Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
Temas
cinema
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parvoíces
(187)
internet
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jornalismo
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piadolas
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televisão
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sociedade
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(15)
livros
(15)
comida
(7)
coisas científicas
(1)
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
11.11.14
Passou-se mais um.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
11.11.14
Passou-se mais um.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
11.11.14
Passou-se mais um.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
11.11.14
Passou-se mais um.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
11.11.14
Passou-se mais um.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
Na décima primeira hora, do décimo primeiro dia, do décimo primeiro mês, acabou a guerra para acabar com todas as guerras.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Lembretes
Querido Diário,
Não me posso esquecer de escrevinhar sobre os seguintes temas:
- A histeria com os radares de velocidade. Os condutores de Mercedes. Considerações sobre os cidadãos auto-mobilistas.
- A máfia do Lidl e os perigos de frequentar o Minipreço.
- Escrever qualquer coisa sobre Stravinski só para dar ares de intelectual. Disfarçar o facto de, na realidade, não saber nada sobre o senhor.
- Comer mais fruta e legumes.
Não me posso esquecer de escrevinhar sobre os seguintes temas:
- A histeria com os radares de velocidade. Os condutores de Mercedes. Considerações sobre os cidadãos auto-mobilistas.
- A máfia do Lidl e os perigos de frequentar o Minipreço.
- Escrever qualquer coisa sobre Stravinski só para dar ares de intelectual. Disfarçar o facto de, na realidade, não saber nada sobre o senhor.
- Comer mais fruta e legumes.
domingo, 21 de outubro de 2007
Reciclagem VII
Joshua Big Tree o rabino-sioux
Como eu imaginava. O rabino ficou fulo. Dei as moedas todas ao taxista que, com um ar seboso-e-grunho, me disse cuspindo bocados de sande-de-couratos-fora-de-prazo: "ò chefe, tou sem trocos...comecei agora...". Ainda consegui palmar algumas ao primo do rabino, o Ezequiel Gamo Dourado, um tipo fixe apesar dos 120 quilos de peso bruto que desloca, sempre pronto a ajudar um pobre judeu-nativo-americano em dificuldades. Mas mesmo assim não chegou.As rugas na cara do rabino ficaram ainda mais vincadas, transformaram-se em cicatrizes, tal a fúria que sentia, as mãos cerradas ficaram brancas, sem pinga de sangue, até que por fim sacou da carteira e pagou a corrida enquanto dizia numa voz desconcertantemente calma: Meu filho, conto contigo esta tarde, para me ajudares a separar a roupa para os pobres. Bolas! Antes uma paulada no meio das costas ou uma maldição da Cabala Cheyenne, a mais cruel de entre todas as Cabalas de todas as tribos judaicas-nativo-americanas.
Bolas! Lá se foi o meu jogo de de râguebi contra os Metodistas da Micronésia.
Como eu imaginava. O rabino ficou fulo. Dei as moedas todas ao taxista que, com um ar seboso-e-grunho, me disse cuspindo bocados de sande-de-couratos-fora-de-prazo: "ò chefe, tou sem trocos...comecei agora...". Ainda consegui palmar algumas ao primo do rabino, o Ezequiel Gamo Dourado, um tipo fixe apesar dos 120 quilos de peso bruto que desloca, sempre pronto a ajudar um pobre judeu-nativo-americano em dificuldades. Mas mesmo assim não chegou.As rugas na cara do rabino ficaram ainda mais vincadas, transformaram-se em cicatrizes, tal a fúria que sentia, as mãos cerradas ficaram brancas, sem pinga de sangue, até que por fim sacou da carteira e pagou a corrida enquanto dizia numa voz desconcertantemente calma: Meu filho, conto contigo esta tarde, para me ajudares a separar a roupa para os pobres. Bolas! Antes uma paulada no meio das costas ou uma maldição da Cabala Cheyenne, a mais cruel de entre todas as Cabalas de todas as tribos judaicas-nativo-americanas.
Bolas! Lá se foi o meu jogo de de râguebi contra os Metodistas da Micronésia.
Reciclagem VI
Adeus Cupido
Subitamente
inesperadamente
numa noite de ar suado
arrotado
usado
temente aos deuses
em letras bem pequenas
ficarás
sempre
imóvel
discreto
repetitivo
e chato
este é o meu desejo
discretamente sussurrado
para que não ouças
desaparecendo
vou
no fundo da rua
viro
e não me verás
e ninguém te verá
ignorado
desprezado
mudo
preso
esse é o teu destino
divindade
grande chato
Subitamente
inesperadamente
numa noite de ar suado
arrotado
usado
temente aos deuses
em letras bem pequenas
ficarás
sempre
imóvel
discreto
repetitivo
e chato
este é o meu desejo
discretamente sussurrado
para que não ouças
desaparecendo
vou
no fundo da rua
viro
e não me verás
e ninguém te verá
ignorado
desprezado
mudo
preso
esse é o teu destino
divindade
grande chato
Reciclagem V
BRINCANDO COM AS PALAVRAS - Parte I
Esturjão Amansado passou a língua pelos lábios e olhou calmamente para a cama de hospital. Marmota Entediada bocejou uma vez mais e continuou a rebocar a parede esverdeada e coberta de musgo.
