Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
Temas
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Este homem é um grande humorista
“essas declarações são uma prova clara da total falta de credibilidade”.
Isto dito por um dos ministros mais credíveis que passou pelos governos da republica à beira-mar plantada.
Fun I say you are young Lino.
Dilbert: a verdade em pequenas tiras diárias

Ladies and germs, eis a singela homenagem a uma das maravilhas da humanidade: as tiras do Dilbert.
Naqueles três quadradinhos (cinco aos domingos) desmontam-se as misérias e mentiras da vida e do trabalho num escritório:
- Os eufemismos criados por modas que surgem dos gurus das conferências e dos livros da moda ("You still work here? I thought I downsized you last week").
- As realidades nuas e cruas ("this is my first recession, how worried should I be?", "You'll be fine as long as you don't have any hopes and dreams").
- As cruéis ironias ("Vice Presidents can't hear us. To them, our voices sound like the faint buzzing of flies").
- O jargão corporativo, reduzido à sua essência oca e ridícula (“My consultants can transform human resources, we’ll start with a diagnostic review, then you’ll form centers of excellence around areas of expertise, next you’ll consolidate shared services and drive continuous improvement, business units will translate operational imperatives into HR actions”, “Does any of that mean the same as firing idiots and cutting budget?”).
- A inutilidade das ideias provenientes de chefias inúteis e deslocadas da realidade (“We need to be twice as smart to survive in this economy”, “Good plan. I look forward to spontaneously developing an I.Q. of 400, will I be able to see the future?”).
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
To Twitt or not to Twitt (uma agradável discussão sobre o futuro do acto de twittar)
Já sabem a minha opinião. Concordo com o que diz o autor do blog. Mas juro que me esforço. Na noite dos Globos de Ouro até usei o Twitter para ir vendo os vencedores (sim claro tinha a TV ter a lista no Twitter deu-me jeito para escrever quando a lista já ia longa).
Mas continuo a não achar aquilo necessário. Ou seja, se amanhã desaparecesse não lhe sentiria a falta.
Daqui a uns tempos veremos quem tinha razão - não que isso seja importante mas enfim. Temos tão pouco que fazer...
Notas de uma noite de Globos
Retirado daqui
O melhor 
- Sally Hawkins, a actriz de "Happy Go Lucky" quase teve um colapso nervoso enquanto agradecia o prémio mas, mesmo assim, acabou por ter uma graça e frescura que faltou a outros.
- A HFPA não resistiu a causar um momento de emoção e lágrima no olho atribuindo o prémio de melhor actor a Heath Legder. Mas foi merecido.
- Foi bonito o discurso calmo e ponderado do realizador de Waltz With Bashir.
- Momento mais engraçado da noite: Tina Fey entrega o Globo e a responsabilidade do discurso de agradecimento a Tracy Morgan, um dos membros do elenco de "30 Rock" que é negro. Aparentemente, ele e Tina tinham apostado que se Obama ganhasse as eleições seria Tracy a fazer o discurso, tudo no espírito da nova América.
- E o segundo momento mais engraçado da noite foi de...Tina Fey! Uma piada excelente sobre como adorava todos os membros da HFPA - até tinha as "action figures" - e uma referência mordaz aos conservadores que, durante todo o ano, a massacraram com críticas na Internet.
- Martin Scorsese apresentou o prémio Cecil B. de Mille para Steven Spielberg. Spielberg contou a história da primeira vez que foi ao cinema, falou de comboios, de mentores e de inspiração. Fartou-se de falar. Mas é o Steven Spielberg, está perdoado.
- Ainda bem que os directos nos Estados Unidos têm um delay. Assim a NBC evitou a multa da FCC devido ao dedo do meio esticado do realizador de "The Wrestler" para Mickey Rourke. Foi a brincar porque Rourke disse que Darren Aronofsky era um "tough son of a bitch".
O pior 
- A barba de Sting
- Kate Winslet tem um discurso interminável logo a abrir. Mau prenúncio.
- Os actores do novo Star Trek têm um ar de canastrões que faz tremer de medo o Trekkie mais liberal.
- Os Jonas Brothers têm um ar sinistro. Medo...
- O Johnny Depp parece ter-se levantado da cama há dez minutos.
- A audiência não gostou da piada de Sasha Baron Cohen sobre o divórcio de Madonna e Guy Ritchie (disse ele que por causa da crise Madonna foi obrigada a livrar-se de um dos seus assistentes pessoais, Guy Ritchie).
