sábado, 9 de dezembro de 2006

silêncio

a malta curte ouvir uma musiquinha enquanto está na Internet.

pacífico.

escolhe o que gosta de ouvir e não obriga mais ninguém a gramar com as suas preferências.

então porque raio é que tenho de passar o tempo a correr à procura do botão de off dos vídeos e outras porcarias que umas almas iluminadas colocam nos seus blogues e o raio que os parta? porque é que eu tenho de andar em permanente stress para impedir que cacofonias como a shakira ou aquele rapper com nome de cão ou outras nojeiras que as pessoas ouvem hoje em dia se sobreponham à minha musiquinha légau?

o que foi feito do amor pela palavras e pelas fotos que coitadinhas são coisas sossegadas e não fazem barulho?

pensem nisto, enquanto eu falo com uns quantos gajos para tentar encher os vossos computadores de virus com fotografias minhas em bikini fio dental.

Importa-se de sair de cima do meu Nirvana?

Sorridente como sempre, Carlitos, o comodoro das serpentinas, abraçou as meninas, largou um arroto sereno e deixou-se cair. O hábito fala mais alto do que a vontade de agradar. Aqui somos todos tão felizes que só me apetece chorar. O homem macho de porte altivo pediu uma cerveja, soltou mais dois clichés e beijou o barman na boca. Aparentemente, estava possuído. Na realidade, estava com alucinações e, nessa mesma noite, deu entrada na clínica mais próxima .

Importa-se de sair de cima do meu Nirvana?

Sorridente como sempre, Carlitos, o comodoro das serpentinas, abraçou as meninas, largou um arroto sereno e deixou-se cair. O hábito fala mais alto do que a vontade de agradar. Aqui somos todos tão felizes que só me apetece chorar. O homem macho de porte altivo pediu uma cerveja, soltou mais dois clichés e beijou o barman na boca. Aparentemente, estava possuído. Na realidade, estava com alucinações e, nessa mesma noite, deu entrada na clínica mais próxima .

Importa-se de sair de cima do meu Nirvana?

Sorridente como sempre, Carlitos, o comodoro das serpentinas, abraçou as meninas, largou um arroto sereno e deixou-se cair. O hábito fala mais alto do que a vontade de agradar. Aqui somos todos tão felizes que só me apetece chorar. O homem macho de porte altivo pediu uma cerveja, soltou mais dois clichés e beijou o barman na boca. Aparentemente, estava possuído. Na realidade, estava com alucinações e, nessa mesma noite, deu entrada na clínica mais próxima .

Importa-se de sair de cima do meu Nirvana?

Sorridente como sempre, Carlitos, o comodoro das serpentinas, abraçou as meninas, largou um arroto sereno e deixou-se cair. O hábito fala mais alto do que a vontade de agradar. Aqui somos todos tão felizes que só me apetece chorar. O homem macho de porte altivo pediu uma cerveja, soltou mais dois clichés e beijou o barman na boca. Aparentemente, estava possuído. Na realidade, estava com alucinações e, nessa mesma noite, deu entrada na clínica mais próxima .

Importa-se de sair de cima do meu Nirvana?

Sorridente como sempre, Carlitos, o comodoro das serpentinas, abraçou as meninas, largou um arroto sereno e deixou-se cair. O hábito fala mais alto do que a vontade de agradar. Aqui somos todos tão felizes que só me apetece chorar. O homem macho de porte altivo pediu uma cerveja, soltou mais dois clichés e beijou o barman na boca. Aparentemente, estava possuído. Na realidade, estava com alucinações e, nessa mesma noite, deu entrada na clínica mais próxima .

domingo, 3 de dezembro de 2006

Portugalistão - Ich bin ein Borat?

Terá sido engano, mas a revista do Expresso desta semana até tinha coisas para ler. Uma entrevista com Borat (esqueçam, um tal de Sasha Baron Cohen não aparece nem para dizer Shalom) e logo a seguir uma reportagem oportuna - embora curtinha - sobre o país que inspirou a criação do personagem: o Casaquistão. Para a semana, outra vez mais histórias sem interesse nenhum e artigos que parecem encomendados ou feitos para encher, de umbigo para umbigo.

