Os jornais esgotaram no dia a seguir ao assalto ao BES. Agora, toca a fazer render o peixe. As vidas dos envolvidos são analisadas em detalhe e a operação é dissecada até à náusea.
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
Temas
cinema
(267)
parvoíces
(187)
internet
(169)
jornalismo
(117)
piadolas
(113)
televisão
(102)
sociedade
(96)
política
(89)
marketing e publicidade
(83)
música
(64)
notícias
(60)
portugal
(57)
desporto
(48)
economia
(46)
internacional
(28)
história
(25)
coisas artísticas
(20)
tecnologia
(16)
dilbert
(15)
livros
(15)
comida
(7)
coisas científicas
(1)
sábado, 9 de agosto de 2008
Conflito na Ossétia aumenta de intensidade
O que começou com um ataque da Geórgia para retomar o controlo da capital da província separatista da Ossétia do Sul já degenerou para uma guerra entre a Geórgia e a Rússia.
Aviões russos já atacaram alvos em território da Geórgia fora da zona da Ossétia, na cidade de Gori.
Tropas russas retomaram o controlo da capital da Ossétia do Sul.
A frota russa do Mar Negro recebeu ordens para se deslocar para o porto de Ochamchira na zona de conflito.
Mais detalhes no El País e no New York Times.
Aviões russos já atacaram alvos em território da Geórgia fora da zona da Ossétia, na cidade de Gori.
Tropas russas retomaram o controlo da capital da Ossétia do Sul.
A frota russa do Mar Negro recebeu ordens para se deslocar para o porto de Ochamchira na zona de conflito.
Mais detalhes no El País e no New York Times.
Equipa olímpica da Geórgia abandona os Jogos
Devido à situação de guerra na zona da Ossétia do Sul que envolve separatistas e tropas georgianas e russas, a equipa olímpica da Geórgia abandonou os Jogos Olímpicos de Beijing.
O abandono foi apresentado como tendo sido da iniciativa dos atletas. Honestamente, parece-me uma medida política. Não há muito contra que protestar, o ataque inicial foi Georgiano e de acordo com fontes locais, a escolha da data não foi inocente.
O abandono foi apresentado como tendo sido da iniciativa dos atletas. Honestamente, parece-me uma medida política. Não há muito contra que protestar, o ataque inicial foi Georgiano e de acordo com fontes locais, a escolha da data não foi inocente.
A Ryanair cancela reservas feitas através de sites que permitem comparação de preços
A low-cost irlandesa Ryanair, cancelou milhares de reversas feitas na Internet, em sites de operadores que permitem comparar de preços entre ofertas de várias companhias aéreas.
A Ryanair acha que essa actividade é ilegal, que os operadores em causa cobram taxas muito elevadas e que os preços apresentados não estão correctos.
Algumas organizações de consumidores e agências de viagens já criticaram esta acção da Ryanair.
A notícia é da Lusa e é reproduzida em diversos sites nacionais como, por exemplo, o site da RTP.
A Ryanair acha que essa actividade é ilegal, que os operadores em causa cobram taxas muito elevadas e que os preços apresentados não estão correctos.
Algumas organizações de consumidores e agências de viagens já criticaram esta acção da Ryanair.
A notícia é da Lusa e é reproduzida em diversos sites nacionais como, por exemplo, o site da RTP.
Ainda o acordo ortográfico e um texto que desmonta os argumentos dos sábios da nação
Quem me conhece, sabe que não vejo mal no acordo ortográfico. Simpatizo com ele e era mesmo capaz de lhe dar um beijinho.
Sabem que acho a generalidade das manifestações do tipo "ai jasus que lá se vai a nossa querida língua" ou bater no peito e rasgar as vestes, completamente parvas e com um inegável potencial piadético.
A língua portuguesa é uma coisa do caraças. E tem sido maltratada e negligenciada mais ao nível político do que pelos utilizadores. O grande desafio e o mais importante de tudo, acima dos egos e dos acordos ortográficos, é continuar a ganhar gente para o lado dos que falam português. Isso dá-nos - a todos e não só aos brasileiros ou moçambicanos ou quem quer que seja - mais força e cria laços mais relevantes do que qualquer outro factor. Mais do que um passado comum dá-nos um futuro comum.
