terça-feira, 13 de julho de 2010

Um dos maiores erros dos marqueteiros e publicitários nacionais (e do estrangeiro, também)

Na realidade são dois.

1. Não saber ouvir

2. Não querer aprender

3. Pensar que curiosidade é sinal de fraqueza


Olha, afinal eram três. Desculpem, tá?

Números que não querem dizer nada

O número de pessoas que segue a página do Público no Facebook já é superior à circulação média da edição em papel do jornal.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O líder dos chechenos é um indvíduo extremamente parvo

Lembram-se dos chechenos? Ai tadinhos o imperialismo russo e tal. Pois, parece que o líder apoiado pelo Kremlin é este idiota.


Parece que o tipo apoiou o ataque da polícia a mulheres que não usavam lenço na cabeça - Lá na terra da tribo deles diz que as pessoas são muçulmanas.

Como a notícia é do Sol, infelizmente só saberemos a verdade quando ouvirmos a gravação das declarações.

Instantâneos da Internet

Da caixa de comentários de uma publicação russa sobre cinema:

"MR.GREGORY H. POKORSKI:
TO THE WRITER OF THIS STORY;
I WOULD LOVE IT VERY MUCH IF YOU COULD GET IN TOUCH WITH THESE STUDIOS FOR ME. I HAVE WROTE MANY STORYS THAT WERE GOING TO BE SOLD TO FOX STUDIOS FOR FILM PRODUCTION,BUT MY AGENT GET KILLED IN A BAD CAR ACCIDENT THE DAY THE CONTRACTS WERE TO BE SIGNED FOR MILLIONS( IN 1997).
I FLT I WAS AT BLAME BECAUSE HE CAME OUT OF RETIREMENT FOR THIS LAST HURRAR.NOW IN THE TWENTYFIRST CENTURY I NEED TO SELL ALL MY STORYS AND POETRY.I HAVE TWO DEADLY FORMS OF CANCER THAT IS KILLING ME ,AND VERY HIGH MEDICAL BILLS.
SO I NEED THE MONEY. HE ALWAYS SAID THAT I WAS HIS SILENT GOLDMINE(THE REASON I CAN ONLY EXPLAIN TO THE RIGHT PERSON.PLUS I,AM A INVENTOR WITH IDEAS AND DESIGNS UP FOR SALE.
THANK YOU
GREGORY H. POKORSKI
7-5-2010"


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pensamentos do autor

Tenho de passar a rever os textos com mais atenção. Ando a deixar passar tantos erros que, um dia destes, o blogue parece um jornal.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As pequenas desgraças da cultura

Não concordo com tudo o que o Daniel Oliveira escreve. É um alívio porque isto estava a começar a ficar esquisito.

Pontos interessantes:

  • O betola do costume a tentar reduzir tudo a uma guerra entre "nós" e "os outros" aplicando a mumificada repartição entre esquerda e direita. Ainda por cima, não tem sentido de humor e não percebeu a piada do título.

  • A chamada de atenção para os recursos sugados por organismos redundantes na manutenção da estrutura do próprio ministério.

  • Um terceiro ponto que lanço eu mesmo: As capelinhas. Os donos da cultura que se solidificaram no interior do sistema de apoios do estado como se fossem um cálculo renal. Muitos problemas passam por esta gente que impede o aparecimento de outros nomes e restringe a criatividade a cânones apertados. Algo que, muitas vezes, faz com que seja preciso mudar de país e ir para ambientes mais saudáveis.

  • Quarto ponto: Por muito que nos custe, o cinema português não tem mesmo projecção internacional fora dos círculos mais cinéfilos. A "New Yorker" não é uma revista que chegue a muita gente. É bom que o Oliveira ganhe prémios e que o Costa e o falecido César Monteiro apareçam em listas, mas continuam a ser conhecidos apenas por alguns, um nicho.

