sábado, 31 de julho de 2010

Os livros das minhas férias - Keeping an image to the outside world

 Um facto, as vendas de livros do Tio Patinhas aumentam 300% durante as férias de Verão. 
Tal como nos casos de corrupção, depois, não é ninguém.



Gostam do título, em português e em estrangeiro? Fui eu que inventei, sozinho.


Nesta altura do ano, as pessoas vão de férias. Infelizmente, a maior parte regressa ao fim de algum tempo.

Outra coisa que as pessoas fazem, nesta altura do ano, é mostrar ao mundo os livros que dizem que vão ler durante as férias.

Isto é particularmente verdade no caso da malta que tem uma audiência, ou seja, quem é visto, ouvido ou lido por um número significativo de outras pessoas. Como têm uma imagem a manter é regra afirmarem que têm a mala cheia de livros que condizem com essa imagem.

Não me recordo de ouvir alguém dizer que leva a mala cheia de livros do Tio Patinhas ou que vai aproveitar o tempo para reler a colecção das "Gémeas no Colégio de Santa Clara". Ou, simplesmente, passar 15 dias ou três semanas sem olhar para outra coisa que não sejam os glúteos bem torneados das (e dos) colegas veraneantes.

Nada disso. Há que manter a personagem.

Por isso, o economista diz que vai ler livros sobre economia - e talvez um romance sobre um casal de contabilistas loucamente apaixonado que tem de enfrentar um revisor de contas ciumento.

O jornalista modernaço mostra o Kindle carregado com uma série de relatórios sobre como não vão existir jornalistas quando regressar da praia da Mantarota.

O advogado jura pela Bíblia que vai ler as memórias dos colegas que conseguiram livrar a Union Carbide de pagar uma pipa de massa às vítimas do desastre de Bophal - algo que o levará a substituir os posters do Homem-Aranha que tem no quarto por headshots autografados deste novos heróis.

Então e tu ó Steed, que livros dizes que vais ler?

Eu, meus queridos droogs, já tenho a mala cheia com o Clive Cuss...eer... uma magnifica monografia sobre sepulturas indígenas no Pantanal, as memórias do Cardeal Merry del Val e uma simpática epístola do Professor Charlie P. Domenicus da Universidade de Maryland sobre como a água engarrafada vai destruir a humanidade.

Boas férias, suckers!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Momento recordação - Disco, disco, disco dance!


Não quero que vos falte nada. Aqui fica a letra para que possam cantar ao mesmo tempo:


Mista
Yuraisjafula of hesitaichen

Chu makesmiuanda
Ifiuno uótulukinfó

Baby
I wanna keep marrepiutaichon
I'm a senjachon
You traimionce iubeguefomó.

Yesher, haiquenbugui.
Bataini assortenson
Haiquenbugui, buguiwoogie.
Olenaitelon.

Yesher, haiquenbugui.
ifiustay ju quentegoron.
Haiquenbugui, buguiwoogie.
Olenaitelon.

sábado, 24 de julho de 2010

Fazer downloads na Internet não é sinónimo de pirataria

É verdade, pessoas. Ao contrário do que alguns seres humanos querem fazer crer, "torrents" e "download" não são sinónimo de "pirataria" ou crimes piores do que vender droga ou bater em velhinhas. Existem cineastas que usam estes recursos para distribuir e divulgar o seu trabalho.

Deixo-vos aqui duas ligações para sítios onde podem descarregar ou ver filmes sem quebrar os vetustos códigos de copyright (que, já agora, são tão adequados ao presente como um motor a vapor numa nave espacial).

VODO

SHOOTING PEOPLE


A eliminação da tecnologia P2P e torrent para pôr fim à partilha ilegal de filmes e música é como usar uma bomba atómica numa cidade para eliminar um mosquito que nos está a incomodar no quarto.

Não me canso de reproduzir esta horrenda peça de propaganda que foi transmitida na SIC há umas semanas.

Para ouvir o outro lado da questão, com argumentos sérios, aqui ficam as ligações para o blogue do Ludwig (não se assustem com o nome, é português) e do Miguel, duas das vozes mais activas e esclarecidas sobre esta área.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

No futuro vamos todos poder ler tabletes

Esqueçam os Kindles e os Ipads. Overpriced, overestimated, overbuzzed.