O assunto perdeu alguma actualidade enquanto os subscritores de petições e textos apocalípticos foram a banhos ou estão entretidos à procura de outros temas que lhes permitam brilhar e exibir a sapiência. Apesar disso, dá tanto gozo ler este texto que não o partilhar me iria impedir de dormir bem durante semanas.
Sabem que acho a generalidade das manifestações do tipo "ai jasus que lá se vai a nossa querida língua" ou bater no peito e rasgar as vestes, completamente parvas e com um inegável potencial piadético.
A língua portuguesa é uma coisa do caraças. E tem sido maltratada e negligenciada mais ao nível político do que pelos utilizadores. O grande desafio e o mais importante de tudo, acima dos egos e dos acordos ortográficos, é continuar a ganhar gente para o lado dos que falam português. Isso dá-nos - a todos e não só aos brasileiros ou moçambicanos ou quem quer que seja - mais força e cria laços mais relevantes do que qualquer outro factor. Mais do que um passado comum dá-nos um futuro comum.
O assunto perdeu alguma actualidade enquanto os subscritores de petições e textos apocalípticos foram a banhos ou estão entretidos à procura de outros temas que lhes permitam brilhar e exibir a sapiência. Apesar disso, dá tanto gozo ler este texto que não o partilhar me iria impedir de dormir bem durante semanas.
Análise dos resultados tugas no primeiro dia de jogos (actualizado)
A avaliação (potencialmente injusta e certamente subjectiva) terá os seguintes parâmetros:
- Excelente / Muito Acima do Esperado - 5
- Muito Bom / Superou as expectativas- 4
- Dentro do Esperado / Foi de encontro ao esperado - 3
- Fraco / Ficou abaixo do que se esperava - 2
- Muito Fraco/ Não cumpriu os objectivos mínimos - 1
Judo
Ana Hormigo (3) na categoria de -48kg foi sétima. Ganhou o primeiro combate a uma indiana, perdeu o segundo com a sul-coreana com quem já tinha perdido duas vezes noutras competições e voltou a ser derrotada nas repescagens que poderiam dar-lhe acesso ao terceiro lugar.
Badminton
Ana Moura (2) foi eliminada na primeira eliminatória por 2-0 pela suíça Jeannine Cicognini, uma adversária de valor semelhante ao seu.
Ciclismo
Na prova de estrada, Nuno Ribeiro (3) terminou os 245kms em 28º lugar a 2m28s do primeiro enquanto André Ribeiro (2) perdeu o contacto com o grupo principal e não fez melhor que o 72º lugar a mais de 15 minutos do vencedor.
Tiro
Manuel Silva (1) fartou-se de falhar tiros na primeira sessão de fosso olímpico e, como é hábito nas participações portuguesas nos Jogos nesta modalidade, não justificou a presença. Sei que estou a ser injusto e mauzinho mas irrita-me sempre que estes homens do tiro aos pratos façam bons resultados em competições durante o ciclo olímpico, tenha um ranking muito bom e depois se espalhem ao comprido na parte que realmente interessa.
Na pistola de ar comprimido a 10 metros o João Costa (3) ficou fora da fase final. Foi 18º a duas posições do último apurado. Nada de muito preocupante. A especialidade do João é o tiro a 50 metros. Nessa variante é líder do ranking mundial e aí a responsabilidade é outra.
Tiro Com Arco
Nuno Pombo (3 ainda com possibilidade de melhorar) foi 42º na fase que estabelece o ranking para a segunda fase. Terá agora de defrontar um turco no sistema de eliminação. O adversário foi 23º na fase anterior e tem resultados bastante superiores ao do português.
Natação
Sara Oliveira (3) bateu o recorde nacional dos 100 metros mariposa em 18 centésimos e foi 35ª nas eliminatórias. Foi uma boa marca dentro do que se pede mas infelizmente ainda está longe do nível que lhe permita chegar às meias-finais.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Uma cidadã repórter com piada
Como passei algumas das melhores férias da minha vida na Manta Rota, o título chamou-me a atenção.
