Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
Temas
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Da falta de meios da polícia aos disparates da justiça
Faz-me confusão porque depois o povão fica a saber que há esquadras da PSP sem carros patrulha porque alguém se esqueceu de incluir um contrato de manutenção no contrato. Ou seja, uma acção de comunicação e propaganda tão bonita é anulada por um acto de incompetência.
Faz-me confusão que um criminoso reincidente, apanhado em flagrante, que tenta atropelar pessoas com um carro roubado, não seja colocado em prisão preventiva.
E pronto, já escrevi o meu texto de indignação deste mês.
A parada de Dachshunds em Cracóvia na Polónia
A 13ª parada anual de Dachshunds em Cracóvia.
Links para fotos:
no blogue do Hugh
e no site dos organizadores, a Rádio Krakow
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
A Academia do Cinema Europeu e a sua subalternização face à Academia Americana
Olhando só para uma parte do problema parece que um dos responsáveis é a própria Academia. Um website destes não ajuda nada a ganhar adeptos para a causa.
As eleições em Angola vistas por RC (guest blogger do TELOS)
Parece que acertei. O RC, com a sua experiência recente de 28 meses em Angola, enviou-me um texto óptimo.
É a primeira vez que uso esta figura modernaça do guest blogger. Acho que correu bem.
Espero que gostem e, já agora, dêem um pulo ao My African House, o blogue que ele manteve durante a estadia em Angola.
Angola, as eleições e os jornalistas portugueses
Como qualquer outra pessoa, tenho-me divertido bastante com os títulos – e artigos – de alguns jornais a propósito das eleições Angolanas. No entanto, ao contrário de muitos, o que me tem de facto feito sorrir é a ingenuidade e um certo tom de prima donna ofendida adoptado pelos jornalistas nacionais. Em particular aqueles que viram a emissão de visto recusada.
Não sou analista político, nem especialista em geopolítica; detenho apenas a experiência que me advém de ter trabalhado e vivido em Angola os últimos 28 meses. E de ter mergulhado num país que cresce e vive num ritmo frenético, numa cultura diferente e, surpreendentemente, ter adorado.
Os jornalistas portugueses, como aliás a generalidade dos portugueses, não compreende ou não sabe lidar com os Angolanos. Andam habitualmente divididos entre o grupo que os vê como absolutamente dependentes do antigo colonizador para serem civilizados e os que apenas os encaram como uma nação do terceiro mundo, sem lei e ainda mergulhada numa guerra – quase um far west sem leis.
Por outro lado, uma parte boa da população angolana vê os portugueses como os colonos que desejam regressar ou os estrangeiros que vão ‘roubar’ as riquezas locais. Como em tudo na vida, a razão – e a arrogância – nunca são monopólio de uma das partes.
O pecado dos jornalistas portugueses, tem sido escrever de Angola com aquele indisfarçável travo de paternalismo e superioridade, geralmente realçando os aspectos negativos e o quanto ainda há a fazer.
O erro dos angolanos é o de acharem que a súbita fortuna e afluxo de estrangeiros os torna absolutamente independentes e lhes dá o direito a uma arrogância que não admite a menor crítica. E, na verdade, o crescente número de estrangeiros que deseja – e vai – trabalhar em Angola, dá-lhes alguma razão.
Em Angola, tudo o que se diz na imprensa portuguesa é seguido com atenção; e ainda é difícil ultrapassar o facto de termos decidido os destinos dos angolanos durante mais de cinco séculos.
Eles desejam ser independentes e respeitados como país soberano. Isto, ainda que sejam uma democracia (hesito na palavra, porque não é de facto a verdade) imatura e uma economia muitíssimo dependente do know-how estrangeiro.
Assim, notícias sobre a corrupção ou quaisquer outros pecadilhos do regime angolano, são ampliadas e repetidas à exaustão na imprensa local. Isto, gostemos ou não, deveria exigir dos jornalistas nacionais um pouco mais de ponderação nas palavras que escrevem. Ou então, compreender que estas pequenas e infantis retaliações são causadas pelas suas próprias palavras.
Angola é um país soberano e sabe hoje que tem provavelmente menos necessidade de nós que nós dele. Saberemos nós disso? Não estou, de todo, a desculpar o regime Angolano; sinto apenas que os jornalistas portugueses esperam dos angolanos comportamentos que revelam desconhecimento da realidade local.
