sábado, 14 de abril de 2007

O legado de Steed para as gerações futuras (em construção)

É só uma listinha sobre música. Lamento não ser a cura para o cancro ou uma maneira barata e limpa de produzir energia. Ainda por cima é uma lista desorganizada, sem rei nem roque. Mas é o que se pode arranjar agora.

Vamos começar pelo básico. Eu gosto de música pop, rock e sou aprendiz de ouvinte de jazz - e desconfio que nunca passarei disso.

a) O essencial da música popular

No princípio era o jazz, os blues e a folk.

Depois apareceu o Rock 'n Roll.

Nesta história em versão Steed, os Beatles não existem e os primeiros grupos essenciais são os Beach Boys e os Rolling Stones seguidos dos Velvet Underground. Embora eu ciclicamente tenha crises de ódio e desprezo relativamente aos The Doors não consigo deixar de os incluir no lado dos imprescindíveis.

Logo a seguir, os Pink Floyd. O álbum em que o Syd Barrett participou é mesmo muito bom e um exemplo da evolução da música para o psicadelismo. Os álbuns restantes até ao Animals devem ser ouvidos com curiosidade histórica. Não envelheceram bem.

Chegados a este ponto do caminho a primeira pausa. Já aqui, tão cedo na sua história, o pop/rock sentiu necessidade de recuar até às raízes e passar por uma fase de revivalismo nas áreas do blues e folk. Talvez fosse necessário mas o que saiu dali foi pouco estimulante. Passemos à frente. Bob Dylan? Nunca ouvi falar.

Os próximos a não perder são 3 membros dos Velvet Underground, o único grupo da história que deu origem a carreiras a solo tão ou mais interessantes do que o grupo a que pertenceram: Lou Reed, Nico e John Cale.

Chegados à época do Rock Progressivo basta guardar um nome: Genesis. O resto é lixo. Não cheguem nem perto.

Ao mesmo tempo o glam-rock obriga a fazer mais uma paragem para deixar entrar os Roxy Music e David Bowie - este último a fazer a primeira das suas milhentas metamorfoses - e ignorar furiosamente tudo o resto. Dos primeiros sai ainda um dos maiores músicos do século XX, o Sr. Brian Eno.

A banda seguinte vem de fora do universo anglo-saxónico: os alemães Kraftwerk ensinaram o mundo a fazer música pop sem nenhum dos instrumentos tradicionais. É permitido abanar o pézinho.

O revivalismo dos blues da segunda metade dos anos 60 levado a extremos deu origem ao hard-rock ou seja, sinónimo de Led Zeppelin. Num dia bom aceito tb doses reduzidas de Black Sabbath. O sul dos Estados Unidos deu-nos os castiços ZZ Top. Eles fazem parte do mundo exclusivo dos essenciais by Steed.

Nos anos 70 aparece um dos génios da música popular: Tom Waits. Ouvir, ouvir muito.

E agora, alto e pára literalmente o baile.

Em Dezembro de 73 abre o CBGB em NY. O clube mais importante da história da pop/rock foi inaugurado como local para espectáculos de Country, Bluegrass e Blues (daí as iniciais CBGB). Os primeiros responsáveis pela mudança no estilo da casa foram os Television de Tom Verlaine e Richard Hell. Logo a seguir um grupo desconhecido da zona de Queens chamado The Ramones. O resto foi o início de um movimento chamado punk. Sim, ao contrário do que os bifes tentam passar o punk nasceu nos Estados Unidos. Destes anos sairam os Sex Pistols, Ramones, Blondie, Talking Heads, The B-52's, Joy Division, New Order, The Clash, A Certain Ratio, Devo, Bauhaus, Siouxie And The Banshees, The Feelies, The Stranglers, o revivalismo do reggae ska e uma mão-cheia mais de coisas fundamentais. Acabou tudo por volta de 1982.

Fim da história de acordo com Steed. Agora vamos aos discos. Se o Steed fosse um faraó, estes seriam os discos que seriam colocados na pirâmide juntamente com a sua múmia.

b) A Discoteca Ideal do Dr. Steed.

The Rolling Stones

The Rolling Stones (1964)
12x5 (1964)
The Rolling Stone nº2 (1965)
The Rolling Stones Now! (1965)
Out Of Our Heads (1965)
Aftermath (1966)
Between The Buttons (1967)
Their Satanic Majesties Request (1967)
Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile On Main St. (1972)
Goats Head Soup (1973)
It's Only Rock 'n Roll (1974)
Black And Blue (1976)
Live Girls (1978)

Estes senhores gostavam de blues e de música negra americana. É preciso não esquecer que os Estados Unidos foram um país segregado até meados dos anos 60. Os Rolling Stones, tal como muitos outros músicos brancos - antes e depois deles - foram beber á fonte sem fundo dos blues, R&B e quejandos e adaptaram estas influências para a audiência mais pálida na América e na Europa. Os seus primeiros álbuns são blues quase puros tocado por uns rapazolas deslumbrados pela riqueza proveniente do outro lado da rua. Só a partir do "Out Of Our Heads" de 1965 é que o som da banda ganhou personalidade.

Os Rolling Stones morreram em 1978. Tudo o que ouviram falar sobre Rolling Stones após o disco Live Girls não interessa. Recomendo mesmo que se mantenham longe.

Genesis

From Genesis To Revelation (1969)
Trespass (1970)
Nursery Crime (1971)
Foxtrot (1972)
Selling England By The Pound (1973)
The Lamb Lies Down On Broadway (1974)
Trick Of The Tail (1976)

Não foram eles que inventaram aquilo a que agora se chama Rock Progressivo e que já foi conhecido pelo pretencioso nome de Rock Sinfónico. Há algum tempo tentei voltar a ouvir os álbuns dos Yes, Emerson Lake And Palmer e Camel. O resultado foi um internamento de urgência durante uma semana. Sim, aquilo é mesmo mau. Nem sequer envelheceu, limitou-se a apodrecer. Os Genesis foram uma excepção no meio de tanta porcaria e fizeram alguns discos brilhantes. A saída de Peter Gabriel após o duplo "The Lamb Lies Down On Broadway" foi o início do fim. Com o Phil Collins a mandar naquilo aguentaram-se mais um álbum e depois foram para aquele cantinho do Inferno da Pop/Rock onde se guardam as bandas que descambaram.

Pink Floyd

The Piper At The Gates Of Dawn (1967)
A Saucerful Of secrets (1968)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
The Dark Side Of The Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)

Na realidade os Pink Floyd só fizeram um álbum de jeito. O primeiro, com o Syd Barrett. Depois, o Syd passou-se de vez e foi para o cantinho dele plantar couves e os Pink Floyd embora tenham feito mais uma série de trabalhos que convém ouvir para saber o que foi o rock entre finais dos anos 60 e inícios dos 70, nunca mais chegaram à criatividade do "Piper At The Gates Of Dawn".

