quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Análise dos resultados tugas nos Jogos Olímpicos (décimo primeiro dia)

Bate forte mas passa depressa. De regresso à análise ao comportamento dos atletas portugueses.

Atletismo
Vamos já arrumar depressa esta parte. A Naide Gomes (1) falhou, com dois nulos e um terceiro salto a ajeitar tanto a chamada que não lhe deu mais do que 6,29m. Ela que tem 7,12m esta época.

A Sílvia Cruz (3) no dardo não deslumbrou mas cumpriu. Foi 24ª entre 52 concorrentes e fez 57,06m a mais de dois metros do seu melhor, 59,76m.

A Jessica Augusto (1) foi última na série de apuramento dos 5.000 metros.

Canoagem
Teresa Portela (3) nos 500m em K1 apurou-se para as meias-finais, tal como a dupla Helena Rodrigues/Beatriz Gomes (3) em K2.

Triatlo

O Bruno Pais (3) fez uma boa prova e acabou em 17º. Falta-lhe capacidade na parte decisiva, a de corrida mas esteve com os da frente enquanto pôde. O Duarte Marques (2) sentiu mais dificuldades e foi apenas 40º.

Ténis de Mesa
O Marcos Freitas (3) passou a primeira eliminatória enquanto o Tiago Apolónia (2) foi eliminado por um Chinês da Republica Dominicana e o João Monteiro (2) por um Nigeriano efectivamente da Nigéria.

Vela
Na classe Laser foi irritante ver o Gonçalo Lima (4) perder uma medalha na última regata e por apenas um ponto. Ficou em quarto lugar que, de qualquer modo, é bom mas acaba por saber a pouco.

Quem também falhou no momento decisivo foi o João Rodrigues (2) na classe RS:X que, após ter recuperado diversos lugares ao longo das regatas, ontem ficou para trás e deixou escapar o apuramento para a Medal Race por três pontos. Acabou em 11º.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Box Office Português (estreias de 15 de Agosto)

O Wall-E aproveitou o feriado de 15 de Agosto e a completa ausência de outras estreias (que me lembre, é caso único nos últimos anos) para entrar no mercado direitinho ao primeiro lugar.

O fim-de-semana prolongado e a falta de outras estreias, tiveram outro efeito interessante. As quedas dos filmes já em exibição foram mínimas, na casa dos 10% para o The Mummy e o Get Smart. Sem outras alternativas ao filme de animação da Pixar, o público foi obrigado a virar-se para o que já estava em cartaz.

Aqui fica o quadrinho simpático produzido cá pelo Steed. Enjoy!


Na lista das maiores estreias deste ano, o Wall-E entrou directamente para o segundo lugar, a seguir ao Indiana Jones. Fez melhor do que o Kung Fu Panda e o Dark Knight, que agora são o terceiro e quarto melhor em termos de abertura no mercado português durante 2008.

Estou em greve! Hoje não há textos sobre os JO

Depois da barraca da Neide e do irritante quarto lugar do Gustavo Lima fiquei sem vontade de escrever sobre os JO.

Talvez a telha me passe mais logo. É uma das vantagens de um blogue sobre os media sérios e tradicionais. Aqui, podemos fazer birra.

Para se irem entretendo com gente muito mais profissional do que eu aqui deixo, via Certamente!, uma coluna de opinião, escrita por um jornalista brasileiro, acerca da possibilidade de o Rio de Janeiro poder organizar a Olimpíada de 2016.

Ping Pong Wives

Estava eu entretido a ver o ténis de mesa, quando reparo em algo estranho. Existem muitas jogadoras chinesas a representar outros países. Tudo bem, acontece o mesmo com os brasileiros no futebol, ou os americanos no basket. Mas só agora, quando tentava identificar o valor dos adversários dos portugueses, é que me dei conta da dimensão e do ridículo da questão.

Senão, reparem. O jogador português Tiago Apolónia vai defrontar um atleta da República Dominicana.


Surpreendido, procurei outros casos e encontrei mais esta e esta.

Na Áustria encontrei esta e esta. Na Holanda, esta e esta. No Canadá, este e este. E não acaba aqui.

A Polónia, a Alemanha, a Espanha, todas têm uma maioria de atletas chineses na sua equipa. Parece que a regra é, em três, dois poderem ser chineses e um de origem nacional.

Ou seja, existem países que assentam o seu poderio neste desporto em atletas chineses. Não serão os melhores mas, mesmo assim, suficientemente bons para representar outro país.