Angola não é ainda uma democracia madura e não se vive em liberdade de expressão – aliás, sobre este tema, costuma dizer-se por lá que ‘os jornalistas podem escrever o que quiserem… mas provavelmente, só uma vez’.
Por tudo isso, quando este sábado li o jornal Expresso só pude sorrir. De facto, quem escreveu aqueles artigos está longe da realidade local. Mas não se inibe de uma certa dose de inútil arrogância: ‘não nos deixaram entrar, mas conseguimos na mesma saber o que se passa em Angola’… sem palavras.
by RC, 8-Set-08
Tinta electrónica
E agora, a parte engraçada, como é que esta notícia chegou até mim:
Eu lí no Ponto Media, que leu no Lisbonlab, que leu no blog da Active Media, que leu no Computer Love.
E se ainda não estão enjoados de links fiquem sabendo que também há notícias sobre isto no Engadget, em mais do que um sítio e no Portfolio.
Para quem tenha dúvidas, aqui fica o link para a empresa que fabrica a e-ink e que, por curiosa coincidência, se chama E Ink Corporation.
Depois não me venham dizer que na Internet não se aprende nada e é só mulheres nuas e piadolas.
O comentário do dia (no site do Público)
"Eu quero voltar para a ilha"Menção honrosa para:
"Sim, volta Salazar para que os que gostam muito de ti deixem de poder escrever e falar livremente!!"
Existe uma razão para este blogue ter tantas referências a bifes bêbados
Eu não me preocuparia muito porque, tal como num jogo de ténis, a bola anda por cá e por lá.
Nós dizemos que eles são bêbados, eles chamam-nos porcos.
Sobre as oportunidades perdidas e o jornalismo bocejo
A peça em questão também me tinha dado uns quantos fernicoques e levado a pensar "mas é só isto? será que não me falta uma página na revista?". Este texto do CJT poupou-me o trabalho. Só tenho a acrescentar aqui o mesmo comentário que deixei no Fractura.net:
"ou seja, há que dizê-lo com toda a frontalidade: aquele artigo é uma grandessíssima merda.Não é uma entrevista.
Não é um perfil.
Ou foi amputada sem dó nem piedade na fase da edição (bastante provável).
Ou o LPM não gostou da entrevista e fez uns quantos telefonemas para transformar a peça numa coisa inofensiva (acusação malvada e sem qualquer fundamento).
Ou foi mesmo um mau trabalho do jornalista António (hipótese mais provável)."
Mamma Mia! - o box office português dança ao som dos Abba

O Mamma Mia! abriu em Portugal com números excelentes.
Com 565 mil euros, é a segunda melhor abertura do ano a seguir ao Indiana Jones and the Kingdom Of the Crystal Skull e melhor do que o Kung Fu Panda e o Dark Knight.
Parece que - vergonha das vergonhas! - há homens feitos a ir ao cinema com os pais, vejam lá onde isto chegou, um filme multi-geracional.
O que virá a seguir? Um remake da Canção de Lisboa para ir ver com a avózinha?
Portal brasileiro IG adopta acordo ortográfico
Não há ninguém a rever os textos publicados no site do JN?
Notícia publicada (as partes a azul foram assinaladas por mim) no site do Jornal de Notícias:Copiar a notícia do site da Globo, não citar a fonte e ainda por cima nem sequer editar o texto correctamente é mais do que um erro. É desonesto e, pior ainda, extremamente parvo.Obama desafia Sarah Palin para jogo de básquete
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, desafiou hoje a candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, para um confronto num campo de basquetebol.
Obama, 47 anos, é adepto do basquetebol e continua praticando a actividade inclusive durante sua intensa campanha eleitoral.
"Ela parece que joga bem. Ela jogava bem no liceu", disse Obama em entrevista ao programa da ABC, This Week. "Sei que ela tem uma boa pontaria. Mas num campo de basquetebol eu seria melhor", acrescentou.
Sarah Palin, 44 anos, ganhou o apelido de "Sarah Barracuda" pela sua fama de jogadora de basquetebol, tendo chegado a ganhar o campeonato universitário feminino do Alasca. Actualmente, ela prefere a caça de alces que pratica no Alasca, onde é governadora.