Roxy Music

Roxy Music (1972)
For Your Pleasure (1973)
Stranded (1973)
Country Life (1974)
Siren (1975)

Juntamente com o senhor que se segue, os Roxy Music conseguiram dar bom nome ao glam rock. E tinham brinde. No meio da formação inicial da banda estava o Brian Eno que saiu ao fim de dois álbuns para ser um dos músicos e produtores mais importantes da história da humanidade desde que o primeiro troglodita bateu com um pauzinho no outro e inventou o ritmo 4/4. Conseguiram fazer sair cinco discos excelentes.


David Bowie

David Bowie (1967)
The Man Who Sold The World (1970)
Hunky Dory (1971)
Space Oddity(1972)
Ziggy Stardust (1972)
Aladdin Sane (1973)
Pin Ups (1973)
Diamong Dogs (1974)
Young Americans (1975)
Station To Station (1976)
Low (1977)
Heroes (1977)
Lodger (1979)
Scary Monsters (1980)

Chamam-lhe o camaleão. O homem já um pouco de tudo. Nasceu, renasceu, reviveu, deu a volta por cima uma série de vezes e criou alguns dos discos mais importantes de sempre. Fez as suas asneiras - quem não as fez? - mas logo a seguir conseguiu ir buscar mais e melhor.




Velvet Underground

The Velvet Underground & Nico (1967)
White Light/White Heat (1967)
The Velvet Underground (1969)
Loaded (1970)

Lou Reed

Lou Reed (1972)
Transformer (1972)
Berlin (1973)
Coney Island Baby (1976)
Street Hassle (1978)
The Bells (1979)
Growing Up In Public (1980)
The Blue Mask (1982)
Legendary Hearts (1983)
New Sensations (1984)
Mistrial (1986)
New York (1989)
Magic And Loss (1992)

Led Zeppelin

Led Zeppelin (1969)
Led Zeppelin II (1969)
Led Zeppelin III (1970)
Led Zeppelin IV (1971)
Houses Of Holy (1973)
Physical Graffiti (1975)
Presence (1976)
In Through The Outdoor (1979)

Nico

Chelsea Girl (1967)
The Marble Index (1969)
Desertshore (1970)
The End (1974)
Drama Of Exhile (1983)
Camera Obscura (1985)
Hanging Gardens (1990)
Heroine (1995)
Icon (1996)




Talking Heads
The-B-52's
John Cale
Brian Eno
Ramones
Sex Pistols

O legado de Steed para as gerações futuras (em construção)

É só uma listinha sobre música. Lamento não ser a cura para o cancro ou uma maneira barata e limpa de produzir energia. Ainda por cima é uma lista desorganizada, sem rei nem roque. Mas é o que se pode arranjar agora.

Vamos começar pelo básico. Eu gosto de música pop, rock e sou aprendiz de ouvinte de jazz - e desconfio que nunca passarei disso.

a) O essencial da música popular

No princípio era o jazz, os blues e a folk.

Depois apareceu o Rock 'n Roll.

Nesta história em versão Steed, os Beatles não existem e os primeiros grupos essenciais são os Beach Boys e os Rolling Stones seguidos dos Velvet Underground. Embora eu ciclicamente tenha crises de ódio e desprezo relativamente aos The Doors não consigo deixar de os incluir no lado dos imprescindíveis.

Logo a seguir, os Pink Floyd. O álbum em que o Syd Barrett participou é mesmo muito bom e um exemplo da evolução da música para o psicadelismo. Os álbuns restantes até ao Animals devem ser ouvidos com curiosidade histórica. Não envelheceram bem.

Chegados a este ponto do caminho a primeira pausa. Já aqui, tão cedo na sua história, o pop/rock sentiu necessidade de recuar até às raízes e passar por uma fase de revivalismo nas áreas do blues e folk. Talvez fosse necessário mas o que saiu dali foi pouco estimulante. Passemos à frente. Bob Dylan? Nunca ouvi falar.

Os próximos a não perder são 3 membros dos Velvet Underground, o único grupo da história que deu origem a carreiras a solo tão ou mais interessantes do que o grupo a que pertenceram: Lou Reed, Nico e John Cale.

Chegados à época do Rock Progressivo basta guardar um nome: Genesis. O resto é lixo. Não cheguem nem perto.

Ao mesmo tempo o glam-rock obriga a fazer mais uma paragem para deixar entrar os Roxy Music e David Bowie - este último a fazer a primeira das suas milhentas metamorfoses - e ignorar furiosamente tudo o resto. Dos primeiros sai ainda um dos maiores músicos do século XX, o Sr. Brian Eno.

A banda seguinte vem de fora do universo anglo-saxónico: os alemães Kraftwerk ensinaram o mundo a fazer música pop sem nenhum dos instrumentos tradicionais. É permitido abanar o pézinho.

O revivalismo dos blues da segunda metade dos anos 60 levado a extremos deu origem ao hard-rock ou seja, sinónimo de Led Zeppelin. Num dia bom aceito tb doses reduzidas de Black Sabbath. O sul dos Estados Unidos deu-nos os castiços ZZ Top. Eles fazem parte do mundo exclusivo dos essenciais by Steed.

Nos anos 70 aparece um dos génios da música popular: Tom Waits. Ouvir, ouvir muito.

E agora, alto e pára literalmente o baile.

Em Dezembro de 73 abre o CBGB em NY. O clube mais importante da história da pop/rock foi inaugurado como local para espectáculos de Country, Bluegrass e Blues (daí as iniciais CBGB). Os primeiros responsáveis pela mudança no estilo da casa foram os Television de Tom Verlaine e Richard Hell. Logo a seguir um grupo desconhecido da zona de Queens chamado The Ramones. O resto foi o início de um movimento chamado punk. Sim, ao contrário do que os bifes tentam passar o punk nasceu nos Estados Unidos. Destes anos sairam os Sex Pistols, Ramones, Blondie, Talking Heads, The B-52's, Joy Division, New Order, The Clash, A Certain Ratio, Devo, Bauhaus, Siouxie And The Banshees, The Feelies, The Stranglers, o revivalismo do reggae ska e uma mão-cheia mais de coisas fundamentais. Acabou tudo por volta de 1982.

Fim da história de acordo com Steed. Agora vamos aos discos. Se o Steed fosse um faraó, estes seriam os discos que seriam colocados na pirâmide juntamente com a sua múmia.

b) A Discoteca Ideal do Dr. Steed.

The Rolling Stones

The Rolling Stones (1964)
12x5 (1964)
The Rolling Stone nº2 (1965)
The Rolling Stones Now! (1965)
Out Of Our Heads (1965)
Aftermath (1966)
Between The Buttons (1967)
Their Satanic Majesties Request (1967)
Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile On Main St. (1972)
Goats Head Soup (1973)
It's Only Rock 'n Roll (1974)
Black And Blue (1976)
Live Girls (1978)

Estes senhores gostavam de blues e de música negra americana. É preciso não esquecer que os Estados Unidos foram um país segregado até meados dos anos 60. Os Rolling Stones, tal como muitos outros músicos brancos - antes e depois deles - foram beber á fonte sem fundo dos blues, R&B e quejandos e adaptaram estas influências para a audiência mais pálida na América e na Europa. Os seus primeiros álbuns são blues quase puros tocado por uns rapazolas deslumbrados pela riqueza proveniente do outro lado da rua. Só a partir do "Out Of Our Heads" de 1965 é que o som da banda ganhou personalidade.

