quarta-feira, 30 de abril de 2008

Às oito e quarenta e dois

Comentário jocoso:

Alunos do Carolina Michaelis visitaram o Estádio do Dragão. A visita foi abreviada após vários vário membros do grupo terem agredido os jogadores aos gritos de "damessabolajah!". Os Super-Dragões foram imediatamente chamados a intervir e distribuiram pêras e anonas pelos adolescentes descontrolados.

Instado a comentar, o líder da claque azul e branca referiu: "A fruta faz bem à saúde".

Por falar em saúde, o já chamado "Sindrome do Damissojah" está a ser estudado por um grupo de médicos, incluindo aquele senhor de barbas brancas que costuma aparecer na televisão e cujo nome de momento me escapa.

Não, não é o Pai Natal. O Pai Natal não é médico, é apenas um senhor bonzinho que distribui prendas.

Às oito e trinta e oito

8.38 da manhã:

Frase que inclui referencia a Adelino da Palma Carlos e Jorge Luis Borges.

Cultura para começar o dia. Achei que ficava bem.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ver a banda larga passar...

Artigo do género "porreiro pá!" no site da Wired.

Fala do futuro da banda larga e de como o crescimento das velocidades de download e upload irão mudar a maneira como a Internet é utilizada.

Algo a que o autor do artigo chama "banda larga 2.0": 50 a 100 Mbps (megabits por segundo). Algo que irá demorar o seu tempo até estar disponível para um número significativo de consumidores. A melhoria das redes custa dinheiro e as empresas do sector são conhecidas por providenciar maus serviços e não cumprirem o que anunciam em termos de velocidade. Aqui como nos Estados Unidos.

Aparentemente, só em algumas partes da Ásia (Japão à frente) é que o serviço de Internet já atingiu um nível que pode ser classificado como "banda larga 2.0" e preparam-se para aceder a velocidades na casa de 1 Gbps.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Respeito

Ainda a propósito do 25 de Abril e da nossa história recente, fica aqui a ideia de que Portugal honra pouco os ex-combatentes, aqueles a que os anglo-saxónicos - nisto muito mais sentimentalistas que nós - chamam veteranos. Pode pensar-se, como eu penso, que era errado travar a guerra nas colónias. Mas temos a obrigação de honrar, proteger e até mimar aqueles que para lá foram. Os que morreram e os que voltaram, ilesos ou mutilados. Não só por respeito e justiça para com esses homens (e algumas mulheres), mas também para garantir o respeito a Portugal como nação. Porque um país que não cuida de quem por ele lutou perde muita da razão de existir.

Este blogue não podia ser mais a favor do 25 de Abril

Primeiro: a crónica desta semana do Ricardo Araújo Pereira na Visão está muito boa. Eu próprio, se fosse ele, não teria escrito melhor.

Segundo: amanhã é o dia 25 de Abril.

Na data de hoje, há 34 anos, era 24 de Abril de 1974 e se existissem blogues nessa altura, o mais certo era andar um coronel reformado de ar caquético com um lápis vermelho (ou uma aplicação tipo twitter versão censura) a cortar quase tudo o que eu escrevesse. Isto se tivesse tido a sorte de passar ileso pelos meus dois anos de serviço militar.

Há 34 anos, se existissem blogues, seriam quase todos mantidos por homens e em muito menor número, dado o elevado nível de analfabetismo, porque as mulheres pouca opinião tinham e porque muito menos gente teria acesso à Internet do que hoje.

Na data de hoje, 34 anos atrás, houvessem blogues naquele tempo, Marcelo Caetano provavelmente teria o seu e chamar-se-ia "Conversas em Família".

Alguns dos blogues mais lidos, embora em segredo, seriam aqueles escritos por membros da oposição exilados no estrangeiro. Cunhal e Soares teriam cada um o seu, com nomes que poderiam muito bem ser "Até Breve Camaradas" e "O Florir das Rosas".

E haveria o blogue secreto de um jovem oficial, que fugindo ao controlo da PIDE, escreveria de África sobre o mal que era a guerra colonial.