Esqueçam também a malta que diz "ai os livros o caneco e tal e não sei que mais, o cheiro, as memórias, nada substitui blá blá blá."

No futuro, vamos todos ler tabletes.

Num futuro ainda mais longínquo, vamos ler rebuçados, drops e caramelos.

É mesmo possível que algumas pessoas passem a comer informação em vez de lê-la.

A expressão "consumir informação" fará então todo o sentido.


PS: bom mesmo seria podermos ler a partir de qualquer objecto. uma chávena de chá, um tapete, uma fatia de melão. 

PS2: naaaah. seria ridículo e não daria jeito nenhum. 

PS3: Se calhar... pensando melhor...


PS4: naaah, é parvo.

As grandes vantagens de passar dos 40

Uma das grandes vantagens de passar dos 40 é poder começar a tratar mais pessoas como "ó jovem" e começar frases por "no meu tempo..."

terça-feira, 20 de julho de 2010

Momentos Douradinhos - Edição Twitter (actualizado com contribuições de boas pessoas)

Já assisti a uma série de trapalhadas, enganos e parvalheiras, no Twitter. Fiz uma pequena selecção e dei-lhe o nome de:


"Momentos Douradinhos - Edição Twitter"


Momento "Isto correu-me mesmo mal"
A senhora da comunicação da Microsoft em Portugal que entrou a matar com comentários sobre a concorrência e elogios delicodoces à própria empresa. Apanhou uma enxurrada de respostas mais ou menos bem educadas e saiu pela porta de serviço. Nunca mais foi vista.

Momento "Como se atreve?"
No Twitter, é normal adaptar o que outros escrevem para encaixar nos 140 caracteres. É normal para todos menos para um senhor que se indignou e me lançou um "não se atreva a editar os meus tweets!". Foi bloqueado na hora, sem direito a resposta. Imagino que se porte assim porque tem pedras nos rins. Espero que lhe doa quando faz xixi.

Momento "Nova Iorque é onde o gajo que administra a conta do Cristiano Rónáldo quiser".
O dia em que na conta de Twitter do Cristiano Rónáldo apareceram umas fotos lindas do jogador a dar toques na bola com o comentário "ai e tal cheguei agora de Nova Iorque e não paro de treinar". As fotos tinham sido tiradas em Lisboa durante as filmagens do anúncio do BES.  Mais detalhes sobre este lindo momento aqui.

Momento "Twitter júnior".
O Twitter de uma juventude partidária (já não me recordo bem de qual, confundo-as todas) descuidou-se e lançou um "Levem o martelo, que o Saramago foice" momentos após a morte do autor.

Momento "Tasca do Manel" (contribuição do Frank)
Em pleno Prós e Contras um senhor do PSD decide partilhar com o mundo a má impressão com que ficou de uma senhora que falava animadamente no debate televisivo: "Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei, nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem." Ouch! A malta indignou-se bastante e a indiscrição chegou célere a metade da população mundial. No dia seguinte o deputado desculpa-se dizendo que lhe tinham roubado a password e que não tinha sido ele o autor do tal conselho de cariz sexual. Muita gente não ficou convencida. Mais detalhes, aqui.



Estejam à vontade para prosseguir com este trabalho de arquivo dos momentos douradinhos, no Twitter português. Have fun!

In Online Journalism, Burnout Starts Younger - NYTimes.com

Das coisas mais tristes e sinistras que li sobre jornalismo nos últimos tempos.

Se pensarmos que as noticias mais lidas são normalmente curiosidades ou mexericos, não é difícil prever que os meios passarão a incluir apenas notícias sobre o urso polar que comeu o tratador ou as mil e uma maneiras de conquistar mulheres usando apenas um palito e um cortador de relva.

In Online Journalism, Burnout Starts Younger - NYTimes.com

O que está errado num ambiente tradicional de trabalho

Este vídeo intitula-se "Why You Can't Work At Work" e menciona muitos dos aspectos errados num ambiente tradicional de trabalho.

Já trabalhei em ambientes assim e já cometi muitos destes erros. Interrupções, falsas urgências, reuniões repentinas.