Os Rolling Stones morreram em 1978. Tudo o que ouviram falar sobre Rolling Stones após o disco Live Girls não interessa. Recomendo mesmo que se mantenham longe.

Genesis

From Genesis To Revelation (1969)
Trespass (1970)
Nursery Crime (1971)
Foxtrot (1972)
Selling England By The Pound (1973)
The Lamb Lies Down On Broadway (1974)
Trick Of The Tail (1976)

Não foram eles que inventaram aquilo a que agora se chama Rock Progressivo e que já foi conhecido pelo pretencioso nome de Rock Sinfónico. Há algum tempo tentei voltar a ouvir os álbuns dos Yes, Emerson Lake And Palmer e Camel. O resultado foi um internamento de urgência durante uma semana. Sim, aquilo é mesmo mau. Nem sequer envelheceu, limitou-se a apodrecer. Os Genesis foram uma excepção no meio de tanta porcaria e fizeram alguns discos brilhantes. A saída de Peter Gabriel após o duplo "The Lamb Lies Down On Broadway" foi o início do fim. Com o Phil Collins a mandar naquilo aguentaram-se mais um álbum e depois foram para aquele cantinho do Inferno da Pop/Rock onde se guardam as bandas que descambaram.

Pink Floyd

The Piper At The Gates Of Dawn (1967)
A Saucerful Of secrets (1968)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
The Dark Side Of The Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)

Na realidade os Pink Floyd só fizeram um álbum de jeito. O primeiro, com o Syd Barrett. Depois, o Syd passou-se de vez e foi para o cantinho dele plantar couves e os Pink Floyd embora tenham feito mais uma série de trabalhos que convém ouvir para saber o que foi o rock entre finais dos anos 60 e inícios dos 70, nunca mais chegaram à criatividade do "Piper At The Gates Of Dawn".

Roxy Music

Roxy Music (1972)
For Your Pleasure (1973)
Stranded (1973)
Country Life (1974)
Siren (1975)

Juntamente com o senhor que se segue, os Roxy Music conseguiram dar bom nome ao glam rock. E tinham brinde. No meio da formação inicial da banda estava o Brian Eno que saiu ao fim de dois álbuns para ser um dos músicos e produtores mais importantes da história da humanidade desde que o primeiro troglodita bateu com um pauzinho no outro e inventou o ritmo 4/4. Conseguiram fazer sair cinco discos excelentes.


David Bowie

David Bowie (1967)
The Man Who Sold The World (1970)
Hunky Dory (1971)
Space Oddity(1972)
Ziggy Stardust (1972)
Aladdin Sane (1973)
Pin Ups (1973)
Diamong Dogs (1974)
Young Americans (1975)
Station To Station (1976)
Low (1977)
Heroes (1977)
Lodger (1979)
Scary Monsters (1980)

Chamam-lhe o camaleão. O homem já um pouco de tudo. Nasceu, renasceu, reviveu, deu a volta por cima uma série de vezes e criou alguns dos discos mais importantes de sempre. Fez as suas asneiras - quem não as fez? - mas logo a seguir conseguiu ir buscar mais e melhor.




Velvet Underground

The Velvet Underground & Nico (1967)
White Light/White Heat (1967)
The Velvet Underground (1969)
Loaded (1970)

Lou Reed

Lou Reed (1972)
Transformer (1972)
Berlin (1973)
Coney Island Baby (1976)
Street Hassle (1978)
The Bells (1979)
Growing Up In Public (1980)
The Blue Mask (1982)
Legendary Hearts (1983)
New Sensations (1984)
Mistrial (1986)
New York (1989)
Magic And Loss (1992)

Led Zeppelin

Led Zeppelin (1969)
Led Zeppelin II (1969)
Led Zeppelin III (1970)
Led Zeppelin IV (1971)
Houses Of Holy (1973)
Physical Graffiti (1975)
Presence (1976)
In Through The Outdoor (1979)

Nico

Chelsea Girl (1967)
The Marble Index (1969)
Desertshore (1970)
The End (1974)
Drama Of Exhile (1983)
Camera Obscura (1985)
Hanging Gardens (1990)
Heroine (1995)
Icon (1996)




Talking Heads
The-B-52's
John Cale
Brian Eno
Ramones
Sex Pistols

O legado de Steed para as gerações futuras (em construção)

É só uma listinha sobre música. Lamento não ser a cura para o cancro ou uma maneira barata e limpa de produzir energia. Ainda por cima é uma lista desorganizada, sem rei nem roque. Mas é o que se pode arranjar agora.

Vamos começar pelo básico. Eu gosto de música pop, rock e sou aprendiz de ouvinte de jazz - e desconfio que nunca passarei disso.

a) O essencial da música popular

No princípio era o jazz, os blues e a folk.

Depois apareceu o Rock 'n Roll.

Nesta história em versão Steed, os Beatles não existem e os primeiros grupos essenciais são os Beach Boys e os Rolling Stones seguidos dos Velvet Underground. Embora eu ciclicamente tenha crises de ódio e desprezo relativamente aos The Doors não consigo deixar de os incluir no lado dos imprescindíveis.

Logo a seguir, os Pink Floyd. O álbum em que o Syd Barrett participou é mesmo muito bom e um exemplo da evolução da música para o psicadelismo. Os álbuns restantes até ao Animals devem ser ouvidos com curiosidade histórica. Não envelheceram bem.

Chegados a este ponto do caminho a primeira pausa. Já aqui, tão cedo na sua história, o pop/rock sentiu necessidade de recuar até às raízes e passar por uma fase de revivalismo nas áreas do blues e folk. Talvez fosse necessário mas o que saiu dali foi pouco estimulante. Passemos à frente. Bob Dylan? Nunca ouvi falar.

Os próximos a não perder são 3 membros dos Velvet Underground, o único grupo da história que deu origem a carreiras a solo tão ou mais interessantes do que o grupo a que pertenceram: Lou Reed, Nico e John Cale.

Chegados à época do Rock Progressivo basta guardar um nome: Genesis. O resto é lixo. Não cheguem nem perto.

Ao mesmo tempo o glam-rock obriga a fazer mais uma paragem para deixar entrar os Roxy Music e David Bowie - este último a fazer a primeira das suas milhentas metamorfoses - e ignorar furiosamente tudo o resto. Dos primeiros sai ainda um dos maiores músicos do século XX, o Sr. Brian Eno.

A banda seguinte vem de fora do universo anglo-saxónico: os alemães Kraftwerk ensinaram o mundo a fazer música pop sem nenhum dos instrumentos tradicionais. É permitido abanar o pézinho.

O revivalismo dos blues da segunda metade dos anos 60 levado a extremos deu origem ao hard-rock ou seja, sinónimo de Led Zeppelin. Num dia bom aceito tb doses reduzidas de Black Sabbath. O sul dos Estados Unidos deu-nos os castiços ZZ Top. Eles fazem parte do mundo exclusivo dos essenciais by Steed.

Nos anos 70 aparece um dos génios da música popular: Tom Waits. Ouvir, ouvir muito.

E agora, alto e pára literalmente o baile.