Atravessando rapidamente o corredor, Estereofónico Infeliz tropeçou numa esfregona vermelha muito suja e estatelou-se no chão.
Esturjão Amansado franziu o sobrolho e soltou um monossílabo ininteligível, exprimindo desdém pela falta de cuidado de Estereofónico Infeliz.
- Sabes - disse Esturjão Amansado em voz baixa - hoje comí ostras ao almoço. Foi um festim. Sentei-me repimpado no chão do quarto e devorei 18 ostras de seguida, sem parar.
Esturjão Amansado, voltou a passar a língua pelos lábios, tentando lembrar o gosto das 18 ostras.
- Passa-me a espátula - respondeu Marmota Entediada.
Entretanto, Estereofónico Infeliz tinha-se levantado do chão e sacudia o pó e os pequenos pedaços de estuque agarrados à sua roupa.
- Ricas ostras - disse Esturjão Amansado acariciando a sua barriga - já não se encontram ostras assim tão boas com tanta facilidade como quando eu era pequeno e vivia com a minha tia Sotaina Amarrotada numa pequena aldeia ao pé da costa.
- Passas-me a espátula ou não? - insistiu Marmota Entediada com ar impaciente.
- Pronto, pronto, toma lá.
- Bolas, que azar, detesto andar todo sujo - lamentou-se Estereofónico Infeliz.
Esturjão Amansado olhou-o pelo canto do olho e admoestou-o sorrindo:
- Tens de andar por aí com mais cuidado. Uma casa em obras pode ser um sítio perigoso para cabeças no ar como tu.
- Vim avisar-vos de uma coisa - anunciou Estereofónico Infeliz com ar solene - Vem aí o chefe e ainda não acabámos o salão. Já devíamos estar a trabalhar no quarto grande. Ele não vai gostar nada deste atraso.
- Ele que se lixe - rosnou Marmota Entediada quase sem abrir a boca - que se lixe e que arranje outros para fazer o trabalho se quiser. Eu podia estar a ganhar um dinheirão nas fábricas de xaropes para a tosse da Letónia. Estou aqui porque ele me pediu com muita insistência. Quase implorou que eu viesse. Se mudou de ideias piro-me já.
(to be continued)
Esturjão Amansado passou a língua pelos lábios e olhou calmamente para a cama de hospital. Marmota Entediada bocejou uma vez mais e continuou a rebocar a parede esverdeada e coberta de musgo.
Atravessando rapidamente o corredor, Estereofónico Infeliz tropeçou numa esfregona vermelha muito suja e estatelou-se no chão.
Esturjão Amansado franziu o sobrolho e soltou um monossílabo ininteligível, exprimindo desdém pela falta de cuidado de Estereofónico Infeliz.
- Sabes - disse Esturjão Amansado em voz baixa - hoje comí ostras ao almoço. Foi um festim. Sentei-me repimpado no chão do quarto e devorei 18 ostras de seguida, sem parar.
Esturjão Amansado, voltou a passar a língua pelos lábios, tentando lembrar o gosto das 18 ostras.
- Passa-me a espátula - respondeu Marmota Entediada.
Entretanto, Estereofónico Infeliz tinha-se levantado do chão e sacudia o pó e os pequenos pedaços de estuque agarrados à sua roupa.
- Ricas ostras - disse Esturjão Amansado acariciando a sua barriga - já não se encontram ostras assim tão boas com tanta facilidade como quando eu era pequeno e vivia com a minha tia Sotaina Amarrotada numa pequena aldeia ao pé da costa.
- Passas-me a espátula ou não? - insistiu Marmota Entediada com ar impaciente.
- Pronto, pronto, toma lá.
- Bolas, que azar, detesto andar todo sujo - lamentou-se Estereofónico Infeliz.
Esturjão Amansado olhou-o pelo canto do olho e admoestou-o sorrindo:
- Tens de andar por aí com mais cuidado. Uma casa em obras pode ser um sítio perigoso para cabeças no ar como tu.
- Vim avisar-vos de uma coisa - anunciou Estereofónico Infeliz com ar solene - Vem aí o chefe e ainda não acabámos o salão. Já devíamos estar a trabalhar no quarto grande. Ele não vai gostar nada deste atraso.
- Ele que se lixe - rosnou Marmota Entediada quase sem abrir a boca - que se lixe e que arranje outros para fazer o trabalho se quiser. Eu podia estar a ganhar um dinheirão nas fábricas de xaropes para a tosse da Letónia. Estou aqui porque ele me pediu com muita insistência. Quase implorou que eu viesse. Se mudou de ideias piro-me já.