É preciso lembrar que tudo isto acontece como parte de um sistema. E que o sistema não é estanque. Basta a interferência uma chefia externa ao escritório para desencadear o ciclo de interrupções e desestabilização do local de trabalho.

Vou referir o óbvio para poupar algumas discussões e para que não fiquem dúvidas: não é aplicável em todo o lado, em todas as áreas e a todo o tipo de tarefas.


Alto e pára o baile! Esta coisa da candidatura ao Mundial 2018 ainda não acabou?

Já era altura de o governo e o próximo primeiro-ministro darem a cara e dizerem se apoiam mesmo de alma e coração aquilo do Mundial 2018.

Não?

Olhando para os problemas que ficaram do Euro 2004 e para a situação das contas públicas deixar este processo avançar é...irresponsável? Ridículo?

domingo, 18 de julho de 2010

Let's go viral

Dilbert.com

O mestre e o aluno - uma parábolazinha dominical



Imaginem uma cultura em que alguém -  que, por conveniência, chamaremos "mestre" - partilha todas as fontes de saber com outra pessoa - o "aluno".

Uma das consequências desta cultura de partilha é a possibilidade óbvia de um bom aluno poder ultrapassar rapidamente o mestre.

Perante esta possibilidade o mestre pode ter duas atitudes:

a) Não se acomoda à situação anterior e tenta manter-se sempre um passo adiante do aluno usando sobretudo a sua técnica e a experiência adquirida ao longo do tempo que lhe permite interpretar de forma superior os ensinamentos que vai recolhendo.

b) Não compreende o problema, numa primeira fase continua a viver de louros passados e, com o tempo, torna-se redundante.


Até há pouco tempo, os media representavam os mestres. Aos consumidores de informação estava reservado o papel de alunos.

E agora?

sábado, 17 de julho de 2010

A pontualidade não significa nada

Peço imensa desculpa, mas o culto da pontualidade dá-me muita vontade de rir.

Confesso, sem pinga de vergonha, que raramente me preocupo com horários.

Há anos que não uso relógio e não lhe sinto a falta.

O culto da pontualidade é, em muitos casos, uma forma de ocultar outras falhas, uma incurável falta de ideias ou de criatividade.

O 'Homo Pontualis', a pessoa que cultiva a precisão horária é, muitas vezes, um patarata que aprendeu o valor da presença física num dado momento e pensa: 'Se chegar sempre a horas ninguém vai reparar em mim'.

Algumas nódoas da vida empresarial com quem me cruzei, picavam o ponto regularmente às nove horas. Basicamente era a única coisa certa que faziam ao longo da jornada de trabalho.

Alguns dos tipos mais chatos, quadrados e incompetentes que conheci chegavam sempre cinco minutos antes da hora marcada para a reunião e tinham por hábito criticar com desdém os que se atrasavam.

Durante a reunião, verificava-se que não tinham completado os objectivos propostos, não tinham percebido o que lhes fora pedido e tentavam sistematicamente levar a conversa para temas como as aulas de rumba que frequentavam todas as terças e quintas-feiras ou o primeiro dentinho dos rebentos.

Daí, ter-me rebolado a rir com a crónica de duas especialistas em protocolo que regressam ao assunto mais que batido da falta de pontualidade dos portugueses.

Como me sinto um pouco Dexter esta manhã, decidi dissecar o texto em pormenor. Oh, rio-me.


Daí a pergunta se ainda vale a pena ser pontual...
Pá, não sejas idiota. Ninguém morre se te atrasares 15 minutos. Se chegares uma hora atrasado isso é parvo. Estar pontualmente à hora marcada e andar a sofrer, à beira de um ataque cardíaco, a abrir pelo meio do trânsito, a passar por cima de velhinhas e a projectar carrinhos de bebé pelos ares, isso é doentio. Recomendo terapia.


Afinal o que significa? Pontualidade é exactidão. É rigor. É organização.

Bom... na realidade, não. Significa apenas que alguém chega sempre a horas.

Exactidão, rigor e organização conseguem-se quando um trabalho é bem feito dentro do prazo estipulado.

Aha! Viram? O gajo falou em "prazo estipulado"! Então, ó Steed, a pontualidade afinal é importante, ou seja, isto que estás a dizer é uma palhaçada sem sentido.