O artigo está aqui:

É a cultura, estúpido!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Movimento "Arranjem um pai de santo a M. Knight Shyamalan"

Nada corre bem ao M. Knight Shyamalan. A crítica diz que The Last Airbender é pior que cuspir na sopa, os resultados de bilheteira só são visíveis com uma lupa e agora tem manifestações à porta dos cinemas porque o cast do filme tem poucos actores de origem asiática.

Podem ler a notícia original, aqui:
In protest against 'The Last Airbender,' fans find empowerment

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pizzicato 1, 2, 3, 4, 5

1.


2.


3.


4.


5.

It's simple

Some people desmiss simple as if it was the work of the devil.  

Some people are simply (?) afraid of simplicity. 

We should now be entering the age of simplicity. However, we are being pushed back to the complexity of the Industrial era.


(à suivre)

Think.

"Percebo perfeitamente que um cirurgião, que pode ser chamado de urgência, precise do telemóvel, mas a ideia dessa presença constante, dessa comunicação constante, dessa urgência constante, é totalmente falsa. E nos aceitámo-la – mas espero que consigamos reagir. Já chega, já brincámos com todos esses brinquedos e agora vamos pensar um pouco para saber se realmente precisamos deles.


(...) para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso.


Essa educação da estupidez faz-se desde muito cedo, desde o jardim de infância. É preciso um esforço muito grande para diluir a inteligência das crianças, mas estamos a fazê-lo muito bem.


Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa.


Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma – que também já lhes estão a tirar.


Hoje, uma pessoa pode perfeitamente admitir que é estúpida, que passa o seu tempo a jogar jogos de vídeo ou que só se interessa pela moda. Não vai chocar ninguém. Antes, tínhamos vergonha de dizer coisas dessas (...) "

Excertos retirados desta entrevista.

Alberto Manguel: “Estamos a destruir o valor do acto intelectual”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Receita para jogar bem à bola (por alguma razão o site é do Mister Steed)

Não percebo nada de futebol. O raio do jogo, às vezes, até me aborrece. Apesar disso, acho que consigo, com base no que tenho visto do Mundial da África do Sul, retirar aquilo que é a receita para bem jogar à bola.

a) Pressionar sempre, sempre, sempre quem tem a bola. Enerva o adversário, tira-lhe tempo para pensar e aumenta a percentagem de passes falhados.

b) Defender subido no campo. Tem menos campo para correr se recuperar a bola, corta iniciativa ao adversário e tem mais espaço para corrigir erros.

c) Acertar os passes. Neste futebol todo táctico, cada posse de bola vale ouro. Como há pouco espaço os lançamentos compridos e as variações de flanco são vitais para avançar no terreno. Quem falha muitos passes perde a bola. Quem não tem a bola sofre golos.

d) Saber jogar de cabeça. Uma grande parte dos lances joga-se de cabeça, quem não souber passar, cortar ou rematar com a cabeça, vai perder mais vezes a posse de bola. Cada posse de bola perdida é mais uma hipótese para o adversário.

e) Nunca estar parado. Fechar linhas de passe, desmarcar, pressionar, estar sempre à procura do espaço vazio, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Sempre concentrado, sempre no jogo. Quem não se mexe, sai.

f) Ser rápido. Rápido a recuar para a defesa, rápido a sair para o ataque, rápido a passar a bola, rápido a desarmar, rápido a pressionar.

g) Ter uma preparação física do caneco.Para aguentar o bom futebol moderno é preciso ter uns pulmões do tamanho do mundo. A técnica aprende-se nas camadas de formação. Toca mas é a trabalhar a condição física.

h) Disciplina táctica, auto-controlo e inteligência emocional. Quem não souber estar no campo perde o jogo. Quem comete faltas parvas ou manda vir com o árbitro perde o jogo. Quem não tem estofo para ser desportista profissional não merece o que ganha.

i) Sorte. As alíneas anteriores ajudam, mas no fim de cada jogo, a sorte ainda conta muito.

