quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Águas abertas

Acham que o blog agora tem desporto a mais?

Campeonato Europeu de Águas Abertas em Dubrovnik, na Croácia.

Photo by Giorgio Scala - DEEPBLUEMEDIA (www.deepbluemedia.eu)

10 kms Masculinos - 20º lugar entre 35 atletas para o atleta olímpico português Arseniy Lavrentyev. Na mesma prova, Daniel Viegas foi 30º.



Photo by Giorgio Scala - DEEPBLUEMEDIA (www.deepbluemedia.eu)

10 kms Femininos - Muito bem a também olímpica, Daniela Inácio, 13ª entre as 28 que terminaram. Ficou a apenas 12 segundos da primeira e andou em sexta até aos últimos 200 metros mas quebrou no final.

A variante de natação em águas abertas apareceu este ano pela primeira vez nos Jogos Olímpicos. São provas longas, 5 kms em contra-relógio individual, 10 kms e, pasmai ó gentes, 25 kms!!! Só para terem uma ideia, os homens terminaram a prova em cinco horas e sete minutos e as mulheres em cinco horas e vinte e sete. É quase um dia de trabalho inteirinho a nadar! E nem sequer dá para fazer pausas para ir ao msn ou ao hi5.

Os adeptos do (inserir nome de partido ou clube de futebol) são uns chatos


Os outros também. Levam-se muito a sério e têm o sentido de humor de um bibliotecário suíço.

O Arrastão fez uma piada. Uma excelente piada diga-se. E o pobre do Daniel Oliveira levou com uma turba de gente indignada e parva a chamar-lhe nomes.

Nestas alturas só me lembro daquela personagem dos Simpsons que passa a vida a gritar "what about our children?"

Selecção de basquetebol continua a perder

Começa a ser preocupante a falta de rendimento da selecção nacional de basquetebol. Terceira derrota consecutiva, agora na Lituânia. Mas, mais do que as derrotas, são os números que preocupam. O resultado de 79-43 junta-se aos 85-48 na Macedónia e à derrota em casa com a Estónia, a equipa mais fraca do grupo.

Infelizmente, começa a confirmar-se o pior cenário.

Apogeu e queda das selecções nacionais de futebol

Devem ter-me posto alguma coisa na comida para escrever dois textos seguidos sobre (yargh!) futebol. Mas como é para dizer mal, pontapé para a frente!

Já repararam como as selecções dos jovens, as sub-qualquer coisa, têm falhado apuramentos que é uma festa? Já viram que, aaaah...já não aparecem mais Cristianos Ronaldos nem Rui Costas nem nada? E agora?

Prevejo que, se as coisas não mudarem e os putos não se transformarem por milagre em jogadores de nível, a selecção portuguesa de futebol vai voltar ao que sempre foi. Ou seja, uma equipa banal, que nem sequer consegue o apuramento para as fases finais. O que não é necessariamente mau, tendo em conta o meu desprezo pelo pontapé na bola...

Uma crónica pouco habitual sobre os bastidores do futebol português

Pode ser que as coisas tenham mudado mas não estou habituado a ler artigos com conteúdo nos jornais desportivos. Sempre me pareceram uma versão masculina da Caras e da Nova Gente, com tricas e mexericos mas sem nada de realmente importante. A crónica do Rui Cartaxana no Record é uma excepção. Espero bem que seja o sinal de que algo está a mudar, que o tempo do assobiar para o lado tenha acabado e, em resumo, que estes jornais passem a fazer assim...sei lá, jornalismo?

A história de um ciclista

Não perguntem como mas fui dar com o blogue do ciclista profissional português João Correia que compete nos Estados Unidos. É um site interessante, sobretudo porque o senhor voltou a competir este ano, após ter ganho muito peso.

E tem uma história de partir a rir contada pelo Joaquim Azevedo sobre uma certa garrafa de água.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ó Steed, agora que o Verão está a acabar, quais foram os filmes mais vistos em Portugal até ao momento?

É mais uma daquelas perguntas que me costumam fazer assim no meio da rua.