- Outro prémio para Kate Winslet e outra cena. Chora, hiper-ventila, faz de tonta e volta a demorar uma eternidade a agradecer a metade da população mundial.
Imagens: © HFPA
domingo, 11 de janeiro de 2009
I'd gladly delete a friend Tuesday for a hamburguer today

A frase é a adaptação de um clássico, repetido vezes sem conta pelo Wimpy, personagem do Popeye.
Serve como uma luva à ideia da Burger King: Se apagar 10 amigos do Facebook, nós oferecemos-lhe um Whopper.
A promoção não é válida por cá mas, mesmo assim, é um bom pretexto para descartar duas mãos cheias de desconhecidos que, por alguma razão estranha, quiseram ser nossos amiguinhos.
A não ser que tenha empestado o perfil com fotos suas em bikini ou qualquer outro traje reduzido. Nesse caso as razões são bem claras. De qualquer modo pode apagá-los porque, ou me engano, ou não a querem pelo seu cérebro fantástico.
Se não tiver um cérebro fantástico...pois...então se calhar há boas hipóteses de que nem sequer esteja a perceber nada. Deixe estar, não se incomode.
Via Mashable.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O fim da Cinemateca.
Infelizmente, de acordo com muitos dos quem bateram no peito e clamaram "injustiça" quando se falou na sua saída por limite de idade em 2005, isto significa que a Cinemateca irá acabar em caos e miséria. Pedro Mexia, estás tramado pá. A seguir ao velho senhor é o dilúvio, serás impiedosamente arrastado pelas águas e nada que fizeres impedirá este fim.
Ou então não acontece nada. A Cinemateca até melhora, diversifica e actualiza-se.
Ou continua na mesma.
Como saber com toda a certeza se você é um geek? (Teste sabor Planta)
Primeiro-ministro foi seguido por 2,7 milhões e foi 5º programa mais visto
Se a resposta foi:
Ena, o Twitter do Sócrates é mesmo popular
você é um geek
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
É impressão minha ou este link é muita bom?
Parece catita.
http://c4lpt.co.uk/Directory/
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Algumas ideias soltas sobre este tema do Zon Card
- Estive a fazer algumas contas simples para tentar descobrir onde raio o Paulo Branco foi buscar os tais 40 milhões de potenciais entradas grátis que ele afirma poderem inundar o mercado nacional. A Zon diz que mandou meio milhão de cartões. Multiplicando esse número pelo máximo de bilhetes de que cada cliente pode usufruir por ano dá 26 milhões.
- Diz nas condições de utilização do cartão que só pode ser usado pelo titular do contrato.
- Paulo Branco diz que quem recebeu o cartão é o tipo de pessoa que vai ao cinema.
- O perfil do consumidor de cinema (embora esteja lentamente a alargar a um público mais velho) diz que este tem sobretudo entre 15-34 anos, reside em centros urbanos e é estudante.
- Um número razoável de pessoas que recebeu o cartão não terá cinema na área de residência. Outros serão pessoas que pela idade, ou estilo de vida , não vão ao cinema. Ou seja, a taxa de redenção da campanha nunca atingirá os níveis anunciados.
- Quando Paulo Branco lançou o King Card em 2005, os restantes exibidores alertaram informalmente contra o facto de este tipo de promoções poder ser prejudicial à área de negócio da exibição. O cartão ainda hoje existe, com outro nome e já sem a benesse de poder ser utilizado nos multiplexes Alvaláxia e Freeport de Alcochete. Custa 5€ mais 15,5€/mês ou 175€/ano. Com ele pode ir todos os dias aos cinemas da Medeia e ver até dois filmes por dia.
- O que se conta dos cinemas de Paulo Branco serem anti-pipoca e defenderem o cinema não-americano não é totalmente verdade. As salas Alvaláxia e Freeport de Alcochete, enquanto lhe pertenceram, tinham pipoca e refrigerante - muito boas as pipocas por sinal - e uma programação idêntica à dos concorrentes Lusomundo, UCI e Castello Lopes.
- Existe um sem número de promoções nas salas portuguesas. Por exemplo, os detentores de cartões de crédito do Millenium BCP na compra de dois bilhetes tinham direito a um deles grátis.
- Os bilhetes gratuitos obtidos via Zon Card podiam não ser totalmente gratuitos. As condições de utilização são muito vagas no que diz respeito a uma tal taxa de emissão a começar a aplicar a partir de certo momento não especificado.