A senhora tem piada e um estilo fluído, no limite aceitável do indignado. Quanto ao assunto em si, estou solidário com ela. Se há coisa capaz de me transformar no incrível Hulk em segundos é a mania da animação nas zonas de férias. A imbecilidade de insistir em debitar música em todo o lado, o marketing morcão que persegue os consumidores com brindes e outras actividade irritantes.
Por norma sou um tipo animado. Quando vou de férias para algum lado quero ouvir o mar e não o Tony Carreira ou a bardajona da Beyonce. Sobretudo, não quero que me enfiem à força animação tipo monitor hiper activo do Holmes Place com palminhas e gritos histéricos de "vamos pessoal" ou "toca a mexer esses rabos".
A Manta Rota já foi das melhores praias do Algarve. Pelo que diz a Margarida, agora é mais um destino a evitar.
PS: Eu não meto os pés no Algarve há anos. Odeio aquilo. Lamento.
A senhora tem piada e um estilo fluído, no limite aceitável do indignado. Quanto ao assunto em si, estou solidário com ela. Se há coisa capaz de me transformar no incrível Hulk em segundos é a mania da animação nas zonas de férias. A imbecilidade de insistir em debitar música em todo o lado, o marketing morcão que persegue os consumidores com brindes e outras actividade irritantes.
Por norma sou um tipo animado. Quando vou de férias para algum lado quero ouvir o mar e não o Tony Carreira ou a bardajona da Beyonce. Sobretudo, não quero que me enfiem à força animação tipo monitor hiper activo do Holmes Place com palminhas e gritos histéricos de "vamos pessoal" ou "toca a mexer esses rabos".
A Manta Rota já foi das melhores praias do Algarve. Pelo que diz a Margarida, agora é mais um destino a evitar.
PS: Eu não meto os pés no Algarve há anos. Odeio aquilo. Lamento.
Hoje
Hoje não me chateiem que vou ver os Jogos Olímpicos.
Deixo-vos apenas o editorial do "Público" que fala - adivinhem - da China.
Fala de uma ideia que partilhei aqui há uns tempos de que o aparecimento de uma classe média forte conduziria a maiores exigências de conforto, respeito por direitos humanos, qualidade ambiental, etc.
O editorial diz que isso não está a acontecer. Eu, humildemente digo que ainda é cedo. A China, ainda não chegou ao ponto de caramelo. Vai ser um caramelo assim para o sujito mas mesmo assim...
Deixo-vos apenas o editorial do "Público" que fala - adivinhem - da China.
Fala de uma ideia que partilhei aqui há uns tempos de que o aparecimento de uma classe média forte conduziria a maiores exigências de conforto, respeito por direitos humanos, qualidade ambiental, etc.
O editorial diz que isso não está a acontecer. Eu, humildemente digo que ainda é cedo. A China, ainda não chegou ao ponto de caramelo. Vai ser um caramelo assim para o sujito mas mesmo assim...
Os Jogos Olimpicos de Pequim parte III
Prova de que ninguém liga ao que eu escrevo. Hoje fartaram-se de me perguntar: a que horas começa a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos? E em que canal dá?
Impressionante era a neblina com péssimo aspecto que cobriu Beijing durante o dia de ontem. Os Chineses começaram a reduzir as emissões há semanas, fechando fábricas e limitando a circulação de veículos. A diferença é pouca.
De qualquer modo, estou com grandes expectativas para a cerimónia de amanhã. Espero que corra tudo bem.
A partir das 13h na RTP e no Eurosport.
Impressionante era a neblina com péssimo aspecto que cobriu Beijing durante o dia de ontem. Os Chineses começaram a reduzir as emissões há semanas, fechando fábricas e limitando a circulação de veículos. A diferença é pouca.
De qualquer modo, estou com grandes expectativas para a cerimónia de amanhã. Espero que corra tudo bem.
A partir das 13h na RTP e no Eurosport.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Dicas para sobreviver ao acesso de produtividade do autor
Há quem se queixe de falta de tempo e pachorra para ler muito do que escrevo neste blogue. Para esses, duas dicas:
a) Subscrevam o blogue por RSS ou e-mail. É ir ver como se faz nos bonecos aqui ao lado.
b) Se não estão puto interessados nos textos sobre jornalismo ou tecnologia, ou se preferem piadolas e parvoíces, vão à lista de temas (ou tags) e cliquem nas vossas preferidas. Só vos aparecerão os textos sobre esse assunto.
