sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Borda D'Água

Mudei recentemente de gabinete, consequência da reorganização do escritório em que alguns tiveram de abdicar de uma porção de espaço em benefício das áreas comuns de trabalho (ou como se diz em inglês "open space"). Consegui arranjar as coisas de maneira a ficar de costas para a entrada do meu gabinete, virado para uma janela enorme que, graças à altura deste sétimo andar, me oferece uma visão panorâmica sobre um amontoado de prédios do centro da cidade.
Tenho frequentemente a sensação de que estou a ver através de uma grande angular tal é a quantidade de céu e telhados à minha frente.
Hoje, não se vê uma núvem mas honestamente não posso dizer que o céu esteja limpo. Tem uma cor empoeirada, meio cinzenta, carregada de sujidade. Ouvi dizer nas notícias, os níveis de ozono na atmosfera vão ser elevados. Convém proteger os olhos e a pele.
Por alguma razão absurda, lembrei-me do Borda D'Água, essa essa espécie de antecessor da revista CAIS, vendido em toda a parte por ceguinhos e estropiados. Nunca fui um leitor muito concentrado mas recordo-me que gostava dos conselhos espalhados ao longo das páginas:
"Em Agosto, pela noitinha aproveite para plantar coentros; Em Abril limpe os armários e areje a casa."
Deixo aqui a minha opinião que não é modesta porque é minha e eu me orgulho muito dela: seguir os conselhos do Borda D'Água ano longo do ano é meio caminho andado para encontrar a felicidade.

Borda D'Água

Mudei recentemente de gabinete, consequência da reorganização do escritório em que alguns tiveram de abdicar de uma porção de espaço em benefício das áreas comuns de trabalho (ou como se diz em inglês "open space"). Consegui arranjar as coisas de maneira a ficar de costas para a entrada do meu gabinete, virado para uma janela enorme que, graças à altura deste sétimo andar, me oferece uma visão panorâmica sobre um amontoado de prédios do centro da cidade.
Tenho frequentemente a sensação de que estou a ver através de uma grande angular tal é a quantidade de céu e telhados à minha frente.
Hoje, não se vê uma núvem mas honestamente não posso dizer que o céu esteja limpo. Tem uma cor empoeirada, meio cinzenta, carregada de sujidade. Ouvi dizer nas notícias, os níveis de ozono na atmosfera vão ser elevados. Convém proteger os olhos e a pele.
Por alguma razão absurda, lembrei-me do Borda D'Água, essa essa espécie de antecessor da revista CAIS, vendido em toda a parte por ceguinhos e estropiados. Nunca fui um leitor muito concentrado mas recordo-me que gostava dos conselhos espalhados ao longo das páginas:
"Em Agosto, pela noitinha aproveite para plantar coentros; Em Abril limpe os armários e areje a casa."
Deixo aqui a minha opinião que não é modesta porque é minha e eu me orgulho muito dela: seguir os conselhos do Borda D'Água ano longo do ano é meio caminho andado para encontrar a felicidade.

Borda D'Água

Mudei recentemente de gabinete, consequência da reorganização do escritório em que alguns tiveram de abdicar de uma porção de espaço em benefício das áreas comuns de trabalho (ou como se diz em inglês "open space"). Consegui arranjar as coisas de maneira a ficar de costas para a entrada do meu gabinete, virado para uma janela enorme que, graças à altura deste sétimo andar, me oferece uma visão panorâmica sobre um amontoado de prédios do centro da cidade.
Tenho frequentemente a sensação de que estou a ver através de uma grande angular tal é a quantidade de céu e telhados à minha frente.
Hoje, não se vê uma núvem mas honestamente não posso dizer que o céu esteja limpo. Tem uma cor empoeirada, meio cinzenta, carregada de sujidade. Ouvi dizer nas notícias, os níveis de ozono na atmosfera vão ser elevados. Convém proteger os olhos e a pele.
Por alguma razão absurda, lembrei-me do Borda D'Água, essa essa espécie de antecessor da revista CAIS, vendido em toda a parte por ceguinhos e estropiados. Nunca fui um leitor muito concentrado mas recordo-me que gostava dos conselhos espalhados ao longo das páginas:
"Em Agosto, pela noitinha aproveite para plantar coentros; Em Abril limpe os armários e areje a casa."
Deixo aqui a minha opinião que não é modesta porque é minha e eu me orgulho muito dela: seguir os conselhos do Borda D'Água ano longo do ano é meio caminho andado para encontrar a felicidade.

