quinta-feira, 16 de novembro de 2006

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

and then came the mountain - in silence

Who knows?

I don’t know

Who thinks?

I don’t know

Who cares?

I don’t know

Who lives?

I don’t know

Who dies?

I don’t know

Who tends?

I don’t know

Who decides?

I don’t know

Who jumps?

I don’t know

Who plays?

I don’t know

Who likes?

I don’t know

Who pays?

I don’t know

Who cries?

I don’t know

Who blesses?

I don’t know

Whose to blame?

I don’t know

Death?

I don’t know

Fear?

I don’t know

Hate?

I don’t know

The passing of time?

I don’t know

Who’s Jack?

I don’t know

Who’s Dan?

I don’t know

Who’s Lucy?

I don’t know

Who’s Dad?

I don’t know

Who’s Mom?

I don’t know

The list?

I don’t know

A foggy day?

I don’t know

Showers in the afternoon?

I don’t know

A long silence…right after this.

domingo, 12 de novembro de 2006

Era Francisco Rolão Preto fascista?

Vou descrever-vos um passeio pela Internet. Se calhar não tem interesse nenhum mas fica como exemplo do que pode acontecer quando não se tem como ocupar o tempo.

Comecei por escavar mais informação sobre uma paixão recente chamada William Elliot Whitmore. Fui ao All Music e confirmei influências nítidas de Woodie Guthrie, desencantei mais uns nomes como Roscoe Holcomb ou Dock Boggs e acabei por achar uma canção velhinha do tempo das Brigadas Internacionais chamada Si Me Quieres Escrivir que acabou por ser gravada pelo Pete Seeger e pelo Woodie Guthrie. Daqui passei à busca de outras canções da mesma altura....de ambos os lados, Republicanos e Nacionalistas.

Acabei na Wikipédia à procura de informação sobre as
J.O.N.S. onde vi a referência ao Nacional-Sindicalismo o que me levou finalmente ao nome de Francisco Rolão Preto. Pelo que li, o homem fundou o Movimento Nacional-Sindicalista em Portugal acabou por incompatibilizar-se com Salazar e fugiu para Espanha onde passou o período da Guerra Civil com os Nacionalistas. Um dos textos que encontrei associa Rolão Preto a José António Primo de Rivera na redacção do programa da Falange. Noutro sítio, alguém tentava apresentar argumentos baseados nos escritos de Rolão Preto que o afastavam da ideologia Fascista apresentando-o antes como um defensor da monarquia e do Integralismo Lusitano.


Quando Francisco Rolão Preto morreu, em 1977, era dirigente do PPM. Em 1994 foi condecorado a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique pelo seu patriotismo e "entranhado amor pela liberdade". O Presidente da Republica na altura era Mário Soares.

Fim de história.

Ainda andei por um blogue VIP chamado Abrupto onde o autor desanca a Wikipédia e sublinha vários erros num artigo que menciona o Nacional-Sindicalismo. Infelizmente Pacheco Pereira não se deu ao trabalho de fornecer a informação que ele julga ser correcta.

Conclusão. Isto exige mais tempo e mais algum trabalho de pesquisa. Era Francisco Rolão Preto fascista? O que era afinal o Movimento Nacional-Sindicalista Português? Sei que Pacheco Pereira discorda que fosse "um movimento católico da Direita Fascista".

Bolas eu só andava à procura de mais informação sobre o William Elliot Whitmore...

sábado, 11 de novembro de 2006

O Rico Clube Pobre

Um aviso prévio. Não tenho o mínimo interesse em discussões sobre clubes de futebol que me tentem provar que um é mais atraente ou de algum modo melhor do que o outro. Comentários do género "os X são todos uma cambada de tuberculosos" ou "o XPTO é o maior porque os seus adeptos têm os maiores pénis da galáxia" não vão ter resposta.