Aproveitem para votar na listinha de temas. Ajuda imenso a saber em quais carregar mais ou menos.
Como alternativa, podem visitar os blogues e sites das listas que são todos, sem excepção, incomparavelmente melhores do que este.
E já sabem, comam fruta e legumes e evitem as massagens porque - todos juntos, agora - "aquilo são coisas que se sabe como começam mas nunca se sabe como acabam!"
a) Subscrevam o blogue por RSS ou e-mail. É ir ver como se faz nos bonecos aqui ao lado.
b) Se não estão puto interessados nos textos sobre jornalismo ou tecnologia, ou se preferem piadolas e parvoíces, vão à lista de temas (ou tags) e cliquem nas vossas preferidas. Só vos aparecerão os textos sobre esse assunto.
Aproveitem para votar na listinha de temas. Ajuda imenso a saber em quais carregar mais ou menos.
Como alternativa, podem visitar os blogues e sites das listas que são todos, sem excepção, incomparavelmente melhores do que este.
E já sabem, comam fruta e legumes e evitem as massagens porque - todos juntos, agora - "aquilo são coisas que se sabe como começam mas nunca se sabe como acabam!"
Os jornais portugueses são bons e a gente não sabia!
Tomem lá para aprenderem a dar valor ao que é vosso.
Atenção que o senhor que escreve é parte interessada no assunto porque, pelo que percebi, a empresa dele esteve (está?) envolvida no design gráfico do Expresso.
De qualquer modo, a revista do maior semanário português vai mudar outra vez de grafismo. Não sei se acho muita piada ao facto de as secções passarem a ter nomes de partes de uma refeição mas é mau dizer mal antes de ver, por isso, esperemos calmamente.
"Presto", a curta da Pixar
Não faço ideia se a Pixar autorizou isto ou não. De qualquer maneira, anda por aí com óptima qualidade e é tão bom que não posso deixar de recomendar que o vejam.
Chama-se "Presto" e é a curta-metragem de animação da Pixar que irá passar antes do Wall-E (que, segundo me disseram, é excelente).
Chama-se "Presto" e é a curta-metragem de animação da Pixar que irá passar antes do Wall-E (que, segundo me disseram, é excelente).
É, com toda a certeza, a que mais se aproxima em espírito dos tempos das animações da WB, do Friz Freleng e Chuck Jones.
Pixar rules!!!!
Mamma Mia!
(da esquerda para a direita) Christine Baranski (Tanya), Meryl Streep (Donna) e Julie Walters no papel de Rosie, em plena cena de bailaricoTeve muitas críticas más. Dizem que a Phyllida Lloyd pode saber de teatro mas não sabe realizar, que é tudo para baixo de mau. Mesmo assim, tenho vontade de ver o filme. Apenas porque acho que deve ser divertido.
Mas há alguns detalhes interessantes relativos ao Mamma Mia! que têm a ver com a campanha de marketing.
Como a acção se desenrola numa ilha na Grécia, isso levou uma das maiores acções de promoção do filme a esse país. Os gregos fizeram uma festarola imensa com os actores e a realizadora, imensas entrevistas, sessões de fotografia e estreia mundial.
O facto de um filme americano estrear primeiro num outro país é raro e normalmente causa alguns calafrios e comichões aos executivos. Mas fizeram bem. As receitas foram excelentes, recordes foram batidos e toda a gente ficou feliz.
Outro aspecto engraçado é que os gregos têm uma tradição muito forte de cinemas ao ar livre e, pelos vistos ,conseguiram alcançar a qualidade suficiente para convencer a Universal a estrear o Mamma Mia! mundialmente num número significativo de écrãs junto de praias e zonas turísticas.
Mais: 42% das receitas no primeiro fim-de-semana vieram desses cinemas al fresco. Apesar do número de sessões limitadas (imagino que a uma ou no máximo duas por dia), as lotações dos cinemas ao ar livre são bastante superiores às maiores salas dos multiplexes, com a vantagem de caber sempre mais um e de se poder recorrer a todas as cadeiras das esplanadas vizinhas para acomodar a procura (isto aconteceu e foi-me relatado por uma fonte da Universal).
