segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Starbucks desperdiça 23 milhões de litros de água por dia

A empresa foi acusada de ter uma política de desperdício de água potável ao forçar os empregados a manter a torneira junto ao balcão constantemente aberta.

A justificação apresentada: manter a torneira aberta impede que se desenvolvam bactérias.

Confrontada com este disparate, uma porta-voz da companhia americana deu à luz a declaração mais ridícula que vi nos últimos anos:

"A spokesman for Starbucks said the company’s water usage adhered to the World Health Organization, United States Environmental Protection Agency, and the European Union directives.

She said: “The dipper well system currently in use ensures that we meet or exceed our own and local health standards.

“Dipper wells use a stream of continuous cold fresh-running water to rinse away food residue, help keep utensils clean and prevent bacterial growth.”

However, she added: “We recognise the opportunity exists to reduce our total water usage. Starbucks’ challenge is to balance water conservation with the need for customer safety.


Eu traduzo a última parte: "reconhecemos a oportunidade que existe de reduzir o nosso consumo de água. O desafio da Starbucks consiste em equilibrar a conservação da água com a necessidade de segurança do consumidor".

Mais notícias sobre este assunto:

The Guardian

Daily Mail

BBC Brasil

A CBS lança aplicação de web social para malta que gosta de ver televisão

Esta coisa da web social tem limites.

O limite devia ser o ridículo mas, pensando bem, o hi5 e o facebook são essencialmente ridículos e isso não os torna menos populares.

Apenas faz deles uma moda passageira.

Bom, reflexões profundas à parte, a última novidade da CBS em termos de interactividade e web 2.0 dá muita vontade de rir.

A Reuters chama-lhe "mash up for web couch potatoes".

Um "couch potato" é um individuo que passa o tempo sentado no sofá a ver televisão - se for muito à frente já passou para a web, mas o fundamental aqui é o tipo e o sofá.

Diz a CBS que esta funcionalidade permite que grupos de pessoas estejam a ver o mesmo video em simultaneo e que possam interagir com o streaming. Alguns modos de interagir incluem o lançamento de tomates e beijinhos para o ecrã. Também pode fazer coisas um pouco menos palermas como responder a perguntas sobre o programa.

Guy Ritchie diz que abraçar Madonna "era como abraçar um pedaço de cartilagem"

É bonito o amor.

Esperamos sinceramente que Guy Ritchie volte a fazer filmes de jeito. É sabido que ter a Madonna por perto impede a produção de objectos cinematográficos minimamente decentes.

Pelo menos o sentido de humor parece ter voltado.

Então o que é que o menino quer ser quando for grande?

Provedor do leitor, do ouvinte ou do telespectador.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sinais dos tempos


Grandes Prémios de F1 da França e do Canadá cancelados devido a problemas financeiros dos organizadores.(Público) e (Autosport).

Volta à Alemanha em bicicleta cancelada após escândalos sucessivos com doping por parte de atletas alemães.(Jornal de Notícias) .

Um homem entra no tribunal da Covilhã com uma arma e aponta-a à própria cabeça.(Sol)

Novos horários de funcionamento de bares e cafés no Bairro Alto não agradam a proprietários. (Expresso).

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quatro-dois-dois-tudo-ao-molho (ou como se estar nas tintas para o futebol)

Ler as três opiniões publicadas hoje no "Record" sobre o Portugal x Albânia de ontem é um acto que só serve para ficarmos ainda mais convencidos de que se exagera muito quando se escreve sobre futebol.

Os três estarolas são o Cartaxana, o Avelãs e a Sandra Simões. Os títulos: "Nem sequer um pouco de fairplay", "Vergonha nacional" e "As birras das vedetas".

Se, noutras ocasiões, até é útil ler os primeiros dois - a Sandra defende a candidatura ibéria à organização de um Mundial de futebol, por isso só me dá vontade de rir - hoje, com estas opiniões saloias de país que vê no futebol a única possibilidade fazer algo de bom, mais valiam terem estado quietos.

A selecção de futebol já teve noites bem piores e, vezes sem conta, já se reclamou ter sido "uma vergonha nacional", "a maior desgraça de sempre do futebol luso" e outras tiradas de igual bimbalhice.