O Benfica continua no seu caminho para se tornar um clube terceiro-mundista. Tem um tipo de gestão terceiro mundista, onde um ditador manipula as massas com o auxilio de capangas e não existe oposição significante, tem reacções terceiro mundistas às adversidades - a culpa é do "inimigo" dos "outros", dos "não-benfiquistas" que não nos querem ver brilhar - e agora acaba de registar um recorde com o objectivo de provar mais uma vez ao grupo ululante e lobotomizado de seus adeptos que: "somos os maiores". O raciocínio é: temos o maior número de sócios de qualquer clube no mundo, logo somos o maior clube do mundo. Está tudo certo se, por "maior" não se pretender inferir "melhor". A China tem mais de um Bilião de habitantese eu dificilmente a considero o melhor pais do mundo. A India tb tem uma data de gente a lá viver e eu dificilmente gostaria de assentar arraiais por aquelas bandas.

Estão a ver onde quero chegar?

Como nota de consolo para os adeptos do Benfica devo dizer que os outros clubes nacionais têm o mesmo problema com a diferença de que não lhes tem dado para a megalomania tão frequentemente. O FC Porto tem uma estrutura igual à de uma máfia e o Sporting tem falta de gente competente. Abaixo destes a qualidade é Vicentina...ou seja ao nível das rábulas do presidente do clube de Barcelos.

Existem clubes a mais, em comunidades que não conseguem manter nem um grupo de tocadores de ferrinhos de nível decente, onde os negócios escuros abundam. Em Portugal, facilmente se abatiam 80% dos clubes existentes, concentrando fundos energias e adeptos. Querem um exemplo: o Algarve.



Toda a gente é minha amiga

Antigamente, quando éramos pequenos, também escrevíamos diários, poemas e pequeninos textos íntimos, disparates, piroseiras. Guardávamos-los em caixas debaixo da cama, ou em diários que tinham fechaduras e a chave andava sempre connosco. Um ou outro tinha realmente jeito para escrever e isso notava-se nas redacções ou nos trabalhos de grupo, nos artigos do jornaleco da escola. No entanto, a maior parte dessa produção "literária" era insuportável, pretensiosa e não fazia qualquer sentido fora da nossa intimidade.

Hoje, a internet veio alargar os horizontes individuais e virtualmente qualquer pessoa, desde que tenha acesso a um computador e saiba onde procurar, pode aceder à nossa maneira de ver o mundo. Têm nomes estranhos: hi5, My Space, Facebook ou algo do género. Ensinaram-nos a definir as novas fronteiras da intimidade, aparentemente mais amplas e diversas e levam-nos a crer que temos menos hipóteses de ficar sós. Será interessante observar o futuro e ver o resultado disto tudo.


quarta-feira, 8 de novembro de 2006

E a meio da noite, acordou e disse:

Continuem. Façam de conta que eu não estou cá.


West 56th

nesse mar
tudo ilude
eleva
e deixa cair
tudo revela
tudo esconde
num vento frio
numa sirene
em noites passadas num beiral
a olhar para baixo
à espera

cruzamos-nos com os reflexos
com as manchas de óleo espalhadas na rua
as luzes dissolvidas nos fumos dos escapes
pensamos
nos limites que temos
nas falhas que evitamos
envergonhamos-nos
ficamos calados
em fila única
com o olhar vago
e uma senha numerada
pendendo das mãos sem força

sábado, 28 de outubro de 2006

Os Chatos

Em vésperas de ir para muito longe, mais do que me apetece, deixo aqui um desabafo: Portugal está cheio de chatos. A imprensa, as universidades, as empresas, todas repletas da chatice nacional. Chatos que empestam também os blogues escritos em Português "Europeu"; país de novo-riquismo, material e intelectual, incapaz de inovar, de ousar, de ser um pouquinho de nada louco, de pensar fora do que é reconhecido como "mainstream".

Daqui por uma semana, vou estar cheio de saudades. E depois, recomeça tudo.


Actualização após o regresso: Cheio de saudades. Nem sem bem de quê. A América dá-me arrepios. E fascina-me. Aquilo ainda vai acabar mal.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Don't Save the CBGB!


parece que o CBGB, clube lendário de Nova Iorque vai fechar de vez e o bloco onde se encontra vai ser demolido para dar lugar a novos edifícios.

irritante: os movimentos de parolos para salvar o espaço. salvar o quê? o punk nova-iorquino? a new wave? os ramones?

go save a whale....

um dia destes ainda querem salvar o rivoli...