Moral da história. Aqui em Portugal, temos praias, turistas, bom tempo e filmes em versão original - ou seja, os bifes podem perfeitamente ver o filme ignorando as legendas. Não valerá a pena apostar seriamente nisto?*
*Atenção: eu disse seriamente, não é fazer umas coisas mal enjorcadas para chular mais uns cobres ao veraneante.
Mas há alguns detalhes interessantes relativos ao Mamma Mia! que têm a ver com a campanha de marketing.
Como a acção se desenrola numa ilha na Grécia, isso levou uma das maiores acções de promoção do filme a esse país. Os gregos fizeram uma festarola imensa com os actores e a realizadora, imensas entrevistas, sessões de fotografia e estreia mundial.
O facto de um filme americano estrear primeiro num outro país é raro e normalmente causa alguns calafrios e comichões aos executivos. Mas fizeram bem. As receitas foram excelentes, recordes foram batidos e toda a gente ficou feliz.
Outro aspecto engraçado é que os gregos têm uma tradição muito forte de cinemas ao ar livre e, pelos vistos ,conseguiram alcançar a qualidade suficiente para convencer a Universal a estrear o Mamma Mia! mundialmente num número significativo de écrãs junto de praias e zonas turísticas.
Mais: 42% das receitas no primeiro fim-de-semana vieram desses cinemas al fresco. Apesar do número de sessões limitadas (imagino que a uma ou no máximo duas por dia), as lotações dos cinemas ao ar livre são bastante superiores às maiores salas dos multiplexes, com a vantagem de caber sempre mais um e de se poder recorrer a todas as cadeiras das esplanadas vizinhas para acomodar a procura (isto aconteceu e foi-me relatado por uma fonte da Universal).
Moral da história. Aqui em Portugal, temos praias, turistas, bom tempo e filmes em versão original - ou seja, os bifes podem perfeitamente ver o filme ignorando as legendas. Não valerá a pena apostar seriamente nisto?*
*Atenção: eu disse seriamente, não é fazer umas coisas mal enjorcadas para chular mais uns cobres ao veraneante.
Cartaz da SIC Notícias
O João Lopes merecia uma parceira de programa mais dentro do assunto do que a que tem actualmente no Cartaz da Sic Notícias. A senhora é muito simpática mas não consegue contribuir com algo de interessante para a conversa. Lembra o Professor Marcelo com a outra senhora também muito simpática mas apagadita.
Os reféns do BES e a reacção das televisões (actualizado)
O sequestro terminou às 23h23. Trinta minutos antes, os assaltantes, dois brasileiros com idades entre os vinte e os 30 anos, apareceram à porta do banco com as armas encostadas às cabeças dos reféns. Com a negociação interrompida e perante a ameaça evidente à vida dos reféns, os snipers abateram um dos assaltantes. O outro foi para o hospital em estado crítico. Os dois funcionários do banco, um homem e uma mulher, escaparam praticamente ilesos. Só o homem teve alguns ferimentos ligeiros causados pelos estilhaços que voaram depois dos disparos.
A SIC Notícias optou por se manter no ar durante todo o tempo. A RTP N fez uma pausa, regressou quando os assaltantes surgiram à porta, voltou a interromper e voltou uma vez mais para a leitura do comunicado final. A TVI também esteve no ar na altura dos disparos mas depois voltou para a tourada no Campo Pequeno.
Estou a escrever isto em cima do acontecimento (bom, não tanto assim, o acontecimento está na sala e eu estou aqui na divisão ao lado). Houve uma tentativa de assalto a uma dependência do BES na Marquês da Fronteira e parece que os ladrões fizeram reféns. Não se sabe mais nada. Há muito GOE, muito negociador e muita PSP.
O que me interessou agora foi ver a reacção dos canais a esta notícia.
Os canais generalistas, RTP, SIC e TVI mantêm a programação.
Os canais de notícias fizeram apontamentos de reportagem nas edições que estavam a decorrer na altura. A SIC Notícias estava lá com repórter de imagem e jornalista excitada a ser afastada do local pelas forças da ordem. A RTP foi mais lenta e só apresentou uma jornalista ao telefone. A TVI, como ainda não tem canal de notícias, só vai falar do acontecimento mais logo às oito horas.