Discutir o capitalismo sem que nos apontem o dedo e nos chamem "comuna infecto"

Um dos problemas da Grande Nação Betola é a falta de vontade para admitir que se pode discutir o liberalismo económico, o mercado livre e o capitalismo sem ser um comuna infecto. Por norma, já estão a apontar o dedo quando se começa a frase "Bom dia, vamos discutir o capit...". É chato porque impede o diálogo. É parvo, porque parecem o Bernardino Soares quando se fala da Coreia do Norte. Lá no fundo, sabem que aquilo está mal, mas não querem admiti-lo com medo de perder a face, a honra e sabe-se lá que mais.


Dito isto, aqui fica um conselho de leitura e alguns conceitos chave que a Grande Nação Betola devia aprender.

As grandes empresas têm como objectivo a obtenção de lucro para os accionistas e não a criação de riqueza para a sociedade.

O que é bom para as grandes empresas não é necessariamente bom para a sociedade e vice-versa.

As grandes empresas são organizações ineficientes, que desperdiçam riqueza por todos os lados.

Os executivos dessas empresas não são necessariamente os melhores gestores ou pessoas de inteligência superior, imunes ao erro. Muitas vezes, estão presos numa bolha, longe da realidade e rodeados de lambe botas.

As grandes empresas têm tanta capacidade de reacção e inovação como um guarda-fato.

As empresas necessitam de regulação. Essa regulação compete ao Estado.

O resto é conversa de chacha.




A ler:

The Private Sector Fallacy

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Se...

Se aquela bola tivesse entrado. Se aquela outra bola não tivesse entrado. Se o árbitro tivesse apitado.

Se... de besta a bestial e depois novamente a besta. Nada a fazer.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um breve recado acerca dos clubes de video

Muito rapidamente, as associações de donos de clubes de vídeo passam a vida a queixar-se da Internet e da pirataria.

Ainda não repararam que o negócio deles acabou.

Conselho: que tal pensarem em substituir o vosso negócio por algo deste género:

sábado, 26 de junho de 2010

Os cinco pilares da civilização ocidental

No outro dia, alguém me falava da educação como pilar da civilização. Fiquei a pensar. Adormeci. Quando acordei voltei ao assunto. Voltei a adormecer. Fui beber umas chávenas de café com leite (o café é execrável se for ingerido "solo", como dizem os nativos do país aqui do lado). Infelizmente, nos dias que correm, o café não me faz efeito. Peguei outra vez no sono. Ontem, voltei a reflectir sobre esse tema dos pilares da civilização. Conclui que a educação não é pilar de coisa nenhuma. Depois, esqueci as razões que me levaram a essa conclusão. Voltei a adormecer. Bebi café outra vez. Hoje, de manhã cedo, enquanto via um episódio da "Nurse Jackie" lembrei-me de tudo. Aqui ficam, então, os cinco pilares da civilização ocidental, versão Steed.


    1. Água canalizada, quente e fria. 

Tirem a água canalizada, os duches e a misturadora a qualquer cidadão da União Europeia durante 5 dias e observem como ele se transforma num Neanderthal mal-cheiroso.


    2.  Esgotos 

Experimentem não despejar o autoclismo durante umas horas. Confiram como o vosso T3 duplex com móveis de design adquiriu o cheiro de uma favela de Bombaim.

    3. Frigorífico

Salgar arenque e fazer pickles é menos divertido do que parece, não é? E a cerveja quente é tão entusiasmante como uma reunião da condomínio.

   4. Ar condicionado

Seja no carro, em casa ou na repartição de finanças, o ar condicionado é aquilo que nos permite manter a compostura e a dignidade. Sem ele, adquirimos a tez de uma prótese usada e o aspecto viçoso de uma trabalhadora do sexo.

   5.A Internet

É o mais recente dos cinco pilares - substituiu, com vantagem, o amor, a amizade e todas as coisas fofas. A Internet deu-nos a capacidade de interagir com outras pessoas sem ter de olhar para elas. Também nos permitiu aceder a imensa pornografia, ter coisas à borla que levam empresas à falência e ver montes de vídeos idiotas com que desperdiçamos tempo que devíamos utilizar para trabalhar.