As audiências da chafarica
Têm um interesse mínimo porque o objectivo nunca foi chegar a muita gente. De qualquer modo, é bom saber que há quem goste de vir aqui perder uns minutinhos de vida a ler esta coisa.
Aspecto tão engraçado como perfeitamente irrelevante: todas as quartas-feiras regista-se um pico no número de visitas. A minha teoria é de que se trata do dia da semana em que menos apetece trabalhar e em que se dedica mais tempo a fazer ronha.
domingo, 7 de setembro de 2008
Ó Steed, agora que acabou o Verão, quais serão os próximos blockbusters que a gente vai poder ver?
Boa pergunta.A 27 de Novembro, duas semanas depois de ser lançado na América do Norte, o Madagascar 2 inaugura a época das estreias de Natal
Mais novidades, só daqui a alguns dias.
Ena! Publicidade à borla para o novo filme do Kevin Smith
Esta é a segunda vez que o filme de Kevin Smith se vê metido em sarilhos com a censura norte-americana. A primeira foi a tentativa de classificar o filme com um radical NC-17. O realizador apelou e a classificação desceu para R (restricted).
Como não quero que vos falte nada aqui fica o cartaz.
De que é que o Iraque mais precisa neste momento?
A resposta é óbvia: 36 aviões F-16!
A estrada para a democracia e o desenvolvimento é longa e acidentada. Uma das primeiras lições a aprender é que aviões de caça de pouco servirão ao Iraque, excepto no caso de uma guerra convencional contra outro país.
Parece um disparate mas... os Estados Unidos parecem felizes em poder vender 4 biliões de dólares de equipamento militar sofisticado e compreendem a necessidade de o Iraque se poder defender contra os seus vizinhos.
Bolas, porque não? Já o fizemos uma vez, porque não repetir a dose? Armamos um país numa zona instável, os tipo que apoiamos são derrubados ou viram o bico ao prego e depois podemos ir lá novamente causar uma confusão ainda maior! Não parece um óptimo plano?
Box Office Americano (estimativas de domingo)
Querem uma análise? No pasa nada amigos...
Ninguém está interessado em ir ao cinema, nos Estados Unidos. Senão vejam:
Primeiro, Bangkok Dangerous 7,8 milhões de dólares
Segundo, Tropic Thunder 7,5 milhões de dólares
Terceiro, The House Of Bunny, 5,9 milhões de dólares
Já vi receitas de fim-de-semana do box-office do Burundi maiores do que isto...
A selecção nacional de basquetebol - De bestiais a bestas in no time
A Federação, após ter falhado a primeira escolha, Mário Palma, contratou o espanhol Moncho López. O curriculo parecia mais do que adequado: seleccionador espanhol durante dois anos, treinador do CD Baloncesto Sevilla da Liga ACB, a segunda melhor do mundo logo atrás da NBA.
O basquetebol nacional a nível de selecções estava melhor que nunca. Apurado para o Europeu pela primeira vez em décadas, com uma presença bastante acima do esperado, tudo apontava para o início de mais um ciclo positivo ao mesmo nível.
Com os clubes, passava-se exactamente o oposto. Após 12 anos, a competição profissional assumiu o seu falhanço, após acumular prejuízos e ter conduzido diversos projectos à falência, levando nomes como o Queluz, a Oliveirense ou o Beira-Mar para competições inferiores.Mas a era Moncho López não tem sido a continuação dos últimos tempos de Melnychuck. Começou com uma vitória sobre a selecção B de Espanha por 77-69. Continuou com uma presença ambiciosa num torneio em Espanha com as três melhores equipas da Europa. Resultados, derrotas com a selecção principal espanhola por 84-35; com a Russia por 86-64 e com a Lituânia por 61-90.
A presença de equipas portuguesas nas competições europeias ficou reduzida a aparições esporádicas, com resultados medíocres. Nada que se possa comparar com o nível das décadas anteriores em que era possível ver o Benfica ou a Ovarense a lutar de igual para igual contra adversários franceses, belgas ou polacos.