Por tudo isso não me lixem. Precisamos de símbolos para continuar a acreditar.

25 de Abril sempre.

As tangas com o ambiente (meios & publicidade, woohooo aqui está o malandro de um blogger a falar mal das marcas!!!)

Desde que passou a ser bem, o ambiente assumiu uma posição de destaque nas estratégias das maiores companhias mundiais. Especialmente daquelas que pelo tipo de produtos que vendem estão mais expostas a críticas ou à ira de grupos de pressão e consumidores.

Para atrair ou manter a boa-vontade dos diversos públicos, todos gritam o quão amigos são dos ecossistemas, o muito que reciclam e o imenso que ajudam os pobrezinhos.

Acredito que em alguns casos as intenções sejam reais e admito que algumas dessas acções produzam resultados positivos. Mas...

Um exemplo. A Nokia, aquela empresa de origem finlandesa que produz aqueles aparelhos que em tempos serviram para falar com outras pessoas e que, alegadamente, irão contribuir para que muitos de nós se finem com tumores na cabeça, pois a Nokia diz no seu site aquilo que toda a empresa diz hoje em dia: respeitamos o ambiente e reciclamos bué e tudo mais.

Então porque razão é que de repente os donos de aparelhos Nokia vão ter de deitar for...ops enviar para reciclagem uma data de carregadores só porque as tomadas de repente ficaram mais fininhas?

Eu, comprei um carregador para o carro marca Nokia e tal. Agora, passados 2 anos, se quiser, vou ser obrigado a comprar outro porque a tal entradinha mudou.

Ó Nokia, Nokia...tu até produzes os únicos telemóveis que eu consigo usar mas havia mesmo necessidade de mudar o raio da tomada? Então e o ambiente, caraças?

PS: Uma simpática leitora de Fornos de Algodres (olá Fornos estamos contigo) informou-me de que existem adaptadores que permitem usar o carregador grosso com a tomada fina. Um grande bem-haja para ela. No entanto o problema ambiental mantém-se. Se não tivessem mudado o raio da tomada não era preciso adaptador e éramos todos mais verdes e felizes.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pergunta honesta

Alguém me explica para que serve a televisão digital terrestre (TDT)?

Permite transmissão em alta definição mas o número de canais que comporta é limitado.

Qual é a vantagem? Porque razão é que se fala tanto disto e tanta gente parece preocupada com o caso?

Traduções reles

Condução descuidada, como um carro desportivo
Deus, eu quero-te, como um motor quer gasolina
Linha energética, como uma estrada
Tu-u-u-u-u-u-u-u conduzes-me-e-e-e-e-e-e
Como uma estrada

Prego a fundo
Pés no ar
Areia no cabelo
oh não olhes para trás
não te vires para trás
condução descuidada pela
Estrada secundária e suja



Wreckless drivin', like a sportscar
God I want you, like a fuel engine!
Energized line, like a road
You-oo-oo-oo--oo ride me-ee-ee-ee-ee
Like a road
You-oo-oo-oo--oo ride me-ee-ee-ee-ee

Foot on the peddle
Feet in the air
Sand in my hair
Oh, don't look back
Don't look behind you
Wreckless drivin' on
Dirty Back Road

(Dirty Back Road, The B-52's)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dummkopf meets John Abbermüller

Fim de tarde. Princípio de noite. Eleutério Godinho, roupão de seda, casado-pai-de-filhos, juiz-relator do tribunal de Monção, abriu a porta da salinha que dava para o estúdio do solar da familia. Sentou-se à vasta secretária, devolveu cartas ao remetente e incluiu recadinhos da sua autoria em diversas missivas, colocando os pendentes entre os assuntos d'affaires e as moscas que fugiam do vinagre entre os assuntos arrumados. Sentiu desejo e buscou o Madeira.

Aproximou-se da lareira em passos lentos. Beberricou e congeminou o aquecimento dos pés, gelados como icebergs. À medida que o calor lhe subia pelo corpo, Eleutério sentiu um frémito. E depois outro. E mais outro. Uma série imparável, irresistível, inominável de frémitos.