Borda D'Água

Mudei recentemente de gabinete, consequência da reorganização do escritório em que alguns tiveram de abdicar de uma porção de espaço em benefício das áreas comuns de trabalho (ou como se diz em inglês "open space"). Consegui arranjar as coisas de maneira a ficar de costas para a entrada do meu gabinete, virado para uma janela enorme que, graças à altura deste sétimo andar, me oferece uma visão panorâmica sobre um amontoado de prédios do centro da cidade.
Tenho frequentemente a sensação de que estou a ver através de uma grande angular tal é a quantidade de céu e telhados à minha frente.
Hoje, não se vê uma núvem mas honestamente não posso dizer que o céu esteja limpo. Tem uma cor empoeirada, meio cinzenta, carregada de sujidade. Ouvi dizer nas notícias, os níveis de ozono na atmosfera vão ser elevados. Convém proteger os olhos e a pele.
Por alguma razão absurda, lembrei-me do Borda D'Água, essa essa espécie de antecessor da revista CAIS, vendido em toda a parte por ceguinhos e estropiados. Nunca fui um leitor muito concentrado mas recordo-me que gostava dos conselhos espalhados ao longo das páginas:
"Em Agosto, pela noitinha aproveite para plantar coentros; Em Abril limpe os armários e areje a casa."
Deixo aqui a minha opinião que não é modesta porque é minha e eu me orgulho muito dela: seguir os conselhos do Borda D'Água ano longo do ano é meio caminho andado para encontrar a felicidade.

Borda D'Água

Mudei recentemente de gabinete, consequência da reorganização do escritório em que alguns tiveram de abdicar de uma porção de espaço em benefício das áreas comuns de trabalho (ou como se diz em inglês "open space"). Consegui arranjar as coisas de maneira a ficar de costas para a entrada do meu gabinete, virado para uma janela enorme que, graças à altura deste sétimo andar, me oferece uma visão panorâmica sobre um amontoado de prédios do centro da cidade.
Tenho frequentemente a sensação de que estou a ver através de uma grande angular tal é a quantidade de céu e telhados à minha frente.
Hoje, não se vê uma núvem mas honestamente não posso dizer que o céu esteja limpo. Tem uma cor empoeirada, meio cinzenta, carregada de sujidade. Ouvi dizer nas notícias, os níveis de ozono na atmosfera vão ser elevados. Convém proteger os olhos e a pele.
Por alguma razão absurda, lembrei-me do Borda D'Água, essa essa espécie de antecessor da revista CAIS, vendido em toda a parte por ceguinhos e estropiados. Nunca fui um leitor muito concentrado mas recordo-me que gostava dos conselhos espalhados ao longo das páginas:
"Em Agosto, pela noitinha aproveite para plantar coentros; Em Abril limpe os armários e areje a casa."
Deixo aqui a minha opinião que não é modesta porque é minha e eu me orgulho muito dela: seguir os conselhos do Borda D'Água ano longo do ano é meio caminho andado para encontrar a felicidade.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

De vez em quando a sorte espreita

De vez em quando sabe bem o tia anica tia anica de loulé em cima de um contentor ferrugento. Respeito a ideia de que a melhor parte das férias está presa numa caixa de pirolitos sem bola. Ao invés. Em redor. Apesar de. A prisioneira feita moura encantada figura nas caixas de fósforos dos casinos de terceira de uma ilhota afastada. E entre as tuas lágrimas, choro de maltrapilho e rosbife entre mares e tempestades, a cor das jóias, lápizazuli, macadamia e mais um monte de italianos. Sabes a cerveja e a tempestade, dobraste os cabos da muito pouca vergonha e cedeste os direitos de actor a um grumete vinte vezes violado por uma vil corja de marujos. Aprendeste para que lado havias de te virar, como sair do país, e colaste um papelito ao frigorifico que dizia: um dia voltarei.No fim de tudo, acabaste com os costados num porão bafiento e fizeste-te dançarino de vão de escada. Gritos e brincadeiras em salas fechadas. Não podes mais, mas dizes que sim a tudo como se fosses um sim-senhor de pacotilha. Bebidas espirituosas ou talvez sejam só meninas de cabaré, saínhas acima da cabeça, coulottes em exposição contínua, para ser uma paráfrase, em si me esbarro. De repente, pára tudo. As máquinas, os copos, as vozes, a música, até o fumo estanca no ar. E tu dizes, como um shakespeareano de tasca: "a minha história é esta". O mundo não pára e tudo cai no chão, de repente, com um enorme estrondo.

