes vocábulos:
a) empregados
b) funcionários
c) assalariados
De uma vez por todas, "colaboradores" eram aqueles que ajudavam os nazis durante a segunda guerra mundial, certo?
Esta tentativa de aproximar patrões e trabalhadores por conta de outrém é patética e desconchavada. Em suma, não gostamos.
A malta que trabalha no escritório, na fábrica, no hospital ou na mina de carvão, cede uma parte do seu tempo diário para produzir algo de que a empresa necessita. Em troca, a empresa paga-lhe uma quantia previamente acordada que permite ao trabalhador adquirir os bens e serviços de que necessita.
A relação cessará se a empresa não estiver satisfeita com o trabalho do funcionário ou se necessitar de reduzir custos.
A relação cessará se um funcionário insatisfeito com a empresa conseguir outro emprego mais bem remunerado.
Não são amigos. Não são família. Trata-se apenas de uma relação baseada na necessidade mútua. Amén.
a) empregados
b) funcionários
c) assalariados
De uma vez por todas, "colaboradores" eram aqueles que ajudavam os nazis durante a segunda guerra mundial, certo?
Esta tentativa de aproximar patrões e trabalhadores por conta de outrém é patética e desconchavada. Em suma, não gostamos.
A malta que trabalha no escritório, na fábrica, no hospital ou na mina de carvão, cede uma parte do seu tempo diário para produzir algo de que a empresa necessita. Em troca, a empresa paga-lhe uma quantia previamente acordada que permite ao trabalhador adquirir os bens e serviços de que necessita.
A relação cessará se a empresa não estiver satisfeita com o trabalho do funcionário ou se necessitar de reduzir custos.
A relação cessará se um funcionário insatisfeito com a empresa conseguir outro emprego mais bem remunerado.
Não são amigos. Não são família. Trata-se apenas de uma relação baseada na necessidade mútua. Amén.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
2 de Agosto de 1914
Joncherry
Dia 2 de Agosto de 1914. O cabo Jules André Peugeot e outros quatro soldados do 44º Regimento de Infantaria encontram-se posicionados na aldeia de Joncherry, perto da quinta dos Docourt. Na estrada surge um grupo de cavaleiros. A forma dos capacetes não deixa dúvidas: são cavaleiros alemães que tinham atravessado a fronteira francesa e avançavam vindos da localidade vizinha de Faverois.
O cabo Peugeot tenta impedir o avanço dos alemães, mas o comandante do destacamento galopa na sua direcção e dispara três tiros. Embora ferido, o francês devolve o fogo e abate o cavaleiro com um tiro no ventre.
Peugeot morre em frente à casa de Monsieur Docourt às 10.07h. O cavaleiro abatido era o Leutnant Camille Meyer, do 5º de Caçadores a Cavalo.
Os dois, tornam-se as primeiras vítimas de uma guerra que só seria declarada 48 horas mais tarde.
Dia 2 de Agosto de 1914. O cabo Jules André Peugeot e outros quatro soldados do 44º Regimento de Infantaria encontram-se posicionados na aldeia de Joncherry, perto da quinta dos Docourt. Na estrada surge um grupo de cavaleiros. A forma dos capacetes não deixa dúvidas: são cavaleiros alemães que tinham atravessado a fronteira francesa e avançavam vindos da localidade vizinha de Faverois.
O cabo Peugeot tenta impedir o avanço dos alemães, mas o comandante do destacamento galopa na sua direcção e dispara três tiros. Embora ferido, o francês devolve o fogo e abate o cavaleiro com um tiro no ventre.
Peugeot morre em frente à casa de Monsieur Docourt às 10.07h. O cavaleiro abatido era o Leutnant Camille Meyer, do 5º de Caçadores a Cavalo.
Os dois, tornam-se as primeiras vítimas de uma guerra que só seria declarada 48 horas mais tarde.
sábado, 31 de julho de 2010
Os livros das minhas férias - Keeping an image to the outside world
Um facto, as vendas de livros do Tio Patinhas aumentam 300% durante as férias de Verão.
Tal como nos casos de corrupção, depois, não é ninguém.
Tal como nos casos de corrupção, depois, não é ninguém.
Gostam do título, em português e em estrangeiro? Fui eu que inventei, sozinho.
Nesta altura do ano, as pessoas vão de férias. Infelizmente, a maior parte regressa ao fim de algum tempo.
Outra coisa que as pessoas fazem, nesta altura do ano, é mostrar ao mundo os livros que dizem que vão ler durante as férias.
