sábado, 24 de março de 2007

A responsabilidade e a merda

Se acontecer alguma coisa grave durante o Portugal X Bélgica de logo à noite, se, por exemplo, algum Português mais dado a ser troglodita atirar uma garrafa à cabeça do seleccionador Belga, qual será a responsabilidade dos jornais desportivos? Se toda a gente assobiar os Belgas durante os 90 minutos e gritar insultos duranto o hino, a culpa será só da falta de educação e civismo de que tanto se fala?

É no mínimo irritante que orgãos de comunicação social que durante anos não publicaram uma única notícia sobre a corrupção generalizada no futebol, reajam agora de modo histérico e violento a uma conversa de meninos armados em maus e as uns empurrões no aeroporto, causados mais pelo comportamento mal-educado dos jornalistas e falta de jeito dos polícias do que por outra coisa.

A única pessoa que reagiu decentemente no meio desta parvoíce toda foi o Filipão, que apelou à calma e a um comportamento civilizado como réplica ao tom de malandro de bairro social do guarda-redes Belga.

Os espectadores que logo vão a Alvalade assistir ao Portugal x Bélgica deveriam fazer-se notar pelo desportivismo, deviam aplaudir frenéticamente a entrada da Selecção Belga, fazer um silêncio respeitoso durante o hino do adversário e mostrar assim que somos mais civilizados do que qualquer tipo de Bruxelas ou Liége.

Infelizmente, A Bola e o Record optaram pelo tom Musgueira e não fizeram mais nada ao longo da semana senão publicar os equivalentes humanos das expressões "mata, mata" ou "ataca Bobí" que normalmente se usam nos cães. Ou seja, comportaram-se como os mais vís dos tablóides Britânicos, tão fascistóides como o orgão oficial do partidozeco do Le Pen, mais peixeiras que as ditas senhoras que actuam diariamente no Bolhão.

São uma merda estes jornais.

Ah para que saibam, os Belgas que eu conheço são pessoas divertidas, educadas, simpáticas e gosto bastante deles. Não são selvagens.

Post Mortem: ganhámos 4-0, o Quaresma marcou um golo de trivela, seja lá isso o que for, a assistência assobiou o hino Belga e o seleccionador lá nos chamou mal-educados. Quer a nossa vitória quer o comentário não mudam o facto de A Bola e o Record serem dois jornais de merda.


sábado, 10 de março de 2007

Passe Social

aquilo de que mais preciso é de tempo. tempo para pensar, organizar, reflectir. tempo para respirar, deixar sair o ar velho e entrar o novo. ver coisas sem ter de pensar nos outros. imaginar.

na realidade preciso de um tempo sem tempo. de me libertar de não sei bem o quê que me impede de não faço ideia nenhuma.

tempo.

que vida extrordinária. passo os dias a ver passar os meios de transporte. públicos e privados. cada vez mais longe. cada vez com menos para dizer. cada vez menos palavras. cada vez mais a olhar.

e ainda...


Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

Última Hora

A sério. Não se passou nada. Tudo na mesma.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Fernicoques I

Algumas coisas dão-me fernicoques.

Por exemplo, estar a escrever e ouvir um ruído de fundo irritante que parece ter como único objectivo dar comigo em maluco ou criar um ambiente porreiro para o regresso do Lost. De facto, se fechar os olhos e me concentrar, consigo imaginar-me naquela escotilha de ar fixe que eles rebentaram na segunda série. Ops...ainda não tinha visto a segunda série e dei-lhe cabo da surpresa? Bem feito para aprender a ver as séries ao mesmo tempo que as outras pessoas cultas, lindas e inteligentes.

Outra coisita que me dá fernicoques é o Moleskine. Qual é o mal de escrever uns apontamentos num caderninho Ambar ou Castelo?

"Ai, eu fiz uma viagem fantástica ao Delta do Jeripipicoacoara e tomei notas no meu Moleskine, foi o máximo!" ou "Durante anos apontei tudo o que vi no meu fiel Moleskine".

Como se escrever no malfadado caderninho de marca transformasse um indivíduo insípido num ser interessante e cheio de ideias. Como se o facto de apontar as horas das minhas idas à casa de banho no fidelíssimo as elevasse ao estatuto de registo histórico digno de não sei quantas teses e ensaios.