(to be continued)
Reciclagem IV
Glosação
Vou glosar um bocadinho com algo virtual e pequenino, de muito pouco valor. Brincam os meninos com a rumba e com as palavras, semeando muitas vírgulas, dançando a salsa das frases longas. Sentem-se bem, nos seus lindos buraquinhos, liderados por uma menina, a pequenina tocadora de tambor e dançarina de passodoble que produz ritmos assassinos exalando estranhos e mortíferos vapores. Pedem licença, entram e convivem, relacionam-se com os outros, porque assim é que deve ser. Esta laia gosta da prosápia, revela-se a cada figura de estilo. O pior é o recheio, cheio de fel e dias lixados. E o tédio, sempre presente, das rotinas odiadas e dos casamentos lassos, mantidos a despropósito por falta de coisa melhor. Nada de melhor do que o comentário ao dia anterior, ao fundo do frasco de iogurte. Passa ao lado o essencial, a consciência do engano. Já glosei o que tinha a glosar. Glosar algo tão fraco não dá prazer nem alegria. É quase tão triste como o próprio objecto de glosação.
Velocidade Reduzida
Não se vê nada dentro do carro.
Rodeada por um desfile de breves fios de luz que ondulam por cima de nós, sobe lentamente uma multidão de gotas no pára-brisas.
Todas sabem o caminho.
Sabem mais do que eu.
Mais adiante, desaparecem as luzes e o escuro do interior do carro confunde-se com o escuro do exterior.
Só o foco dos faróis me ajuda a não sair da estrada. Em redor nada existe.
Abrando a velocidade e sinto o estremecer da direcção ao deixar o asfalto e entrar num caminho irregular de gravilha e terra batida.
Os pneus fazem um barulho estranho e intrusivo que me incomoda.
Apesar do breu e do silêncio sonolento
Grandes Momentos Eróticos da História:
1. Helena de Tróia, de cima da muralha da fortaleza da sua cidade, levanta as saias acima da cabeça e diz para os invasores "Vede, é verdade meus amigos, eu não uso cuecas e vai para 3 meses que não vou à depilação".
2. A cabeça de Hitler sai de entre as pernas de Eva Braun e esta surpreende-se ao ver como o seu bigode mudou.
3. César antes de morrer diz "Também tu Brutus? Também tu és uma bichona tal como estes panascas que me apunhalam?"
4. Lincoln tira o dedo do rabo e cheira-o àvidamente antes de declarar guerra aos estados do Sul.
5. D. Catarina de Bulhões, ilustre e fiel patriota, beija Miguel de Vasconcellos na boca antes de este ser defenestrado. Catarina de Bulhões era conhecida em toda a cidade pelo seu hálito nauseabundo.
6. A padeira de Aljubarrota tem orgasmos múltiplos de cada vez que avia um espanhol à pazada.
7. Mona Lisa não tinha nada vestido da cintura para baixo.
8. Gorbatchov decide avançar com a Perestroika na manhã a seguir a ter dado 8 seguidas na sua Raisa. Raisa foi sempre uma apoiante entusiasta da Perestroika.
9. Mao Tse Tung termina a Longa Marcha 30 dias mais cedo porque apanhou um atalho e passa o tempo, enquanto os outros não chegam, a desflorar as jovens membros do seu Partido. Mao refere diariamente que "já marchava mais uma".
10. Os membros da 51ª Divisão Escocesa têm dificuldades em lançar um ataque contra posições Alemãs na Flandres, em 1917, devido às constantes erecções causadas pela visão de imagens de mulheres nuas colocadas por cima das trincheiras inimigas como manobra de diversão.
Vou glosar um bocadinho com algo virtual e pequenino, de muito pouco valor. Brincam os meninos com a rumba e com as palavras, semeando muitas vírgulas, dançando a salsa das frases longas. Sentem-se bem, nos seus lindos buraquinhos, liderados por uma menina, a pequenina tocadora de tambor e dançarina de passodoble que produz ritmos assassinos exalando estranhos e mortíferos vapores. Pedem licença, entram e convivem, relacionam-se com os outros, porque assim é que deve ser. Esta laia gosta da prosápia, revela-se a cada figura de estilo. O pior é o recheio, cheio de fel e dias lixados. E o tédio, sempre presente, das rotinas odiadas e dos casamentos lassos, mantidos a despropósito por falta de coisa melhor. Nada de melhor do que o comentário ao dia anterior, ao fundo do frasco de iogurte. Passa ao lado o essencial, a consciência do engano. Já glosei o que tinha a glosar. Glosar algo tão fraco não dá prazer nem alegria. É quase tão triste como o próprio objecto de glosação.
Velocidade Reduzida
Não se vê nada dentro do carro.
Rodeada por um desfile de breves fios de luz que ondulam por cima de nós, sobe lentamente uma multidão de gotas no pára-brisas.
Todas sabem o caminho.
Sabem mais do que eu.
Mais adiante, desaparecem as luzes e o escuro do interior do carro confunde-se com o escuro do exterior.
Só o foco dos faróis me ajuda a não sair da estrada. Em redor nada existe.
Abrando a velocidade e sinto o estremecer da direcção ao deixar o asfalto e entrar num caminho irregular de gravilha e terra batida.
Os pneus fazem um barulho estranho e intrusivo que me incomoda.
Apesar do breu e do silêncio sonolento
Grandes Momentos Eróticos da História:
1. Helena de Tróia, de cima da muralha da fortaleza da sua cidade, levanta as saias acima da cabeça e diz para os invasores "Vede, é verdade meus amigos, eu não uso cuecas e vai para 3 meses que não vou à depilação".
