quinta-feira, 8 de maio de 2008

Os contemporâneos


Não achei piada.

É pena. Os actores são do melhor, mas os textos são fraquinhos.

Bolas. Queria mesmo ter gostado. Ainda vou ver o segundo. Depois desisto.

Os defensores

Gostava de saber mais sobre as gentes que defendem o ser humano Paulo Teixeira Pinto com tanta convicção.

Exemplo neste blogue:

Bibliotecário de Babel


Jovem, se és um dos que defende Paulo Teixeira Pinto na internet, fala connosco e confessa-nos as tuas razões.

E já agora, se souberes, explica-nos também o texto sobre os pobrezinhos que saiu na NS.

Os activos. Os optimistas.


É sabido que o que pode correr mal normalmente corre mesmo mal. Chama-se lei de Murphy. E por isso, os optimistas são uns seres idiotas e o optimismo uma idiotice.

O stress faz mal. Mata e torna a gente maluquinha. E por isso, a malta muito activa que está sempre a fazer coisas e diz que não vive sem o stress e passa a vida ao telemóvel e a correr de um sítio para o outro é parva e os activos são uns parvinhos.

E os gajos que acordam maldispostos são o quê?

Ai as petições as petições

15 mil.

15 mil assinaturas para protestar contra o acordo ortográfico. Entre elas os seguintes notáveis:

Maria Alzira Seixo, António Emiliano, José Nunes e Vasco Graça Moura, Ana Isabel Buescu, António Emiliano, António Lobo Xavier, Eduardo Lourenço, Helena Buescu, Jorge Morais Barbosa, José Pacheco Pereira, José da Silva Peneda, Laura Bulger, Luís Fagundes Duarte, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Miguel Veiga, Paulo Teixeira Pinto, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel Aguiar e Silva, Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho, Zita Seabra e Manuel Alegre.

Que tédio...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ai o....ahahahaha....disse que.....e depois eles...ahahaha...a gente não tem nada a ver com....ahahahaha


Então é assim: o BES e o Expresso organizaram uma conferência toda catita. Um dos convidados era o Bob Geldof. A meio da sua intervenção sobre as coisas do costume o homem diz que Angola é gerida por criminosos.

Ui!

Angola é gerida por criminosos? Ele disse mesmo isso? Disse.

Como se atreve?

Alguém a expor uma ideia de forma clara e directa? Em Portugal? Numa conferência organizada pelo BES e pelo Expresso? É preciso ter lata!

O BES, irritadíssimo, ou não tivesse um banco em Angola, faz sair um comunicado a dizer que não tem nada a ver com as declarações do Geldof e que se desmarca destas declarações injuriosas.

Ou seja, o BES acha que o Zé Du e companhia são gente muito honesta que nunca roubou nada e que fazem honestamente o melhor que podem pelo seu povo.

Ou seja, podes ir a uma conferência organizada pelo BES mas ai de ti que digas o que pensas.

É o que dá convidar estrangeirada. Não sabem comportar-se.


PS: Piada em cima de piada. Este comentário à notícia no Expresso online:

"Não pode passar de um nazi vendido ao imperialismo se se atreve a criticar o governo democrático de Angola. Abaixo o colonialismo e viva o glorioso MPLA, que tanto tem feito pelo povo angolano !"

A espada, a vida e outros fait-divers

A actriz fulana de tal, leu numa revista algo de que não gostou. Furiosa, meteu-se no carro com uma amiga, também actriz, e foi directa à redacção da revista em causa.

Que era um vergonha aproveitarem-se da desgraça alheia e não sei mais o quê. Mandou vir com a directora e atirou o telemóvel a um jornalista.

Moral da história: dão-lhes confiança e depois dizem que é mau.

ou,

quem vive pela uh....revista de sociedade morre uh...pela revista de sociedade? Qualquer coisa assim.

Vão lá comer a frutinha e o legume. A gente já fala mais um bocado.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

The way it is.

"(...)connections and actions don’t have to be premeditated or thought out in advance to make a network. There are organic emergent forces at work, self-organizing systems arising that benefit some and not others."

Do Blog de David Byrne


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Oração

tem alguma coisa a declarar?


deo gratias, deo gratias
por mais este dia

deo gratias, deo gratias
pelo ar que respiramos

deo gratias, deo gratias
pela morte que afastaste

deo gratias, deo gratias
pela vida que nos dás

deo gratias, deo gratias

porque nada é realmente de graça.

