domingo, 18 de julho de 2010

Let's go viral

Dilbert.com

O mestre e o aluno - uma parábolazinha dominical



Imaginem uma cultura em que alguém -  que, por conveniência, chamaremos "mestre" - partilha todas as fontes de saber com outra pessoa - o "aluno".

Uma das consequências desta cultura de partilha é a possibilidade óbvia de um bom aluno poder ultrapassar rapidamente o mestre.

Perante esta possibilidade o mestre pode ter duas atitudes:

a) Não se acomoda à situação anterior e tenta manter-se sempre um passo adiante do aluno usando sobretudo a sua técnica e a experiência adquirida ao longo do tempo que lhe permite interpretar de forma superior os ensinamentos que vai recolhendo.

b) Não compreende o problema, numa primeira fase continua a viver de louros passados e, com o tempo, torna-se redundante.


Até há pouco tempo, os media representavam os mestres. Aos consumidores de informação estava reservado o papel de alunos.

E agora?

sábado, 17 de julho de 2010

A pontualidade não significa nada

Peço imensa desculpa, mas o culto da pontualidade dá-me muita vontade de rir.

Confesso, sem pinga de vergonha, que raramente me preocupo com horários.

Há anos que não uso relógio e não lhe sinto a falta.

O culto da pontualidade é, em muitos casos, uma forma de ocultar outras falhas, uma incurável falta de ideias ou de criatividade.

O 'Homo Pontualis', a pessoa que cultiva a precisão horária é, muitas vezes, um patarata que aprendeu o valor da presença física num dado momento e pensa: 'Se chegar sempre a horas ninguém vai reparar em mim'.

Algumas nódoas da vida empresarial com quem me cruzei, picavam o ponto regularmente às nove horas. Basicamente era a única coisa certa que faziam ao longo da jornada de trabalho.

Alguns dos tipos mais chatos, quadrados e incompetentes que conheci chegavam sempre cinco minutos antes da hora marcada para a reunião e tinham por hábito criticar com desdém os que se atrasavam.

Durante a reunião, verificava-se que não tinham completado os objectivos propostos, não tinham percebido o que lhes fora pedido e tentavam sistematicamente levar a conversa para temas como as aulas de rumba que frequentavam todas as terças e quintas-feiras ou o primeiro dentinho dos rebentos.

Daí, ter-me rebolado a rir com a crónica de duas especialistas em protocolo que regressam ao assunto mais que batido da falta de pontualidade dos portugueses.

Como me sinto um pouco Dexter esta manhã, decidi dissecar o texto em pormenor. Oh, rio-me.


Daí a pergunta se ainda vale a pena ser pontual...
Pá, não sejas idiota. Ninguém morre se te atrasares 15 minutos. Se chegares uma hora atrasado isso é parvo. Estar pontualmente à hora marcada e andar a sofrer, à beira de um ataque cardíaco, a abrir pelo meio do trânsito, a passar por cima de velhinhas e a projectar carrinhos de bebé pelos ares, isso é doentio. Recomendo terapia.


Afinal o que significa? Pontualidade é exactidão. É rigor. É organização.

Bom... na realidade, não. Significa apenas que alguém chega sempre a horas.

Exactidão, rigor e organização conseguem-se quando um trabalho é bem feito dentro do prazo estipulado.

Aha! Viram? O gajo falou em "prazo estipulado"! Então, ó Steed, a pontualidade afinal é importante, ou seja, isto que estás a dizer é uma palhaçada sem sentido.

Criaturas, não sei se vos ensinaram isto nas aulas de gestão, marketing e administração, mas o mundo não é um sítio a preto e branco. Um prazo de realização de uma tarefa não é a mesma coisa que a pontualidade para uma reunião ou para uma ida ao cinema. Se não compreendem isso... ui. Parem de ler este texto e cliquem nesta ligação.

Em muitos casos, estar a horas nos sítios acaba por ser a única coisa que o 'Homo Pontualis' faz bem. Porque, dessa forma, ninguém vai reparar que é um nabo a desempenhar o seu trabalho. Porque a pontualidade é uma excelente desculpa. 'Sim chefe, a peça que eu fiz para o Space Shuttle estava defeituosa e provocou a explosão da nave, mas cheguei sempre a horas, todos os dias'.