Em Dezembro de 73 abre o CBGB em NY. O clube mais importante da história da pop/rock foi inaugurado como local para espectáculos de Country, Bluegrass e Blues (daí as iniciais CBGB). Os primeiros responsáveis pela mudança no estilo da casa foram os Television de Tom Verlaine e Richard Hell. Logo a seguir um grupo desconhecido da zona de Queens chamado The Ramones. O resto foi o início de um movimento chamado punk. Sim, ao contrário do que os bifes tentam passar o punk nasceu nos Estados Unidos. Destes anos sairam os Sex Pistols, Ramones, Blondie, Talking Heads, The B-52's, Joy Division, New Order, The Clash, A Certain Ratio, Devo, Bauhaus, Siouxie And The Banshees, The Feelies, The Stranglers, o revivalismo do reggae ska e uma mão-cheia mais de coisas fundamentais. Acabou tudo por volta de 1982.

Fim da história de acordo com Steed. Agora vamos aos discos. Se o Steed fosse um faraó, estes seriam os discos que seriam colocados na pirâmide juntamente com a sua múmia.

b) A Discoteca Ideal do Dr. Steed.

The Rolling Stones

The Rolling Stones (1964)
12x5 (1964)
The Rolling Stone nº2 (1965)
The Rolling Stones Now! (1965)
Out Of Our Heads (1965)
Aftermath (1966)
Between The Buttons (1967)
Their Satanic Majesties Request (1967)
Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile On Main St. (1972)
Goats Head Soup (1973)
It's Only Rock 'n Roll (1974)
Black And Blue (1976)
Live Girls (1978)

Estes senhores gostavam de blues e de música negra americana. É preciso não esquecer que os Estados Unidos foram um país segregado até meados dos anos 60. Os Rolling Stones, tal como muitos outros músicos brancos - antes e depois deles - foram beber á fonte sem fundo dos blues, R&B e quejandos e adaptaram estas influências para a audiência mais pálida na América e na Europa. Os seus primeiros álbuns são blues quase puros tocado por uns rapazolas deslumbrados pela riqueza proveniente do outro lado da rua. Só a partir do "Out Of Our Heads" de 1965 é que o som da banda ganhou personalidade.

Os Rolling Stones morreram em 1978. Tudo o que ouviram falar sobre Rolling Stones após o disco Live Girls não interessa. Recomendo mesmo que se mantenham longe.

Genesis

From Genesis To Revelation (1969)
Trespass (1970)
Nursery Crime (1971)
Foxtrot (1972)
Selling England By The Pound (1973)
The Lamb Lies Down On Broadway (1974)
Trick Of The Tail (1976)

Não foram eles que inventaram aquilo a que agora se chama Rock Progressivo e que já foi conhecido pelo pretencioso nome de Rock Sinfónico. Há algum tempo tentei voltar a ouvir os álbuns dos Yes, Emerson Lake And Palmer e Camel. O resultado foi um internamento de urgência durante uma semana. Sim, aquilo é mesmo mau. Nem sequer envelheceu, limitou-se a apodrecer. Os Genesis foram uma excepção no meio de tanta porcaria e fizeram alguns discos brilhantes. A saída de Peter Gabriel após o duplo "The Lamb Lies Down On Broadway" foi o início do fim. Com o Phil Collins a mandar naquilo aguentaram-se mais um álbum e depois foram para aquele cantinho do Inferno da Pop/Rock onde se guardam as bandas que descambaram.

Pink Floyd

The Piper At The Gates Of Dawn (1967)
A Saucerful Of secrets (1968)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
The Dark Side Of The Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)

Na realidade os Pink Floyd só fizeram um álbum de jeito. O primeiro, com o Syd Barrett. Depois, o Syd passou-se de vez e foi para o cantinho dele plantar couves e os Pink Floyd embora tenham feito mais uma série de trabalhos que convém ouvir para saber o que foi o rock entre finais dos anos 60 e inícios dos 70, nunca mais chegaram à criatividade do "Piper At The Gates Of Dawn".

Roxy Music

Roxy Music (1972)
For Your Pleasure (1973)
Stranded (1973)
Country Life (1974)
Siren (1975)

Juntamente com o senhor que se segue, os Roxy Music conseguiram dar bom nome ao glam rock. E tinham brinde. No meio da formação inicial da banda estava o Brian Eno que saiu ao fim de dois álbuns para ser um dos músicos e produtores mais importantes da história da humanidade desde que o primeiro troglodita bateu com um pauzinho no outro e inventou o ritmo 4/4. Conseguiram fazer sair cinco discos excelentes.


David Bowie

David Bowie (1967)
The Man Who Sold The World (1970)
Hunky Dory (1971)
Space Oddity(1972)
Ziggy Stardust (1972)
Aladdin Sane (1973)
Pin Ups (1973)
Diamong Dogs (1974)
Young Americans (1975)
Station To Station (1976)
Low (1977)
Heroes (1977)
Lodger (1979)
Scary Monsters (1980)

Chamam-lhe o camaleão. O homem já um pouco de tudo. Nasceu, renasceu, reviveu, deu a volta por cima uma série de vezes e criou alguns dos discos mais importantes de sempre. Fez as suas asneiras - quem não as fez? - mas logo a seguir conseguiu ir buscar mais e melhor.




Velvet Underground

The Velvet Underground & Nico (1967)
White Light/White Heat (1967)
The Velvet Underground (1969)
Loaded (1970)

Lou Reed

Lou Reed (1972)
Transformer (1972)
Berlin (1973)
Coney Island Baby (1976)
Street Hassle (1978)
The Bells (1979)
Growing Up In Public (1980)
The Blue Mask (1982)
Legendary Hearts (1983)
New Sensations (1984)
Mistrial (1986)
New York (1989)
Magic And Loss (1992)

Led Zeppelin

Led Zeppelin (1969)
Led Zeppelin II (1969)
Led Zeppelin III (1970)
Led Zeppelin IV (1971)
Houses Of Holy (1973)
Physical Graffiti (1975)
Presence (1976)
In Through The Outdoor (1979)

Nico

Chelsea Girl (1967)
The Marble Index (1969)
Desertshore (1970)
The End (1974)
Drama Of Exhile (1983)
Camera Obscura (1985)
Hanging Gardens (1990)
Heroine (1995)
Icon (1996)




Talking Heads
The-B-52's
John Cale
Brian Eno
Ramones
Sex Pistols

O legado de Steed para as gerações futuras (em construção)

É só uma listinha sobre música. Lamento não ser a cura para o cancro ou uma maneira barata e limpa de produzir energia. Ainda por cima é uma lista desorganizada, sem rei nem roque. Mas é o que se pode arranjar agora.

Vamos começar pelo básico. Eu gosto de música pop, rock e sou aprendiz de ouvinte de jazz - e desconfio que nunca passarei disso.

a) O essencial da música popular

No princípio era o jazz, os blues e a folk.

Depois apareceu o Rock 'n Roll.

Nesta história em versão Steed, os Beatles não existem e os primeiros grupos essenciais são os Beach Boys e os Rolling Stones seguidos dos Velvet Underground. Embora eu ciclicamente tenha crises de ódio e desprezo relativamente aos The Doors não consigo deixar de os incluir no lado dos imprescindíveis.