Mea culpa mea culpa mea maxima culpa

Enquanto me chicoteio entusiasticamente, aproveito para confessar que sou tão distraído como um génio da ciência, mas sem sem a parte boa, a do génio. 

Quase nunca revejo os textos como devia. Depois, aparecem grandes asneiras.

Imperdoável. Agora que confessei esta minha fraqueza, se me dão licença vou continuar a penitenciar-me.

***

Por falar nisto das penitencias, duas organizações, uma que desconhecia por completo, a Liga Operária Católica (LOC) e outra que aparece muito nas notícias, a Igreja Católica (IC), são contra a abertura dos hipermercados ao domingo.

Dizem eles, que o domingo deve ser reservado "ao encontro das famílias" e que se deve "limitar ao máximo qualquer actividade laboral".

O artigo completo está aqui no "Público".

Este blogue, que opinia sobre as coisas mais parvas porque o autor tem demasiado tempo livre, acha que os hipermercados devem estar abertos ao domingo. Acha ainda que as preocupações da LOC e da IC com este caso particular, que compreendo dado ser o dia reservado ao culto, deveriam estender-se para outros problemas mais abrangentes que afectam a vida familiar das gentes, adoradores ou não.

Assim de repente, vem-me à cabeça a pressão que as empresas exercem sobre os empregados, a sanha de sucesso, carreira e promoções que afecta muitos dos seus fiéis (ah pois é bebé, não são só os hereges), os horários de trabalho, irregulares e excessivos, os salários baixos e a falta de incentivos à natalidade, por aí fora.

Isto sou eu a falar porque hoje é 1º de Maio e a malta tende a acordar assim para o lado do povo.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Traduções reles 2

Lá bem no Louisiana perto de Nova Orleães
No fundo da floresta entre os pântanos
Ficava uma cabana feita de lama e terra
Onde vivia um rapaz do campo chamado Joãozinho Bem-Bom
Que nunca aprendeu a ler ou escrever
Mas sabia tocar guitarra como se fosse uma campaínha

Vai Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Joãozinho Bem-Bom

Costumava andar com a guitarra num saco de batatas
Sentava-se atrás de uma árvore perto da linha do comboio
E os maquinistas viam-no sentado à sombra
A tocar ao ritmo das locomotivas
E as pessoas que passavam, paravam e diziam
Bem, este rapazito do campo sabe mesmo tocar

Vai Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Joãozinho Bem-Bom

A mãe dizia-lhe "Um dia hás-de ser um homem,
vais liderar uma daquelas grande bandas.
E muita gente virá de milhas em redor
Para ouvir-te tocar ao pôr-do-sol
Talvez um dia o teu nome apareça iluminado
Dizendo esta noite Joãozinho Bem-Bom."

Vai Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Vai Joãozinho vai
Vai
Joãozinho Bem-Bom




Deep down Louisiana close to New Orleans
Way back up in the woods among the evergreens
There stood a log cabin made of earth and wood
Where lived a country boy named Johnny B. Goode
Who never ever learned to read or write so well
But he could play the guitar just like a ringing a bell

Go go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Johnny B. Goode

He used to carry his guitar in a gunny sack
Go sit beneath the tree by the railroad track
Oh, the engineers would see him sitting in the shade
Strumming with the rhythm that the drivers made
People passing by they would stop and say
Oh my that little country boy could play

Go go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Go Johnny go
Go
Johnny B. Goode


His mother told him "Someday you will be a man,
And you will be the leader of a big old band.
Many people coming from miles around
To hear you play your music when the sun go down
Maybe someday your name will be in lights
Saying Johnny B. Goode tonight."

Go go
Go Johnny go
Go go go Johnny go
Go go go Johnny go
Go go go Johnny go
Go
Johnny B. Goode



*Johnny B-Goode, Chuck Berry

Ena! Um artigo inteligente sobre marketing!

É raro, sobretudo aqui em Portugal, onde qualquer pessoa que fale sobre marketing ou publicidade parece estar a vender-se a si ou à empresa onde trabalha. Normalmente, ouvem-se lugares comuns e frases feitas. Quase nunca alguma ideia original ou interessante.