2. A cabeça de Hitler sai de entre as pernas de Eva Braun e esta surpreende-se ao ver como o seu bigode mudou.
3. César antes de morrer diz "Também tu Brutus? Também tu és uma bichona tal como estes panascas que me apunhalam?"
4. Lincoln tira o dedo do rabo e cheira-o àvidamente antes de declarar guerra aos estados do Sul.
5. D. Catarina de Bulhões, ilustre e fiel patriota, beija Miguel de Vasconcellos na boca antes de este ser defenestrado. Catarina de Bulhões era conhecida em toda a cidade pelo seu hálito nauseabundo.
6. A padeira de Aljubarrota tem orgasmos múltiplos de cada vez que avia um espanhol à pazada.
7. Mona Lisa não tinha nada vestido da cintura para baixo.
8. Gorbatchov decide avançar com a Perestroika na manhã a seguir a ter dado 8 seguidas na sua Raisa. Raisa foi sempre uma apoiante entusiasta da Perestroika.
9. Mao Tse Tung termina a Longa Marcha 30 dias mais cedo porque apanhou um atalho e passa o tempo, enquanto os outros não chegam, a desflorar as jovens membros do seu Partido. Mao refere diariamente que "já marchava mais uma".
10. Os membros da 51ª Divisão Escocesa têm dificuldades em lançar um ataque contra posições Alemãs na Flandres, em 1917, devido às constantes erecções causadas pela visão de imagens de mulheres nuas colocadas por cima das trincheiras inimigas como manobra de diversão.
Reciclagem III
O Tempo para amanhã (24.Ago.2004)
O oposto mostra-me
como são fracas as minhas palavras
como é ténue a minha força
O oposto mostra-me
como são fracas as minhas palavras
como é ténue a minha força
nos espaços vazios
cheios de noites sem dormir
revela por fim ao cerrar a porta
o rosto impávido
e recomeça a chorar
Da espuma das ondas
do brilho do sol
sai o meu ar
Das madrugadas frescas
do cheiro do campo
sai a esperança
que as palavras não sejam vãs
vazias
como as imagens de um espelho
Sentido (22.Ago.04)
Então criatura? o novo nome tão depressa se foi?
Rodaste a cerca e plantaste o limoeiro.
Foi o sal.
Foi o sal.
Jardim (22.Ago.04)
Entre as árvores
Beijei
uma vez
Betoneira (22.Ago.04)
Solene
Cerrei os olhos
ausente
com tão poucas palavras reavivei o cimento à volta do peito
O Estranho Desaparecimento do Dr. Valakion (27.Dez.03)
O Doutor Valakion estava a beber o seu cafézinho matinal quando, pelo canto do olho direito, notou algo estranho. Pequenos movimentos súbitos e intermitentes no arbusto ao lado da esplanada. O Doutor Valakion decidiu ignorar. Pediu um bolo de arroz e a conta. Ao sair da pastelaria "Rosa dos Ventos" lembrou-se de que tinha de ir pagar a conta do telefone e pôr algumas cartas no correio.
Por instinto virou-se para trás, ainda a tempo de ver um vulto refugiar-se na entrada de um prédio.
Começou a sentir medo e acelerou o passo.
No entanto, nunca chegou ao seu destino.
O que aconteceu ao Doutor Valakion?
O Estranho Reaparecimento do Dr. Valakion - Continuado (27.Dez.03)
- Não me lembro de nada! - gritou o Doutor Valakion pela sétima vez - já vos disse vezes sem conta que dei por mim numa lixeira municipal, sem carteira e sem peúgas!
- Sim, pelo cheiro podíamos facilmente concluir que foi isso que aconteceu...mesmo que não tivéssemos sido nós a descobri-lo - o Inspector Andrade não gostava de estrangeiros. Também não gramava cães e tulipas. Baixote e gorducho, suava muito e tinha uma pedra nos rins que o fazia sofrer em quintas-feiras alternadas. A brincar - sim porque o Inspector Andrade tinha sentido de humor - costumava dizer que a sua pedra tinha sido feita na Suiça.
- O que nós queremos saber senhor Doutor Valakion, não tem nada a ver com as suas peúgas fedorentas nem com a sua carteira, embora lhe diga desde já que o facto de não saber do seu passaporte lhe vai causar problemas com o SEF. O que nós queremos saber, caro Doutor, é porque carga d'água tinha uma folha de papel no bolso do casaco onde estavam escritos os nomes de 12 ministros com uma indicação à frente de cada um onde se lia "pum!"
O Dr. Valakion começou a ter suores frios. Os olhos derivaram da mesa para a chávena de café vazia, para a cadeira, para o tecto e para a lâmpada fluorescente cheia de pó.
O Inspector voltou à carga.
- Está a sentir-se mal? - e aproximando a cara da nuca molhada em suor do Dr. Valakion, desferiu a estocada fatal num tom de voz baixinho - você está tramado...e não é por causa da falta das peúgas.