Tombou, cálice de Madeira partido ao seu lado. Braços esticados, barriga para baixo, olho esbugalhado e os pequenos óculos redondos que usava para ler, espalmados debaixo da bochecha. A lareira ainda crepitava, iluminando em soluços a divisão. O mordomo ouviu e acorreu. Baixou-se em aflição e constatou.

Era preciso avisar o médico, a senhora, os meninos, a guarda.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Suave


sinto-me tão calmo
quase à deriva
como se o acto de
seguir o tracejado
representasse
um abraço suave

obedecer
é a glória maior
surpresa
hoje é o teu dia
obedece
transforma-te
num barco à vela
a balançar na corrente

* foto: legume do dia, o feijão-verde.

Outra vez o "look at me! look at me!"


AVISO: ESTE TEXTO FOI ESCRITO NUMA LINGUAGEM QUE NÃO SE PARECE COM NADA. ACONSELHAMOS AOS MAIS SENSÍVEIS QUE VÃO MAS É LER O BLOGUE DA RITITI. ISSO SIM É LITERATURA.

Estamos na idade do "look at me! look at me!"(1), uma espécie de idade do punk na internet em que o DIY(2) rula e todos podem ser o que quiserem! Ou me engano muito ou I spy with my little eye(3) que isto vai ter um destino semelhante ao do punk, ou seja, vai acabar por ser incorporado no establishment e tudo vai ficar como dantes, quartel-general em Mountain View, California(4).

Mas entretanto, continuamos em plena euforia, com meio planeta em bicos de pés a tentar sobressair num ambiente saturado de informação.

O número de aplicações de social bookmarking(5) e social-mais-não-sei-o-quê é enjoativamente grande e o mais interessante é que a maior parte deles não serve para nada realmente útil. Ou então eu sou muito burro, o que é bem provável.

Agora apareceu o Twingly, aplicação que permite a um site localizar referências feitas por bloggers a um determinado artigo. Em termos práticos, a malta regista o blogue no Twingly, e se linkarmos um artigo do "Público", o nosso blogue aparece referido mesma página do site do jornal.

Agora vem a parte em que eu sou malvado e cínico.

Dentro do espírito do "look at me! look at me!" a malta que queira aparecer e gerar mais tráfego no seu blogue só tem é de começar a linkar bué páginas do "Público" e de outros media que utilizem este programa.

(1) em português: "olhem para mim! olhem para mim". citação retirada do texto "Language Is A Virus" de uma senhora chamada Laurie Anderson, também conhecida como a patroa do Lou Reed.

(2) iniciais de "do it yourself", em português "faça você mesmo".

(3) em português: "e com este olhinho eu vejo" parte de uma lengalenga infantil anglo-saxónica.

(4) sede do Google.

(5) programas de social bookmarking são todos aqueles que permitem partilha de informação entre os utilizadores. alguns exemplos: Stumble Upon, del.icio.ous, facebook, twitter, etc.


foto: destaque do dia, as diversas colorações do pimento.

A Turba (Futebolices III)

Deve ser mesmo porque tenho tempo livre. Só assim é que percebo o facto de escrever tanto sobre - belhéque - futebol.

Mas cá vai.

As pessoas raramente pensam sobre o futebol que têm.

A regra é esgotar o tema em conversas com argumentos cada vez mais parvos acerca da qualidade de cada clube ou o asco que lhes causa o emblema dos adversários.

Quando as coisas correm menos bem, dado
o baixo nível de resistência do adepto médio à frustração, o alvo passa a ser o próprio clube que apoiam.

Há quem diga que o futebol é mesmo isto e que pensar lhe retira o sabor e a emoção. Pois. Tá bem. Tomem lá um puzzle para se entreterem, a enfermeira já passa por aqui com as gotas. As melhoras da lobotomia.