Este artigo critica o abuso do marketing viral nas campanhas de lançamento de filmes. Fala do umbiguismo dos marketeers e da facilidade com que se seguem modas cuja eficácia diminui à medida que se estabelecem.

Para ler no Yahoo News.

Coisinhas irritantes

Como o Twitter, a moda do momento ou o Snapshots (para quem não sabe, lembram-se de andar a surfar e de repente passam com o rato por cima de um link e abre uma janelinha? É isso.)

A quantidade de pequeninas ferramentas (ou apps) que nascem como cogumelos destinam-se teoricamente a melhorar produtividade e aumentar e bla bla bla...

Um pequeno detalhe...e tempo para actualizar essas caquinhas todas?

Por exemplo, o Twitter: este entusiasta da coisa diz q "ai e tal, cada membro da equipa podia abrir uma conta no twitter e configurá-la para ser usada através do telemóvel e depois iam partilhando informação e sabíamos sempre onde estava o pessoal todo e partilhávamos ideias e tal....e aumentava o espírito de equipa...blablabla.

Umas perguntinhas:

Quem é que tem tempo para parar o seu trabalho e partilhar ideias, o que está a fazer, onde está, etc.? E tempo para ler essa informação?

Como é que uma ferramenta que essencialmente serve para um editor controlar o que que cada um está a fazer serve para aumentar o espírito de equipa?

Admito que possa estar a exagerar com este meu asco a ouvir falar do Twitter e por não levar a sério mais esta modinha digital mas porque raio é que temos de estar a debater a toda a hora e ser sociável a cada minuto que passa?

As capas da Annie Leibovitz na Vanity Fair

Este blogue está a ficar duma vulgaridade...

Enfim, desculpem o desabafo. Voltando ao que (não) interessa, desde 1995 que a Vanity Fair apresenta anualmente uma edição especial dedicada a Hollywood [preencher com uma das opções abaixo indicadas]*

a) Se você é trolha, mecânico de automóveis ou pintas de Alfama leia "cheia de gajas boas".

b) Se você é um metrossexual armado aos cucos leia "com mulheres interessantes, modernas, inteligentes, que sabem cuidar da sua aparência e ocasionalmente com homens assim como eu".

c) Se você é uma mulher leia "repleta de tipas todas retocadas e cheias de maquilhagem. De vez em quando aparecem gajos bons mas a maior parte deles deve ser larilas"

d) Se você tem 35 anos, ainda vive com os pais e a sua mãe é que lhe compra a roupa, leia "gahgrlihihihihi... com miúdas giras!"

As fotos destas capas, da autoria de uma senhora chamada Annie Leibovitz, são sempre muito giras, ocasionalmente maravilhosas e geralmente bem esgalhadas.

Para comemorar o 14º Hollywood issue, o site da Vanity Fair criou um slideshow com todas as capas.

Aproveitem, dêem uma olhadela e sorriam com os títulos das mais antigas.


*Exemplo de como este blogue encarnou o espírito da web 2.0

Existe mais gente a fazer piadas logo pela manhã

Site da RTP:

blablabla...combustíveis mais caros a partir de hoje...blablabla...escandaloso diz a ANAREC...blablabla.

A piada está nesta parte:

"Preço varia consoante postos de abastecimento

Na Galp os consumidores vão passar a pagar 1.32 euros por cada litro de gasóleo e 1,44 pela gasolina sem chumbo 95.

Nos postos da BP, o gasóleo custa agora 1,32 euros e a gasolina sem chumbo 1,44 euros.

De manhã a Repsol ainda não tinha actualizado os preços, mantendo o gasóleo a 1,289 euros e a gasolina 95 a 1,429 euros por litro."

Portanto, o preço varia consoante os postos apenas porque esta manhã a Repsol ainda não tinha feito a actualização. OK. Claro que aquele lindo conceito chamado "concertação de preços" não se aplica aqui.

Pura coincidência que a Galp e a BP, dentro do espírito de mercado livre tenham aplicado exactamente os mesmos preços, até ao cagagésimo do cêntimo.

Cartel? Naaaaaa.....coincidência.

É por estas e por outras que aqueles penteadinhos liberais me dão vontade de rir com as suas larachas. Se há quem precise de ser vigiado são as empresas, essas malvadas.



Oito e cinquenta


O Ministério da Saúde adverte que escrever piadolas antes das nove da manhã pode causar impotência e uma vontade incontrolável de dizer "chiça" em eventos sociais.