Logo a seguir, os Pink Floyd. O álbum em que o Syd Barrett participou é mesmo muito bom e um exemplo da evolução da música para o psicadelismo. Os álbuns restantes até ao Animals devem ser ouvidos com curiosidade histórica. Não envelheceram bem.

Chegados a este ponto do caminho a primeira pausa. Já aqui, tão cedo na sua história, o pop/rock sentiu necessidade de recuar até às raízes e passar por uma fase de revivalismo nas áreas do blues e folk. Talvez fosse necessário mas o que saiu dali foi pouco estimulante. Passemos à frente. Bob Dylan? Nunca ouvi falar.

Os próximos a não perder são 3 membros dos Velvet Underground, o único grupo da história que deu origem a carreiras a solo tão ou mais interessantes do que o grupo a que pertenceram: Lou Reed, Nico e John Cale.

Chegados à época do Rock Progressivo basta guardar um nome: Genesis. O resto é lixo. Não cheguem nem perto.

Ao mesmo tempo o glam-rock obriga a fazer mais uma paragem para deixar entrar os Roxy Music e David Bowie - este último a fazer a primeira das suas milhentas metamorfoses - e ignorar furiosamente tudo o resto. Dos primeiros sai ainda um dos maiores músicos do século XX, o Sr. Brian Eno.

A banda seguinte vem de fora do universo anglo-saxónico: os alemães Kraftwerk ensinaram o mundo a fazer música pop sem nenhum dos instrumentos tradicionais. É permitido abanar o pézinho.

O revivalismo dos blues da segunda metade dos anos 60 levado a extremos deu origem ao hard-rock ou seja, sinónimo de Led Zeppelin. Num dia bom aceito tb doses reduzidas de Black Sabbath. O sul dos Estados Unidos deu-nos os castiços ZZ Top. Eles fazem parte do mundo exclusivo dos essenciais by Steed.

Nos anos 70 aparece um dos génios da música popular: Tom Waits. Ouvir, ouvir muito.

E agora, alto e pára literalmente o baile.

Em Dezembro de 73 abre o CBGB em NY. O clube mais importante da história da pop/rock foi inaugurado como local para espectáculos de Country, Bluegrass e Blues (daí as iniciais CBGB). Os primeiros responsáveis pela mudança no estilo da casa foram os Television de Tom Verlaine e Richard Hell. Logo a seguir um grupo desconhecido da zona de Queens chamado The Ramones. O resto foi o início de um movimento chamado punk. Sim, ao contrário do que os bifes tentam passar o punk nasceu nos Estados Unidos. Destes anos sairam os Sex Pistols, Ramones, Blondie, Talking Heads, The B-52's, Joy Division, New Order, The Clash, A Certain Ratio, Devo, Bauhaus, Siouxie And The Banshees, The Feelies, The Stranglers, o revivalismo do reggae ska e uma mão-cheia mais de coisas fundamentais. Acabou tudo por volta de 1982.

Fim da história de acordo com Steed. Agora vamos aos discos. Se o Steed fosse um faraó, estes seriam os discos que seriam colocados na pirâmide juntamente com a sua múmia.

b) A Discoteca Ideal do Dr. Steed.

The Rolling Stones

The Rolling Stones (1964)
12x5 (1964)
The Rolling Stone nº2 (1965)
The Rolling Stones Now! (1965)
Out Of Our Heads (1965)
Aftermath (1966)
Between The Buttons (1967)
Their Satanic Majesties Request (1967)
Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile On Main St. (1972)
Goats Head Soup (1973)
It's Only Rock 'n Roll (1974)
Black And Blue (1976)
Live Girls (1978)

Estes senhores gostavam de blues e de música negra americana. É preciso não esquecer que os Estados Unidos foram um país segregado até meados dos anos 60. Os Rolling Stones, tal como muitos outros músicos brancos - antes e depois deles - foram beber á fonte sem fundo dos blues, R&B e quejandos e adaptaram estas influências para a audiência mais pálida na América e na Europa. Os seus primeiros álbuns são blues quase puros tocado por uns rapazolas deslumbrados pela riqueza proveniente do outro lado da rua. Só a partir do "Out Of Our Heads" de 1965 é que o som da banda ganhou personalidade.

Os Rolling Stones morreram em 1978. Tudo o que ouviram falar sobre Rolling Stones após o disco Live Girls não interessa. Recomendo mesmo que se mantenham longe.

Genesis

From Genesis To Revelation (1969)
Trespass (1970)
Nursery Crime (1971)
Foxtrot (1972)
Selling England By The Pound (1973)
The Lamb Lies Down On Broadway (1974)
Trick Of The Tail (1976)

Não foram eles que inventaram aquilo a que agora se chama Rock Progressivo e que já foi conhecido pelo pretencioso nome de Rock Sinfónico. Há algum tempo tentei voltar a ouvir os álbuns dos Yes, Emerson Lake And Palmer e Camel. O resultado foi um internamento de urgência durante uma semana. Sim, aquilo é mesmo mau. Nem sequer envelheceu, limitou-se a apodrecer. Os Genesis foram uma excepção no meio de tanta porcaria e fizeram alguns discos brilhantes. A saída de Peter Gabriel após o duplo "The Lamb Lies Down On Broadway" foi o início do fim. Com o Phil Collins a mandar naquilo aguentaram-se mais um álbum e depois foram para aquele cantinho do Inferno da Pop/Rock onde se guardam as bandas que descambaram.

Pink Floyd

The Piper At The Gates Of Dawn (1967)
A Saucerful Of secrets (1968)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
The Dark Side Of The Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)

Na realidade os Pink Floyd só fizeram um álbum de jeito. O primeiro, com o Syd Barrett. Depois, o Syd passou-se de vez e foi para o cantinho dele plantar couves e os Pink Floyd embora tenham feito mais uma série de trabalhos que convém ouvir para saber o que foi o rock entre finais dos anos 60 e inícios dos 70, nunca mais chegaram à criatividade do "Piper At The Gates Of Dawn".

Roxy Music

Roxy Music (1972)
For Your Pleasure (1973)
Stranded (1973)
Country Life (1974)
Siren (1975)

Juntamente com o senhor que se segue, os Roxy Music conseguiram dar bom nome ao glam rock. E tinham brinde. No meio da formação inicial da banda estava o Brian Eno que saiu ao fim de dois álbuns para ser um dos músicos e produtores mais importantes da história da humanidade desde que o primeiro troglodita bateu com um pauzinho no outro e inventou o ritmo 4/4. Conseguiram fazer sair cinco discos excelentes.


David Bowie

David Bowie (1967)
The Man Who Sold The World (1970)
Hunky Dory (1971)
Space Oddity(1972)
Ziggy Stardust (1972)
Aladdin Sane (1973)
Pin Ups (1973)
Diamong Dogs (1974)
Young Americans (1975)
Station To Station (1976)
Low (1977)
Heroes (1977)
Lodger (1979)
Scary Monsters (1980)

Chamam-lhe o camaleão. O homem já um pouco de tudo. Nasceu, renasceu, reviveu, deu a volta por cima uma série de vezes e criou alguns dos discos mais importantes de sempre. Fez as suas asneiras - quem não as fez? - mas logo a seguir conseguiu ir buscar mais e melhor.