O futebol nacional é como uma enorme poia. As moscas que atrai são os dirigentes que ao longo do tempo fecharam clubes, ou os transformaram em feudos privados para negociatas escuras, ou os investidores que aparecem do nada com milhões milagrosos para pouco tempo depois serem procurados pela polícia.

À volta da poia e das moscas, está aquilo a que se chama de "massa associativa" e que normalmente é representada na televisão por quatro tipo de pessoas:

1. Os senhores reformados, com problemas de rosácea causada por anos de pinga, que falam muito alto sem que se perceba nada do que dizem e que já nasceram com um jornal enrolado num dos sovacos.

2. Pequenos meliantes pertencentes a claques organizadas, sempre prontos prá porrada, que falam inclinando a cabeça para o microfone como se lhe fossem dar uma cabeçada.

3. Senhoras gorduchas com falta de um dente da frente, vozes muito agudas e ar ultrajado, prontas a gritar palavras de ordem ao ritmo de palminhas.

4. Tipos que faltaram ao emprego e que acham que falam português pelo simples facto de usarem expressões como "derivado que", "conjuntura" ou "portantos".

Como é que clubes cotados na bolsa têm gestores escolhidos por estas "massas associativas" é uma coisa que me escapa.

A democracia é linda, ninguém duvida disso, mas é para aplicar com parcimónia, nos lugares devidos.

Nas empresas - e os clubes de futebol são precisamente isso, empresas - a escolha de quadros não pode ser deixada ao acaso de manobras populistas, de apelos a sentimentos que por muito reais que sejam não valem nada no mundo cão do desporto profissional do presente.

Aos associados - estuto diferente do de accionistas - deve estar reservado o papel de cliente de empresa, alguém que paga por um serviço e que exige deste a qualidade e atenção que é devida a qualquer cliente. E se não gostar, pode protestar deixando de consumir o produto, neste caso, deixando de ir ao estádio, nao comprando o merchandise do clube. Mas, em caso algum poderá ou deverá interferir de outro modo na escolha dos seus gestores.

Não ver isto, é continuar a pensar o futebol como há 30 anos. A viver de recordações que têm valor mas que por si só não criam riqueza.

domingo, 20 de abril de 2008

Basquetebolices II

Desenvolvimentos sobre este assunto:

A falta de nível das pessoas que estão à frente das federações é de rir a bandeiras despregadas.

Mário Saldanha, presidente da FPB não contém a felicidade pelo insucesso da liga profissional de basquebol.

Primeiro diz aos jornais que vai a uma reunião com a liga moribunda para "ouvir desgraças e apanhar os cacos". Ontem volta a demonstrar o seu contentamento por lhe permitirem aparecer como salvador da pátria e já apresentou uma data de ideias:

a) Parece que o Sporting e a Oliveirense querem regressar. Foram rápidos! Para quem criticou processos feitos em cima do joelho, parece-me que de repente aceitar que dois clubes compitam na principal prova nacional com projectos vindos do nada é um bocado incongruente.

b) Ainda ninguém aprovou nada mas o presidente já diz que vai propor que se chame "Liga Portuguesa de Basquetebol".

c) Parece-me bem que queira limitar o número de jogadores estrangeiros. Espero que o consiga. De qualquer modo, prometer acabar com a "Babilónia" actual era desnecessário.

d) Segundo diz o presidente da federação, a nova liga irá ter entre 14 a 16 clubes sendo 8 da prova profissional que agora termina e oito vindos da Proliga. Deixa ainda as tais duas vagas em aberto para Oliveirense e Sporting.

Só ele sabe porquê. Então e os outros participantes na Proliga que já têm estruturas prontas?

Não faria mais sentido que Sporting e Oliveirense pudessem entrar apenas na época seguinte, provando com resultados na Proliga o seu empenho em construir equipas competitivas?

e) O egocentrismo só piora a cada notícia que se lê. No "Jogo" diz que:

"não será um passo atrás, mas sim dois à frente". "Eles estão tão atrás que só há um caminho, andar para a frente", referiu. "Para quê precisávamos [sic] de organizar este campeonato? A federação está com muito trabalho e já estava a organizar um campeonato da Proliga. Por que é que me vou matar a organizar agora outra prova?"