Valakion arrepiou-se. Sentiu o suor a arrefecer ainda mais em cima da sua roupa e sentiu a falta das peúgas. Pensou de repente nos pés sujos e em toda a porcaria que devia ter pisado. Sentiu nojo dos seus pés e uma necessidade incontrolável de se lavar e desinfectar. As mãos começaram a arrepanhar o tecido das calças e inconscientemente colocou ambos os pés no ar, como se qualquer movimento ou toque o pudesse conspurcar ainda mais. Por fim, arranjou forças para responder:
- Claro que me estou a sentir mal. Estou todo sujo, sem documentos num país estrangeiro e ainda por cima o senhor vem falar-me de um papel qualquer com uns nomes e umas referências infantis...
A voz calma surpreendeu Andrade. O homem parecia-lhe à beirinha de um ataque de pânico, do descontrolo total, mas a voz saíra calma e pausada.
- Infantis? Uns nomes? Você deve estar a brincar comigo! Não abuse da sua sorte. Não pense que o título de Doutor o vai safar desta alhada. Os nomes, senhor doutor, esses nomes, como disse de modo displicente, são de políticos. Ministros do governo deste país e as referências infantis foram levadas muito a sério pelos nossos investigadores mais experientes.
- Sinceramente, senhor inspector, segundo você me disse eram apenas uns puns.
Era demais para o Inspector Andrade. Nem o seu sentido de humor, reconhecido em todo o edifício e bastas vezes mencionado na sua roda de amigos, podia resistir a um achincalhamento tão leviano de todo o esforço da polícia. De frente para o odiado estrangeiro, descarregou os pensamentos até então guardados em nome do brio e do profissionalismo.
- Ouça lá ó doutor da mula russa, você não goza comigo, nem com o meu trabalho - a narigueta de poros dilatados e proeminentes pilosidades tinha descido a poucos centímetros da cara do Dr. Valakion que continuava a pensar nos seus pés descalços - se nós não o tivéssemos tirado no sítio merdoso onde estava enfiado, o mais certo era você a esta altura estar feito em "Pedigree Pal" pelos "pit-bulls" dos xungosos da zona.
O estado imundo dos pés começava a ser insuportável. Valakion contorcia-se cada vez mais na cadeira de plástico desconfortável e bamba.
Relatório 234/02b.d2e (27.Dez.03)
Agente: Dr. Valakion
Assunto: Investigações sobre o Portugal profundo.
De acordo com as instruções dediquei-me durante 2 semanas a investigar aquilo a que localmente se designa por "Portugal profundo", ou seja, a parte do país que se encontra mais distante dos grandes centros urbanos, Lisboa e Porto.
Dividí a minha pesquisa em várias etapas, de Norte a Sul de modo a melhor poder fundamentar as minhas conclusões.
a) Fátima
Comecei pela zona de Fátima. O local é estranho e sente-se no ar não o misticismo que seria normal mas o cheiro do dinheiro fácil e da exploração das crendices populares criadas no início do século passado que o transformaram, graças a uma hábil e eficaz estratégia por parte da Igreja Católica, numa espécie de parque de diversões desta instituição, uma Disneylândia da fé. Também conheci um burro e um cão, salvei a vida a uma salamandra que quase morria presa numa piscina e recebi um relato das aparições escrito em Francês e na primeira pessoa em meados dos anos sessenta. Este documento bizarro encontra-se anexo ao presente relatório. Li imenso e dormi mal por causa dos mosquitos.
b) Serra do Açor
Ao sair da auto-estrada, entra-se num universo paralelo. Bombas de gasolina em estradas sem saída em que todos os empregados eram ucranianos de aspecto suspeito. Uma casa de banho de terceiro mundo (suspeito que importada da própria Ucrânia, cheiro intenso a urina incluído). Muitas curvas, aldeolas com nomes esquisitos, muitas pontes. Finalmente o paraíso. A localização deste local passou a ser informação classificada e está incluída no final deste relatório com a designação de apêndice A/2542f.
c) Gerês
À medida que me fui deslocando para Norte notei que o comportamento dos locais se ia transformando. São extremamente rudes e conduzem com uma agressividade inexplicável. As crianças bebem vinho à refeição. A cidade de Braga é uma armadilha. Aconselho a suspensão imediata de todas as operações nesta zona até podermos compreender claramente porque razão não existem placas de sinalização nas rotundas e porque se demora uma hora a apanhar a auto-estrada.
A zona perto das Antas, no Porto, é também particularmente perigosa. ao que parece os nativos, ao verem as obras de construção de um novo estádio de futebol, tendem a tirar as mãos do volante e a começar a urrar e a gesticular de alegria e comoção. Tentei atirar-lhes bananas e amendoins mas só consegui enfurecê-los e tive de retirar rapidamente.
O Gerês é lindo. Seria perfeito se não fosse habitado. Muitas curvas e mais curvas. Sensação de claustrofobia por estar entre tantos montes e vales. Há lixo e montes de entulho em diversos cantos do parque.
d) O Sul
Após uma breve passagem por Lisboa, finalmente o Sul. Rectas sem fim. A planície.
A felicidade. No entanto, evitar em futuras operações beber leite de vaca vindo directamente dos animais da zona. A desinteria pode causar muitos incómodos.
