sexta-feira, 11 de julho de 2008

Oops...Afinal parece que os veículos electricos não pagam imposto nenhum

O primeiro-ministro disse ontem uma data de coisas. No meio da torrente de novidades escapou-se-lhe um detalhe. Ao anunciar que:
"se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30% do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70% uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente".
ninguém lhe disse (aparentemente, também nenhum dos deputados da oposição sabia do facto) aquilo que a Quercus lembrou hoje:

"há dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60% e não 70% do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos".

"Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos: Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias não combustíveis", refere o artigo. No que respeita ao Imposto Único de Circulação, a mesma legislação isenta os "veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis" do pagamento dessa taxa.

As citações podem ser lidas na notícia original no site do Diário Económico.

A resposta do gabinete do PM é uma série de desculpas esfarrapadas muito risíveis.

Tarantino filma "Inglorious Bastards"

"Inglorious Bastards" será o próximo filme de Quentin Tarantino.

Levemente baseado num série Z italiano do xunga-director Enzo Castellari, sobre um grupo de soldados atrás das linhas inimigas durante a Segunda Guerra Mundial, o filme será rodado na Europa.

Dizem as más linguas que o realizador anda atrás de Brad Pitt para protagonista.

Estará a ABC a tentar roubar ideias de modo a não pagar direitos?


Isto de criar títulos sensacionalistas para chamar a atenção é um vício. Mas neste caso quase se justifica.

A Nikki Finke, sempre alerta, com maus fígados e bons contactos na industria do entretenimento, conseguiu meter as mãos num memorando interno da ABC.

A interpretação que ela fez do documento diz que este chama a atenção para as possibilidades de não pagar direitos por formatos provenientes de fora dos Estados Unidos.

Aqui ficam dois exemplos para quem não sabe do que se está a falar:
  • "Ugly Betty" (formato Colombiano)
  • "The Office" (formato inglês).
Dois formatos não-americanos que foram adaptados para os States.

Ao contrário do que se passa em muitos blogues, aqui os comentários são importantes e também devem ser lidos.

Existem duas leituras que podem ser feitas deste documento. Uma é a mázinha e está de acordo com o que a Nikki pensa:
  • É a recomendação de uma grande cadeia de televisão norte-americana para que se tente evitar, por todos os meios, pagar direitos por formatos estrangeiros.
A segunda leitura considera o teor deste memo aceitável:
É a recomendação de uma grande cadeia de televisão norte-americana para evitar abusos no pagamento por formatos estrangeiros.

Mas se querem saber, este é o meu super-herói favorito: Hellboy

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Como regra não ligo muito a super-heróis.

Gosto da nova encarnação do Batman (o primeiro filme teve de desbravar mato e limpar a má ideia que tinha ficado do tempo do Joel Schumacher) mas não vou a correr às salas para ver o Dark Knight.

Quem me enche mesmo as medidas é o Hellboy. Bolas, como eu gosto desta personagem!

O Hellboy II, dirigido pelo Guillermo del Toro, sai hoje, 11 de Julho, nos States. E está cheio de bom aspecto...

Em Portugal a 21 de Agosto.

Mais sobre o Dark Knight

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Quase de certeza "Dark Knight" vai ser o maior filme do Verão, ultrapassando "Indiana Jones" e "Iron Man".

Nos Estados Unidos, o filme estreia à meia-noite de 17 para 18 de Julho. A procura é tanta que os exibidores estão a pensar manter as salas em funcionamento durante toda a noite. Depois de sessões esgotadas à meia-noite e às três da madrugada, em alguns locais a loucura vai continuar com sessões às seis da manhã!

A Portugal, o filme chega uma semana depois, a 24.

Por mais mórbido e cínico que possa parecer, a morte de Heath Ledger ajudou imenso a promover o filme...

Teaser trailer do próximo Harry Potter com Dark Knight?

Pode ser só nos Estados Unidos. Pode ser que seja só no IMAX. Mas há qualquer coisa por aí...

And now...to something completely different. Um polícia de cartão.

Uma peça no site da RTP, sobre um polícia de cartão que fez diminuir os acidentes nas vias rápidas de S.Miguel é a prova de que o automobilista médio é um mariquinhas pé-de-salsa.

E pela primeira vez, babei-me todo em frente ao écrã, de tanto me rir.

Mas se querem saber, este é o meu super-herói favorito: Hellboy

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Como regra não ligo muito a super-heróis.

Gosto da nova encarnação do Batman (o primeiro filme teve de desbravar mato e limpar a má ideia que tinha ficado do tempo do Joel Schumacher) mas não vou a correr às salas para ver o Dark Knight.

Quem me enche mesmo as medidas é o Hellboy. Bolas, como eu gosto desta personagem!

O Hellboy II, dirigido pelo Guillermo del Toro, sai hoje, 11 de Julho, nos States. E está cheio de bom aspecto...