De vez em quando a sorte espreita

De vez em quando sabe bem o tia anica tia anica de loulé em cima de um contentor ferrugento. Respeito a ideia de que a melhor parte das férias está presa numa caixa de pirolitos sem bola. Ao invés. Em redor. Apesar de. A prisioneira feita moura encantada figura nas caixas de fósforos dos casinos de terceira de uma ilhota afastada. E entre as tuas lágrimas, choro de maltrapilho e rosbife entre mares e tempestades, a cor das jóias, lápizazuli, macadamia e mais um monte de italianos. Sabes a cerveja e a tempestade, dobraste os cabos da muito pouca vergonha e cedeste os direitos de actor a um grumete vinte vezes violado por uma vil corja de marujos. Aprendeste para que lado havias de te virar, como sair do país, e colaste um papelito ao frigorifico que dizia: um dia voltarei.No fim de tudo, acabaste com os costados num porão bafiento e fizeste-te dançarino de vão de escada. Gritos e brincadeiras em salas fechadas. Não podes mais, mas dizes que sim a tudo como se fosses um sim-senhor de pacotilha. Bebidas espirituosas ou talvez sejam só meninas de cabaré, saínhas acima da cabeça, coulottes em exposição contínua, para ser uma paráfrase, em si me esbarro. De repente, pára tudo. As máquinas, os copos, as vozes, a música, até o fumo estanca no ar. E tu dizes, como um shakespeareano de tasca: "a minha história é esta". O mundo não pára e tudo cai no chão, de repente, com um enorme estrondo.

De vez em quando a sorte espreita

De vez em quando sabe bem o tia anica tia anica de loulé em cima de um contentor ferrugento. Respeito a ideia de que a melhor parte das férias está presa numa caixa de pirolitos sem bola. Ao invés. Em redor. Apesar de. A prisioneira feita moura encantada figura nas caixas de fósforos dos casinos de terceira de uma ilhota afastada. E entre as tuas lágrimas, choro de maltrapilho e rosbife entre mares e tempestades, a cor das jóias, lápizazuli, macadamia e mais um monte de italianos. Sabes a cerveja e a tempestade, dobraste os cabos da muito pouca vergonha e cedeste os direitos de actor a um grumete vinte vezes violado por uma vil corja de marujos. Aprendeste para que lado havias de te virar, como sair do país, e colaste um papelito ao frigorifico que dizia: um dia voltarei.No fim de tudo, acabaste com os costados num porão bafiento e fizeste-te dançarino de vão de escada. Gritos e brincadeiras em salas fechadas. Não podes mais, mas dizes que sim a tudo como se fosses um sim-senhor de pacotilha. Bebidas espirituosas ou talvez sejam só meninas de cabaré, saínhas acima da cabeça, coulottes em exposição contínua, para ser uma paráfrase, em si me esbarro. De repente, pára tudo. As máquinas, os copos, as vozes, a música, até o fumo estanca no ar. E tu dizes, como um shakespeareano de tasca: "a minha história é esta". O mundo não pára e tudo cai no chão, de repente, com um enorme estrondo.

De vez em quando a sorte espreita

De vez em quando sabe bem o tia anica tia anica de loulé em cima de um contentor ferrugento. Respeito a ideia de que a melhor parte das férias está presa numa caixa de pirolitos sem bola. Ao invés. Em redor. Apesar de. A prisioneira feita moura encantada figura nas caixas de fósforos dos casinos de terceira de uma ilhota afastada. E entre as tuas lágrimas, choro de maltrapilho e rosbife entre mares e tempestades, a cor das jóias, lápizazuli, macadamia e mais um monte de italianos. Sabes a cerveja e a tempestade, dobraste os cabos da muito pouca vergonha e cedeste os direitos de actor a um grumete vinte vezes violado por uma vil corja de marujos. Aprendeste para que lado havias de te virar, como sair do país, e colaste um papelito ao frigorifico que dizia: um dia voltarei.No fim de tudo, acabaste com os costados num porão bafiento e fizeste-te dançarino de vão de escada. Gritos e brincadeiras em salas fechadas. Não podes mais, mas dizes que sim a tudo como se fosses um sim-senhor de pacotilha. Bebidas espirituosas ou talvez sejam só meninas de cabaré, saínhas acima da cabeça, coulottes em exposição contínua, para ser uma paráfrase, em si me esbarro. De repente, pára tudo. As máquinas, os copos, as vozes, a música, até o fumo estanca no ar. E tu dizes, como um shakespeareano de tasca: "a minha história é esta". O mundo não pára e tudo cai no chão, de repente, com um enorme estrondo.