Quem o ouvir falar pensa que a federação é ele e que ele sozinho organiza tudo quanto é competição nacional. Uau! Estou impressionado. Obrigado ó Saldanha por te dignares organizar uma prova melhor!

f) E finalmente a pérola. Diz Mário Saldanha que está em negociações para trazer a Portugal um jogo da NBA. A justificação é linda: eles já vão muitas vezes a Espanha.

Vamos ser honestos. Eu gostava muito de ir ao Pavilhão Atlântico assistir a um jogo com equipas da NBA mas as probabilidades de que isso aconteça são quase nulas. A NBA tem interesse em mercados maiores, de preferência países que tenham jogadores a actuar num dos seus clubes. Ah e o Pavilhão Atlântico é giro, mas essa Europa toda está a fervilhar de arenas mais modernas e com maior capacidade.

O discurso do coitadinho que tantas vezes se ouve é irritante mas a alegre incontinência verbal de alguém a quem a vida corre sobre rodas ainda é pior.

sábado, 19 de abril de 2008

Basquetebolices

Finalmente a Liga de Clubes de Basquetebol atirou a toalha ao chão. Para o ano já não há Liga e tudo se encaminha para que os 8 clubes que restavam se juntem à Proliga, o campeonato organizado pela federação que, em teoria, devia ser o segundo escalão do basquetebol nacional.

Em teoria, porque o facto de o Vitória de Guimarães ter vencido a Taça de Portugal este ano, veio confirmar que a diferença entre as duas provas já não existia.

Ao longo dos últimos anos os clubes têm vindo a perder competitividade. Se nos anos 80 e 90 os clubes portugueses ainda conseguiam algumas vitórias em jogos contra clubes europeus, as derrotas em série da Ovarense na fase de grupos da última Taça ULEB, a segunda mais importante, limparam qualquer dúvida.

O cenário neste momento reduzia-se a clubes sem capacidade financeira e uma liga que não gerava receitas; estrangeiros de qualidade cada vez menor e debandada dos melhores jogadores nacionais para Espanha, onde integram clubes da primeira, segunda e terceira liga.

Vamos ver se com a Proliga, em novos moldes, a situação volta a entrar nos eixos. Vai ser engraçado voltar a ver jogos entre o Atlético e o CAB Madeira ou o Illiabum e o FC Porto.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Outra grande vontade de rir (Futebolices II)


Depois de os Loureiro, pai ex-major e filho ex-vocalista, terem arruinado o Boavista, de repente aparece do nada um senhor todo pintarolas, representante de uma firma de gestão de capitais chamada Castleshore, que anuncia ter uma data de milhões para injectar no clube.

Claro que o senhor tem o direito de ser pintarolas - eu próprio já tentei mas infelizmente falta-me um je ne sais pas quoi - e de dizer que vai meter a pipe of masse no Boavista FC - eu cá se tivesse não metia.

Nós, reles mortais sem pinta e sem guito, ficamos com o direito de nos rir que nem uns perdidos ao vê-lo sair do estádio do Bessa na companhia simpática da PJ.


Ah é verdade, parece que a equipa de futebol profissional vai entrar em greve.

PS: bah! mariquinhas! não fizeram greve...:)

O cívico

O cívico, sai da Loja do Cidadão e caminha até à casinha onde se paga o estacionamento. Depois, regressa ao local onde está a sua viatura.

O grunho, sai da Loja do Cidadão e entra directamente no carro. Pára no meio do caminho e vai pagar enquanto os outros aguardam pacientemente atrás dele.

Espero que ao menos, o senhor em causa recicle toda a lata que tem.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Um tipo distrai-se e dá nisto… (Futebolices I)

Já escrevi noutras ocasiões que prefiro ver outros desportos como o râguebi, o atletismo ou o basquetebol, àquele ópio das massas que dá pelo nome de futebol.