A generalidade das equipas europeias deu um passo em frente e as portuguesas recuaram, levando mesmo alguns atletas a procurar maior competividade e salários mais elevados em equipas espanholas das Ligas LEB (segundo, terceiro e quarto nível de competição em Espanha, abaixo da Liga ACB).
A entrada em colapso da LCB, a liga profissional portuguesa, reduzida a apenas 8 clubes, fez regressar tudo ao ponto inicial. A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) não escondeu o entusiasmo pelo regresso de todos os clubes ao seu controlo e irá organizar agora uma nova prova chamada Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB) que terá jornadas cruzadas com o segundo escalão, a Proliga. Cada liga terá 12 equipas, com a LPB a assimilar as oito sobreviventes da LCB.
Seguiu-se um torneio triangular na Eslováquia, com duas vitórias contra a Holanda (67-51 e 80-69) e uma derrota contra os anfitriões por 70-79.
De regresso a Portugal outro triangular desta vez com três triunfos. De novo contra a Holanda (63-59) e contra a Túnisia (92-67).
Nova viagem. Presença no torneio Efes Pilsen World Cup, na Turquia e mais três derrotas: 64-83 contra as Bósnia; 68-75 contra a selecção da casa e, sinal bastante sério de que algo não está a correr bem, derrota contra a Grã-Bretanha por 79-80.
Por fim, a competição a sério. Qualificação para o Eurobasket 2010. Derrotas em casa contra a Estónia por 70-79 e fora contra a Macedónia por 48-85 e o adeus à qualificação directa.
Durante este Verão a selecção nacional disputou 14 jogos. Saldo: 5 vitórias e 9 derrotas.
Existem várias atenuantes, se quisermos ser simpáticos para Moncho Lopéz. Chegou em cima da hora, ainda não conhece o basquete português, está a implementar um novo projecto que demorará tempo a revelar os seus aspectos positivos, que Melnychuck também levou tempo até obter resultados.
Se quisermos ser antipáticos, podemos dizer que em Espanha ficaram contentes com a sua saída da selecção nacional, que foi despedido da única equipa que treinou na liga ACB porque não conseguiu melhor do que um 13º lugar, que a sua reputação é fraca, que começar contra as três melhores equipas europeias do momento foi contra-producente, que efectuar tantas viagens e tantos jogos durante o Verão foi uma má opção.
Na prática, a selecção Portuguesa voltou a um nível mais baixo do que tinha antes do Eurobasket 2007.
Notas de esperança:
- Vem aí a primeira edição da LPB. Deseja-se que corra bem e que as equipas Portuguesas comecem a recuperar o tempo perdido na última década.
- A selecção sénior feminina tem estado a fazer uma campanha excelente na qualificação para Divisão A do Eurobasket e lidera o seu grupo com 3 vitórias e 1 derrota.
- Pode ser que o trabalho de Moncho Lopéz venha a dar frutos a médio prazo.
- A Ucrânia de Melnychuck venceu a França por 78-77 e mantém-se na corrida para o apuramento no seu grupo.
- Se Portugal não melhora rapidamente e consegue pelo menos uma vitória no seu grupo, arrisca-se a ter de disputar o play-off de despromoção à Divisão B.
sábado, 6 de setembro de 2008
Há gente realmente muito chata
Que falta de pachorra para estes tipos...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Parecer da entidade reguladora autoriza touradas na televisão antes das 22h30

Ontem, emitiu um parecer em que autoriza as televisões generalistas a emitir touradas antes das 22h30.
Parte da deliberação foi citada no site do DN. A ERC considera que:
"(...)as crianças e os jovens são diariamente expostos a influências, desprovidas de arrimo na tradição ou sequer valor cultural, que, de muito longe, são mais violentas e prejudiciais do que as touradas - e nem nesses casos, necessariamente, cede a liberdade de programação."Desde já, "arrimo" entra directamente para a minha lista de palavras favoritas.
Quanto à deliberação em si, evita que a histeria politicamente correcta, baseada em insultos e preconceitos, se sobreponha a uma tradição que alguns querem condenar em nome de princípios dos quais se julgam únicos donos.
A demonização da tourada e a transformação dos aficionados numa mole de gente boçal, inimiga dos animais, uma horda de bárbaros ou cavernícolas sedentos de sangue, deriva sobretudo de uma cultura urbana, asséptica, ignorante e medricas.