Até esta altura (dados até ao final da semana de 3 de Setembro) o ranking é este.


Foram considerados os filmes estreados a partir de 1 de Janeiro do corrente ano, que atingiram no mínimo 200 mil espectadores até à data mencionada.

De fora ficou o I Am Legend, porque tecnicamente é um filme de 2007 (estreou a 27 de Dezembro) e o Mamma Mia!, que ainda não completou a primeira semana nos cinemas mas certamente será o décimo filme a entrar nesta tabela.

Outras notas relevantes: o Wall-E ainda irá subir algumas posições. No final desta semana, o quinto lugar está no papo, tendo em conta que os filmes que o precedem já perderam o fôlego. Com alguma sorte até conseguirá ultrapassar o Dark Knight.

No período anterior ao Verão só um filme conseguiu ultrapassar os 200 mil: Astérix Aux Jeux Olympiques.

Logo mais para o fim do dia prometo uma outra análise, com os maiores flops do Verão. Os filmes que prometiam mas não chegaram lá.

E para quem costuma dizer: "isto só acontece cá" e "em Espanha é que é bom"...



Graves motins raciais incendeiam Sul de Espanha


Notícia do DN.

Da falta de meios da polícia aos disparates da justiça

Faz-me bastante confusão à caixa dos pirolitos o facto de o ministro ter ido, com pompa e muito inchado, a uma cerimónia de entrega de armas novas à PS.

Faz-me confusão porque depois o povão fica a saber que há esquadras da PSP sem carros patrulha porque alguém se esqueceu de incluir um contrato de manutenção no contrato. Ou seja, uma acção de comunicação e propaganda tão bonita é anulada por um acto de incompetência.

Faz-me confusão que um criminoso reincidente, apanhado em flagrante, que tenta atropelar pessoas com um carro roubado, não seja colocado em prisão preventiva.

E pronto, já escrevi o meu texto de indignação deste mês.

A parada de Dachshunds em Cracóvia na Polónia

Não façam perguntas. É um post pessoal.

A 13ª parada anual de Dachshunds em Cracóvia.

Links para fotos:

no blogue do Hugh

e no site dos organizadores, a Rádio Krakow

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Academia do Cinema Europeu e a sua subalternização face à Academia Americana

O João Lopes está carregadinho de razão naquilo que escreve sobre a dificuldade que a Academia do Cinema Europeu tem tido em se afirmar.

Olhando só para uma parte do problema parece que um dos responsáveis é a própria Academia. Um website destes não ajuda nada a ganhar adeptos para a causa.

As eleições em Angola vistas por RC (guest blogger do TELOS)

Quando pensei em escrever sobre as eleições em Angola lembrei-me que, por esta vez, não seria má ideia publicar um texto como deve ser. Escrito por alguém que conhecesse bem a realidade Angolana.

Parece que acertei. O RC, com a sua experiência recente de 28 meses em Angola, enviou-me um texto óptimo.

É a primeira vez que uso esta figura modernaça do guest blogger. Acho que correu bem.

Espero que gostem e, já agora, dêem um pulo ao My African House, o blogue que ele manteve durante a estadia em Angola.

***

Angola, as eleições e os jornalistas portugueses

Foto: RC

Como qualquer outra pessoa, tenho-me divertido bastante com os títulos – e artigos – de alguns jornais a propósito das eleições Angolanas. No entanto, ao contrário de muitos, o que me tem de facto feito sorrir é a ingenuidade e um certo tom de prima donna ofendida adoptado pelos jornalistas nacionais. Em particular aqueles que viram a emissão de visto recusada.

Não sou analista político, nem especialista em geopolítica; detenho apenas a experiência que me advém de ter trabalhado e vivido em Angola os últimos 28 meses. E de ter mergulhado num país que cresce e vive num ritmo frenético, numa cultura diferente e, surpreendentemente, ter adorado.