O caso do Zon Card nos blogues
Já sabem que as opiniões dos autores destes blogues não reflectem a opinião aqui do menino e blá blá blá...
O Divagador
O Insurgente
Corta-Fitas
Juliana Way
Why So Serious
Babygrows
Um Dia Fui Ao Cinema
Freshmade
O Bom O Mau e o Vilão
A Civilização do Espectáculo
31 da Armada
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
As borlas são o fim do mundo. Arrependam-se!
Prometo que mais logo me ponho a fazer contas para ver como raio é que ele chegou aos 40 milhões de bilhetes...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Vamos ser bué giros? Vamos! Deus nos proteja, o Expresso tenta ter piada
Um artigo que já vem com uns anos de atraso fala sobre - uuuuiiiii, medoooo - os perigos da Internet e a falta de privacidade no Hi5, no Facebook e... n'O Clube da Amizade. Ou seja, é mais ou menos como fazer um artigo sobre discotecas e incluir o Lux, o Plateau e o Elefante Branco tudo no mesmo saco.
E como é que eles decidiram provar que estes sítios são depravados e badalhocos? Utilizando a técnica desenvolvida por adolescentes de 16 anos chamada "criar um perfil e fazer-me passar por gaja boa".
Olhem, estou chocado. Só um bocadinho mas, mesmo assim, chocado.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Resumo da matéria dada (Steed reflecte)
A maior parte das velhas aplicações que usava há uns tempos já foram para o lixo, substituídas por open-sources e afins sempre de melhor qualidade.
Fiquei fã do Netvibes (podia ser aplicável a outros equivalentes).
Os serviços de instant messaging continuam a ser muito importantes.
Sou muito lento mas finalmente descobri para que serve mesmo o Friendfeed e acho que o comecei a usar correctamente. Já muita gente afirmou isto mas eu gosto de lá chegar ao meu ritmo: o mais importante agora é arranjar sites e/ou aplicações que permitam meter ordem no caos causado pela diversidade de opções criada nestes últimos tempos. Ninguém tem tempo para tanta novidade!
Na sequência desta ideia: continuo a achar que o Twitter é uma moda passageira com utilidade limitada. Volto a dizer, não há tempo para alimentar tanta aplicação. Não há tempo e pachorra para ler tanta coisa.
Continuo a achar o óbvio, que isto da websocial também é uma moda mas, ao contrário do Twitter, tem pernas para alastrar além dos early adopters. Irá apenas reformular-se.
Os sites das amizades e assim estão a segmentar-se. O Facebook é mais classe A/B e o Hi5 mais C1/C2 (estas classificações em si são do tempo da pedra lascada e já significam pouco mas servem perfeitamente para transmitir a ideia). Tem muito a ver com o facto de se dominar ou não o inglês. O Facebook é mais internacional enquanto que o Hi5 é muito mais local.
A maior parte das funcionalidades da web 2.0, web social ou qualquer outra etiqueta que queiram aplicar, não sai de um grupo restrito de utilizadores. A nível mundial podem ser uns quantos mas quando se vai ver, a nível local o impacto é quase nulo. Ou seja, ninguém no nosso prédio usa. :)
Tenho grandes dúvidas sobre a utilidade de coisas como o Linkedin. Much ado about nothing...
Este foi o ano de dar ao dedo.
O do lançamento do Mooviz.org, uma brincadeira levada muito a sério para melhorar ao longo de 2009.
O ano do Cinemax em versão blogue.
Desculpem lá qualquer coisinha e...Happy New Year!
sábado, 27 de dezembro de 2008
Gozar com adolescentes faz bem à saúde
É uma verdade universal que aquilo de que os emos mais precisam é levar um estalo na cara para ver se acordam e que os rastafaris deviam ser fechados em celas durante um mês e alimentados a sandes de torresmos e tinto carrascão para largarem a mania de estar bem com eles e com a natureza.
Mas o mais hilariante são as declarações das pitas que andam a copiar as lolitas japonesas. Diz a Ana Maria que: "não digo asneiras, toco harpa, gosto de fazer bordados e crochet". Mesmo quando te picas com a agulha de crochet? A sério Ana Maria? Nunca? Mesmo? Juras?
Já a Joana é uma humorista e graceja com o desejo de: "infectar o número máximo de pessoas possível com este gosto através da comunidade". Ainda bem. Antes com isto do que com hepatite C.
Bom desculpem mas tenho de acabar. De repente deu-me uma vontade incontrolável de ir ao sotão rever o meu blusão de cabedal e os alfinetes-de-ama.