A piada estará agora em ver o que dirão as luminárias da bola se a selecção ganhar os jogos fora. Imagino que não faltarão as referências ao "carácter nacional de grande superação nos momentos difíceis" e à " extraordinária mutação operada por Carlos Queirós".

O problema é que estes gajos levam-se mesmo a sério.

PS: O divertido Madail foi acusado de falta de desportivismo e irresponsabilidade por ter abandonado a tribuna dos engravatados 15 minutos antes do fim do jogo. Afinal parece que o senhor teve de ir à casa de banho. Vergonha! Presidente da federação não urina! Ou se bebeu muito capilé durante o intervalo veste fralda, mas aguenta firme no seu posto!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A alternativa alemã para poster do "Changeling" de Clint Eastwood

Muita gente embirrou com o primeiro poster. Dizia-se que dava a sensação de que a enorme cabeça da Angelina Jolie ia devorar o petiz.


Os alemães, avisados sobre a má imagem passada pelo one-sheet americano, optaram por um look diferente, mais sóbrio.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Notas sobre a Islândia

A 18 de Maio o Observer publicou um artigo sobre a Islândia. O título era "No wonder why Iceland has the happiest people on Earth". O autor dissertava sobre a qualidade de vida naquela ilha do Norte do Atlântico, a sociedade aberta, o apoio dado às mães, o ensino público de excelência. O mesmo artigo foi publicado no Courrier International há dois meses - foi aliás onde o li pela primeira vez.

A 5 de Outubro, outro artigo do Guardian tinha um tom oposto: "The party's over for Iceland, the island that tried to buy the world".

A 7, o Telegraph falava de sonhos desfeitos em fumo.

Dia 8, um editorial do Guardian, colocava a nu os problemas de milhares de britânicos que investiram num banco Islandês.

E, no meio disto tudo, um blogger brasileiro que vive na Islândia, demonstra a relevância que a pessoa certa no local certo pode assumir como fonte de informação.


Há a tentação de apontar para os Islandeses e rir dizendo que já não são o povo mais feliz do mundo. De fazer piadas com a novidade de o primeiro-ministro andar acompanhado por dois guarda-costas após um incidente num ginásio. Uma outra peça publicada no jornal Irlandês Tribune, fala da raiva que se sente nas ruas de Reykjavik. Existe essa tentação irresistível de fazer piadas mas afinal rimos de quê?

Há dois anos, o governo Islandês não queria nem ouvir falar em entrar na União Europeia e trocar a krona pelo euro.

Hoje, até mesmo os mais cépticos começam a pensar que, após esta crise, a entrada na UE é inevitável.

Hoje, dia 14, um outro artigo de opinião, ainda no Guardian, lança a ideia de que a entrada da Islândia na União Europeia pode causar uma catástrofe ecológica.

Conclusão. Acredito que a Islândia vai dar a volta por cima. É provável que não volte a ter uma economia tão forte como até agora. Mas será certamente mais sólida.

Mas o mais engraçado no meio disto tudo são as voltas que a história dá. É por isso que gosto tanto dela. Da história.

Porque razão é má ideia aquela história de "vamos mas é todos arranjar armas para nos defendermos dos meliantes"

Porque sim.

Há quem seja capaz de deixar comentários inteligentes

A notícia no Expresso tem o título: "MP3 pode provocar perda de audição" e refere o parecer de um comité de cientistas da União Europeia que alerta para problemas de audição que podem resultar da utilização de leitores de música com auscultadores.

O comentário inteligente é: "Com o MP4 já não há esse perigo!!!"

Pois.

Já no tempo do Walkman existiam alertas para o perigo de andar com auscultadores durante muito tempo. Aparentemente, os ouvidinhos da malta gostam de andar ao ar. Tapá-los, pode ter consequências chatas, nomeadamente, perder a audição.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dreamworks assina por cinco anos com a Universal

Assim mesmo, como no futebol. Mesmo com a recusa da Universal em apoiar o projecto Tintin, Spielberg decidiu-se pelo regresso à casa que lhe deu os primeiros êxitos.
Durante cinco anos os filmes da Dreamworks serão distribuídos pela Universal que cobrará um fee de 8%.

É oficial - ao segundo programa podemos declarar: O Zé Carlos não tem piada

E gostávamos que tivesse.