Além da vontade de rir que Borat causa nas pessoas, há no que este artigo conta sobre o Casaquistão detalhes que me deprimem um bocadinho e o aproximam de Portugal. A mania de construir sem planeamento ou controlo, o fascínio bimbo por obras grandiosas como o que o director da comissão de desenvolvimento de Astana - a nova capital, um género de Brasília foleirota, inspirada pelos Bin Laden e paga pelos dinheiros do petróleo do Mar Negro - manifesta pelo facto de terem um aquário gigante com "tubarões no meio do deserto" ou a possibilidade de "tomar banhos de sol e nadar num oceano artificial, quando lá fora estão 50 graus negativos", tudo isso me lembra o babar nacional pelo Euro-2004, a Expo, a OTA, o TGV e similares.

Pelo que sei, no Casaquistão, para além do desperdício em Astana, o povo em geral não vive lá muito bem, os cuidados de saúde, a educação, a justiça e outras bases para uma sociedade desenvolvida e madura são a atirar para o mauzito e há corrupção até dizer chega.

A sociedade Casaque é uma versão ampliada e caricaturizada de países como o nosso. Aqui, onde se projectam novos aeroportos e linhas de comboio, linhas de metro a custos descontrolados e sei lá mais o quê mas onde continua a chover dentro de escolas, onde funcionários dos parques naturais têm de comprar impermeáveis do próprio bolso para se protegerem, onde os tribunais e outras instituições do estado funcionam entre mal ou muito mal.

O melhor será assumir. Por isso, está decidido: vou deixar crescer um bigode farfalhudo e um cabelo esgrouviado e passar a dizer a toda a gente que vir:

Hi, this is where I lives...it is called Portugalistan....

Portugalistão - Ich bin ein Borat?

Terá sido engano, mas a revista do Expresso desta semana até tinha coisas para ler. Uma entrevista com Borat (esqueçam, um tal de Sasha Baron Cohen não aparece nem para dizer Shalom) e logo a seguir uma reportagem oportuna - embora curtinha - sobre o país que inspirou a criação do personagem: o Casaquistão. Para a semana, outra vez mais histórias sem interesse nenhum e artigos que parecem encomendados ou feitos para encher, de umbigo para umbigo.

Além da vontade de rir que Borat causa nas pessoas, há no que este artigo conta sobre o Casaquistão detalhes que me deprimem um bocadinho e o aproximam de Portugal. A mania de construir sem planeamento ou controlo, o fascínio bimbo por obras grandiosas como o que o director da comissão de desenvolvimento de Astana - a nova capital, um género de Brasília foleirota, inspirada pelos Bin Laden e paga pelos dinheiros do petróleo do Mar Negro - manifesta pelo facto de terem um aquário gigante com "tubarões no meio do deserto" ou a possibilidade de "tomar banhos de sol e nadar num oceano artificial, quando lá fora estão 50 graus negativos", tudo isso me lembra o babar nacional pelo Euro-2004, a Expo, a OTA, o TGV e similares.

Pelo que sei, no Casaquistão, para além do desperdício em Astana, o povo em geral não vive lá muito bem, os cuidados de saúde, a educação, a justiça e outras bases para uma sociedade desenvolvida e madura são a atirar para o mauzito e há corrupção até dizer chega.

A sociedade Casaque é uma versão ampliada e caricaturizada de países como o nosso. Aqui, onde se projectam novos aeroportos e linhas de comboio, linhas de metro a custos descontrolados e sei lá mais o quê mas onde continua a chover dentro de escolas, onde funcionários dos parques naturais têm de comprar impermeáveis do próprio bolso para se protegerem, onde os tribunais e outras instituições do estado funcionam entre mal ou muito mal.

O melhor será assumir. Por isso, está decidido: vou deixar crescer um bigode farfalhudo e um cabelo esgrouviado e passar a dizer a toda a gente que vir:

Hi, this is where I lives...it is called Portugalistan....

Portugalistão - Ich bin ein Borat?