Na maioria são mulheres, algumas delas já com apelidos ocidentais, o que me levou a especular em conjunto com o Loki, se não existiria por aí um site: www.pingpongwives.com, que permitisse encomendar noivas jogadoras de ténis de mesa...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ó Steed, então o que é preciso fazer para ter melhores participações nos Jogos Olímpicos?

(Photo credit: Shaun Botterill/Getty Images)

Mandar os atletas todos para o estrangeiro?

Naaa.

Bom, em alguns casos sim. Os nadadores já todos para os States no próximo avião, para universidades com tradição na modalidade. Isso resulta.

Mas existe todo um trabalho de base que tem de ser feito antes.

Espero não chocar ninguém mas para ter uma boa equipa Olímpica tem de ser o estado a tomar as coisas nas mãos:

a) Organizar o desporto escolar. Construir centros de captação nas principais capitais de distrito. Ter um exército de scouts nas escolas, a orientar miúdos para modalidades de acordo com a morfologia. Um exemplo. Precisamos de gajos para o salto em altura. Para termos um atleta a fazer 2,40m daqui por 8-10 anos, temos de arranjar 10 miúdos que sabemos que virão a crescer até ao 1,90m ou 2,00m. Apoiamos os gajos e a família e enfiamo-los numa academia de atletismo.

b) Juntamente com os scouts, criar outro exército de recrutadores, com o trabalho específico de andar pelas escolas, em demonstrações de tiro com arco, luta, esgrima, ginástica etc. O objectivo? Atrair miúdos para as modalidades.

c) Os melhores teriam de se profissionalizar. Não poderiam fazer mais nada além de treinar. Ok, estudar, mas a prioridade seria sempre o desporto. Quem assumiria isto tudo? Os clubes? Isso seria desperdiçar recursos. Deixem os clubes com o futebol que é aquilo de que eles gostam. Teria de ser o estado a centralizar isto tudo.

Sem universidades fortes e com tradição desportiva, sem clubes com meios, num país pequeno, não vejo outra maneira.

As conversas laterais à volta dos Jogos Olímpicos (2ª parte)

Têm sido muitas as conversas e opiniões de técnicos, dirigentes, atletas e tipos armados aos cucos (moi meme!). Aqui ficam alguns desses momentos:

Marco Fortes a dizer que de manhã é na caminha.

A conferência de imprensa de Francis Obikwelu e a história sobre a possibilidade de ele ganhar uma medalha nos 100 metros. Depois, a eliminação lógica nas meias-finais e o anúncio de final da carreira abandonando a participação nos 200 metros. Diga-se que, dadas as dificuldades do Francis na fase da partida, os 200 metros sempre foram a sua melhor prova. Não se compreende porque deixou de fazer esta prova.

Paulo Frischknecht, presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), que considerou a presença dos portugueses na piscina de Beijing como a melhor dos últimos vinte anos e elogiou todos os atletas com excepção de um, Tiago Venâncio, o único que não fez o programa de preparação da FPN. Ou seja, o dirigente fez aquilo que é típico: saved his ass, auto-elogiou-se e cruxificou um atleta, como se os outros tivessem conseguido grandes feitos. Bater o record nacional é o mínimo que se pode exigir e houve mais gente além do Tiago que não o conseguiu.

O presidente do Comité Olímpico Português (COP), Vicente Moura teve uma atitude semelhante. Fez um pedido vago e a tresandar a lugar comum - "brio e profissionalismo", como se isso fosse algo passível de incutir por decreto. E claro, saved his ass dizendo que o COI preparou toda a gente muito bem a nível desportivo mas não é responsável por lhes dar cultura.

Por cultura deve entender-se, entre outras coisas, a preparação para lidar com a comunicação social, papel, sei lá, de um assessor de imprensa, ou um relações públicas? Ah não, espera...em Portugal por relações públicas entende-se o gajo ou a gaja que conhece muitos VIP's e organiza uns eventos e assim. E o assessor de imprensa só fala com a imprensa. É malta que não suja as mãos a formar pessoas.

Entretanto, com um timing fantástico - não deve ler as notícias - a Vânia Silva, do lançamento do martelo, que também não fez nada de jeito na sua prova, sai-se com outra tirada de mestre dizendo que não é lá muito dada a este tipo de competições.

Finalmente, a Vanessa Fernandes, com a razão que lhe dá a sua medalha de prata e tudo o que já ganhou para trás, tem a única intervenção decente e clara no meio disto tudo e diz que poucos sabem o que é a alta competição.