O Ministério da Saúde acrescenta ainda que nem pense em ter um médico de família antes de 2037.

Por isso, coma muita fruta e legumes em abundância. Lembre-se: An apple a day keeps the doctor away.

Às oito e quarenta e dois

Comentário jocoso:

Alunos do Carolina Michaelis visitaram o Estádio do Dragão. A visita foi abreviada após vários vário membros do grupo terem agredido os jogadores aos gritos de "damessabolajah!". Os Super-Dragões foram imediatamente chamados a intervir e distribuiram pêras e anonas pelos adolescentes descontrolados.

Instado a comentar, o líder da claque azul e branca referiu: "A fruta faz bem à saúde".

Por falar em saúde, o já chamado "Sindrome do Damissojah" está a ser estudado por um grupo de médicos, incluindo aquele senhor de barbas brancas que costuma aparecer na televisão e cujo nome de momento me escapa.

Não, não é o Pai Natal. O Pai Natal não é médico, é apenas um senhor bonzinho que distribui prendas.

Às oito e trinta e oito

8.38 da manhã:

Frase que inclui referencia a Adelino da Palma Carlos e Jorge Luis Borges.

Cultura para começar o dia. Achei que ficava bem.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ver a banda larga passar...

Artigo do género "porreiro pá!" no site da Wired.

Fala do futuro da banda larga e de como o crescimento das velocidades de download e upload irão mudar a maneira como a Internet é utilizada.

Algo a que o autor do artigo chama "banda larga 2.0": 50 a 100 Mbps (megabits por segundo). Algo que irá demorar o seu tempo até estar disponível para um número significativo de consumidores. A melhoria das redes custa dinheiro e as empresas do sector são conhecidas por providenciar maus serviços e não cumprirem o que anunciam em termos de velocidade. Aqui como nos Estados Unidos.

Aparentemente, só em algumas partes da Ásia (Japão à frente) é que o serviço de Internet já atingiu um nível que pode ser classificado como "banda larga 2.0" e preparam-se para aceder a velocidades na casa de 1 Gbps.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Respeito

Ainda a propósito do 25 de Abril e da nossa história recente, fica aqui a ideia de que Portugal honra pouco os ex-combatentes, aqueles a que os anglo-saxónicos - nisto muito mais sentimentalistas que nós - chamam veteranos. Pode pensar-se, como eu penso, que era errado travar a guerra nas colónias. Mas temos a obrigação de honrar, proteger e até mimar aqueles que para lá foram. Os que morreram e os que voltaram, ilesos ou mutilados. Não só por respeito e justiça para com esses homens (e algumas mulheres), mas também para garantir o respeito a Portugal como nação. Porque um país que não cuida de quem por ele lutou perde muita da razão de existir.

Este blogue não podia ser mais a favor do 25 de Abril

Primeiro: a crónica desta semana do Ricardo Araújo Pereira na Visão está muito boa. Eu próprio, se fosse ele, não teria escrito melhor.

Segundo: amanhã é o dia 25 de Abril.

Na data de hoje, há 34 anos, era 24 de Abril de 1974 e se existissem blogues nessa altura, o mais certo era andar um coronel reformado de ar caquético com um lápis vermelho (ou uma aplicação tipo twitter versão censura) a cortar quase tudo o que eu escrevesse. Isto se tivesse tido a sorte de passar ileso pelos meus dois anos de serviço militar.

Há 34 anos, se existissem blogues, seriam quase todos mantidos por homens e em muito menor número, dado o elevado nível de analfabetismo, porque as mulheres pouca opinião tinham e porque muito menos gente teria acesso à Internet do que hoje.

Na data de hoje, 34 anos atrás, houvessem blogues naquele tempo, Marcelo Caetano provavelmente teria o seu e chamar-se-ia "Conversas em Família".

Alguns dos blogues mais lidos, embora em segredo, seriam aqueles escritos por membros da oposição exilados no estrangeiro. Cunhal e Soares teriam cada um o seu, com nomes que poderiam muito bem ser "Até Breve Camaradas" e "O Florir das Rosas".

E haveria o blogue secreto de um jovem oficial, que fugindo ao controlo da PIDE, escreveria de África sobre o mal que era a guerra colonial.

Por tudo isso não me lixem. Precisamos de símbolos para continuar a acreditar.

25 de Abril sempre.