Os jornalistas portugueses, como aliás a generalidade dos portugueses, não compreende ou não sabe lidar com os Angolanos. Andam habitualmente divididos entre o grupo que os vê como absolutamente dependentes do antigo colonizador para serem civilizados e os que apenas os encaram como uma nação do terceiro mundo, sem lei e ainda mergulhada numa guerra – quase um far west sem leis.

Por outro lado, uma parte boa da população angolana vê os portugueses como os colonos que desejam regressar ou os estrangeiros que vão ‘roubar’ as riquezas locais. Como em tudo na vida, a razão – e a arrogância – nunca são monopólio de uma das partes.

O pecado dos jornalistas portugueses, tem sido escrever de Angola com aquele indisfarçável travo de paternalismo e superioridade, geralmente realçando os aspectos negativos e o quanto ainda há a fazer.

O erro dos angolanos é o de acharem que a súbita fortuna e afluxo de estrangeiros os torna absolutamente independentes e lhes dá o direito a uma arrogância que não admite a menor crítica. E, na verdade, o crescente número de estrangeiros que deseja – e vai – trabalhar em Angola, dá-lhes alguma razão.

Em Angola, tudo o que se diz na imprensa portuguesa é seguido com atenção; e ainda é difícil ultrapassar o facto de termos decidido os destinos dos angolanos durante mais de cinco séculos.

Eles desejam ser independentes e respeitados como país soberano. Isto, ainda que sejam uma democracia (hesito na palavra, porque não é de facto a verdade) imatura e uma economia muitíssimo dependente do know-how estrangeiro.

Assim, notícias sobre a corrupção ou quaisquer outros pecadilhos do regime angolano, são ampliadas e repetidas à exaustão na imprensa local. Isto, gostemos ou não, deveria exigir dos jornalistas nacionais um pouco mais de ponderação nas palavras que escrevem. Ou então, compreender que estas pequenas e infantis retaliações são causadas pelas suas próprias palavras.

Foto: RC

Angola é um país soberano e sabe hoje que tem provavelmente menos necessidade de nós que nós dele. Saberemos nós disso? Não estou, de todo, a desculpar o regime Angolano; sinto apenas que os jornalistas portugueses esperam dos angolanos comportamentos que revelam desconhecimento da realidade local.

Angola não é ainda uma democracia madura e não se vive em liberdade de expressão – aliás, sobre este tema, costuma dizer-se por lá que ‘os jornalistas podem escrever o que quiserem… mas provavelmente, só uma vez’.

Por tudo isso, quando este sábado li o jornal Expresso só pude sorrir. De facto, quem escreveu aqueles artigos está longe da realidade local. Mas não se inibe de uma certa dose de inútil arrogância: ‘não nos deixaram entrar, mas conseguimos na mesma saber o que se passa em Angola’… sem palavras.


by RC, 8-Set-08

Tinta electrónica

Admito a minha ignorância sobre o assunto. Agora que, pelas maravilhas da Internet me foi dada a conhecer esta maravilha do século XXI, só vos digo: estou banzado.

E agora, a parte engraçada, como é que esta notícia chegou até mim:

Eu lí no Ponto Media, que leu no Lisbonlab, que leu no blog da Active Media, que leu no Computer Love.

E se ainda não estão enjoados de links fiquem sabendo que também há notícias sobre isto no Engadget, em mais do que um sítio e no Portfolio.

Para quem tenha dúvidas, aqui fica o link para a empresa que fabrica a e-ink e que, por curiosa coincidência, se chama E Ink Corporation.

Depois não me venham dizer que na Internet não se aprende nada e é só mulheres nuas e piadolas.

O comentário do dia (no site do Público)

Comentário a mais uma notícia de desacatos e violência:
"Eu quero voltar para a ilha"
Menção honrosa para:
"Sim, volta Salazar para que os que gostam muito de ti deixem de poder escrever e falar livremente!!"

Existe uma razão para este blogue ter tantas referências a bifes bêbados

É tudo uma questão de estereótipos, essa coisa fofa e divertida com que nos entretemos.

Eu não me preocuparia muito porque, tal como num jogo de ténis, a bola anda por cá e por lá.