Velvet Underground

The Velvet Underground & Nico (1967)
White Light/White Heat (1967)
The Velvet Underground (1969)
Loaded (1970)

Lou Reed

Lou Reed (1972)
Transformer (1972)
Berlin (1973)
Coney Island Baby (1976)
Street Hassle (1978)
The Bells (1979)
Growing Up In Public (1980)
The Blue Mask (1982)
Legendary Hearts (1983)
New Sensations (1984)
Mistrial (1986)
New York (1989)
Magic And Loss (1992)

Led Zeppelin

Led Zeppelin (1969)
Led Zeppelin II (1969)
Led Zeppelin III (1970)
Led Zeppelin IV (1971)
Houses Of Holy (1973)
Physical Graffiti (1975)
Presence (1976)
In Through The Outdoor (1979)

Nico

Chelsea Girl (1967)
The Marble Index (1969)
Desertshore (1970)
The End (1974)
Drama Of Exhile (1983)
Camera Obscura (1985)
Hanging Gardens (1990)
Heroine (1995)
Icon (1996)




Talking Heads
The-B-52's
John Cale
Brian Eno
Ramones
Sex Pistols

O legado de Steed para as gerações futuras (em construção)

É só uma listinha sobre música. Lamento não ser a cura para o cancro ou uma maneira barata e limpa de produzir energia. Ainda por cima é uma lista desorganizada, sem rei nem roque. Mas é o que se pode arranjar agora.

Vamos começar pelo básico. Eu gosto de música pop, rock e sou aprendiz de ouvinte de jazz - e desconfio que nunca passarei disso.

a) O essencial da música popular

No princípio era o jazz, os blues e a folk.

Depois apareceu o Rock 'n Roll.

Nesta história em versão Steed, os Beatles não existem e os primeiros grupos essenciais são os Beach Boys e os Rolling Stones seguidos dos Velvet Underground. Embora eu ciclicamente tenha crises de ódio e desprezo relativamente aos The Doors não consigo deixar de os incluir no lado dos imprescindíveis.

Logo a seguir, os Pink Floyd. O álbum em que o Syd Barrett participou é mesmo muito bom e um exemplo da evolução da música para o psicadelismo. Os álbuns restantes até ao Animals devem ser ouvidos com curiosidade histórica. Não envelheceram bem.

Chegados a este ponto do caminho a primeira pausa. Já aqui, tão cedo na sua história, o pop/rock sentiu necessidade de recuar até às raízes e passar por uma fase de revivalismo nas áreas do blues e folk. Talvez fosse necessário mas o que saiu dali foi pouco estimulante. Passemos à frente. Bob Dylan? Nunca ouvi falar.

Os próximos a não perder são 3 membros dos Velvet Underground, o único grupo da história que deu origem a carreiras a solo tão ou mais interessantes do que o grupo a que pertenceram: Lou Reed, Nico e John Cale.

Chegados à época do Rock Progressivo basta guardar um nome: Genesis. O resto é lixo. Não cheguem nem perto.

Ao mesmo tempo o glam-rock obriga a fazer mais uma paragem para deixar entrar os Roxy Music e David Bowie - este último a fazer a primeira das suas milhentas metamorfoses - e ignorar furiosamente tudo o resto. Dos primeiros sai ainda um dos maiores músicos do século XX, o Sr. Brian Eno.

A banda seguinte vem de fora do universo anglo-saxónico: os alemães Kraftwerk ensinaram o mundo a fazer música pop sem nenhum dos instrumentos tradicionais. É permitido abanar o pézinho.

O revivalismo dos blues da segunda metade dos anos 60 levado a extremos deu origem ao hard-rock ou seja, sinónimo de Led Zeppelin. Num dia bom aceito tb doses reduzidas de Black Sabbath. O sul dos Estados Unidos deu-nos os castiços ZZ Top. Eles fazem parte do mundo exclusivo dos essenciais by Steed.

Nos anos 70 aparece um dos génios da música popular: Tom Waits. Ouvir, ouvir muito.

E agora, alto e pára literalmente o baile.

Em Dezembro de 73 abre o CBGB em NY. O clube mais importante da história da pop/rock foi inaugurado como local para espectáculos de Country, Bluegrass e Blues (daí as iniciais CBGB). Os primeiros responsáveis pela mudança no estilo da casa foram os Television de Tom Verlaine e Richard Hell. Logo a seguir um grupo desconhecido da zona de Queens chamado The Ramones. O resto foi o início de um movimento chamado punk. Sim, ao contrário do que os bifes tentam passar o punk nasceu nos Estados Unidos. Destes anos sairam os Sex Pistols, Ramones, Blondie, Talking Heads, The B-52's, Joy Division, New Order, The Clash, A Certain Ratio, Devo, Bauhaus, Siouxie And The Banshees, The Feelies, The Stranglers, o revivalismo do reggae ska e uma mão-cheia mais de coisas fundamentais. Acabou tudo por volta de 1982.

Fim da história de acordo com Steed. Agora vamos aos discos. Se o Steed fosse um faraó, estes seriam os discos que seriam colocados na pirâmide juntamente com a sua múmia.

b) A Discoteca Ideal do Dr. Steed.

The Rolling Stones

The Rolling Stones (1964)
12x5 (1964)
The Rolling Stone nº2 (1965)
The Rolling Stones Now! (1965)
Out Of Our Heads (1965)
Aftermath (1966)
Between The Buttons (1967)
Their Satanic Majesties Request (1967)
Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile On Main St. (1972)
Goats Head Soup (1973)
It's Only Rock 'n Roll (1974)
Black And Blue (1976)
Live Girls (1978)

Estes senhores gostavam de blues e de música negra americana. É preciso não esquecer que os Estados Unidos foram um país segregado até meados dos anos 60. Os Rolling Stones, tal como muitos outros músicos brancos - antes e depois deles - foram beber á fonte sem fundo dos blues, R&B e quejandos e adaptaram estas influências para a audiência mais pálida na América e na Europa. Os seus primeiros álbuns são blues quase puros tocado por uns rapazolas deslumbrados pela riqueza proveniente do outro lado da rua. Só a partir do "Out Of Our Heads" de 1965 é que o som da banda ganhou personalidade.

Os Rolling Stones morreram em 1978. Tudo o que ouviram falar sobre Rolling Stones após o disco Live Girls não interessa. Recomendo mesmo que se mantenham longe.

Genesis

From Genesis To Revelation (1969)
Trespass (1970)
Nursery Crime (1971)
Foxtrot (1972)
Selling England By The Pound (1973)
The Lamb Lies Down On Broadway (1974)
Trick Of The Tail (1976)

Não foram eles que inventaram aquilo a que agora se chama Rock Progressivo e que já foi conhecido pelo pretencioso nome de Rock Sinfónico. Há algum tempo tentei voltar a ouvir os álbuns dos Yes, Emerson Lake And Palmer e Camel. O resultado foi um internamento de urgência durante uma semana. Sim, aquilo é mesmo mau. Nem sequer envelheceu, limitou-se a apodrecer. Os Genesis foram uma excepção no meio de tanta porcaria e fizeram alguns discos brilhantes. A saída de Peter Gabriel após o duplo "The Lamb Lies Down On Broadway" foi o início do fim. Com o Phil Collins a mandar naquilo aguentaram-se mais um álbum e depois foram para aquele cantinho do Inferno da Pop/Rock onde se guardam as bandas que descambaram.