Quanto a Vicente Moura diz que não comenta.

Sejamos então claros como a Vanessa, porque isto na realidade é muito simples.

As expectativas nacionais neste momento são semelhantes às que tínhamos no início. Se ressalvarmos o desastre do judo, mais ninguém falhou medalhas. A malta do tiro tradicionalmente chega aos JO e falha (a excepção foi o Armando Marques), portanto dali não se esperava grande coisa.

Restavam então:

  • Vanessa Fernandes - expectativas Ouro ou Prata - obteve Prata
  • Naide Gomes - expectativas Ouro, Prata ou Bronze - falhou na qualificação
  • Nélson Évora - expectativas Prata ou Bronze - obteve Ouro
  • Um dos moços da vela - Bronze ou, com muita superação, Prata - não obtiveram medalhas

Se entretanto aparecer alguma coisa, da canoagem ou do Tae-Kwon-Do, vão meter uma velinha à nossa senhora de Fátima.

Dos restantes esperava-se superação ao nível de resultados, recordes nacionais, máximos pessoais ou simplesmente que terminassem as suas provas. Aqui, houve muita gente a falhar.

Análise dos resultados tugas nos Jogos Olímpicos (oitavo ao décimo dia)

Trampolim
Ana Rente (1) ficou em16º e último lugar na qualificação feminina, enquanto Diogo Ganchinho (2) ficou a um lugar do apuramento ao ser 11º.

Atletismo
Os gémeos Vieira participaram nos 20 kms marcha e terminaram em 32º o SérgioVieira (3) e em 45º o João Vieira (3), resultados modestos mas também não se esperava muito mais.

O Alberto Paulo (2) na primeira eliminatória dos 3.000 metros obstáculos foi penúltimo a quinze segundos da melhor marca pessoal que lhe permitiu estar nos Jogos.

O Francis Obikwelu (3) foi 6º na meia-final em que participou, com 10,10s e acabou por cobrir de ridículo o final da sua brilhante carreira, primeiro ao abandonar os 200 metros onde sempre esteve mais à vontade, segundo por aquela conferência de imprensa surreal onde só quem não percebe minimamente de atletismo acreditou no que foi dito, terceiro por ter abandonado a carreira aos 29 anos e não ter sequer participado nas eliminatórias dos 200 metros. Anda a ser mal aconselhado o Francis.

Sandra Tavares (3) foi 9ª na sua série de qualificação do Salto Com Vara. Fez 4,30m e depois tentou novo recorde nacional com 4,40m. Falhou as três tentativas e ficou assim no 19º da geral.

Rui Pedro Silva (2) foi 34º na final directa dos 10.000 metros a mais de um minuto do seu recorde pessoal.

Na Maratona feminina, Marisa Barros (3) foi a melhor portuguesa em 32º, Ana Dias (3) foi 46ª e Inês Monteiro (2) desistiu.

Vânia Silva (1) fez o melhor dos três lançamentos de qualificação a 59,42m (tem como melhor esta época 67,97m). Pior foi mais uma tirada infeliz para os jornalistas após a prova:"não sou muito dada a este tipo de competições".

Arnaldo Abrantes (2) nos 200 metros foi último na sua série com o tempo fraquíssimo de 21,46s. Arnaldo tem como recorde pessoal 20,48s, tempo que daria perfeitamente para se qualificar para a fase seguinte. O último apurado fez 20,89s.

Nélson Évora (4) apurou-se facilmente para a final do Triplo Salto com 17,34m.

Triatlo
Vanessa Fernandes (5) conquistou a medalha de prata correspondente ao 2º lugar no Triatlo feminino.

Canoagem
Emanuel Silva (3), na classe K1, foi 4º na sua série e apurou-se para a fase seguinte.

Vela
Na classe 49er, Jorge Lima/Francisco Andrade (3) ficaram em 11º, a um ponto e um lugar da regata final, a Medal Race, para a qual são apurados os dez melhores e cuja pontuação conta a dobrar.

Na classe 470, Álvaro Marinho/Miguel Nunes (4) terminaram a Medal Race em último lugar mas conseguiram terminar num bom 8º lugar da geral.

Na classe RS:X (prancha à vela) João Rodrigues (4) tem vindo a melhorar ao longo da prova e já é 9º classificado quando falta apenas uma regata antes da Medal Race que contará apenas com os dez melhores.

Na classe Laser, Gustavo Lima (5) apesar de algumas regatas menos boas tem conseguido manter-se nos primeiros lugares e é 3º após a sétima de dez regatas.