Garanto, conheci gente e organizações inflexiveis no que diz respeito a horários, que olhavam com desdém quem chegasse dois décimos de segundo atrasado a uma reunião (algumas até instalaram equipamento de foto finish para achincalhar os retardatários com mais requinte). No entanto, bastava abrirem a boca para se tornar notório que não sabiam puto o que estavam a fazer e eram, no geral, umas alforrecas.


Ser pontual reflecte uma série de características sobre o nosso comportamento e a nossa personalidade.

Só nas vossas cabecinhas formatadas e chatas, minhas queridas. Aliás, sempre recusei contratar pessoas que considerassem a pontualidade uma qualidade prioritária. Alguns dos tipos mais criativos e competentes que conheci costumavam atrasar-se. E como eram criativos, tinham sempre desculpas engraçadas que compensavam a falta de pontualidade.

A falta de pontualidade está quase sempre associada a má gestão: sem planeamento é preciso estar permanentemente a mudar e a reajustar rotinas e horários.

Não sei onde é que foram buscar os dados para apoiar essa tirada. Imagino que a livros que outras cabecinhas formatadas escreveram. Existem algumas actividades que exigem pontualidade. Linhas de montagem (se o gajo que aperta a sétima porca a contar da esquerda se atrasa a linha pára), intervenções médicas (se te atrasares o paciente morre) No entanto, as meninas estão certamente a falar de reuniões entre executivos. É a vossa realidade, porque são especialistas em protocolo e nas linhas de montagem não há protocolo, há encarregados que despedem os gajos que se atrasam.

Organize-se: atrasos e desorganização andam de mãos dadas!

Ou podes ter uma empresa que só faça porcaria pontualmente, todos os dias, porque os recursos humanos nunca se atrasam, mas têm o QI de uma galinha.

Na eventualidade de chegar cedo, o que raramente acontece por motivos de trânsito e complexidades de estacionamento, aproveite os minutos disponíveis para ler, para cuidar da sua imagem ou para tomar um café.

Ok, a partir daqui não dá luta. Partiram para a comédia fácil... "complexidades de estacionamento" é uma expressão para guardar.

É preciso determinação para mudar uma postura infelizmente tão marcada na nossa sociedade.

É sim. Há que deixar de dar importância a especialistas em protocolo. Ew...

PS: Ah é verdade, ó "Sábado" o uso daquela imagem do "Alice no País das Maravilhas" para ilustrar este artigo constitui uma violação dos termos de copyright. Cheers!

Paywalls - Contra natura, contra corrente, contra producentes...

Podíamos continuar durante toda a noite a enumerar razões pelas quais as paywalls são um disparate. Infelizmente, tenho mais que fazer.

Por isso, deixo-vos esta citação de um 'top Hollywood publicist':

'Why would I get any of my clients to talk to the Times or the Sunday Times if they are behind a paywall? Who can see it? I can't even share a link and they aren't on search. It's as though their writers don't exist anymore...'

Deixo-vos também o link para a notícia. Como não está escondida atrás de uma paywall...

Winds howl over the deserted moonscape behind Rupert Murdoch's UK newspaper paywalls

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Piquena reflexão de um ignorante sobre economia e fiscalidade

Há (ou costumava haver) incentivos fiscais para a criação de emprego, certo?

Então e penalizações fiscais para eliminação de postos de trabalho?

Era bem visto, não era? Assim, tipo responsabilidade social a sério para as empresas. Ao invés de dar uma coisas para os pobrezinhos de vez em quando, que tal não contribuir para criar mais pobrezinhos?

Parece boa ideia, não é?

Assim de repente, como quem não quer a coisa, lembro-me, sei lá... a Brisa, não?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E agora, a actualidade...



Feeling easy on the outside
And not so funny on the inside
Hear the sound and pray for rain
This is the night we ride
And this ain't the Garden of Eden
There ain't no angels above
And things ain't what they used to be
And this ain't the summer of love

Lock all your doors from the outside
Hide yourselves in the inside
You now begin to understand
That this is the night we ride
And this ain't the Garden of Eden
There ain't no angels above
And things ain't what they used to be
And this ain't the summer of love

(This Ain't the Summer Of Love, David Tibet - Current 93)

Cultura, políticas de preço e marketing (tudo ao molho)

O comendador Joe diz que a colecção de arte em exibição no CCB teve dois milhões de visitantes em três anos.