A SIC Notícias optou por se manter no ar durante todo o tempo. A RTP N fez uma pausa, regressou quando os assaltantes surgiram à porta, voltou a interromper e voltou uma vez mais para a leitura do comunicado final. A TVI também esteve no ar na altura dos disparos mas depois voltou para a tourada no Campo Pequeno.
***
Estou a escrever isto em cima do acontecimento (bom, não tanto assim, o acontecimento está na sala e eu estou aqui na divisão ao lado). Houve uma tentativa de assalto a uma dependência do BES na Marquês da Fronteira e parece que os ladrões fizeram reféns. Não se sabe mais nada. Há muito GOE, muito negociador e muita PSP.
O que me interessou agora foi ver a reacção dos canais a esta notícia.
Os canais generalistas, RTP, SIC e TVI mantêm a programação.
Os canais de notícias fizeram apontamentos de reportagem nas edições que estavam a decorrer na altura. A SIC Notícias estava lá com repórter de imagem e jornalista excitada a ser afastada do local pelas forças da ordem. A RTP foi mais lenta e só apresentou uma jornalista ao telefone. A TVI, como ainda não tem canal de notícias, só vai falar do acontecimento mais logo às oito horas.
A vida para lá dos blockbusters
Os americanos arranjam termos para tudo e mais alguma coisa. A indústria do entretenimento é bastante rica em expressões coloridas e práticas que ilustram o sucesso (blockbuster) , o falhanço (flop), ou a surpresa (sleeper).
Um sleeper é isso mesmo. Um filme à partida com pouco potencial que, inesperadamente, se transforma num pequeno sucesso, mensurável em médias por cópia e tempo em cartaz.
Os sleepers são os meninos bonitos de críticos e analistas e todos lutam pela glória de prever o surgimento de um desses bichos raros. Mas, claro, não é possível prever um sleeper.
A grande maravilha da indústria do entretenimento é exactamente a sua imprevisíbilidade. Os gostos do público mudam mais rapidamente do que o Cristiano Ronaldo muda de namorada e quem segue tendências arrisca-se a falhar com grande estrondo. Ah, e inovar também não é nada fácil.
Isso leva-nos a três regras de ouro:
a) Os executivos dos estúdios tendem a ir sempre atrás do último filme de sucesso embora a experiência prove que essa estratégia não compensa. Ai o "Sex and the City" fez dinheiro? Embora lá fazer mais 20 filmes para gajas.
b) Os estúdios são avessos ao risco e por isso a não ser que tenhas uma reputação à prova de bala é mais prudente não inovar muito. Ou seja, se não te chamares Joel Silver ou fores um dos irmãos Wachowski, não te metas a tentar realizar filmes psicadélicos para putos.
c) Quando pensamos que estamos a ir atrás daquilo que o público quer, já ele mudou de opinião. O quê? A nossa comédia com piadas escatológicas não fez dinheiro? Mas o "American Pie" fartou-se de facturar!
Voltando aos sleepers. Em Portugal, há poucos meses apareceu um. Chamava-se "La Grain Et Le Mulet". O título local foi "O Segredo de Um Cuscuz" (Toda a gente diz horrores mas eu até gosto deste título). Durante semanas a fio teve a melhor ou segunda melhor média por cópia do mercado português. Esteve em exibição em dois cinemas, não mais do que isso.
Hoje, enquanto buscava algum assunto que me chamasse a atenção no meio das notícias de cinema vi um artigo do Los Angeles Times sobre um filme francês chamado "Ne Le Dis à Personne" de Guillaume Canet. A surpresa é dupla. Primeiro porque o filme já tem dois anos e depois porque é francês e os filmes em língua estrangeira (para os americanos, tudo que não o inglês) têm muitas dificuldades em se afirmar no mercado norte-americano, avesso a ler legendas.
Embora a distribuíção esteja limitada aos maiores centros urbanos (e às zonas mais sofisticadas) o filme pegou no circuito alternativo ou art-house como lhe chamam.