Em Portugal a 21 de Agosto.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O que se aprende no Google Analytics (um post idiota e sem interesse)

Isto não tem interesse mesmo nenhum mas aqui vai (de Sul para Norte) uma lista de localidades brasileiras que, de acordo com o Google Analytics, já forneceram visitantes a este blogue:

Ijui, Lajeado, Blumenau, Cascavel, São Vicente, Sorocaba, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belo Horizonte, Uberlandia, Brasília, Cuiaba, Natal, Teresina e Belém.

Das duas uma, ou a Delilah (única visitante brasuca que eu conheça) viaja pa'xuxu, ou há muita gente no Brasil a vir aqui ter enganado e que passados cinco segundos pensa "pô! outro blogui dji português! esses cara tão em todo o lado! E óia só como eles escreve esquisito xente!!!"

Não tão engraçadas são as localidades Inglêsas:

Basingstoke, Bracknell, Poplar e, claro, Londres. Conclusão, a Isménia não viaja tanto como a Delilah.

Além de um solitário alemão de Darmstadt o outro único país de onde recebi visitas foi os Estados Unidos. E aqui estranho muito a popularidade deste blogue na cidade de Chicago.

Fiquei sensibilizado e prometo escrever um texto dedicado a este linda cidade como forma de agradecimento. Até já tenho título: "Despenteado em Chicago".

Os outros: Hoboken e Willingboro (New Jersey), New York (New York), Houston (Texas) e, última aquisição, Shrevport (Louisiana).

Isto é completamente ridículo e infantil mas também muito divertido...


Apture vs. Snapshots (razões pelas quais uma aplicação irrita e a outra não)


Há algum tempo decidi instalar uma aplicação chamada Apture* aqui no blog.

É um programinha simpático que nos deixa adicionar links a palavras ou expressões.

Vamos imaginar que o caro e desocupado leitor (vai trabalhar malandro! por isso é que este país não anda prá frente, só a ler blogues e o caraças!) está todo entretido com um post em que eu explico a estrutura do sistema educativo senegalês.

De repente, espeto aqui com uma referência, sei lá, à Universidade Cheikh Anta Diop, por exemplo. O simpático leitor fica na mesma. Por um lado não faz ni puta idea de quem foi Cheikh Anta Diop. Por outro, queria mesmo saber mais sobre a universidade que tem o seu nome.

O Apture serve exactamente para isso.

Permite ao autor ligar-se à aplicação com um só click. Seleccionar as palavras ou expressões susceptíveis de causar um curto-circuito no cérebro dos leitores, escolher o tipo de informação que quer alocar (uma entrada da Wikipédia,um vídeo, uma hiperligação directa para um site) e voilá!

Porque razão é o Apture bate o Snapshots?

Tudo tem a ver com o factor "ARGH!!!!"

O factor "ARGH!!!" foi identificado recentemente por investigadores do fenómeno da Internet e refere-se às reacções dos utilizadores que tentam ler um site infestado de links do Snapshots.

É que a maior vantagem do Apture em relação ao Snapshot prende-se com o facto de que os links não vão abrindo janelinhas irritantes que impedem uma leitura decente.

O segredo do Apture reside num delay precioso que permite controlar o que queremos ver.

*O autor garante não ter qualquer ligação aos criadores do Apture e ter sido suficientemente estúpido para escrever este texto sem lhes ter pedido uma pequena fortuna.

As vagas do ensino superior

Ao olhar para a notícia sobre os números de vagas do ensino superior, fiquei feliz por ter aumentado o número de entradas em medicina e por existirem tantas vagas para cursos de ciência e tecnologia.

Mas continuo a perguntar-me, porque raio insistem em tantas vagas para cursos inúteis como Direito? 510 só na Universidade de Direito de Lisboa? Pior ainda, continua a haver um bando de inocentes cheio de ilusões e feliz da vida por poder frequentar este curso.

Mais uma ajuda para compreender as novas tendências na Internet

Para quem anda a tentar saber mais sobre o que se passa na Internet, esta crónica no Expresso, da autoria do jornalista Paulo Querido, pode ser uma excelente ajuda. Envia-vos para uma outra peça de um senhor chamado Fred Cavazza onde ele organiza as milhentas aplicações da web social por categorias.

Sempre que leio e vejo estes quadros cheios de logotipos vem-me à cabeça a mesma pergunta.

Daqui por cinco anos quantos destes sites ainda existirão? O que ficará depois desta maré-viva da web 2.0 (ou media social como lhe chama Monsieur Cavazza)?

Fartos dos animais que falam (Wall-E)

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Wall-E é o filme mais recente da Pixar e resumidamente conta uma história de amor entre dois robots.

O filme tem recebido críticas excelentes e há quem se deite a adivinhar que vai ao Oscar para melhor filme (a ver vamos, ainda é cedo) mas os três pontos mais importante são:

a) Não tem animais que falam

b) Práticamente não tem diálogos

c) Pela primeira vez a Pixar introduz personagens de carne e osso no meio das CGI.

É um risco. Por isso tem incomparávelmente mais valor do que qualquer outro filme de animação estreado nos últimos tempos. Kudos para a Pixar.

Em Portugal estreia a 14 de Agosto.

Quatro horas de espera


"Quatro horas de espera" foi a resposta que me deram mais de uma vez quando perguntei quanto tempo levaria o meu carro a ser lavado por uma daquelas empresas que operam nos parques de estacionamento.