Terá sido engano, mas a revista do Expresso desta semana até tinha coisas para ler. Uma entrevista com Borat (esqueçam, um tal de Sasha Baron Cohen não aparece nem para dizer Shalom) e logo a seguir uma reportagem oportuna - embora curtinha - sobre o país que inspirou a criação do personagem: o Casaquistão. Para a semana, outra vez mais histórias sem interesse nenhum e artigos que parecem encomendados ou feitos para encher, de umbigo para umbigo.

Além da vontade de rir que Borat causa nas pessoas, há no que este artigo conta sobre o Casaquistão detalhes que me deprimem um bocadinho e o aproximam de Portugal. A mania de construir sem planeamento ou controlo, o fascínio bimbo por obras grandiosas como o que o director da comissão de desenvolvimento de Astana - a nova capital, um género de Brasília foleirota, inspirada pelos Bin Laden e paga pelos dinheiros do petróleo do Mar Negro - manifesta pelo facto de terem um aquário gigante com "tubarões no meio do deserto" ou a possibilidade de "tomar banhos de sol e nadar num oceano artificial, quando lá fora estão 50 graus negativos", tudo isso me lembra o babar nacional pelo Euro-2004, a Expo, a OTA, o TGV e similares.

Pelo que sei, no Casaquistão, para além do desperdício em Astana, o povo em geral não vive lá muito bem, os cuidados de saúde, a educação, a justiça e outras bases para uma sociedade desenvolvida e madura são a atirar para o mauzito e há corrupção até dizer chega.

A sociedade Casaque é uma versão ampliada e caricaturizada de países como o nosso. Aqui, onde se projectam novos aeroportos e linhas de comboio, linhas de metro a custos descontrolados e sei lá mais o quê mas onde continua a chover dentro de escolas, onde funcionários dos parques naturais têm de comprar impermeáveis do próprio bolso para se protegerem, onde os tribunais e outras instituições do estado funcionam entre mal ou muito mal.

O melhor será assumir. Por isso, está decidido: vou deixar crescer um bigode farfalhudo e um cabelo esgrouviado e passar a dizer a toda a gente que vir:

Hi, this is where I lives...it is called Portugalistan....

Portugalistão - Ich bin ein Borat?

Terá sido engano, mas a revista do Expresso desta semana até tinha coisas para ler. Uma entrevista com Borat (esqueçam, um tal de Sasha Baron Cohen não aparece nem para dizer Shalom) e logo a seguir uma reportagem oportuna - embora curtinha - sobre o país que inspirou a criação do personagem: o Casaquistão. Para a semana, outra vez mais histórias sem interesse nenhum e artigos que parecem encomendados ou feitos para encher, de umbigo para umbigo.

Além da vontade de rir que Borat causa nas pessoas, há no que este artigo conta sobre o Casaquistão detalhes que me deprimem um bocadinho e o aproximam de Portugal. A mania de construir sem planeamento ou controlo, o fascínio bimbo por obras grandiosas como o que o director da comissão de desenvolvimento de Astana - a nova capital, um género de Brasília foleirota, inspirada pelos Bin Laden e paga pelos dinheiros do petróleo do Mar Negro - manifesta pelo facto de terem um aquário gigante com "tubarões no meio do deserto" ou a possibilidade de "tomar banhos de sol e nadar num oceano artificial, quando lá fora estão 50 graus negativos", tudo isso me lembra o babar nacional pelo Euro-2004, a Expo, a OTA, o TGV e similares.

Pelo que sei, no Casaquistão, para além do desperdício em Astana, o povo em geral não vive lá muito bem, os cuidados de saúde, a educação, a justiça e outras bases para uma sociedade desenvolvida e madura são a atirar para o mauzito e há corrupção até dizer chega.

A sociedade Casaque é uma versão ampliada e caricaturizada de países como o nosso. Aqui, onde se projectam novos aeroportos e linhas de comboio, linhas de metro a custos descontrolados e sei lá mais o quê mas onde continua a chover dentro de escolas, onde funcionários dos parques naturais têm de comprar impermeáveis do próprio bolso para se protegerem, onde os tribunais e outras instituições do estado funcionam entre mal ou muito mal.