De vez em quando a sorte espreita

De vez em quando sabe bem o tia anica tia anica de loulé em cima de um contentor ferrugento. Respeito a ideia de que a melhor parte das férias está presa numa caixa de pirolitos sem bola. Ao invés. Em redor. Apesar de. A prisioneira feita moura encantada figura nas caixas de fósforos dos casinos de terceira de uma ilhota afastada. E entre as tuas lágrimas, choro de maltrapilho e rosbife entre mares e tempestades, a cor das jóias, lápizazuli, macadamia e mais um monte de italianos. Sabes a cerveja e a tempestade, dobraste os cabos da muito pouca vergonha e cedeste os direitos de actor a um grumete vinte vezes violado por uma vil corja de marujos. Aprendeste para que lado havias de te virar, como sair do país, e colaste um papelito ao frigorifico que dizia: um dia voltarei.No fim de tudo, acabaste com os costados num porão bafiento e fizeste-te dançarino de vão de escada. Gritos e brincadeiras em salas fechadas. Não podes mais, mas dizes que sim a tudo como se fosses um sim-senhor de pacotilha. Bebidas espirituosas ou talvez sejam só meninas de cabaré, saínhas acima da cabeça, coulottes em exposição contínua, para ser uma paráfrase, em si me esbarro. De repente, pára tudo. As máquinas, os copos, as vozes, a música, até o fumo estanca no ar. E tu dizes, como um shakespeareano de tasca: "a minha história é esta". O mundo não pára e tudo cai no chão, de repente, com um enorme estrondo.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Oh! O regresso...a dor de cabeça...a aspirina evervescente

Eu gosto de Agosto. Porque há pouca gente em Lisboa. Costumo dizer, para quem me quer ouvir, que os veraneantes não deviam voltar. Que deviam ficar permanentemente em Monte Gordo, Albufeira, Quarteira e outros antros de férias quejandos para onde levam as filas, as más educações e as caras fechadas, as respectivas famílias com as criancinhas rabujentas e as sogras gordas e cheias de varizes e afrontamentos.
***
Há dias assim. É uma pena desperdiçar um dia lento de Agosto com uma dor de cabeça destas.
***
Valha-nos a Santa Aspirina Efervescente que é tão nossa amiga.

Oh! O regresso...a dor de cabeça...a aspirina evervescente

Eu gosto de Agosto. Porque há pouca gente em Lisboa. Costumo dizer, para quem me quer ouvir, que os veraneantes não deviam voltar. Que deviam ficar permanentemente em Monte Gordo, Albufeira, Quarteira e outros antros de férias quejandos para onde levam as filas, as más educações e as caras fechadas, as respectivas famílias com as criancinhas rabujentas e as sogras gordas e cheias de varizes e afrontamentos.
***
Há dias assim. É uma pena desperdiçar um dia lento de Agosto com uma dor de cabeça destas.
***
Valha-nos a Santa Aspirina Efervescente que é tão nossa amiga.

Oh! O regresso...a dor de cabeça...a aspirina evervescente

Eu gosto de Agosto. Porque há pouca gente em Lisboa. Costumo dizer, para quem me quer ouvir, que os veraneantes não deviam voltar. Que deviam ficar permanentemente em Monte Gordo, Albufeira, Quarteira e outros antros de férias quejandos para onde levam as filas, as más educações e as caras fechadas, as respectivas famílias com as criancinhas rabujentas e as sogras gordas e cheias de varizes e afrontamentos.
***
Há dias assim. É uma pena desperdiçar um dia lento de Agosto com uma dor de cabeça destas.
***
Valha-nos a Santa Aspirina Efervescente que é tão nossa amiga.

Oh! O regresso...a dor de cabeça...a aspirina evervescente

Eu gosto de Agosto. Porque há pouca gente em Lisboa. Costumo dizer, para quem me quer ouvir, que os veraneantes não deviam voltar. Que deviam ficar permanentemente em Monte Gordo, Albufeira, Quarteira e outros antros de férias quejandos para onde levam as filas, as más educações e as caras fechadas, as respectivas famílias com as criancinhas rabujentas e as sogras gordas e cheias de varizes e afrontamentos.
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Há dias assim. É uma pena desperdiçar um dia lento de Agosto com uma dor de cabeça destas.
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Valha-nos a Santa Aspirina Efervescente que é tão nossa amiga.

Oh! O regresso...a dor de cabeça...a aspirina evervescente

Eu gosto de Agosto. Porque há pouca gente em Lisboa. Costumo dizer, para quem me quer ouvir, que os veraneantes não deviam voltar. Que deviam ficar permanentemente em Monte Gordo, Albufeira, Quarteira e outros antros de férias quejandos para onde levam as filas, as más educações e as caras fechadas, as respectivas famílias com as criancinhas rabujentas e as sogras gordas e cheias de varizes e afrontamentos.
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Há dias assim. É uma pena desperdiçar um dia lento de Agosto com uma dor de cabeça destas.
***
Valha-nos a Santa Aspirina Efervescente que é tão nossa amiga.