Finalmente, na classe Star, Afonso Domingues/Bernardo Plantier (4) estão em 6º após sete de dez regatas.

As estimativas de domingo do BO americano

Em "Tropic Thunder", um grupo de actores é apanhado numa batalha real durante a rodagem de um filme de guerra

O mercado americano dá sinais de que o Verão está a acabar por aqueles lados.

Tropic Thunder a comédia com Ben Stiller, Jack Black e Robert Downey Jr., empurrou finalmente Dark Knight para fora da liderança.

O novo número um fez 26 milhões de dólares no fim-de-semana de abertura, acima dos 16,8 milhões da sequela da série Batman.

Fraquinhas como esperado, as estreias de Star Wars: The Clone Wars (15,5) e Mirrors (11,1).


Nelson Évora segundo na qualificação do triplo salto

A marca de 17,34m foi a segunda melhor entre todas as que foram obtidas na qualificação e a melhora da época até ao momento para o Nelson Évora.

Vanessa de ouro ganha prata em Beijing

Não deu para o ouro mas foi uma excelente prova da Vanessa Fernandes no Triatlo Olímpico em Beijing.

Guess What? São os bifes bêbados outra vez!

A série de notícias sobre britânicos bêbados entusiasmou um leitor deste blogue a enviar-me o link para uma peça da BBC sobre o assunto. O texto refere que entre Abril de 2006 e Março de 2007 o número de bifes detidos em Espanha aumentou 32% em relação aos doze meses anteriores. A esmagadora maioria dessas detenções deveu-se a - adivinhem - distúrbios causados pela ingestão de álcool.

O vídeo que acompanha o texto também tem imagens porreiras que ilustram o problema da cultura que iguala divertimento ao maior coma alcoólico possível.

Outro modo de observar a sofisticação bifa é a série Club Reps que passa no Zone Reality e acompanha um grupo de animadores nas zonas de férias infestadas de ingleses.

domingo, 17 de agosto de 2008

Jon Stewart, Jorge Mourinha, David Byrne e Brian Eno todos no mesmo post - It doesn't get any better, folks!

Via o blogue A Minha TV, uma notícia bem catita sobre o Jon Stewart.

E trazia brinde porque, na mesma página, havia um link para outro artigo, este sobre o novo disco de Eno & Byrne.

O facto pôs-me a bater palminhas de alegria e regozijo neste início de tarde de domingo.

Políticas de moderação - Correio da Manhã

Serve apenas para ilustrar as políticas de moderação de alguns jornais.

a) No Correio da Manhã não se pode chamar "idiota" aos outros comentadores. Parece-me bem. Tentei e o comentário não foi publicado.

b) No entanto, pode-se apelar à compra de armas e aconselhar os seus possuidores a atirar a matar, mesmo que se escreva:
"Aconselho os portugese que todos comprem uma arma ,e em situasoes destas e atirar a matar, porque ou se mata ou morrese, e preferivel matar, e no final o pais fica agradesido por ter um bandido a menos a viver a custa de quem trabalha ."
Chamar idiota vs. Atirar a matar - Conclusão

Opinião muito pessoal - aceito que outros pensem de maneira diferente - prefiro que me chamem idiota a que disparem contra mim. Tenho um feitio lixado...

Continuando a rubrica "turistas britânicos fazem figuras tristes no estrangeiro"

Diz o simpático jornal Sol, especialista nisto das notícias que fazem rir, que um grupo de turistas ingleses conseguiu a proeza de confundir o filho (rapaz) de um futebolista croata com a pequena Maddie. De acordo com a peça, parece que os bifes tentaram mesmo agarrar o petiz.

Mal posso esperar por outras notícias do género: "Grupo de turistas galeses confunde antílope com pequena Maddie em plena reserva do Seringueti" ou "Tio McDonald jura ter visto Maddie às cavalitas do monstro do Loch Ness"

sábado, 16 de agosto de 2008

Generation Kill vs. Band Of Brothers (uma crítica que explica muita coisa)


Um texto de Tim Apello no site film.com aborda as diferenças entre a série "Band Of Brothers" de 2003, produção Spielberg/Hanks e a mais actual "Generation Kill" da mesma equipa que produziu "The Wire".

É interessante como as críticas de Apello à série sobre a invasão americana do Iraque são exactamente o que eu considero serem os pontos fortes do tipo de narrativa desenvolvida por David Simon e Ed Burns.