Não tenho nada contra a modalidade em si e, com a disposição certa, até consigo ver um jogo sem elevar os níveis de tédio ao insuportável.

O que me chateia mesmo são as conversas sobre futebol e a importância que se lhe dá. O que me faz fechar a boca e afastar de um grupo de pessoas é um boa e velha conversa de chacha sobre árbitros, clubes e outras cacas laterais. Sobretudo quando há diálogos tão giros que se podem criar à volta do estado do tempo.

Aquelas histórias sobre "o ................. é melhor do que o ................... (preencher com qualquer coisa) ou "existe uma conspiração dos Illuminati com o objectivo de impedir o ................ (preencher com o clube da sua preferência) de ganhar o campeonato", são aborrecidas e geralmente revelam uma pobreza de argumentos que transformam qualquer pessoa adulta numa criança de 5 anos. Isto sem qualquer ofensa para as crianças de 5 anos. Juro que já assisti a conversas bem giras acerca da qualidade de alguns brinquedos ou sobre a nojice que é a sopa de espinafres.

Admito, sou um snob nesta matéria. E noutras também. Não me junto às massas. Só às vezes, com o fito ingénuo de tentar elevar o nível da discussão com algumas ideias que não passem por pegar fogo a uma das maiores cidades do país, ou por amputar os genitais de árbitros e dirigentes. Claro que nunca tive sucesso.

Toda esta conversa a propósito do jogo de ontem.

Então não é que, estava eu ao telefone com alguém que me é muito querido – olá fofa, beijinho para si – quando passei pela transmissão do jogo – sim nós fazemos zapping enquanto falamos ao telefone, manias – e vi o resultado em dois a zero para o Benfica. Comentei, "ena o Benfica a ganhar dois a zero em Alvalade" e esqueci o assunto.

Hoje de manhã dou com um artigo com o título "Rui Costa: fim de carreira que não esperava". Querem ver que o rapaz se magoou no jogo? Fui ler o dito artigo e fiquei em choque. Esperem lá! Afinal o Benfica não ganhou o jogo???

Rumei rapidamente ao site do Record e pasmei. Cinco a três? Oito golos? Confirmei se não se tratava de um jogo entre o Borussia Moenchengladbach (tentem lá dizer isto com a boca cheia de sopa de espinafres e é garantido que ficam a parecer uma criança de cinco anos) e o Bayern de Hussenschmurfenpliffen (não parece mas este nome é inventado). Não era. Por algum acaso do destino parece que o jogo de ontem foi mesmo interessante e emotivo.

E eu não vi. Confesso que fiquei um tudo nada chateado.


***

Acho que já perorei neste blogue sobre os problemas nos clubes. Despedem-se treinadores a mais e dirigentes a menos. Não é um problema exclusivo do futebol, pode aplicar-se a todo o país.

Nós não temos maus trabalhadores, temos más chefias, má organização. E nem sequer temos de melhorar muito. Basta melhorar um bocadinho para ficarmos ao nível da Inglaterra, da França, já para não falar da Espanha. Com um bocadinho menos de corrupção e um pouquinho mais de "cultura de mérito", por oposição à "cultura da cunha". Apenas com esta alteração mínima no comportamento das nossas elites, a gente vai lá.

O problema no Benfica, como noutras organizações, reside no facto de os dirigentes serem incompetentes e comprarem e venderem activos (leia-se jogadores) preocupando-se apenas com o lucro que possam obter e não com o rendimento desportivo ou as necessidades da equipa. Simples. Sou mesmo um génio. Bom ok, não sou...não é preciso ser um génio para chegar a estas conclusões...

Um tipo distrai-se e dá nisto… (Futebolices I)

Já escrevi noutras ocasiões que prefiro ver outros desportos como o râguebi, o atletismo ou o basquetebol, àquele ópio das massas que dá pelo nome de futebol.

Não tenho nada contra a modalidade em si e, com a disposição certa, até consigo ver um jogo sem elevar os níveis de tédio ao insuportável.