Isto é particularmente verdade no caso da malta que tem uma audiência, ou seja, quem é visto, ouvido ou lido por um número significativo de outras pessoas. Como têm uma imagem a manter é regra afirmarem que têm a mala cheia de livros que condizem com essa imagem.
Não me recordo de ouvir alguém dizer que leva a mala cheia de livros do Tio Patinhas ou que vai aproveitar o tempo para reler a colecção das "Gémeas no Colégio de Santa Clara". Ou, simplesmente, passar 15 dias ou três semanas sem olhar para outra coisa que não sejam os glúteos bem torneados das (e dos) colegas veraneantes.
Nada disso. Há que manter a personagem.
Por isso, o economista diz que vai ler livros sobre economia - e talvez um romance sobre um casal de contabilistas loucamente apaixonado que tem de enfrentar um revisor de contas ciumento.
O jornalista modernaço mostra o Kindle carregado com uma série de relatórios sobre como não vão existir jornalistas quando regressar da praia da Mantarota.
O advogado jura pela Bíblia que vai ler as memórias dos colegas que conseguiram livrar a Union Carbide de pagar uma pipa de massa às vítimas do desastre de Bophal - algo que o levará a substituir os posters do Homem-Aranha que tem no quarto por headshots autografados deste novos heróis.
Então e tu ó Steed, que livros dizes que vais ler?
Eu, meus queridos droogs, já tenho a mala cheia com o Clive Cuss...eer... uma magnifica monografia sobre sepulturas indígenas no Pantanal, as memórias do Cardeal Merry del Val e uma simpática epístola do Professor Charlie P. Domenicus da Universidade de Maryland sobre como a água engarrafada vai destruir a humanidade.
Boas férias, suckers!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Momento recordação - Disco, disco, disco dance!
Não quero que vos falte nada. Aqui fica a letra para que possam cantar ao mesmo tempo:
Mista
Yuraisjafula of hesitaichen
Chu makesmiuanda
Ifiuno uótulukinfó
Baby
I wanna keep marrepiutaichon
I'm a senjachon
You traimionce iubeguefomó.
Yesher, haiquenbugui.
Bataini assortenson
Haiquenbugui, buguiwoogie.
Olenaitelon.
Yesher, haiquenbugui.
ifiustay ju quentegoron.
Haiquenbugui, buguiwoogie.
Olenaitelon.
sábado, 24 de julho de 2010
Fazer downloads na Internet não é sinónimo de pirataria
É verdade, pessoas. Ao contrário do que alguns seres humanos querem fazer crer, "torrents" e "download" não são sinónimo de "pirataria" ou crimes piores do que vender droga ou bater em velhinhas. Existem cineastas que usam estes recursos para distribuir e divulgar o seu trabalho.
Deixo-vos aqui duas ligações para sítios onde podem descarregar ou ver filmes sem quebrar os vetustos códigos de copyright (que, já agora, são tão adequados ao presente como um motor a vapor numa nave espacial).
VODO
SHOOTING PEOPLE
A eliminação da tecnologia P2P e torrent para pôr fim à partilha ilegal de filmes e música é como usar uma bomba atómica numa cidade para eliminar um mosquito que nos está a incomodar no quarto.
Não me canso de reproduzir esta horrenda peça de propaganda que foi transmitida na SIC há umas semanas.
Para ouvir o outro lado da questão, com argumentos sérios, aqui ficam as ligações para o blogue do Ludwig (não se assustem com o nome, é português) e do Miguel, duas das vozes mais activas e esclarecidas sobre esta área.
Deixo-vos aqui duas ligações para sítios onde podem descarregar ou ver filmes sem quebrar os vetustos códigos de copyright (que, já agora, são tão adequados ao presente como um motor a vapor numa nave espacial).
VODO
SHOOTING PEOPLE
A eliminação da tecnologia P2P e torrent para pôr fim à partilha ilegal de filmes e música é como usar uma bomba atómica numa cidade para eliminar um mosquito que nos está a incomodar no quarto.
Não me canso de reproduzir esta horrenda peça de propaganda que foi transmitida na SIC há umas semanas.
Para ouvir o outro lado da questão, com argumentos sérios, aqui ficam as ligações para o blogue do Ludwig (não se assustem com o nome, é português) e do Miguel, duas das vozes mais activas e esclarecidas sobre esta área.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
No futuro vamos todos poder ler tabletes
Esqueçam os Kindles e os Ipads. Overpriced, overestimated, overbuzzed.