Agradeci e fui-me embora. Fiquei depois a matutar no caso.

Aprendi na escola que a segunda coisa mais difícil num negócio é arranjar clientes. A primeira é mantê-los.

Ora ali estava um negócio a correr tão bem que se dava ao luxo de recusar clientes.

Quais são as consequências deste acto?
  • O cliente não volta porque adquiriu a experiência de que a empresa não tem tempo para o atender.
  • O cliente conta aos amigos que não vale a pena recorrer às empresas de lavagem nos parques de estacionamento porque demoram imenso tempo a atender.
Há aqui um ponto importante. Contei o número de pessoas que estavam a trabalhar nos diversos locais em que me pediram para esperar as tais quatro horas. Normalmente via duas pessoas, no máximo três.

Não é preciso muito para lavar um carro. Água, produtos de limpeza, panos, escovas. O resto são contas simples.

Se duas pessoas produzem a quantidade de trabalho que leva a quatro horas de espera, então quatro pessoas a trabalhar reduzirão esse tempo de espera para duas horas. Isso levará a que mais clientes optem por utilizar o serviço.

As coisas não serão assim tão lineares (se mais pessoas deixarem o carro o tempo de espera aumenta outra vez) mas acho que dá para perceber a ideia geral. Se o objectivo de todos os negócios é ganhar dinheiro porque razão é que aqui se desperdiçam clientes de modo tão óbvio?

Quando ouço falar de marketing, de grandes teorias e não sei mais o quê, lembro-me sempre deste caso. Muitas vezes gastam-se milhares no acessório quando o básico continua por fazer.

As sete pragas do blogueiro

Na sequência do texto aqui de baixo fui ter a outro blogue francês onde encontrei esta pérola chamada "As sete pragas do Blogueiro".

Como já vi que o francês agora é tão falado em Portugal como o coreano aqui vai a tradução:

  • ser obrigado a justificar cada cêntimo ganho com o seu blogue.
  • ser consensual de modo a não ferir certas sensibilidades.
  • aceitar injurias e insultos sem reagir, quer no seu blogue quer nos blogues dos outros.
  • não responder aos trolls ou responder com sentido de humor mesmo que eles não tenham piada nenhuma (que é o mesmo que dizer sempre).
  • praticar o culto da transparência em nome sabe-se lá de quê.
  • responder de forma fria e ponderada a todos os comentário agressivos.
  • não sair demasiado da linha editorial (para quem tem uma) sob pena de ser chamado à atenção.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Porque razão é capaz de ser má ideia ter o patrocínio da marca Meo em jogos internacionais?

Porque equipa que apareça em Espanha com tal patrocínio vai ser gozada até mais não.

Felizmente há gente atenta às notícias no site do Diário Económico.

Por favor reparem no comentário do galego em Lisboa.

Joss Stone defende a partilha de música

É engraçada a reacção de surpresa do jornalista.

Mas o mais importante é registar que há gente a ver o caminho.

O link original é do site do Robin Good

Os benefícios do alto preço do petróleo

Vamos ser francos. Está a custar como o caraças. Andamos sem dinheiro, está tudo pela hora da morte, etc. etc. etc.

Mas a tal "hora da morte" pode ser a nossa sorte grande.

Antes de começarem a apedrejar-me leiam mais um pouco. Se quiserem, podem manter as pedras na mão ou aproveitar para procurar calhaus de maior dimensão.

É inegável, estas histórias sobre o fim do petróleo, a poluição e a necessidade de procurar alternativas, já andavam a correr há algum tempo. Mas o mundo só acordou agora. Agora, quando os preços subiram para níveis que deixam a classe média de tanga (a culpa não é só do petróleo mas que se lixe, obrigado sub-prime!) é que vemos movimentos sérios para buscar soluções que nos livrem de uma vez por todas do parvalhão do combustível fóssil. O tal que tem como característica irritante o facto de ser finito.

As vantagens são imensas: diminuem os níveis de dióxido de carbono e outros gases tóxicos; deixamos de ter de aturar ecologistas histéricos e podemos mandar os árabes pentear camelos.

Santo David Byrne também pensa assim. Amén.

Obviamente demitem-se! (A dança das cadeiras nas direcções dos teatros de Lisboa)

Eu cá não sou de intrigas e normalmente estas tricas passam-me ao lado mas, a história das demissões dos directores dos teatros Maria Matos e D. Maria em Lisboa, exalam um odor um pouco agradável.

Endereços de e-mail temporários

Se não gostam de spam e só precisam de um endereço de e-mail para entrar num site podem criar endereços de e-mail temporários.

Existem várias hipóteses. Eu escolhi o GuerrillaMail.com e funcionou bem.

Não há muito a explicar. O site cria um endereço que vai ficar activo por 15 minutos, o suficiente para se registarem e para enviarem o e-mail de confirmação. Depois puf! Desaparece.

Para procurarem outros sites do género basta fazerem busca por "temporary e-mail".

Have fun e não se esqueçam de comer a fruta e o legume.