quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Second Life? Isso é tão 2007...

O que é que a Macarena tem em comum com o Second Life? Ambos foram modas passageiras e já ninguém quer ouvir falar deles.

Pelo menos é o que diz o Techcrunch, notícia reproduzida no ADivertido.

Stop Making Sense na Esplanada


Durante o Verão, a Cinemateca costuma passar alguns filmes na esplanada interior junto ao restaurante. É giro e devem ir, se morarem na Grande Lisboa. Mas a razão para este destaque é outra. No dia 5 de Setembro o filme chama-se Stop Making Sense, obra-prima tanto de Jonathan Demme como dos Talking Heads. O Steed levanta os braços e lança um sentido "iupiii!".

Box Office Português (estreias de 21 de Agosto)

Aqui ficam os números do Box Office Português relativo ao fim-de-semana passado.

O Wall-E resistiu à estreia de Hellboy II e manteve o primeiro lugar.

Bom resultado para o spoof* Superhero Movie. Estreou a medo, só com 25 cópias mas acabou por justificar um lançamento um pouco mais alargado. Foi o quinto filme em termos absolutos mas o primeiro em termos de média por cópia.

Tomem lá o quadro cheio de cores, pintado à mão pelos artistas que o Steed tem presos na cave:


*Jovem, não sabes o que é um spoof? O Steed ensina. Um spoof é um filme que pretende imitar um outro filme, mas assim a gozar, tás a ver? Exemplos de spoofs: O Scary Movie. Ou este, o Superhero Movie.

O Sol continua cruzada para provar que os tugas são calões

Vede ó gentes, como um estudo encomendado por uma marca de impressoras, se transforma em mais uma prova da preguiça portuguesa. Se isto é jornalismo sério, vou ali e já venho.

Infelizmente, raramente é estudada a organização do trabalho e a qualidade e ética profissional dos gestores.

Imprensa étnica - Faz algum sentido?

Hoje vi pela primeira vez a revista Afro, uma edição da Impala que se posiciona como "a revista para a mulher de origem africana".

Não é novidade, noutros países como o Brasil ou os Estados Unidos, a segmentação étnica do mercado também é praticada.

Entre outras coisas existem publicações, filmes ou canais de televisão para africanos e hispânicos e alguma publicidade que também é feita de modo a impactar de modo mais eficaz esta ou aquela comunidade.

Faz algum sentido que assim seja? E a conversa sobre racismo e integração das minorias? Não será contraproducente a separação em revistas para o preto e para o branco? E títulos como "Por que é que os negros preferem as louras?"

Quais seriam as consequências de "Por que é que os louros preferem as negras?"

Ou será que isto tudo é irrelevante?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Os comentários e a moderação

De vez em quando escrevo aqui sobre este assunto. Acho que consegui formar uma opinião clara:
  • A maior parte dos comentários é idiota, desnecessário e tem a mesma falta de qualidade e interesse dos infames fóruns telefónicos das rádios e televisões.
  • Os erros de ortografia básicos são tão comuns que tornam os textos ilegíveis e atestam de imediato sobre a capacidade dos seus autores em comentar acerca da qualidade de uma sardinha assada que seja.
  • Existe uma incapacidade enorme para articular ideias e construir uma intervenção que se concentre no tema do artigo.

Existem três ideias base, repetidas ad nauseam:

  • O que isto precisa é de outro Salazar;
  • Isto é tudo uma cambada de chupistas;
  • Quando é que a Espanha vem tomar conta disto.

Normalmente, ao fim do terceiro comentário já estão pelo menos dois tipos a trocar insultos e toda a gente já esqueceu o artigo.

Por todas as más razões as colunas de comentários são também uma enorme fonte de risota e entretenimento. Porque revelam ignorância, ódio, racismo, apelo à violência, inveja e todos os outros pecados mortais excepto a luxúria porque a malta mesmo assim ainda é envergonhada.

Estão para a Internet como as cartas da revista "Maria" estavam para a imprensa.

Moderação: sim, por favor. Calem aquela gente. É preciso merecer a presença nas colunas de comentários.

Ao contrário do que se pensa, não são vomitórios públicos onde se desabafam as frustrações da vida e se insulta o próximo.

Ao moderar, afastam-se os sociopatas e os idiotas. Estimula-se a escrita correcta. Atrai-se quem realmente pode contribuir com opiniões construtivas desafiando por vezes o próprio jornalista. Em última análise, educam-se as pessoas.

Outras ideias e contribuíções para este debate:

Moderar ou não moderar?
António Granado lança o debate junto dos seus leitores

Comentários nos media (tradicionais) online
Uma reflexão sobre este assunto no blogue (It's) Not About You

Anúncios de peito feito

Admito.