A entrada é gratuita.

Agora, imaginem que tinham cobrado um euro. Uma moedinha por cada pessoa que fosse ver as peças giras do Berardo.

O número de visitantes desceria. Quanto? Para milhão e meio? Um milhão?

Bom... que quero eu dizer com isto? O preço é uma das variáveis daquele cliché básico, mas indispensável, chamado marketing mix. No entanto, raramente o marqueteiro de serviço mexe nesta variável porque os senhores dos dinheiros acham uma grande falta de respeito, porque com o pilim não se brinca e basicamente é isso que a malta do marketing faz, umas coisas engraçadas para ver se a empresa vende mais qualquer coisinha.

Na verdade, em especial durante tempos de crise como aquele que agora atravessamos, o preço passa a ocupar o lugar de honra na cabecinha dos consumidores. Se o povão anda curto de guito, então é pelo preço que lhe chegamos ao coração e o levamos a esse acto maravilhoso e místico de adquirir o nosso produto.

Regressemos à colecção Berardo. Com a cultura sempre à beira da penúria, perseguida por uma multidão de artistas a bater com a mão no peito e a rasgar as vestes em acto de contrição e desespero, será que este milhão de euros, ou algo assim, não fazia falta?

Um euro é um preço simbólico. Quando se pode multiplicar na casa dos milhões passa a ser uma fonte de receitas muito interessante. No caso da colecção do Comendador Joe e não só.


Dois milhões de visitantes são saldo de três anos de Museu Berardo

O maravilhoso mundo da justiça

Entretanto, num país cheio de sol...

CASO 1
A Sábado diz que um grupo de malta ligada ao contrabando de tabaco não só saiu em liberdade devido a uma falha técnica como ainda está a pensar processar o estado.

CASO 2
O Diário de Notícias refere que Isaltino não foi ilibado, mas também não foi condenado por corrupção passiva. O Tribunal que apreciou o recurso recuou em toda a linha em relação à pena aplicada em primeira instância.

CASO 3
Também o Diário de Notícias diz que uma das senhoras presa na Venezuela por tráfico de droga podia ter sido libertada se a Procuradoria tivesse enviado a tempo um documento que a ilibava. Aparentemente, a senhora continua presa, agora em Portugal, devido a um aspecto técnico. Na prática, está inocente.

Quando se fala tanto dos problemas da democracia é isto que mais me assusta: a quantidade de notícias que lançam dúvidas sobre a justiça.

Fala-se de corrupção, é ponto assente que ela existe, mas depois ninguém é condenado.

Uns atrás dos outros, casos mal construídos ou sustentados de forma incorrecta resultam na liberdade de gente que cometeu crimes.

A irresponsabilidade e ineficiência resulta em prejuízo para os cidadãos. Prejuízo esse que por vezes é moral, outras vezes material e, o que é mais chocante, pode mesmo resultar na perda de liberdade por erros que ninguém assume.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um dos maiores erros dos marqueteiros e publicitários nacionais (e do estrangeiro, também)

Na realidade são dois.

1. Não saber ouvir

2. Não querer aprender

3. Pensar que curiosidade é sinal de fraqueza


Olha, afinal eram três. Desculpem, tá?

Números que não querem dizer nada

O número de pessoas que segue a página do Público no Facebook já é superior à circulação média da edição em papel do jornal.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O líder dos chechenos é um indvíduo extremamente parvo

Lembram-se dos chechenos? Ai tadinhos o imperialismo russo e tal. Pois, parece que o líder apoiado pelo Kremlin é este idiota.


Parece que o tipo apoiou o ataque da polícia a mulheres que não usavam lenço na cabeça - Lá na terra da tribo deles diz que as pessoas são muçulmanas.

Como a notícia é do Sol, infelizmente só saberemos a verdade quando ouvirmos a gravação das declarações.