*** fim de relatório ***
chave de autenticação: MF88/15c.7.1
A Esgrima
a esgrima divide-se em três partes:
a parte de dar ca sachola no adversário
a parte de levar ca sachola do adversário
a parte de fugir de levar ca sachola do adversário
quem levar menos ca sachola ganha
também há uns senhores de fato e gravata que fingem que conseguem ver quem bate com a sachola primeiro.
os senhores que conseguem dar ca sachola no outro ficam normalmente muito contentes e costumam gritar "aaaaah" e abanar os braços com força para o publico que finge perceber o que se está a passar.
ou seja, no geral a esgrima é essencialmente um desporto rural, um pouco como o chinquilho ou arrear na mulher e nos filhos.
Sexo Tântrico - iniciação e prática (27.Dez.03)
Parceiro A - Já tás pronta ó filha?
Parceira B - Acho que sim, como é q me ponho?
A- como quiseres
B- assim tá bem?
A- iá acho q assim dá
B- porra q tá frio...
A- a quem o dizes
B-Achas q vais conseguir?
A- não sei não...onde é q o meto?
B- Num sítio qualquer, mas olha q isto é coisa para durar umas horitas boas
A- então vai já aqui q é o q está mais perto
B- Por mim...
A- Então já tás a sentir alguma coisa?
B- Eu não e tu?
A- Tb não
B- Isto deve demorar o seu tempo..
A- Pois é...
B-laralarala
A- O q é q estás a fazer?
B- a cantarolar para passar o tempo. até q aconteça alguma coisa.
A- Bolas, tens mesmo de cantar? Assim desconcentro-me.
B- Tá bom, eu calo-me
A- Tb não é preciso tanto
B- olha...
A- o q é?
B- tenho vontade de fazer xixi...
A- uhm....pois....eu tb....vamos?
B- bute....voltamos a isto depois....
A- tá bom....bora....
Cancioneiro Geral (27.Dez.03)
Como se ver livre da mediocridade geral?
Como crescer livremente sem grades e sem barreiras?
Como aliviar a consciência sem perder de vista os objectivos?
Como satisfazer a gula, a excitação e a sede sem apanhar uma doença?
Como fazer coisas novas sem se tornar um diletante aborrecido e banal?
Como pesar bem as palavras sem parecer vazio e artificial?
Como respirar com a boca bem aberta sem sufocar?
Como parecer sincero sem nos tomarem por ingénuos?
Como arrumar o carro sem riscar a pintura?
Como arrumar velhas fotografias evitando a melancolia?
Como recuperar a boa disposição sem engolir um Prozac?
Como ter sucesso sem frequentar festas e vernissages?
Como conviver sem nos aborrecermos mortalmente?
Como envelhecer correctamente sem nos babarmos?
Como morrer de repente sem nos assustarmos?
Como ser feliz nos cinco minutos que nos restam antes de apanharmos o autocarro?
Como viver sozinho numa grande cidade sem acabar a cair de um prédio alto?
Como curar uma gripe sem um médico de família?
Tantas perguntas.
Tantas respostas possíveis.
Nem tanto ao mar
Nem tanto à terra.
Ficar suspenso no ar.
Isso sim seria ideal.
Melão Cólicas
Os teatros têm lanternas brilhantes como latrinas, escorreitas como sorvetes italianos servidos em quiabos argelinos, derretendo-se pelas mãos abaixo num vício viscoso de lambidelas endomórficas.
As matinés são repelentes de insectos com terceiros balcões frementes de sementeiras gordas e aminoácidos prostituíveis em fim de carreira.
Digo que hoje não quero fazer gemer a cadeira residente, e o felatio fedorento pode rebolar pelas escadarias sem fim, eternamente tombado para entontecer as debutantes alvas e semihúmidas que intoxicam o ar com o seu suor de virgens de contrafacção.
Tudo isto porque o melão dá cólicas.
Ainda mais interessante
Tudo o que me passa pelo carbono 14 tem um ar de novidade recém-nascida e expelida pelo canal pró-vaginal da máquina parideira de reciclados virtuais num gemido fino de girino geriátrico.
Os leitores das universidades apalpam pacientemente as paredes dos edifícios em busca de vestígios de educação que possam ter deslizado pelas rachas das paredes. Temem que se tenham formado colónias de sapiência nos subsolos da escola, contaminando irreversívelmente toda a área circundante.
Os leitores das universidades são a eterna polícia secreta dos reitores que descobriram há muito tempo as fugas de educação e sabedoria. A informação foi mantida dentro de um pequeno círculo de pessoas. Só eles sabem que os restos não controlados de ensino superior podem causar danos graves nos seres humanos.
A descontaminação é lenta e difícil.
O Estupor
Sinto-me um estupor estuporado envolto num estupor estuporante.
As minhas glândulas sodoríferas exalam suor com um cheiro soporífero por pouco dinheiro.
O deflagrar de uma mina é um acontecimento festivo na nossa aldeia.
O amputado de guerra é considerado um rei na minha tribo nómada.
A cigarreira brilhante é uma obra de arte moderna executada nos tempos livres por um pelotão de fuzilamento.
A amorosa criatura é um perigoso fora-da-lei e roubará todos os teus pertences.
Voltem depressa Barqueiros do Volga, voltem depressa.