Apesar disso, devo confessar que ganhei o primeiro e segundo lugar de um concurso de poesia por ter escrito num Moleskine (Mómó ou Mókinhas para os verdadeiros fãs) e que os outros dois poemas, geniais por sinal mas escritos num modesto cadernito Ambar com nódoas de manteiga na capa, ficaram em último lugar. O juri olhou para o papel e disse:
- É pá, este gajo escreve num Mókinhas, já ganhou! - enquanto tentava acertar com os poemas do Ambar no cesto do lixo.

O ruído irritante continua. O Sawyer está a bater à porta para dizer que são horas de almoçar e o Jack fica irritado se chega tarde ao restaurante e já não há baba de camelo. Tenho de ir.

Fernicoques I

Algumas coisas dão-me fernicoques.

Por exemplo, estar a escrever e ouvir um ruído de fundo irritante que parece ter como único objectivo dar comigo em maluco ou criar um ambiente porreiro para o regresso do Lost. De facto, se fechar os olhos e me concentrar, consigo imaginar-me naquela escotilha de ar fixe que eles rebentaram na segunda série. Ops...ainda não tinha visto a segunda série e dei-lhe cabo da surpresa? Bem feito para aprender a ver as séries ao mesmo tempo que as outras pessoas cultas, lindas e inteligentes.

Outra coisita que me dá fernicoques é o Moleskine. Qual é o mal de escrever uns apontamentos num caderninho Ambar ou Castelo?

"Ai, eu fiz uma viagem fantástica ao Delta do Jeripipicoacoara e tomei notas no meu Moleskine, foi o máximo!" ou "Durante anos apontei tudo o que vi no meu fiel Moleskine".

Como se escrever no malfadado caderninho de marca transformasse um indivíduo insípido num ser interessante e cheio de ideias. Como se o facto de apontar as horas das minhas idas à casa de banho no fidelíssimo as elevasse ao estatuto de registo histórico digno de não sei quantas teses e ensaios.

Apesar disso, devo confessar que ganhei o primeiro e segundo lugar de um concurso de poesia por ter escrito num Moleskine (Mómó ou Mókinhas para os verdadeiros fãs) e que os outros dois poemas, geniais por sinal mas escritos num modesto cadernito Ambar com nódoas de manteiga na capa, ficaram em último lugar. O juri olhou para o papel e disse:
- É pá, este gajo escreve num Mókinhas, já ganhou! - enquanto tentava acertar com os poemas do Ambar no cesto do lixo.

O ruído irritante continua. O Sawyer está a bater à porta para dizer que são horas de almoçar e o Jack fica irritado se chega tarde ao restaurante e já não há baba de camelo. Tenho de ir.

Fernicoques I

Algumas coisas dão-me fernicoques.

Por exemplo, estar a escrever e ouvir um ruído de fundo irritante que parece ter como único objectivo dar comigo em maluco ou criar um ambiente porreiro para o regresso do Lost. De facto, se fechar os olhos e me concentrar, consigo imaginar-me naquela escotilha de ar fixe que eles rebentaram na segunda série. Ops...ainda não tinha visto a segunda série e dei-lhe cabo da surpresa? Bem feito para aprender a ver as séries ao mesmo tempo que as outras pessoas cultas, lindas e inteligentes.

Outra coisita que me dá fernicoques é o Moleskine. Qual é o mal de escrever uns apontamentos num caderninho Ambar ou Castelo?

"Ai, eu fiz uma viagem fantástica ao Delta do Jeripipicoacoara e tomei notas no meu Moleskine, foi o máximo!" ou "Durante anos apontei tudo o que vi no meu fiel Moleskine".

Como se escrever no malfadado caderninho de marca transformasse um indivíduo insípido num ser interessante e cheio de ideias. Como se o facto de apontar as horas das minhas idas à casa de banho no fidelíssimo as elevasse ao estatuto de registo histórico digno de não sei quantas teses e ensaios.

Apesar disso, devo confessar que ganhei o primeiro e segundo lugar de um concurso de poesia por ter escrito num Moleskine (Mómó ou Mókinhas para os verdadeiros fãs) e que os outros dois poemas, geniais por sinal mas escritos num modesto cadernito Ambar com nódoas de manteiga na capa, ficaram em último lugar. O juri olhou para o papel e disse:
- É pá, este gajo escreve num Mókinhas, já ganhou! - enquanto tentava acertar com os poemas do Ambar no cesto do lixo.