Instantâneos da Internet

Da caixa de comentários de uma publicação russa sobre cinema:

"MR.GREGORY H. POKORSKI:
TO THE WRITER OF THIS STORY;
I WOULD LOVE IT VERY MUCH IF YOU COULD GET IN TOUCH WITH THESE STUDIOS FOR ME. I HAVE WROTE MANY STORYS THAT WERE GOING TO BE SOLD TO FOX STUDIOS FOR FILM PRODUCTION,BUT MY AGENT GET KILLED IN A BAD CAR ACCIDENT THE DAY THE CONTRACTS WERE TO BE SIGNED FOR MILLIONS( IN 1997).
I FLT I WAS AT BLAME BECAUSE HE CAME OUT OF RETIREMENT FOR THIS LAST HURRAR.NOW IN THE TWENTYFIRST CENTURY I NEED TO SELL ALL MY STORYS AND POETRY.I HAVE TWO DEADLY FORMS OF CANCER THAT IS KILLING ME ,AND VERY HIGH MEDICAL BILLS.
SO I NEED THE MONEY. HE ALWAYS SAID THAT I WAS HIS SILENT GOLDMINE(THE REASON I CAN ONLY EXPLAIN TO THE RIGHT PERSON.PLUS I,AM A INVENTOR WITH IDEAS AND DESIGNS UP FOR SALE.
THANK YOU
GREGORY H. POKORSKI
7-5-2010"


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pensamentos do autor

Tenho de passar a rever os textos com mais atenção. Ando a deixar passar tantos erros que, um dia destes, o blogue parece um jornal.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As pequenas desgraças da cultura

Não concordo com tudo o que o Daniel Oliveira escreve. É um alívio porque isto estava a começar a ficar esquisito.

Pontos interessantes:

  • O betola do costume a tentar reduzir tudo a uma guerra entre "nós" e "os outros" aplicando a mumificada repartição entre esquerda e direita. Ainda por cima, não tem sentido de humor e não percebeu a piada do título.

  • A chamada de atenção para os recursos sugados por organismos redundantes na manutenção da estrutura do próprio ministério.

  • Um terceiro ponto que lanço eu mesmo: As capelinhas. Os donos da cultura que se solidificaram no interior do sistema de apoios do estado como se fossem um cálculo renal. Muitos problemas passam por esta gente que impede o aparecimento de outros nomes e restringe a criatividade a cânones apertados. Algo que, muitas vezes, faz com que seja preciso mudar de país e ir para ambientes mais saudáveis.

  • Quarto ponto: Por muito que nos custe, o cinema português não tem mesmo projecção internacional fora dos círculos mais cinéfilos. A "New Yorker" não é uma revista que chegue a muita gente. É bom que o Oliveira ganhe prémios e que o Costa e o falecido César Monteiro apareçam em listas, mas continuam a ser conhecidos apenas por alguns, um nicho.

O artigo está aqui:

É a cultura, estúpido!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Movimento "Arranjem um pai de santo a M. Knight Shyamalan"

Nada corre bem ao M. Knight Shyamalan. A crítica diz que The Last Airbender é pior que cuspir na sopa, os resultados de bilheteira só são visíveis com uma lupa e agora tem manifestações à porta dos cinemas porque o cast do filme tem poucos actores de origem asiática.

Podem ler a notícia original, aqui:
In protest against 'The Last Airbender,' fans find empowerment

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pizzicato 1, 2, 3, 4, 5

1.


2.


3.


4.


5.

It's simple

Some people desmiss simple as if it was the work of the devil.  

Some people are simply (?) afraid of simplicity. 

We should now be entering the age of simplicity. However, we are being pushed back to the complexity of the Industrial era.


(à suivre)

Think.

"Percebo perfeitamente que um cirurgião, que pode ser chamado de urgência, precise do telemóvel, mas a ideia dessa presença constante, dessa comunicação constante, dessa urgência constante, é totalmente falsa. E nos aceitámo-la – mas espero que consigamos reagir. Já chega, já brincámos com todos esses brinquedos e agora vamos pensar um pouco para saber se realmente precisamos deles.


(...) para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso.