A falta de pistas para o espectador, o carácter dúbio de muitos personagens, a obrigatoriedade de pensar e acompanhar a acção ao pormenor como consequência da tal confusão que Apello refere, são o sal e a pimenta de "Generation Kill" e conferem-lhe um toque de algo a que poderíamos chamar modernidade, por oposição ao formato mais clássico de Band Of Brothers.

Simon e Burns não pretenderam dar uma visão clara da aventura americana na Mesopotâmia. Na Segunda Guerra Mundial todos sabiam porque lutavam. O mal estava bem identificado em Hitler e nos Nazis. Foi possivelmente a guerra mais clara e justa da história da humanidade. No Iraque, nada está bem definido. Nem o inimigo, nem as causas para a guerra. O caos e a falta de clareza são parte integrante da realidade.

Mas o melhor disto tudo, é que são ambas excelentes séries. Só nessa qualidade são comparáveis.

Brevemente, no TELOS...

Eis os títulos que estão guardados como "rascunhos" ou "agendados" para publicação aqui no "The Extraordinary Life Of Steed" (TELOS):

Generation Kill vs. Band Of Brothers
Uma crítica que explica porque razão os americanos às vezes produzem séries e filmes tão mauzinhos.

Os filmes que aí vêm: Avatar de James Cameron
O regresso do homem que realizou "Titanic"

A Internet também tem coisas muito fixes
Algumas razões pelas quais eu gosto tanto desta invenção

Caçadores de Mitos vs. Concorrência
O sucesso do Mythbusters levou à criação de outros programas no mesmo género. Será que algum deles bate o original?

No "Le Monde", um artigo sobre o futuro demográfico da China

O país mais populoso do mundo enfrenta vários problemas. Um deles parece ser exactamente o de saber quantos habitantes tem. 1,3 biliões segundo o último censo, ou 1,5 biliões de acordo com uma estimativa. A política do filho único não agrada a todos e é difícil de fazer cumprir fora das zona urbanas. Este artigo do Le Monde fala dessas e de outras questões ligadas ao futuro demográfico da China.

Harry Potter desliza para 2009

Já devem saber, a notícia já é de quinta-feira: A Warner Bros. decidiu retirar o próximo "Harry Potter and the Half-Blood Prince" da data de Novembro e mudar a estreia para 17 de Julho de 2009. O estúdio justificou a mudança com a necessidade estratégica de reforçar o alinhamento durante os meses de Verão.

No final, talvez lhes custe algum dinheiro em termos absolutos pois tradicionalmente os filmes da série Potter funcionam melhor no Natal mas a ver vamos. Nisto do cinema tudo muda com muita rapidez. Não chorem, aqui fica fresquinho, fresquinho o primeiro trailer:


As conversas laterais à volta dos Jogos Olímpicos

Algumas declarações laterais:

  • Pedro Silva o judoca português, queixou-se da tradicional falta de apoios e esteve envolvido numa trica com o brasileiro que derrotou na primeira fase, ao que parece por uma questão de saias.

  • Os remadores portugueses queixaram-se da opção federativa que os privou de terem os seus técnicos em Beijing em favor de um técnico da federação.

  • O treinador de João Neto lamenta os jantares e eventos publicitários com atletas três meses antes dos jogos.

  • Marco Fortes, lançador de peso, irritou meio país ao atirar piadas como "de manhã é hora de estar na caminha" após esta manhã ter falhado miseravelmente o apuramento para a final com dois nulos e uns medíocres 18,05m. Marco, filho, até podes ser o atleta mais engraçado da comitiva mas...depois de fazeres merda pedes desculpa, não dás a ideia de que só foste a Beijing para passear. Mesmo que seja verdade no teu caso e de mais uma mão-cheia de atletas, tenta-se disfarçar. Vais ter de evoluir muito e de conseguir resultados muito bons para que a malta se esqueça deste teu deslize.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A evolução do Inglês de acordo com a Wired

Via Roda Livre, o blogue mais fixe a norte de Timbuctu, chegou-me um artigo hilariante da Wired sobre o futuro da língua inglesa.

O mais engraçado é que, lembro-me de ter lido um artigo, há uns anos, que falava exactamente desta apropriação que os estrangeiros fazem do inglês como língua franca que pode ser utilizada em todo o lado. Não só como consequência da presença inglesa em alguns sítios mas também porque é usada para estabelecer comunicação entre pessoas que não são native speakers do inglês.


Ps: Ah e leiam os comentários ao artigo. Neste caso alguns deles são bem engraçados.