Mas então quais são os problemas do Zé Carlos e porque não cumpre a sua função básica de fazer rir?

Uma grande parte da culpa é do canal. Ao insistir naquele formato e ao pedir para que se concentrassem na actualidade política, a SIC criou, logo à partida, diversas barreiras ao sucesso do programa.

Limitou a criatividade.

Tornou o programa monótono ao fazê-lo tocar sempre na mesma tecla.

Diminuiu o tempo disponível para a escrita ao obrigar os autores a estarem em cima do acontecimento.

Programas como o Tonight Show ou o Saturday Night Live têm exércitos de argumentistas. O Gato Fedorento está limitado a uma equipa de quatro pessoas que actua e escreve.

O formato de talk show não é para todos. Nota-se pouco à vontade por parte dos membros do grupo. Falta-lhes tarimba. Estão a pedir-lhes demais para o pouco tempo que têm no meio.

Começa a ser hábito queimar humoristas, ou porque não lhes dão tempo (Programa da Maria) ou porque os colocam em formatos errados (Gato Fedorento) ou por alguns equívocos por parte dos próprios autores (Os Contemporâneos) ou, ainda por falta de estímulo e crítica (Herman José).

A solução? Voltar ao início. Fazer programas sempre com o mesmo bigode, sem controlo criativo por parte do canal e só com meia dúzia de tostões.

A sério. As grandes produções de humor só são boas para Os Malucos do Riso.

Box Office Americano (estimativas de domingo, 12 de Outubro)

Ainda não foi esta semana que se passou algo de realmente emocionante no box-office americano. Mesmo com quatro novas estreias acima dos dois mil ecrãs o líder manteve-se e ninguém conseguiu chegar a valores de que se possa orgulhar. Aqui vai o top 5, como de costume com valores em dólares do tio Sam:

1. Beverly Hills Chihuahua, 2º fds - 17,5 milhões (caiu 40,2% em relação ao fim-de-semana anterior)



2. Quarentine , Estreia - 14,2 milhões



3. Body Of Lies, Estreia - 13,1 milhões



4. Eagle Eye, 3º fds - 11 milhões (trambolhão de 38% em relação ao fim-de-semana anterior)



5. Nick and Norah's Infinite Playlist, 2º fds - 6,5 milhões (desceram 42,5%)



Factos que me fizeram levantar o sobrolho e exclamar "eh lá!": o resultado fraquito do novo Ridley Scott com o pequeno Leo e o grande Crowe. Body Of Lies ficou muito abaixo do número conseguido pelo filme anterior do senhor Scott, American Gangster, que estreou nos 45 milhões.

Se dermos ouvidos aos que juram que o custo de produção andou pelos 100 milhões, a WB vai ter de dar muito ao pedal para recuperar o investimento. Ou seja, é bom que o mercado internacional funcione. Tendo em conta os nomes envolvidos, talvez.

Uma coisa parece ser certa, os americanos não querem ver filmes sobre terroristas e o Médio Oriente. Por outro lado, cãezinho ridículos...hummm...isso sim.

domingo, 12 de outubro de 2008

Os humoristas mais subversivos da história (de acordo com o realizador de Borat e Religulous)

A Entertainment Weekly tem o hábito de compilar listas de todo o género e feitio. A grande maioria não tem qualquer interesse mas, por vezes, lá sai uma que vale a pena ler.

Esta, em particular, foi elaborada por um senhor chamado Larry Charles, realizador do filme Borat e mais recentemente, de um documentário sobre religião com o título Religulous.

É uma lista dos 28 humoristas mais subversivos de sempre. Limitada pela origem norte-americana do autor, contem alguns erros de casting como Bob Dylan e os Beatles (o Dylan sempre foi um chato e os Beatles uns palermas do establishment armados em subversivos), outras entradas surpreendentes (ver #28) e algumas merecidas (o Chico Zappa por exemplo).

Imperdoável, ter deixado de fora os Irmãos Marx e o Woody Allen do início de carreira.

Por outro lado estão lá aqueles nomes previsíveis que a mim não me fazem rir mas que os americanos e alguns nativos tugas influenciáveis adoram - George Carlin, Sam Kinison, Andrew Dice, Andy Kauffman, etc.