Esqueçam também a malta que diz "ai os livros o caneco e tal e não sei que mais, o cheiro, as memórias, nada substitui blá blá blá."
No futuro, vamos todos ler tabletes.
Num futuro ainda mais longínquo, vamos ler rebuçados, drops e caramelos.
É mesmo possível que algumas pessoas passem a comer informação em vez de lê-la.
A expressão "consumir informação" fará então todo o sentido.
PS: bom mesmo seria podermos ler a partir de qualquer objecto. uma chávena de chá, um tapete, uma fatia de melão.
PS2: naaaah. seria ridículo e não daria jeito nenhum.
PS3: Se calhar... pensando melhor...
PS4: naaah, é parvo.
Esqueçam também a malta que diz "ai os livros o caneco e tal e não sei que mais, o cheiro, as memórias, nada substitui blá blá blá."
No futuro, vamos todos ler tabletes.
Num futuro ainda mais longínquo, vamos ler rebuçados, drops e caramelos.
É mesmo possível que algumas pessoas passem a comer informação em vez de lê-la.
A expressão "consumir informação" fará então todo o sentido.
PS: bom mesmo seria podermos ler a partir de qualquer objecto. uma chávena de chá, um tapete, uma fatia de melão.
PS2: naaaah. seria ridículo e não daria jeito nenhum.
PS3: Se calhar... pensando melhor...
PS4: naaah, é parvo.
As grandes vantagens de passar dos 40
Uma das grandes vantagens de passar dos 40 é poder começar a tratar mais pessoas como "ó jovem" e começar frases por "no meu tempo..."
terça-feira, 20 de julho de 2010
Momentos Douradinhos - Edição Twitter (actualizado com contribuições de boas pessoas)
Já assisti a uma série de trapalhadas, enganos e parvalheiras, no Twitter. Fiz uma pequena selecção e dei-lhe o nome de:
"Momentos Douradinhos - Edição Twitter"
Momento "Isto correu-me mesmo mal"
A senhora da comunicação da Microsoft em Portugal que entrou a matar com comentários sobre a concorrência e elogios delicodoces à própria empresa. Apanhou uma enxurrada de respostas mais ou menos bem educadas e saiu pela porta de serviço. Nunca mais foi vista.
Momento "Como se atreve?"
No Twitter, é normal adaptar o que outros escrevem para encaixar nos 140 caracteres. É normal para todos menos para um senhor que se indignou e me lançou um "não se atreva a editar os meus tweets!". Foi bloqueado na hora, sem direito a resposta. Imagino que se porte assim porque tem pedras nos rins. Espero que lhe doa quando faz xixi.
Momento "Nova Iorque é onde o gajo que administra a conta do Cristiano Rónáldo quiser".
O dia em que na conta de Twitter do Cristiano Rónáldo apareceram umas fotos lindas do jogador a dar toques na bola com o comentário "ai e tal cheguei agora de Nova Iorque e não paro de treinar". As fotos tinham sido tiradas em Lisboa durante as filmagens do anúncio do BES. Mais detalhes sobre este lindo momento aqui.
Momento "Twitter júnior".
O Twitter de uma juventude partidária (já não me recordo bem de qual, confundo-as todas) descuidou-se e lançou um "Levem o martelo, que o Saramago foice" momentos após a morte do autor.
Momento "Tasca do Manel" (contribuição do Frank)
Em pleno Prós e Contras um senhor do PSD decide partilhar com o mundo a má impressão com que ficou de uma senhora que falava animadamente no debate televisivo: "Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem." Ouch! A malta indignou-se bastante e a indiscrição chegou célere a metade da população mundial. No dia seguinte o deputado desculpa-se dizendo que lhe tinham roubado a password e que não tinha sido ele o autor do tal conselho de cariz sexual. Muita gente não ficou convencida. Mais detalhes, aqui.
Estejam à vontade para prosseguir com este trabalho de arquivo dos momentos douradinhos, no Twitter português. Have fun!
"Momentos Douradinhos - Edição Twitter"
Momento "Isto correu-me mesmo mal"
A senhora da comunicação da Microsoft em Portugal que entrou a matar com comentários sobre a concorrência e elogios delicodoces à própria empresa. Apanhou uma enxurrada de respostas mais ou menos bem educadas e saiu pela porta de serviço. Nunca mais foi vista.
Momento "Como se atreve?"
No Twitter, é normal adaptar o que outros escrevem para encaixar nos 140 caracteres. É normal para todos menos para um senhor que se indignou e me lançou um "não se atreva a editar os meus tweets!". Foi bloqueado na hora, sem direito a resposta. Imagino que se porte assim porque tem pedras nos rins. Espero que lhe doa quando faz xixi.