A piada do título é fraca.

Mas é de propósito para não desviar a atenção deste anúncio da Wonderbra que encontrei no I Believe In Advertising, esse magnífico blogue onde podemos adorar alguma da melhor publicidade exterior feita no planeta Terra.


Internautas europeus tentam salva o peer-to-peer

No El País.

Algumas parvoíces no jornal Sol

O BES tem um grupo de operações especiais e vai mandá-lo para o Afeganistão para matar talibãs

Parvoíce #1: Os títulos tolinhos. A última capa do jornal Sol inclui o seguinte título: GOE do BES vão para o Afeganistão.

Parvoíce #2: As notícias tolinhas. Citando o Jornal de Negócios, o Sol diz que, de acordo com um estudo do Eurostar, Portugal é dos países da UE onde se trabalha menos horas e termina dizendo que a tendência é para a diminuição ou estabilização do horário semanal. Pois. E o Pai Natal também existe e foi com o coelhinho ao circo.

O Chris Anderson vem a Portugal (não faz ideia de quem é este homem? Leia o texto)

O Chris Anderson, é editor da revista Wired, a publicação da moda para o homem digital. Além disso, escreveu um livro sobre novos modelos de negócio na era da Internet chamado The Long Tail: Why the Future of Business Is Selling Less of More. Brevemente, irá publicar Free.

A Associação Portuguesa de Comércio Electrónico (ACEP) decidiu trazer cá o homem, que anda a capitalizar o seu estatuto de guru. Irá abrir a Digital Business Conference que terá lugar na mui nobre Universidade Católica. A entrada é cara. Olhando para a lista de destinatários, há grandes hipóteses de que a audiência não perceba nada do que ele vai dizer.

Como eu próprio tenho ambições a um dia alcançar o estatuto de guru, aqui deixo um singelo conselho "grátes" aos senhores do ACEP:

“Num modelo de negócio em que as sinergias entre a velha e a nova economia e a mudança de paradigmas são reveladores da força do comércio digital, se calhar convém não pespegar um quadrado a dizer “print” e “e-mail” mesmo em cima da carinha do nosso convidado. E sim meus caros, o vosso site é um bocadinho cócó.

by Mr. Steed, guru da comunicação e especialista em bué de coisas, também conhecido como o maior da rua dele.
do seu livro "E Se Começássemos Por Fazer Um Site de Jeito?

Documentário sobre as mudanças na cultura negra nos Estados Unidos

Chama-se The Black List Vol.1 e vai passar na HBO.

Natural o caraças! Medicamentos Ayurvedicos com mais metal pesado que um disco dos Iron Maiden

Olha o arsénio e o mercúrio ali a espreitar

De acordo com um estudo do Dr. Robert Saper, da Universidade de Boston, um quinto dos cerca de 200 produtos da medicina tradicional indiana analisados continha chumbo, mercúrio e arsénio em valores muito superiores aos permitidos por lei no estado da Califórnia.

O vice do Obama é cócó

O João Bidé é o gajo da direita

O autor do Remixtures, moço muito atento a estas coisas, chama a atenção para o facto de que Joe Biden é um gajo feito com os legalistas da RIAA. Parece que o Joe é todo a favor dos direitos de autor à moda antiga e muito próximo das discográficas e dos estúdios de cinema e televisão.

Como forma de protesto eu e os meus amigos vamos passar a chamar o Joe Biden de João Bidé.

Médicos Italianos contra Dr. House

Il pericoloso Doctore Casini

Há coisas parvas e há coisas parvas. Esta é parva.

Anda por aí a circular há dias a notícia de que os médicos italianos querem o fim da transmissão de séries como Dr. House ou Grey's Anatomy porque os guiões não retratam a medicina de modo correcto.

Por cá, também sei de um ou dois médicos que acham estas séries horríveis e disparatadas. Não se pode ter tudo e não é obrigatório que pessoas inteligentes, com média de 20 para conseguir entrar no curso, tenham sentido de humor ou sejam imunes à parvoíce.

Anúncio inédito dos anos 30 com Vasco Santana

Apareceu durante uma limpeza no auditório da antiga CUF, no Barreiro. Um anúncio mudo com Vasco Santana gravado provavelmente no início da década de 30.

A natureza é uma maricas

Assassinos de morcegos

Não se pode fazer nada no meio da natureza que acontece logo uma desgraça.

Estão a ver a energia eólica? Sim, a do vento. Pois aquelas ventoinhas gigantes além de estragarem a paisagem também rebentam com os pulmões dos morcegos e de algumas aves.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Novo Internet Explorer pode vir a bloquear anúncios


A Wired escreve que o próximo Internet Explorer, da Microsoft, poderá ter uma aplicação que, além de permitir navegar de forma anónima (já lhe chamam o "porn mode") ,também servirá para bloquear a publicidade.