Pink Floyd

The Piper At The Gates Of Dawn (1967)
A Saucerful Of secrets (1968)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
The Dark Side Of The Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)

Na realidade os Pink Floyd só fizeram um álbum de jeito. O primeiro, com o Syd Barrett. Depois, o Syd passou-se de vez e foi para o cantinho dele plantar couves e os Pink Floyd embora tenham feito mais uma série de trabalhos que convém ouvir para saber o que foi o rock entre finais dos anos 60 e inícios dos 70, nunca mais chegaram à criatividade do "Piper At The Gates Of Dawn".

Roxy Music

Roxy Music (1972)
For Your Pleasure (1973)
Stranded (1973)
Country Life (1974)
Siren (1975)

Juntamente com o senhor que se segue, os Roxy Music conseguiram dar bom nome ao glam rock. E tinham brinde. No meio da formação inicial da banda estava o Brian Eno que saiu ao fim de dois álbuns para ser um dos músicos e produtores mais importantes da história da humanidade desde que o primeiro troglodita bateu com um pauzinho no outro e inventou o ritmo 4/4. Conseguiram fazer sair cinco discos excelentes.


David Bowie

David Bowie (1967)
The Man Who Sold The World (1970)
Hunky Dory (1971)
Space Oddity(1972)
Ziggy Stardust (1972)
Aladdin Sane (1973)
Pin Ups (1973)
Diamong Dogs (1974)
Young Americans (1975)
Station To Station (1976)
Low (1977)
Heroes (1977)
Lodger (1979)
Scary Monsters (1980)

Chamam-lhe o camaleão. O homem já um pouco de tudo. Nasceu, renasceu, reviveu, deu a volta por cima uma série de vezes e criou alguns dos discos mais importantes de sempre. Fez as suas asneiras - quem não as fez? - mas logo a seguir conseguiu ir buscar mais e melhor.




Velvet Underground

The Velvet Underground & Nico (1967)
White Light/White Heat (1967)
The Velvet Underground (1969)
Loaded (1970)

Lou Reed

Lou Reed (1972)
Transformer (1972)
Berlin (1973)
Coney Island Baby (1976)
Street Hassle (1978)
The Bells (1979)
Growing Up In Public (1980)
The Blue Mask (1982)
Legendary Hearts (1983)
New Sensations (1984)
Mistrial (1986)
New York (1989)
Magic And Loss (1992)

Led Zeppelin

Led Zeppelin (1969)
Led Zeppelin II (1969)
Led Zeppelin III (1970)
Led Zeppelin IV (1971)
Houses Of Holy (1973)
Physical Graffiti (1975)
Presence (1976)
In Through The Outdoor (1979)

Nico

Chelsea Girl (1967)
The Marble Index (1969)
Desertshore (1970)
The End (1974)
Drama Of Exhile (1983)
Camera Obscura (1985)
Hanging Gardens (1990)
Heroine (1995)
Icon (1996)




Talking Heads
The-B-52's
John Cale
Brian Eno
Ramones
Sex Pistols

sábado, 31 de março de 2007

Caguei-me todo e a culpa é da Alcaêda

É verdade, continuando o hábito salutar de culpar os terroristas por tudo o que acontece de mal, queria deixar aqui o testemunho de que ontem descuidei-me e borrei as calças. A responsabilidade é exclusivamente da Alcaêda (sim eu aportuguesei a coisa).

Também na mesma linha, numa conferência sobre pirataria de video e música que teve lugar em Lisboa os oradores acusaram a organização terrorista de se financiar através da venda ilegal de DVDs e CDs. Da próxima vez que vir o Lello na feira a vender três por cinco euros não se esqueça de apontar o dedo e gritar: Terrorista! Terrorista!

Caguei-me todo e a culpa é da Alcaêda

É verdade, continuando o hábito salutar de culpar os terroristas por tudo o que acontece de mal, queria deixar aqui o testemunho de que ontem descuidei-me e borrei as calças. A responsabilidade é exclusivamente da Alcaêda (sim eu aportuguesei a coisa).

Também na mesma linha, numa conferência sobre pirataria de video e música que teve lugar em Lisboa os oradores acusaram a organização terrorista de se financiar através da venda ilegal de DVDs e CDs. Da próxima vez que vir o Lello na feira a vender três por cinco euros não se esqueça de apontar o dedo e gritar: Terrorista! Terrorista!

Caguei-me todo e a culpa é da Alcaêda

É verdade, continuando o hábito salutar de culpar os terroristas por tudo o que acontece de mal, queria deixar aqui o testemunho de que ontem descuidei-me e borrei as calças. A responsabilidade é exclusivamente da Alcaêda (sim eu aportuguesei a coisa).

Também na mesma linha, numa conferência sobre pirataria de video e música que teve lugar em Lisboa os oradores acusaram a organização terrorista de se financiar através da venda ilegal de DVDs e CDs. Da próxima vez que vir o Lello na feira a vender três por cinco euros não se esqueça de apontar o dedo e gritar: Terrorista! Terrorista!

Caguei-me todo e a culpa é da Alcaêda

É verdade, continuando o hábito salutar de culpar os terroristas por tudo o que acontece de mal, queria deixar aqui o testemunho de que ontem descuidei-me e borrei as calças. A responsabilidade é exclusivamente da Alcaêda (sim eu aportuguesei a coisa).

Também na mesma linha, numa conferência sobre pirataria de video e música que teve lugar em Lisboa os oradores acusaram a organização terrorista de se financiar através da venda ilegal de DVDs e CDs. Da próxima vez que vir o Lello na feira a vender três por cinco euros não se esqueça de apontar o dedo e gritar: Terrorista! Terrorista!

Caguei-me todo e a culpa é da Alcaêda

É verdade, continuando o hábito salutar de culpar os terroristas por tudo o que acontece de mal, queria deixar aqui o testemunho de que ontem descuidei-me e borrei as calças. A responsabilidade é exclusivamente da Alcaêda (sim eu aportuguesei a coisa).

Também na mesma linha, numa conferência sobre pirataria de video e música que teve lugar em Lisboa os oradores acusaram a organização terrorista de se financiar através da venda ilegal de DVDs e CDs. Da próxima vez que vir o Lello na feira a vender três por cinco euros não se esqueça de apontar o dedo e gritar: Terrorista! Terrorista!

Lamento, mas o meu blogue é melhor que o teu

É.

Eu raramente olho para os blogues dos outros. Há os umbiguistas, em que se escreve sobre o que se sente ou sobre a vidinha que se leva. Depois, há os de comentários, que se limitam a comentar artigos de jornais, ou revistas, ou os escritos de outros blogues. Normalmente são chatos, pomposos, possidónios, pretenciosos. Algumas vezes, isto tudo junto.