Essa educação da estupidez faz-se desde muito cedo, desde o jardim de infância. É preciso um esforço muito grande para diluir a inteligência das crianças, mas estamos a fazê-lo muito bem.


Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa.


Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma – que também já lhes estão a tirar.


Hoje, uma pessoa pode perfeitamente admitir que é estúpida, que passa o seu tempo a jogar jogos de vídeo ou que só se interessa pela moda. Não vai chocar ninguém. Antes, tínhamos vergonha de dizer coisas dessas (...) "

Excertos retirados desta entrevista.

Alberto Manguel: “Estamos a destruir o valor do acto intelectual”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Receita para jogar bem à bola (por alguma razão o site é do Mister Steed)

Não percebo nada de futebol. O raio do jogo, às vezes, até me aborrece. Apesar disso, acho que consigo, com base no que tenho visto do Mundial da África do Sul, retirar aquilo que é a receita para bem jogar à bola.

a) Pressionar sempre, sempre, sempre quem tem a bola. Enerva o adversário, tira-lhe tempo para pensar e aumenta a percentagem de passes falhados.

b) Defender subido no campo. Tem menos campo para correr se recuperar a bola, corta iniciativa ao adversário e tem mais espaço para corrigir erros.

c) Acertar os passes. Neste futebol todo táctico, cada posse de bola vale ouro. Como há pouco espaço os lançamentos compridos e as variações de flanco são vitais para avançar no terreno. Quem falha muitos passes perde a bola. Quem não tem a bola sofre golos.

d) Saber jogar de cabeça. Uma grande parte dos lances joga-se de cabeça, quem não souber passar, cortar ou rematar com a cabeça, vai perder mais vezes a posse de bola. Cada posse de bola perdida é mais uma hipótese para o adversário.

e) Nunca estar parado. Fechar linhas de passe, desmarcar, pressionar, estar sempre à procura do espaço vazio, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Sempre concentrado, sempre no jogo. Quem não se mexe, sai.

f) Ser rápido. Rápido a recuar para a defesa, rápido a sair para o ataque, rápido a passar a bola, rápido a desarmar, rápido a pressionar.

g) Ter uma preparação física do caneco.Para aguentar o bom futebol moderno é preciso ter uns pulmões do tamanho do mundo. A técnica aprende-se nas camadas de formação. Toca mas é a trabalhar a condição física.

h) Disciplina táctica, auto-controlo e inteligência emocional. Quem não souber estar no campo perde o jogo. Quem comete faltas parvas ou manda vir com o árbitro perde o jogo. Quem não tem estofo para ser desportista profissional não merece o que ganha.

i) Sorte. As alíneas anteriores ajudam, mas no fim de cada jogo, a sorte ainda conta muito.

Discutir o capitalismo sem que nos apontem o dedo e nos chamem "comuna infecto"

Um dos problemas da Grande Nação Betola é a falta de vontade para admitir que se pode discutir o liberalismo económico, o mercado livre e o capitalismo sem ser um comuna infecto. Por norma, já estão a apontar o dedo quando se começa a frase "Bom dia, vamos discutir o capit...". É chato porque impede o diálogo. É parvo, porque parecem o Bernardino Soares quando se fala da Coreia do Norte. Lá no fundo, sabem que aquilo está mal, mas não querem admiti-lo com medo de perder a face, a honra e sabe-se lá que mais.


Dito isto, aqui fica um conselho de leitura e alguns conceitos chave que a Grande Nação Betola devia aprender.

As grandes empresas têm como objectivo a obtenção de lucro para os accionistas e não a criação de riqueza para a sociedade.

O que é bom para as grandes empresas não é necessariamente bom para a sociedade e vice-versa.

As grandes empresas são organizações ineficientes, que desperdiçam riqueza por todos os lados.

Os executivos dessas empresas não são necessariamente os melhores gestores ou pessoas de inteligência superior, imunes ao erro. Muitas vezes, estão presos numa bolha, longe da realidade e rodeados de lambe botas.

As grandes empresas têm tanta capacidade de reacção e inovação como um guarda-fato.

As empresas necessitam de regulação. Essa regulação compete ao Estado.

O resto é conversa de chacha.




A ler:

The Private Sector Fallacy