Criaturas, não sei se vos ensinaram isto nas aulas de gestão, marketing e administração, mas o mundo não é um sítio a preto e branco. Um prazo de realização de uma tarefa não é a mesma coisa que a pontualidade para uma reunião ou para uma ida ao cinema. Se não compreendem isso... ui. Parem de ler este texto e cliquem nesta ligação.

Em muitos casos, estar a horas nos sítios acaba por ser a única coisa que o 'Homo Pontualis' faz bem. Porque, dessa forma, ninguém vai reparar que é um nabo a desempenhar o seu trabalho. Porque a pontualidade é uma excelente desculpa. 'Sim chefe, a peça que eu fiz para o Space Shuttle estava defeituosa e provocou a explosão da nave, mas cheguei sempre a horas, todos os dias'.

Garanto, conheci gente e organizações inflexiveis no que diz respeito a horários, que olhavam com desdém quem chegasse dois décimos de segundo atrasado a uma reunião (algumas até instalaram equipamento de foto finish para achincalhar os retardatários com mais requinte). No entanto, bastava abrirem a boca para se tornar notório que não sabiam puto o que estavam a fazer e eram, no geral, umas alforrecas.


Ser pontual reflecte uma série de características sobre o nosso comportamento e a nossa personalidade.

Só nas vossas cabecinhas formatadas e chatas, minhas queridas. Aliás, sempre recusei contratar pessoas que considerassem a pontualidade uma qualidade prioritária. Alguns dos tipos mais criativos e competentes que conheci costumavam atrasar-se. E como eram criativos, tinham sempre desculpas engraçadas que compensavam a falta de pontualidade.

A falta de pontualidade está quase sempre associada a má gestão: sem planeamento é preciso estar permanentemente a mudar e a reajustar rotinas e horários.

Não sei onde é que foram buscar os dados para apoiar essa tirada. Imagino que a livros que outras cabecinhas formatadas escreveram. Existem algumas actividades que exigem pontualidade. Linhas de montagem (se o gajo que aperta a sétima porca a contar da esquerda se atrasa a linha pára), intervenções médicas (se te atrasares o paciente morre) No entanto, as meninas estão certamente a falar de reuniões entre executivos. É a vossa realidade, porque são especialistas em protocolo e nas linhas de montagem não há protocolo, há encarregados que despedem os gajos que se atrasam.

Organize-se: atrasos e desorganização andam de mãos dadas!

Ou podes ter uma empresa que só faça porcaria pontualmente, todos os dias, porque os recursos humanos nunca se atrasam, mas têm o QI de uma galinha.

Na eventualidade de chegar cedo, o que raramente acontece por motivos de trânsito e complexidades de estacionamento, aproveite os minutos disponíveis para ler, para cuidar da sua imagem ou para tomar um café.

Ok, a partir daqui não dá luta. Partiram para a comédia fácil... "complexidades de estacionamento" é uma expressão para guardar.

É preciso determinação para mudar uma postura infelizmente tão marcada na nossa sociedade.

É sim. Há que deixar de dar importância a especialistas em protocolo. Ew...

PS: Ah é verdade, ó "Sábado" o uso daquela imagem do "Alice no País das Maravilhas" para ilustrar este artigo constitui uma violação dos termos de copyright. Cheers!

Paywalls - Contra natura, contra corrente, contra producentes...

Podíamos continuar durante toda a noite a enumerar razões pelas quais as paywalls são um disparate. Infelizmente, tenho mais que fazer.

Por isso, deixo-vos esta citação de um 'top Hollywood publicist':

'Why would I get any of my clients to talk to the Times or the Sunday Times if they are behind a paywall? Who can see it? I can't even share a link and they aren't on search. It's as though their writers don't exist anymore...'

Deixo-vos também o link para a notícia. Como não está escondida atrás de uma paywall...

Winds howl over the deserted moonscape behind Rupert Murdoch's UK newspaper paywalls

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Piquena reflexão de um ignorante sobre economia e fiscalidade

Há (ou costumava haver) incentivos fiscais para a criação de emprego, certo?

Então e penalizações fiscais para eliminação de postos de trabalho?

Era bem visto, não era? Assim, tipo responsabilidade social a sério para as empresas. Ao invés de dar uma coisas para os pobrezinhos de vez em quando, que tal não contribuir para criar mais pobrezinhos?