Numa altura em que se fala imenso de formas de rentabilizar a Internet, pessoas ligadas à publicidade vêm nesta opção do IE8 uma ameaça ao desenvolvimento económico neste sector.

Obrigado ao Loki pelo link. E sim, a ver vamos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

E depois de tantos Jogos Olímpicos o que é que faz falta?

Mmmm...beer!

Uma fantástica série de notícias sobre bifes com os copos, claro!!!!

Até o New York Times, que paga o ordenado mínimo a um emigrante salvadorenho para estar 24/7 numa cave poeirenta, sempre de olho no TELOS, até este monumento da imprensa mundial, já escreve sobre o fascinante mundo dos britânicos emborrachados.

O famoso cozinheiro Jamie Oliver, inventor do cooktainment, queixou-se de que os seus compatriotas têm como único objectivo na vida apanhar uma grande bebedeira ao fim-de-semana. O Jamie disse ainda outras coisas giras como "até nos bairros de lata do Soweto há maior diversidade alimentar" e "temos uma cultura orientada para o álcool, só os Irlandeses e os Escoceses bebem mais do que nós".

É óbvio que o Jamie Oliver nunca veio a uma queima das fitas, esse espéctaculo fantástico de inspiração anglo-saxónica, onde universitários idiotas bebem até cair ao som de outros imbecis que cantam canções sobre a mulher gorda, vestidos de empregados de mesa e capas manchadas de vómito.

You sexy beast (O novo anúncio da Orangina é too sexy for your telly?)

Kudos ao Ponto Media do Sr. Granado, onde li a referência a este anúncio da Orangina.



Claro que as queixas foram mais que muitas. As histéricas do costume.

Jogos Olímpicos (post-mortem)

(Photo credit: Shaun Botterill/Getty Images)

Acabaram. Posso finalmente voltar ao fuso horário de Lisboa.

Por todo o lado se fazem balanços e análises. Aqui também, na forma de uma lista de ideias e situações. Mais tarde, a compilação das notas dos atletas Portugueses e uma análise comparativa sobre o quadro de medalhas. Então, cá vai disto:


O mais importante é participar

Polémica com piada esta sobre o país que obteve melhores resultados. Os Estados Unidos fazem as contas somando o número de medalhas, independentemente de serem de ouro, prata ou bronze. A China, o COI e o resto do mundo dão mais valor às medalhas de ouro. Os resultados de cada método são ligeiramente diferentes...

No Eurosport vi uma entrevista com o editor de desporto da Associated Press onde ele explicou que este método de escalonamento dos países pelo total de medalhas tem sido utilizado nos Estados Unidos desde sempre. Bottom line, os resultados oficiais dizem que a China foi a maior nos Jogos Olímpicos de Beijing. Isto é verdade em todo o mundo excepto naquela parte do planeta que fica ali encaixado entre o México e o Canadá.


Espírito Olímpico

Interessante o artigo do Expresso sobre o jogo de pólo aquático mais sangrento da história dos JO. Em 1956, na ressaca da invasão Soviética da Hungria, as seleccções de ambos os lados enfrentaram-se no torneio olímpico de pólo aquático. Houve porrada que ferveu.

Esta olimpíada também teve os seus momentos de batatada. O cubano Ángel Matos mostrou que merecia vencer o combate de Taekwondo para atribuíção da medalha de bronze ao acertar uma técnica perfeita na cara de um dos juízes. Deu uma linda foto de propaganda da modalidade e direito à irradiação do atleta e do seu treinador.

A arbitragem nas modalidades de combate (judo, taekwondo, boxe, luta greco-romana) foi alvo de reclamações em diversas formas e feitios. Do comentário mais ou menos discreto ao protesto formal aconteceu de tudo um pouco. O Taekwondo já vinha com má fama de Atenas e apesar das reformas anunciadas não escapou à controvérsia. Também a luta greco-romana providenciou uma imagem engraçada com o sueco Ara Abrahamian a deixar a sua medalha no chão em protesto contra as decisões dos juízes. Melhor ainda, o Tribunal Arbitral de Desporto deu-lhe razão.


Heróis do Estádio


Para a história, ficam a China, Michael Phelps, Usain Bolt e a selecção de basquetebol dos Estados Unidos. O país organizador por ocupar, pela primeira vez, o primeiro lugar no quadro de medalhas. Phelps por se ter transformado no maior papa-medalhas da história dos Jogos. Usain Bolt pelas três vitórias e outros tantos recordes do mundo nos 100, 200 e estafeta 4x100 metros. O novo Dream Team do basquete por ter recuperado ao fim de 12 anos a medalha de ouro para os Estados Unidos.