Curiosamente, foi o segundo filme legendado a obter bons resultados este Verão, nos Estados Unidos, depois do épico "Mongol".
Um sleeper é isso mesmo. Um filme à partida com pouco potencial que, inesperadamente, se transforma num pequeno sucesso, mensurável em médias por cópia e tempo em cartaz.
Os sleepers são os meninos bonitos de críticos e analistas e todos lutam pela glória de prever o surgimento de um desses bichos raros. Mas, claro, não é possível prever um sleeper.
A grande maravilha da indústria do entretenimento é exactamente a sua imprevisíbilidade. Os gostos do público mudam mais rapidamente do que o Cristiano Ronaldo muda de namorada e quem segue tendências arrisca-se a falhar com grande estrondo. Ah, e inovar também não é nada fácil.
Isso leva-nos a três regras de ouro:
a) Os executivos dos estúdios tendem a ir sempre atrás do último filme de sucesso embora a experiência prove que essa estratégia não compensa. Ai o "Sex and the City" fez dinheiro? Embora lá fazer mais 20 filmes para gajas.
b) Os estúdios são avessos ao risco e por isso a não ser que tenhas uma reputação à prova de bala é mais prudente não inovar muito. Ou seja, se não te chamares Joel Silver ou fores um dos irmãos Wachowski, não te metas a tentar realizar filmes psicadélicos para putos.
c) Quando pensamos que estamos a ir atrás daquilo que o público quer, já ele mudou de opinião. O quê? A nossa comédia com piadas escatológicas não fez dinheiro? Mas o "American Pie" fartou-se de facturar!
Voltando aos sleepers. Em Portugal, há poucos meses apareceu um. Chamava-se "La Grain Et Le Mulet". O título local foi "O Segredo de Um Cuscuz" (Toda a gente diz horrores mas eu até gosto deste título). Durante semanas a fio teve a melhor ou segunda melhor média por cópia do mercado português. Esteve em exibição em dois cinemas, não mais do que isso.
Hoje, enquanto buscava algum assunto que me chamasse a atenção no meio das notícias de cinema vi um artigo do Los Angeles Times sobre um filme francês chamado "Ne Le Dis à Personne" de Guillaume Canet. A surpresa é dupla. Primeiro porque o filme já tem dois anos e depois porque é francês e os filmes em língua estrangeira (para os americanos, tudo que não o inglês) têm muitas dificuldades em se afirmar no mercado norte-americano, avesso a ler legendas.
Embora a distribuíção esteja limitada aos maiores centros urbanos (e às zonas mais sofisticadas) o filme pegou no circuito alternativo ou art-house como lhe chamam.
Curiosamente, foi o segundo filme legendado a obter bons resultados este Verão, nos Estados Unidos, depois do épico "Mongol".
Não há ninguém que ponha termo a esta pouca-vergonha?
Investigadores franceses descobriram dois novos vírus. Tudo bem, é o trabalho deles, parabéns.Agora, quando escolhem os nomes é que podiam lembrar-se de que mais tarde alguém terá ouvir de um médico: "olhe o senhor apanhou o mamavírus" ou dizer ao patrão "ó chefe estive doente em casa com o mamavírus".
No meu tempo, as doenças tinham nomes sérios. Uma pessoa apanhava tuberculose ou sarampo ou mesmo sífilis ou escorbuto (sim eu sou mesmo velho). Agora o mamavírus...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Olha! Um golpe de estado na Mauritânia e uma data de gorilas
Isto é tão fora de moda...golpes de estado, onde é que já se viu? E em Agosto? Hello? Silly season pessoal!!!!
Por outro lado, assim do nada, são descobertos 125 mil gorilas no norte do Congo.
Por falar em gorilas, o que em Portugal é "Kate tentou apelar 'ao coração' do sucessor de Gonçalo Amaral" no Reino Unido é "Kate McCann Begged Cops For Info".
Por outro lado, assim do nada, são descobertos 125 mil gorilas no norte do Congo.
Por falar em gorilas, o que em Portugal é "Kate tentou apelar 'ao coração' do sucessor de Gonçalo Amaral" no Reino Unido é "Kate McCann Begged Cops For Info".
Subscrever:
Mensagens (Atom)