Parece boa ideia, não é?

Assim de repente, como quem não quer a coisa, lembro-me, sei lá... a Brisa, não?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E agora, a actualidade...



Feeling easy on the outside
And not so funny on the inside
Hear the sound and pray for rain
This is the night we ride
And this ain't the Garden of Eden
There ain't no angels above
And things ain't what they used to be
And this ain't the summer of love

Lock all your doors from the outside
Hide yourselves in the inside
You now begin to understand
That this is the night we ride
And this ain't the Garden of Eden
There ain't no angels above
And things ain't what they used to be
And this ain't the summer of love

(This Ain't the Summer Of Love, David Tibet - Current 93)

Cultura, políticas de preço e marketing (tudo ao molho)

O comendador Joe diz que a colecção de arte em exibição no CCB teve dois milhões de visitantes em três anos.

A entrada é gratuita.

Agora, imaginem que tinham cobrado um euro. Uma moedinha por cada pessoa que fosse ver as peças giras do Berardo.

O número de visitantes desceria. Quanto? Para milhão e meio? Um milhão?

Bom... que quero eu dizer com isto? O preço é uma das variáveis daquele cliché básico, mas indispensável, chamado marketing mix. No entanto, raramente o marqueteiro de serviço mexe nesta variável porque os senhores dos dinheiros acham uma grande falta de respeito, porque com o pilim não se brinca e basicamente é isso que a malta do marketing faz, umas coisas engraçadas para ver se a empresa vende mais qualquer coisinha.

Na verdade, em especial durante tempos de crise como aquele que agora atravessamos, o preço passa a ocupar o lugar de honra na cabecinha dos consumidores. Se o povão anda curto de guito, então é pelo preço que lhe chegamos ao coração e o levamos a esse acto maravilhoso e místico de adquirir o nosso produto.

Regressemos à colecção Berardo. Com a cultura sempre à beira da penúria, perseguida por uma multidão de artistas a bater com a mão no peito e a rasgar as vestes em acto de contrição e desespero, será que este milhão de euros, ou algo assim, não fazia falta?

Um euro é um preço simbólico. Quando se pode multiplicar na casa dos milhões passa a ser uma fonte de receitas muito interessante. No caso da colecção do Comendador Joe e não só.


Dois milhões de visitantes são saldo de três anos de Museu Berardo

O maravilhoso mundo da justiça

Entretanto, num país cheio de sol...

CASO 1
A Sábado diz que um grupo de malta ligada ao contrabando de tabaco não só saiu em liberdade devido a uma falha técnica como ainda está a pensar processar o estado.

CASO 2
O Diário de Notícias refere que Isaltino não foi ilibado, mas também não foi condenado por corrupção passiva. O Tribunal que apreciou o recurso recuou em toda a linha em relação à pena aplicada em primeira instância.

CASO 3
Também o Diário de Notícias diz que uma das senhoras presa na Venezuela por tráfico de droga podia ter sido libertada se a Procuradoria tivesse enviado a tempo um documento que a ilibava. Aparentemente, a senhora continua presa, agora em Portugal, devido a um aspecto técnico. Na prática, está inocente.

Quando se fala tanto dos problemas da democracia é isto que mais me assusta: a quantidade de notícias que lançam dúvidas sobre a justiça.

Fala-se de corrupção, é ponto assente que ela existe, mas depois ninguém é condenado.

Uns atrás dos outros, casos mal construídos ou sustentados de forma incorrecta resultam na liberdade de gente que cometeu crimes.

A irresponsabilidade e ineficiência resulta em prejuízo para os cidadãos. Prejuízo esse que por vezes é moral, outras vezes material e, o que é mais chocante, pode mesmo resultar na perda de liberdade por erros que ninguém assume.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um dos maiores erros dos marqueteiros e publicitários nacionais (e do estrangeiro, também)

Na realidade são dois.

1. Não saber ouvir

2. Não querer aprender

3. Pensar que curiosidade é sinal de fraqueza


Olha, afinal eram três. Desculpem, tá?

Números que não querem dizer nada

O número de pessoas que segue a página do Público no Facebook já é superior à circulação média da edição em papel do jornal.