The Day The End Finally Came

w i l l i a m e l l i o t w h i t m o r e

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Os Inúteis

Arnaldinho saiu da cama, calçou os chinelos e arrastou-os para a casa de banho, acendeu a luz, olhou-se ao espelho, passou a mão direita pela cara e sentiu os pêlos da barba que cresceram durante a noite. Rodou o corpo, deslizou um pouco para a frente, baixou as calças do pijama às riscas azuis e brancas, segurou o pénis e, soltando um pequeno suspiro de alivio, urinou.
Naquela manhã sentiu-se mais vazio do que nas outras manhãs. Mais cinzento, mais moribundo. Sacudiu três vezes e levantou as calças.
Meia hora depois, despediu-se da mulher e dos quatro filhos e saiu de casa. Meteu-se no helicóptero que o esperava com as hélices em banho-maria e foi para o escritório. Nunca mais foi visto. Na verdade, de tanto desejar ser invisível, deixou de existir.

sábado, 21 de outubro de 2006

Ontem houve dias assim-assim

quando a preguiça toma os dedos. quando só conseguimos escrever com os indicadores. quando histórias enormes se transformam em piadas muito, muito pequenas.



I was five and he was six

We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.

Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"

Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.

Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.

Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...

da canção Bang Bang (My Babby Shot Me Down), Nancy Sinatra




decididamente não há mais espaço neste elevador. Terceiro andar por favor.





Musique rythmique
Son electronique
L'art politique
A l'age atomique

Electric Cafe

Culture physique
Cuisine dietetique
L'art dynamique
A l'age atomique

Electric Cafe

Musica electronica
Figura ritmica
Arte politica
De la era atomica

Electric Cafe

Images synthetique
Forme estetique
L'art poetique
A l'age atomique

Electric Cafe

Musique rythmique
Son electronique
L'art politique

Electric Cafe, Kraftwerk



I was sightseeing with a small group of partizans who were looking for places to blow.
All of a sudden one says: Hey! I really like that spot. Let's make it go up in pieces.
After a few minutes of vivid conversation they all agreed. We made camp and prepared things for next morning.

domingo, 15 de outubro de 2006

Pensamentos sobre a China

Até quando conseguirá a China continuar a produzir depressa e barato? Quando parará o crescimento da sua economia? Porque razão as sociedade ocidentais, tão orgulhosas da "sua" democracia e das protecções e beneficíos que oferecem à sua força de trabalho, consomem toneladas de artigos cujos preços baixos se devem apenas ao facto de serem produzidos por pessoas sem qualquer tipo de direitos? Não deveriam os governos destes países exigir o respeito pelos direitos dos trabalhadores dos países emergentes? Será que os países emergentes o continuariam a ser se fossem forçados a explorar menos os seus cidadãos? Será que, a médio prazo, estes países conseguirão formar uma classe média forte que comece a exigir melhores salários, mais tempo para si, menos horas de trabalho e mais benefícios? Será isto obtido de forma pacífica ou será este caminho para o desenvolvimento interrompido por convulsões sociais e políticas, recuos e violência?

Estaremos nós a assistr aos primeiros momentos do declínio dos Estados Unidos como a maior potência mundial? O que virá a seguir à "pax americana"?
Sejamos honestos: a nossa vida é chata e sem interesse. Valha-nos a Macroeconomia e a Geo-Estratégia para nos manter vivos...



Em nome do pai

Entristece-me o facto de os apelidos de família ainda serem decisivos para tanta coisa.

A verdade é que as pequeninas elites que existem no nosso país se protegem e impedem a ascenção de outros porventura mais competentes ou com maior vontade de impor mudança. E quando têm algum problema, conseguem fazer-se ouvir mais facilmente. Existe um conjunto de regras e parâmetros que, como tantas coisas no nosso país, não são mencionados em voz alta. Estabelece-se deste modo o acesso ao topo da nossa sociedade. Regras e parâmetros religiosos, de comportamento social e tipo de vida, origem, local onde se vive e apelido, que condicionam e formatam as nossas elites.

Algo que poderia ser resumido no cliché: "tios e tias contratam tios e tias". E quem não é tio e tia, o melhor que tem a fazer é tentar parecer-se com um tio ou uma tia.

Chiça, como continuamos a ser possidónios e provincianos...