Nós dizemos que eles são bêbados, eles chamam-nos porcos.

Toda a gente faz a sua melhor cara de indignação e ódio e depois tudo continua como dantes.

Como cantava um soldado inglês, veterano de '14 reproduzindo uma modinha popular nesses anos e que justificava a sua presença na guerra: "We're here, because we're here, because we're here, because we're here".

Sobre as oportunidades perdidas e o jornalismo bocejo

O CJT, escriba do Fractura e homo sapiens sapiens preocupado e sabedor das coisas da comunicação, analisou a peça da revista Sábado sobre Luis Paixão Martins, o famoso e mui odiado líder da agência de comunicação da moda em Portugal.

A peça em questão também me tinha dado uns quantos fernicoques e levado a pensar "mas é só isto? será que não me falta uma página na revista?". Este texto do CJT poupou-me o trabalho. Só tenho a acrescentar aqui o mesmo comentário que deixei no Fractura.net:
"ou seja, há que dizê-lo com toda a frontalidade: aquele artigo é uma grandessíssima merda.

Não é uma entrevista.

Não é um perfil.

Ou foi amputada sem dó nem piedade na fase da edição (bastante provável).

Ou o LPM não gostou da entrevista e fez uns quantos telefonemas para transformar a peça numa coisa inofensiva (acusação malvada e sem qualquer fundamento).

Ou foi mesmo um mau trabalho do jornalista António (hipótese mais provável)."

Infelizmente, a Sábado não tem site, portanto não há como mostrar o artigo. Só mesmo comprando a revista.

Mamma Mia! - o box office português dança ao som dos Abba


O Mamma Mia! abriu em Portugal com números excelentes.

Com 565 mil euros, é a segunda melhor abertura do ano a seguir ao Indiana Jones and the Kingdom Of the Crystal Skull e melhor do que o Kung Fu Panda e o Dark Knight.

Parece que - vergonha das vergonhas! - há homens feitos a ir ao cinema com os pais, vejam lá onde isto chegou, um filme multi-geracional.

O que virá a seguir? Um remake da Canção de Lisboa para ir ver com a avózinha?

Portal brasileiro IG adopta acordo ortográfico

O portal brasileiro iG reclama a honra de ser o primeiro a adoptar as regras do novo acordo ortográfico e tem uma página especial onde explica tudo sobre as alterações ao modo de escrever o português.


Não há ninguém a rever os textos publicados no site do JN?

Notícia publicada (as partes a azul foram assinaladas por mim) no site do Jornal de Notícias:

Obama desafia Sarah Palin para jogo de básquete

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, desafiou hoje a candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, para um confronto num campo de basquetebol.

Obama, 47 anos, é adepto do basquetebol e continua praticando a actividade inclusive durante sua intensa campanha eleitoral.

"Ela parece que joga bem. Ela jogava bem no liceu", disse Obama em entrevista ao programa da ABC, This Week. "Sei que ela tem uma boa pontaria. Mas num campo de basquetebol eu seria melhor", acrescentou.

Sarah Palin, 44 anos, ganhou o apelido de "Sarah Barracuda" pela sua fama de jogadora de basquetebol, tendo chegado a ganhar o campeonato universitário feminino do Alasca. Actualmente, ela prefere a caça de alces que pratica no Alasca, onde é governadora.

Copiar a notícia do site da Globo, não citar a fonte e ainda por cima nem sequer editar o texto correctamente é mais do que um erro. É desonesto e, pior ainda, extremamente parvo.

As audiências da chafarica

Registo do número de visitantes únicos do TELOS de Maio de 2008 até ontem


Têm um interesse mínimo porque o objectivo nunca foi chegar a muita gente. De qualquer modo, é bom saber que há quem goste de vir aqui perder uns minutinhos de vida a ler esta coisa.

Aspecto tão engraçado como perfeitamente irrelevante: todas as quartas-feiras regista-se um pico no número de visitas. A minha teoria é de que se trata do dia da semana em que menos apetece trabalhar e em que se dedica mais tempo a fazer ronha.