Cosmologia para ciganos
A referência a um artigo sobre as epidemias do período pós-Grande Guerra, publicado numa revista holandesa, esteve na origem de uma violenta discussão entre famílias ciganas residentes no concelho da Amadora.
Um grupo de mulheres ciganas reuniu-se e decidiu criar uma cooperativa. A associação terá como fim desenvolver insultos, pragas, a produção de componentes para micro-computadores e maneiras mais eficazes de bater em putos ranhosos.
Um estranho fenómeno está a acontecer numa remota aldeia da Beira Interior. Os habitantes desta pequena localidade apareceram inanimados à porta de suas casas, vestidos apenas com uma pequena tanga. O Padre Ramiro, única pessoa que sabe ler num raio de 30 quilómetros referiu à imprensa que lhe parecia que tudo o que sucedeu era obra ou do Diabo ou da qualidade do leite. No entanto, uma fonte da Junta de Freguesia da área afectada por este estranho fenómeno assegurou que: "nós não bebemos leite, nem vestimos roupa interior sexy". A Polícia Judiciária Militar encontra-se no terreno em investigações.
A instalação de um telescópio electrónico num acampamento de ciganos em Mogofores despertou o interesse dos mesmos pela Astronomia. A Sra. Dª Elisete Carunho, vendedora ambulante de roupa disse: "Estou muito feliz com este novo equipamento, dá-nos imenso jeito." Interrogada sobre o uso que já deu ao telescópio a mesma senhora referiu: "Já ví quase todos os planetas do sistema solar e identifiquei pelo menos 3 quasares e duas anãs-brancas e estou muito satisfeita porque ontem eu e o meu mais novo, o Fábio Rafael, descobrimos duas formações que pensamos serem uma nova galáxia, estamos só à espera da confirmação da NASA para podermos baptizar a galáxia, vai-se chamar Tânia Micaela que é o nome da minha sobrinhita que nasceu o mês passado".
Reciclagem II
Métodos para a alimentação correcta do gado (25.Ago.04)
1. Alinhar o gado
2. Cantar para o gado
3. Vacinar o gado
4. Dar de comer ao gado
5. Recolher o gado
6. Adormecer o gado
Às vezes o gado volta-se contra nós. Ora bolas para o gado.
Nessas alturas o melhor é mandar abater.
Sigam o meu conselho e viverão mais anos.
1. Alinhar o gado
2. Cantar para o gado
3. Vacinar o gado
4. Dar de comer ao gado
5. Recolher o gado
6. Adormecer o gado
Às vezes o gado volta-se contra nós. Ora bolas para o gado.
Nessas alturas o melhor é mandar abater.
Sigam o meu conselho e viverão mais anos.
Reciclagem I
Os Pequenos Vagabundos (9.Jan.04)
Existem aquelas coisas que não são transmissíveis. Os golos do Eusébio, as corridas do Agostinho, o gosto do pão, o cheiro da mãe.
A geração nascida desde meados dos anos 60 até ao início dos 70, é a primeira a ter aquilo a que podemos dar o nome pomposo de "memória televisiva abrangente". OK, não assistimos ao início da TV em Portugal mas isso não interessa, era tudo ainda muito amador. No entanto, vimos o essencial.
Se quiserem, podemos comparar a situação ao início da utilização dos telemóveis. Quando nos lembrarmos de telemóveis, ninguém vai evocar imagens de caixotes que custavam um balúrdio e pesavam toneladas. Vamos lembrar-nos sim das sms, dos aparelhos mais maneirinhos, das fotos...
Mas, falava eu da tal "memória televisiva". Do pré-Gabriela.
Desses dias é a série cujo título consta deste poste.
Sabem que embirro com referências a outros blogues. Mas não posso deixar passar o que começou por ser uma conversa de amigos banhada em gin tónico e se tornou numa viagem às nossas memórias. Uma das vantagens de começar a aproximar a idade do número dos sapatos que calçamos é tudo aquilo que transportamos connosco. O nosso porta-bagagens com discos antigos, filmes, namoradas, bebedeiras e...séries de televisão.
A Ana do Blogantes fez o favor de continuar essa conversa, de a transformar em texto no blogue dela e merece a minha eterna gratidão por ter ido desencantar um site de onde consta o genérico e uma notícia do lançamento do DVD na Bélgica - ah! não vos disse...pois, a série é Belga.
Há uns 20 e tal anos que não via a cara dos personagens nem ouvia a música. Bolas, foi emocionante...
Continuem a comer a fruta e o legume.
PS: A série acabou por ter reedição nacional. Não é o mesmo vê-la após tanto tempo mas eu gosto de desencantar coisas velhas...
Existem aquelas coisas que não são transmissíveis. Os golos do Eusébio, as corridas do Agostinho, o gosto do pão, o cheiro da mãe.
A geração nascida desde meados dos anos 60 até ao início dos 70, é a primeira a ter aquilo a que podemos dar o nome pomposo de "memória televisiva abrangente". OK, não assistimos ao início da TV em Portugal mas isso não interessa, era tudo ainda muito amador. No entanto, vimos o essencial.