O melhor será assumir. Por isso, está decidido: vou deixar crescer um bigode farfalhudo e um cabelo esgrouviado e passar a dizer a toda a gente que vir:

Hi, this is where I lives...it is called Portugalistan....

Portugalistão - Ich bin ein Borat?

Terá sido engano, mas a revista do Expresso desta semana até tinha coisas para ler. Uma entrevista com Borat (esqueçam, um tal de Sasha Baron Cohen não aparece nem para dizer Shalom) e logo a seguir uma reportagem oportuna - embora curtinha - sobre o país que inspirou a criação do personagem: o Casaquistão. Para a semana, outra vez mais histórias sem interesse nenhum e artigos que parecem encomendados ou feitos para encher, de umbigo para umbigo.

Além da vontade de rir que Borat causa nas pessoas, há no que este artigo conta sobre o Casaquistão detalhes que me deprimem um bocadinho e o aproximam de Portugal. A mania de construir sem planeamento ou controlo, o fascínio bimbo por obras grandiosas como o que o director da comissão de desenvolvimento de Astana - a nova capital, um género de Brasília foleirota, inspirada pelos Bin Laden e paga pelos dinheiros do petróleo do Mar Negro - manifesta pelo facto de terem um aquário gigante com "tubarões no meio do deserto" ou a possibilidade de "tomar banhos de sol e nadar num oceano artificial, quando lá fora estão 50 graus negativos", tudo isso me lembra o babar nacional pelo Euro-2004, a Expo, a OTA, o TGV e similares.

Pelo que sei, no Casaquistão, para além do desperdício em Astana, o povo em geral não vive lá muito bem, os cuidados de saúde, a educação, a justiça e outras bases para uma sociedade desenvolvida e madura são a atirar para o mauzito e há corrupção até dizer chega.

A sociedade Casaque é uma versão ampliada e caricaturizada de países como o nosso. Aqui, onde se projectam novos aeroportos e linhas de comboio, linhas de metro a custos descontrolados e sei lá mais o quê mas onde continua a chover dentro de escolas, onde funcionários dos parques naturais têm de comprar impermeáveis do próprio bolso para se protegerem, onde os tribunais e outras instituições do estado funcionam entre mal ou muito mal.

O melhor será assumir. Por isso, está decidido: vou deixar crescer um bigode farfalhudo e um cabelo esgrouviado e passar a dizer a toda a gente que vir:

Hi, this is where I lives...it is called Portugalistan....

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

A maior dor de cabeça do mundo

hoje
saí daqui e fui para longe
não deixei recados,
nada escrito para que se lembrassem de mim
não sei se volto
se algum dia me apetece voltar
se algum dia a cabeça aterra n'algum lado
se o corpo me vai obedecer.

amanhã
não sei como vou explicar
que alguém veio ter comigo durante a noite
e me disse
vê se dormes
e não chateias

A maior dor de cabeça do mundo

hoje
saí daqui e fui para longe
não deixei recados,
nada escrito para que se lembrassem de mim
não sei se volto
se algum dia me apetece voltar
se algum dia a cabeça aterra n'algum lado
se o corpo me vai obedecer.

amanhã
não sei como vou explicar
que alguém veio ter comigo durante a noite
e me disse
vê se dormes
e não chateias

A maior dor de cabeça do mundo

hoje
saí daqui e fui para longe
não deixei recados,
nada escrito para que se lembrassem de mim
não sei se volto
se algum dia me apetece voltar
se algum dia a cabeça aterra n'algum lado
se o corpo me vai obedecer.

amanhã
não sei como vou explicar
que alguém veio ter comigo durante a noite
e me disse
vê se dormes
e não chateias

A maior dor de cabeça do mundo

hoje
saí daqui e fui para longe
não deixei recados,
nada escrito para que se lembrassem de mim
não sei se volto
se algum dia me apetece voltar
se algum dia a cabeça aterra n'algum lado
se o corpo me vai obedecer.

amanhã
não sei como vou explicar
que alguém veio ter comigo durante a noite
e me disse
vê se dormes
e não chateias