Defiance - O segundo trailer do novo filme de Ed Zwick, com Daniel Craig

Depois do Last Samurai e de Blood Diamond, Ed Zwick continua a insistir em histórias de guerra e atrocidades. Agora na Segunda Guerra Mundial, é a vez da saga de três irmãos que acolhem e protegem um grupo de judeus perseguidos e os treinam para se defenderem nas florestas da Bielorrusia. Daniel Craig é o protagonista.

Abaixo as imagens dos posters e a ligação para os dois trailers tornados públicos pela Paramount Vantage.

Este é um dos filmes de que se fala para os Oscars e a fotografia é do nosso fantástico Eduardo Serra.

Poster 1



Poster 2

HSX The Next Generation

O Hollywood Stock Exchange, o jogo mais divertido que se pode jogar com actores, filmes e séries de televisão norte-americanas vai mudar.

A nova versão do clássico HSX promete mais interactividade e funcionalidades modernaças, na linha com as modas da social web.

De modo a dar tempo à migração para a nova versão o site fechará dia 14 para reabrir já com o aspecto renovado no dia 16.

Uma coisa é certa, aqui não houve nenhum crash. Espero que as novidades sejam interessantes.

sábado, 11 de outubro de 2008

Quanto ganham os bloggers?

Não me refiro a mim ou a si, caro leitor. Os bloggers americanos, aqueles de topo, que são lidos por todo o mundo e fazem do belo post o seu modo de ganhar a vida.

O Read Write Web, um desses blogues de topo, decidiu investigar e, na verdade, não se ganha mal.

Claro que aqui as coisas funcionam como no desporto profissional. Um pequeno grupo de estrelas ganha muito bem e abaixo deles está uma multidão que ganha tostões ou anda naquilo por carolice.

Diz o artigo que se pode começar por ganhar entre 10 e 25 dólares por post. Se forem textos maiores os valores também sobem.

Não comecem a esfregar as mãos. Relembro que isto se passa nos EUA e apenas com os blogues com maior número de leitores.

Parvoíces e repugnâncias

A parvoíce é de Vasco Pulido Valente que escreve:

"Esta crise não se percebe com a declaração (deleitada) do fracasso do "neoliberalismo" (quem sabe o que é precisamente o "neoliberalismo"?), nem com vociferações, que já se tornam ridículas, sobre a irresponsabilidade e a "ganância" de Wall Street, da City e outros lugares de perdição."

Depois, no resto do texto, explica o que já toda a gente sabe e repete os argumentos de quem apontou a irresponsabilidade e ganância dos centros financeiros mundiais.

Resumindo, começa por dizer que "vocês são um bando de ignorantes, eu é que sei" e termina a copiar os argumentos dos tais ignorantes.

A repugnância foi afirmada pela porta-voz da Casa Branca e refere-se aos gastos da AIG na mesma altura em que a empresa era salva da falência por uma injecção de capital por parte do Governo Federal norte-americano.

A mesma repugnância que se pode aplicar aos bancos Dexia e Fortis que no meio da crise continuam a oferecer banquetes em restaurantes de luxo no Mónaco.

O dia em que a Renova foi apanhada a plagiar

A Renova, agarrou num vídeo muito conhecido e replicou-o. Sem pedir autorização, sem dar crédito a ninguém.
Mais detalhes e ligações relevantes no Certamente!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Cartaxana também consegue ser insuportável

Já aqui coloquei ligações para alguns artigos do Rui Cartaxana no Record. Artigos em que ele fala claro sobre os disparates do futebol.

Hoje, a ligação é para um disparate. O Cartaxana a exagerar. A apelar e não sei mais o quê.

Ora, é sabido que quando alguém apela num jornal o mais certo é sair disparate.

Porquê?

Em primeiro lugar porque é um exercício de arrogância de proporções gigantescas.

Depois, porque é ridículo e até um bocadito parolo.

Finalmente porque, como caiu do ridículo neste tema, perde credibilidade para o futuro.

É assim mesmo meu amigo, o mundo é lixado e não perdoa. Ou então perdoa e eu é que estou a fazer uma confusão disto tudo porque, assim como assim. amanhã de manhã já ninguém se lembra puto desta crónica.