O meu blogue é uma balda. Poderia chamar-lhe blogue esquizofrénico porque não tem tema, não obedece a nada e eu farto-me rapidamente de um tema por isso tanto escrevo sobre música como olho para o umbigo, com maior dificuldade a cada dia que passa devo confessar...

Tudo isto para dizer que....bom, como dizem os Espanhóis, pués nada...hoje perdi uns minutos a olhar para alguns dos blogues mais falados e...pués nada...não volto a repetir tão cedo.




Lamento, mas o meu blogue é melhor que o teu

É.

Eu raramente olho para os blogues dos outros. Há os umbiguistas, em que se escreve sobre o que se sente ou sobre a vidinha que se leva. Depois, há os de comentários, que se limitam a comentar artigos de jornais, ou revistas, ou os escritos de outros blogues. Normalmente são chatos, pomposos, possidónios, pretenciosos. Algumas vezes, isto tudo junto.

O meu blogue é uma balda. Poderia chamar-lhe blogue esquizofrénico porque não tem tema, não obedece a nada e eu farto-me rapidamente de um tema por isso tanto escrevo sobre música como olho para o umbigo, com maior dificuldade a cada dia que passa devo confessar...

Tudo isto para dizer que....bom, como dizem os Espanhóis, pués nada...hoje perdi uns minutos a olhar para alguns dos blogues mais falados e...pués nada...não volto a repetir tão cedo.




Lamento, mas o meu blogue é melhor que o teu

É.

Eu raramente olho para os blogues dos outros. Há os umbiguistas, em que se escreve sobre o que se sente ou sobre a vidinha que se leva. Depois, há os de comentários, que se limitam a comentar artigos de jornais, ou revistas, ou os escritos de outros blogues. Normalmente são chatos, pomposos, possidónios, pretenciosos. Algumas vezes, isto tudo junto.

O meu blogue é uma balda. Poderia chamar-lhe blogue esquizofrénico porque não tem tema, não obedece a nada e eu farto-me rapidamente de um tema por isso tanto escrevo sobre música como olho para o umbigo, com maior dificuldade a cada dia que passa devo confessar...

Tudo isto para dizer que....bom, como dizem os Espanhóis, pués nada...hoje perdi uns minutos a olhar para alguns dos blogues mais falados e...pués nada...não volto a repetir tão cedo.




Lamento, mas o meu blogue é melhor que o teu

É.

Eu raramente olho para os blogues dos outros. Há os umbiguistas, em que se escreve sobre o que se sente ou sobre a vidinha que se leva. Depois, há os de comentários, que se limitam a comentar artigos de jornais, ou revistas, ou os escritos de outros blogues. Normalmente são chatos, pomposos, possidónios, pretenciosos. Algumas vezes, isto tudo junto.

O meu blogue é uma balda. Poderia chamar-lhe blogue esquizofrénico porque não tem tema, não obedece a nada e eu farto-me rapidamente de um tema por isso tanto escrevo sobre música como olho para o umbigo, com maior dificuldade a cada dia que passa devo confessar...

Tudo isto para dizer que....bom, como dizem os Espanhóis, pués nada...hoje perdi uns minutos a olhar para alguns dos blogues mais falados e...pués nada...não volto a repetir tão cedo.




Lamento, mas o meu blogue é melhor que o teu

É.

Eu raramente olho para os blogues dos outros. Há os umbiguistas, em que se escreve sobre o que se sente ou sobre a vidinha que se leva. Depois, há os de comentários, que se limitam a comentar artigos de jornais, ou revistas, ou os escritos de outros blogues. Normalmente são chatos, pomposos, possidónios, pretenciosos. Algumas vezes, isto tudo junto.

O meu blogue é uma balda. Poderia chamar-lhe blogue esquizofrénico porque não tem tema, não obedece a nada e eu farto-me rapidamente de um tema por isso tanto escrevo sobre música como olho para o umbigo, com maior dificuldade a cada dia que passa devo confessar...

Tudo isto para dizer que....bom, como dizem os Espanhóis, pués nada...hoje perdi uns minutos a olhar para alguns dos blogues mais falados e...pués nada...não volto a repetir tão cedo.




sábado, 24 de março de 2007

A responsabilidade e a merda

Se acontecer alguma coisa grave durante o Portugal X Bélgica de logo à noite, se, por exemplo, algum Português mais dado a ser troglodita atirar uma garrafa à cabeça do seleccionador Belga, qual será a responsabilidade dos jornais desportivos? Se toda a gente assobiar os Belgas durante os 90 minutos e gritar insultos duranto o hino, a culpa será só da falta de educação e civismo de que tanto se fala?

É no mínimo irritante que orgãos de comunicação social que durante anos não publicaram uma única notícia sobre a corrupção generalizada no futebol, reajam agora de modo histérico e violento a uma conversa de meninos armados em maus e as uns empurrões no aeroporto, causados mais pelo comportamento mal-educado dos jornalistas e falta de jeito dos polícias do que por outra coisa.

A única pessoa que reagiu decentemente no meio desta parvoíce toda foi o Filipão, que apelou à calma e a um comportamento civilizado como réplica ao tom de malandro de bairro social do guarda-redes Belga.

Os espectadores que logo vão a Alvalade assistir ao Portugal x Bélgica deveriam fazer-se notar pelo desportivismo, deviam aplaudir frenéticamente a entrada da Selecção Belga, fazer um silêncio respeitoso durante o hino do adversário e mostrar assim que somos mais civilizados do que qualquer tipo de Bruxelas ou Liége.

Infelizmente, A Bola e o Record optaram pelo tom Musgueira e não fizeram mais nada ao longo da semana senão publicar os equivalentes humanos das expressões "mata, mata" ou "ataca Bobí" que normalmente se usam nos cães. Ou seja, comportaram-se como os mais vís dos tablóides Britânicos, tão fascistóides como o orgão oficial do partidozeco do Le Pen, mais peixeiras que as ditas senhoras que actuam diariamente no Bolhão.

São uma merda estes jornais.

Ah para que saibam, os Belgas que eu conheço são pessoas divertidas, educadas, simpáticas e gosto bastante deles. Não são selvagens.

Post Mortem: ganhámos 4-0, o Quaresma marcou um golo de trivela, seja lá isso o que for, a assistência assobiou o hino Belga e o seleccionador lá nos chamou mal-educados. Quer a nossa vitória quer o comentário não mudam o facto de A Bola e o Record serem dois jornais de merda.


sábado, 10 de março de 2007

Passe Social

aquilo de que mais preciso é de tempo. tempo para pensar, organizar, reflectir. tempo para respirar, deixar sair o ar velho e entrar o novo. ver coisas sem ter de pensar nos outros. imaginar.

na realidade preciso de um tempo sem tempo. de me libertar de não sei bem o quê que me impede de não faço ideia nenhuma.

tempo.

que vida extrordinária. passo os dias a ver passar os meios de transporte. públicos e privados. cada vez mais longe. cada vez com menos para dizer. cada vez menos palavras. cada vez mais a olhar.

e ainda...


Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.