O ruído irritante continua. O Sawyer está a bater à porta para dizer que são horas de almoçar e o Jack fica irritado se chega tarde ao restaurante e já não há baba de camelo. Tenho de ir.

Fernicoques I

Algumas coisas dão-me fernicoques.

Por exemplo, estar a escrever e ouvir um ruído de fundo irritante que parece ter como único objectivo dar comigo em maluco ou criar um ambiente porreiro para o regresso do Lost. De facto, se fechar os olhos e me concentrar, consigo imaginar-me naquela escotilha de ar fixe que eles rebentaram na segunda série. Ops...ainda não tinha visto a segunda série e dei-lhe cabo da surpresa? Bem feito para aprender a ver as séries ao mesmo tempo que as outras pessoas cultas, lindas e inteligentes.

Outra coisita que me dá fernicoques é o Moleskine. Qual é o mal de escrever uns apontamentos num caderninho Ambar ou Castelo?

"Ai, eu fiz uma viagem fantástica ao Delta do Jeripipicoacoara e tomei notas no meu Moleskine, foi o máximo!" ou "Durante anos apontei tudo o que vi no meu fiel Moleskine".

Como se escrever no malfadado caderninho de marca transformasse um indivíduo insípido num ser interessante e cheio de ideias. Como se o facto de apontar as horas das minhas idas à casa de banho no fidelíssimo as elevasse ao estatuto de registo histórico digno de não sei quantas teses e ensaios.

Apesar disso, devo confessar que ganhei o primeiro e segundo lugar de um concurso de poesia por ter escrito num Moleskine (Mómó ou Mókinhas para os verdadeiros fãs) e que os outros dois poemas, geniais por sinal mas escritos num modesto cadernito Ambar com nódoas de manteiga na capa, ficaram em último lugar. O juri olhou para o papel e disse:
- É pá, este gajo escreve num Mókinhas, já ganhou! - enquanto tentava acertar com os poemas do Ambar no cesto do lixo.

O ruído irritante continua. O Sawyer está a bater à porta para dizer que são horas de almoçar e o Jack fica irritado se chega tarde ao restaurante e já não há baba de camelo. Tenho de ir.

Fernicoques I

Algumas coisas dão-me fernicoques.

Por exemplo, estar a escrever e ouvir um ruído de fundo irritante que parece ter como único objectivo dar comigo em maluco ou criar um ambiente porreiro para o regresso do Lost. De facto, se fechar os olhos e me concentrar, consigo imaginar-me naquela escotilha de ar fixe que eles rebentaram na segunda série. Ops...ainda não tinha visto a segunda série e dei-lhe cabo da surpresa? Bem feito para aprender a ver as séries ao mesmo tempo que as outras pessoas cultas, lindas e inteligentes.

Outra coisita que me dá fernicoques é o Moleskine. Qual é o mal de escrever uns apontamentos num caderninho Ambar ou Castelo?

"Ai, eu fiz uma viagem fantástica ao Delta do Jeripipicoacoara e tomei notas no meu Moleskine, foi o máximo!" ou "Durante anos apontei tudo o que vi no meu fiel Moleskine".

Como se escrever no malfadado caderninho de marca transformasse um indivíduo insípido num ser interessante e cheio de ideias. Como se o facto de apontar as horas das minhas idas à casa de banho no fidelíssimo as elevasse ao estatuto de registo histórico digno de não sei quantas teses e ensaios.

Apesar disso, devo confessar que ganhei o primeiro e segundo lugar de um concurso de poesia por ter escrito num Moleskine (Mómó ou Mókinhas para os verdadeiros fãs) e que os outros dois poemas, geniais por sinal mas escritos num modesto cadernito Ambar com nódoas de manteiga na capa, ficaram em último lugar. O juri olhou para o papel e disse:
- É pá, este gajo escreve num Mókinhas, já ganhou! - enquanto tentava acertar com os poemas do Ambar no cesto do lixo.

O ruído irritante continua. O Sawyer está a bater à porta para dizer que são horas de almoçar e o Jack fica irritado se chega tarde ao restaurante e já não há baba de camelo. Tenho de ir.