Sem estes cinco pilares, meus caros leitores, não passamos de pequenos lémures de cauda anelada, presos aos ramos frágeis da vida pela nossa longa cauda prensil ou inúteis ratinhos de laboratório a correr eternamente numa roda de plástico.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Isto lembra alguma coisa?

"mismanagement at the top, inneficiency in the middle, want of training at the bottom"



Na verdade é apenas o desabafo de um oficial inglês numa carta escrita em Novembro de 1915.

Queixava-se ele da falta de qualidade dos generais, em muitos casos vindos da arma de Cavalaria para comandar uma guerra de trincheiras travada por infantaria e artilharia. Da pouca prática dos oficiais subalternos que substituíram os militares de carreira tombados no início do conflito e nas primeiras ofensivas falhadas. Da falta de jeito dos civis voluntariosos, mas apressadamente treinados e enviados para as linhas sem os anos de polimento e serviço dos "Old Sweats".

Encontrado aqui:  
"The War The Infantry Knew - 1914-1919" by Captain J. C. Dunn

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A pensar como o marketing e a publicidade estão a mudar

Engraçado como o marketing é cada vez mais para gente atenta, com bom senso, e não se compadece com administradores e gestores fechados nas suas bolhas, nos seus estudos de mercado e análises disto e daquilo.

O bom profissional de marketing e de publicidade devia passar tempo na rua, a ouvir pessoas, na net, a ler coisas, nos media, atento ao que se está a passar.

Infelizmente, costuma estar assoberbado de trabalho, maioritariamente inútil. Com a agenda repleta de reuniões desnecessárias. Não tem tempo, nem disponibilidade mental, para observar o mundo.

Faz-me impressão falar com profissionais de comunicação que ainda hoje não fazem ideia do que é um feed RSS ou para que serve o Google Reader. Que não vêem televisão ou pouco mais conhecem da Internet do que o Farmville.

Claro que a carapuça não serve a todos. Se os meus produtos são fertilizantes ou maquinaria pesada, se calhar o Twitter não é o sítio mais indicado, mas todos os que estão envolvidos em produtos de grande consumo (produtos "pop" como gosto de lhes chamar) devem conhecer por dentro e por fora a cultura popular onde os seus consumidores vivem.

Repito o que escrevi no início: o marketing é cada vez mais para gente atenta, com bom senso. O resto é só malta que gosta de complicar.

Portageiros vão passar a dizer adeus aos automobilistas

Os chips e a automatização das portagens vão eliminar a função de portageiro.

Até agora, não percebia como é que as operadoras continuavam a afirmar que não iam despedir ninguém. Hoje de manhã fez-se luz. Lembram-se daquele senhor que costumava estar no Saldanha a dizer adeus a quem passava?

domingo, 6 de junho de 2010

Diário de um consumidor (entrada 1365/10)


Recebi um voucher de 20 euros da Staples e fui à loja.

"Só preciso de um artigo que custa 14 euros. Devolvem-me o restante?"
"Não, o sistema não permite."
"Então e passarem-me um novo voucher com o remanescente?"
"Não, o sistema também não permite."
"Compre algo que custe seis euros" diz a funcionária.
"Mas não preciso de nada que custe seis euros" digo eu.

Silêncio. Saí da loja e fui ao Media Markt do Estádio da Luz. Nos 30 metros entre a entrada e a loja aconteceu isto:

a) Homem sentado em barraquinha pergunta "Quer ser sócio do Benfica?" num tom que evidenciava ódio e desprezo por aqueles que ainda não contribuem com o dízimo para o amado clube.

b) Senhora gorducha aparece de repente e grita "Quer ajudar as criancinhas necessitadas?"

c) Outra senhora corre na minha direcção e pergunta "Quer fazer o rastreio do colesterol?"

d) Uma quarta senhora tenta impingir-me algo. Não faço ideia do que fosse porque já tinha acelerado o passo para me refugiar dentro da loja.

Felizmente, encontrei o artigo que queria e era mais barato. Hurrah. À saída, não voltei a ser importunado. Eram 13h02 e já tinham ido almoçar. Duplo hurrah!