Se quiserem, podemos comparar a situação ao início da utilização dos telemóveis. Quando nos lembrarmos de telemóveis, ninguém vai evocar imagens de caixotes que custavam um balúrdio e pesavam toneladas. Vamos lembrar-nos sim das sms, dos aparelhos mais maneirinhos, das fotos...
Mas, falava eu da tal "memória televisiva". Do pré-Gabriela.
Desses dias é a série cujo título consta deste poste.
Sabem que embirro com referências a outros blogues. Mas não posso deixar passar o que começou por ser uma conversa de amigos banhada em gin tónico e se tornou numa viagem às nossas memórias. Uma das vantagens de começar a aproximar a idade do número dos sapatos que calçamos é tudo aquilo que transportamos connosco. O nosso porta-bagagens com discos antigos, filmes, namoradas, bebedeiras e...séries de televisão.
A Ana do Blogantes fez o favor de continuar essa conversa, de a transformar em texto no blogue dela e merece a minha eterna gratidão por ter ido desencantar um site de onde consta o genérico e uma notícia do lançamento do DVD na Bélgica - ah! não vos disse...pois, a série é Belga.
Há uns 20 e tal anos que não via a cara dos personagens nem ouvia a música. Bolas, foi emocionante...
Continuem a comer a fruta e o legume.
PS: A série acabou por ter reedição nacional. Não é o mesmo vê-la após tanto tempo mas eu gosto de desencantar coisas velhas...
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
E não se pode extermin....er...dar-lhes um estalo?
Que enorme exercício de masturbação é aquela coisa que pretende ser um making of da campanha do crédito habitação do Montepio. Que interessante de um modo enjoativo e doentio é ouvir o director de marketing abrir a boca e não dizer rigorosamente nada ou o director criativo explicar o inexplicável como se fosse uma fenomenal obra de arte.
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E não se pode extermin....er...dar-lhes um estalo?
Que enorme exercício de masturbação é aquela coisa que pretende ser um making of da campanha do crédito habitação do Montepio. Que interessante de um modo enjoativo e doentio é ouvir o director de marketing abrir a boca e não dizer rigorosamente nada ou o director criativo explicar o inexplicável como se fosse uma fenomenal obra de arte.
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E não se pode extermin....er...dar-lhes um estalo?
Que enorme exercício de masturbação é aquela coisa que pretende ser um making of da campanha do crédito habitação do Montepio. Que interessante de um modo enjoativo e doentio é ouvir o director de marketing abrir a boca e não dizer rigorosamente nada ou o director criativo explicar o inexplicável como se fosse uma fenomenal obra de arte.
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E não se pode extermin....er...dar-lhes um estalo?
Que enorme exercício de masturbação é aquela coisa que pretende ser um making of da campanha do crédito habitação do Montepio. Que interessante de um modo enjoativo e doentio é ouvir o director de marketing abrir a boca e não dizer rigorosamente nada ou o director criativo explicar o inexplicável como se fosse uma fenomenal obra de arte.
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E não se pode extermin....er...dar-lhes um estalo?
Que enorme exercício de masturbação é aquela coisa que pretende ser um making of da campanha do crédito habitação do Montepio. Que interessante de um modo enjoativo e doentio é ouvir o director de marketing abrir a boca e não dizer rigorosamente nada ou o director criativo explicar o inexplicável como se fosse uma fenomenal obra de arte.
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
E que dizer daquele corte final que nos deixa suspensos e tão interessados em saber tudinho sobre o crédito habitação do Montepio.
Ou da ideia idiota de misturar os trailers com a publicidade?
O que ficou por escrever durante o dia de hoje
sobre a estreia em Inglaterra o filme "Control" baseado no livro "Touching From A Distance" da viúva do Ian Curtis.
sobre o que me irritam as pessoas que querem andar sempre depressa.
sobre os finais de relações que nos magoam, em alturas que não dão mesmo jeito nenhum porque temos outras coisas, incomparavelmente mais importantes, em que pensar.
sobre as pequenas vitórias do dia-a-dia, com a sombra de uma grande derrota a rondar.
sobre o que me irritam as pessoas que querem andar sempre depressa.
sobre os finais de relações que nos magoam, em alturas que não dão mesmo jeito nenhum porque temos outras coisas, incomparavelmente mais importantes, em que pensar.
sobre as pequenas vitórias do dia-a-dia, com a sombra de uma grande derrota a rondar.
O que ficou por escrever durante o dia de hoje
sobre a estreia em Inglaterra o filme "Control" baseado no livro "Touching From A Distance" da viúva do Ian Curtis.
sobre o que me irritam as pessoas que querem andar sempre depressa.
sobre os finais de relações que nos magoam, em alturas que não dão mesmo jeito nenhum porque temos outras coisas, incomparavelmente mais importantes, em que pensar.
sobre as pequenas vitórias do dia-a-dia, com a sombra de uma grande derrota a rondar.
sobre o que me irritam as pessoas que querem andar sempre depressa.
sobre os finais de relações que nos magoam, em alturas que não dão mesmo jeito nenhum porque temos outras coisas, incomparavelmente mais importantes, em que pensar.
sobre as pequenas vitórias do dia-a-dia, com a sombra de uma grande derrota a rondar.
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