O que me chateia mesmo são as conversas sobre futebol e a importância que se lhe dá. O que me faz fechar a boca e afastar de um grupo de pessoas é um boa e velha conversa de chacha sobre árbitros, clubes e outras cacas laterais. Sobretudo quando há diálogos tão giros que se podem criar à volta do estado do tempo.

Aquelas histórias sobre "o ................. é melhor do que o ................... (preencher com qualquer coisa) ou "existe uma conspiração dos Illuminati com o objectivo de impedir o ................ (preencher com o clube da sua preferência) de ganhar o campeonato", são aborrecidas e geralmente revelam uma pobreza de argumentos que transformam qualquer pessoa adulta numa criança de 5 anos. Isto sem qualquer ofensa para as crianças de 5 anos. Juro que já assisti a conversas bem giras acerca da qualidade de alguns brinquedos ou sobre a nojice que é a sopa de espinafres.

Admito, sou um snob nesta matéria. E noutras também. Não me junto às massas. Só às vezes, com o fito ingénuo de tentar elevar o nível da discussão com algumas ideias que não passem por pegar fogo a uma das maiores cidades do país, ou por amputar os genitais de árbitros e dirigentes. Claro que nunca tive sucesso.

Toda esta conversa a propósito do jogo de ontem.

Então não é que, estava eu ao telefone com alguém que me é muito querido – olá fofa, beijinho para si – quando passei pela transmissão do jogo – sim nós fazemos zapping enquanto falamos ao telefone, manias – e vi o resultado em dois a zero para o Benfica. Comentei, "ena o Benfica a ganhar dois a zero em Alvalade" e esqueci o assunto.

Hoje de manhã dou com um artigo com o título "Rui Costa: fim de carreira que não esperava". Querem ver que o rapaz se magoou no jogo? Fui ler o dito artigo e fiquei em choque. Esperem lá! Afinal o Benfica não ganhou o jogo???

Rumei rapidamente ao site do Record e pasmei. Cinco a três? Oito golos? Confirmei se não se tratava de um jogo entre o Borussia Moenchengladbach (tentem lá dizer isto com a boca cheia de sopa de espinafres e é garantido que ficam a parecer uma criança de cinco anos) e o Bayern de Hussenschmurfenpliffen (não parece mas este nome é inventado). Não era. Por algum acaso do destino parece que o jogo de ontem foi mesmo interessante e emotivo.

E eu não vi. Confesso que fiquei um tudo nada chateado.


***

Acho que já perorei neste blogue sobre os problemas nos clubes. Despedem-se treinadores a mais e dirigentes a menos. Não é um problema exclusivo do futebol, pode aplicar-se a todo o país.

Nós não temos maus trabalhadores, temos más chefias, má organização. E nem sequer temos de melhorar muito. Basta melhorar um bocadinho para ficarmos ao nível da Inglaterra, da França, já para não falar da Espanha. Com um bocadinho menos de corrupção e um pouquinho mais de "cultura de mérito", por oposição à "cultura da cunha". Apenas com esta alteração mínima no comportamento das nossas elites, a gente vai lá.

O problema no Benfica, como noutras organizações, reside no facto de os dirigentes serem incompetentes e comprarem e venderem activos (leia-se jogadores) preocupando-se apenas com o lucro que possam obter e não com o rendimento desportivo ou as necessidades da equipa. Simples. Sou mesmo um génio. Bom ok, não sou...não é preciso ser um génio para chegar a estas conclusões...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Por causa de notícias destas é que criei este blogue!

Disto não há todos os dias!

A sério, podem não acreditar mas eu adoro estas notícias:

Repolho gigante em quintal de Fronteira dá para alimentar 20 pessoas

Querem ver que estou a ficar disléxico?

O comité de correcção de erros do Steed (COCORRES) ontem teve que fazer horas extraordinárias.

É impressão minha ou estou a dar cada vez mais erros de ortografia?

Será que posso mandar as culpas para cima do teclado?

Dos óculos?

Do Salazar?