Momento "Nova Iorque é onde o gajo que administra a conta do Cristiano Rónáldo quiser".
O dia em que na conta de Twitter do Cristiano Rónáldo apareceram umas fotos lindas do jogador a dar toques na bola com o comentário "ai e tal cheguei agora de Nova Iorque e não paro de treinar". As fotos tinham sido tiradas em Lisboa durante as filmagens do anúncio do BES. Mais detalhes sobre este lindo momento aqui.
Momento "Twitter júnior".
O Twitter de uma juventude partidária (já não me recordo bem de qual, confundo-as todas) descuidou-se e lançou um "Levem o martelo, que o Saramago foice" momentos após a morte do autor.
Momento "Tasca do Manel" (contribuição do Frank)
Em pleno Prós e Contras um senhor do PSD decide partilhar com o mundo a má impressão com que ficou de uma senhora que falava animadamente no debate televisivo: "Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem." Ouch! A malta indignou-se bastante e a indiscrição chegou célere a metade da população mundial. No dia seguinte o deputado desculpa-se dizendo que lhe tinham roubado a password e que não tinha sido ele o autor do tal conselho de cariz sexual. Muita gente não ficou convencida. Mais detalhes, aqui.
Estejam à vontade para prosseguir com este trabalho de arquivo dos momentos douradinhos, no Twitter português. Have fun!
In Online Journalism, Burnout Starts Younger - NYTimes.com
Das coisas mais tristes e sinistras que li sobre jornalismo nos últimos tempos.
Se pensarmos que as noticias mais lidas são normalmente curiosidades ou mexericos, não é difícil prever que os meios passarão a incluir apenas notícias sobre o urso polar que comeu o tratador ou as mil e uma maneiras de conquistar mulheres usando apenas um palito e um cortador de relva.
In Online Journalism, Burnout Starts Younger - NYTimes.com
O que está errado num ambiente tradicional de trabalho
Este vídeo intitula-se "Why You Can't Work At Work" e menciona muitos dos aspectos errados num ambiente tradicional de trabalho.
Já trabalhei em ambientes assim e já cometi muitos destes erros. Interrupções, falsas urgências, reuniões repentinas.
É preciso lembrar que tudo isto acontece como parte de um sistema. E que o sistema não é estanque. Basta a interferência uma chefia externa ao escritório para desencadear o ciclo de interrupções e desestabilização do local de trabalho.
Vou referir o óbvio para poupar algumas discussões e para que não fiquem dúvidas: não é aplicável em todo o lado, em todas as áreas e a todo o tipo de tarefas.
Já trabalhei em ambientes assim e já cometi muitos destes erros. Interrupções, falsas urgências, reuniões repentinas.
É preciso lembrar que tudo isto acontece como parte de um sistema. E que o sistema não é estanque. Basta a interferência uma chefia externa ao escritório para desencadear o ciclo de interrupções e desestabilização do local de trabalho.
Vou referir o óbvio para poupar algumas discussões e para que não fiquem dúvidas: não é aplicável em todo o lado, em todas as áreas e a todo o tipo de tarefas.
Alto e pára o baile! Esta coisa da candidatura ao Mundial 2018 ainda não acabou?
Já era altura de o governo e o próximo primeiro-ministro darem a cara e dizerem se apoiam mesmo de alma e coração aquilo do Mundial 2018.
Não?
Olhando para os problemas que ficaram do Euro 2004 e para a situação das contas públicas deixar este processo avançar é...irresponsável? Ridículo?
Não?
Olhando para os problemas que ficaram do Euro 2004 e para a situação das contas públicas deixar este processo avançar é...irresponsável? Ridículo?
domingo, 18 de julho de 2010
O mestre e o aluno - uma parábolazinha dominical
Uma das consequências desta cultura de partilha é a possibilidade óbvia de um bom aluno poder ultrapassar rapidamente o mestre.
Perante esta possibilidade o mestre pode ter duas atitudes:
a) Não se acomoda à situação anterior e tenta manter-se sempre um passo adiante do aluno usando sobretudo a sua técnica e a experiência adquirida ao longo do tempo que lhe permite interpretar de forma superior os ensinamentos que vai recolhendo.
b) Não compreende o problema, numa primeira fase continua a viver de louros passados e, com o tempo, torna-se redundante.
Até há pouco tempo, os media representavam os mestres. Aos consumidores de informação estava reservado o papel de alunos.
E agora?
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