joy division, new order, x-ray spex, the buzzcocks, the stranglers, suicide, subway sect, the clash, magazine, sham 69, 999, siouxie and the banshees, the damned, the ramones, sex pistols, blondie, generation x, the adverts.
sobremesa:
Oh Bondage! Up Yours (X-Ray Spex)
Some people think little girls should be seen and not heard
But i think
Oh Bondage Up Yours!
One, Two, Three, FOUR!
Bind me tie me
Chain me to the wall I wanna be a slave
To you all
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Chain-store chain-smoke
I consume you all
Chain-gang chain-mail
I don't think at all
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Thrash me crash me
Beat me till I fall
I wanna be a victim
For you all
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Oh bondage up yours
Oh bondage no more
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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sexta-feira, 17 de março de 2006
quinta-feira, 16 de março de 2006
Sentes-te com piada, punk?
robertinho andava a abanar o rabiosque pela avenida, embrulhado nos seus trapinhos haute couture. levava o lulu pela trela e segurava uma longa boquilha com a mão direita, a mesma que encaixava no braço cheio de sacos de lojas caras. o homofóbico, esperava-o numa esquina, passou-lhe uma rasteira que fez o ser enfeminado espalhar-se ao comprido e, enquanto robertinho, caido no chão, tentava desembaraçar-se do molho de sacos, aplicou-lhe um par de pontapés no torso. robertinho gritou de dor. o lulu ganiu de medo. o homofóbico rosnou de prazer. o povo passante abriu a boca.
quarta-feira, 8 de março de 2006
His Famous Vomit
Músico de Jazz (muito bom por sinal) pousou o trombone em cima do balcão, sentou-se no banco alto e disparou "whiskey!" numa nota só. O empregado, desviou por momentos o olhar do copo que estava a limpar, como se espreitasse por cima de uns óculos de lentes grossas, e depois continuou, agora com movimentos mais lentos. De repente, largou o pano como se este tivesse lepra ou alguma doença peçonhenta e serviu a bebida num copo baixo e largo. "Gelo? Água?" perguntou com uma pontinha de desprezo, antecipando uma resposta que certamente lhe desagradaria, fosse qual fosse. Músico de Jazz (muito bom por sinal) fez um sinal com a mão direita indicando três pedras de gelo.
segunda-feira, 6 de março de 2006
sábado, 4 de março de 2006
lista de mercearia, 4 de março 2006
gorillaz; hanne hukkelberg; jan jelinek; tracy & the plastics; briskeby; stereolab; múm; lali puna; nanook of the north; dntel; mojave 3; cowboy junkies; television personalities; sonic youth; galaxy 500; boards of canada; to rococo rot; badly drawn boy; the russian futurists; vladislav delay...
round with a hole in the middle
lá no alto
existe concerteza um sonho. muitas cores vindas do espaço, qualquer coisa que possas esconder debaixo da almofada, enquanto contas carneiros lilazes e cheiras flores silvestres arrancadas à beira da estrada. reflecte bem no que te ensinei. os segredos desta floresta ao pé da fonte onde os centauros de grandes bigodaças se reúnem para almoçar.
existe concerteza um lugar onde possas domir nu. onde ninfas sonolentas bocejem uma existência feita de erva fresca e brisas suaves. um lugar em que repousem harpas à espera de serem tocadas, repleto de runas gravadas em pedras escuras, iluminadas por finos feixes de luz que rompem da copa das árvores.
ao fim da tarde. no cimo de um monte. a olhar.
existe concerteza um lugar onde possas domir nu. onde ninfas sonolentas bocejem uma existência feita de erva fresca e brisas suaves. um lugar em que repousem harpas à espera de serem tocadas, repleto de runas gravadas em pedras escuras, iluminadas por finos feixes de luz que rompem da copa das árvores.
ao fim da tarde. no cimo de um monte. a olhar.
sexta-feira, 3 de março de 2006
Soletrar
cortar enfim as rosas brancas
a húmida perversão que em mim caminha
rodear as névoas que me perseguem
aliviar de vez as dores desta viagem
tornar aos penedos batidos pelo mar
e enfrentar destemido o vento
além destas ténues miragens
sentir ser esse o meu dever
a húmida perversão que em mim caminha
rodear as névoas que me perseguem
aliviar de vez as dores desta viagem
tornar aos penedos batidos pelo mar
e enfrentar destemido o vento
além destas ténues miragens
sentir ser esse o meu dever
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Ubíquo
demasiado ubíquo? talvez, a esta velocidade não consigo dizê-lo.
talvez com mais treino
refrescado por duas pétalas
criadas e embaladas
na mesma noite de geada
numa humidade escura
ausência de alegria
ausência de saudade
de uma vontade de fazer
a princípio parece um ruído suave
queria dizer gemer
but baby you talk too much
e está tudo tão longe
pintalgado
pequenas gotas de orvalho
névoa
ao longe
talvez com mais treino
refrescado por duas pétalas
criadas e embaladas
na mesma noite de geada
numa humidade escura
ausência de alegria
ausência de saudade
de uma vontade de fazer
a princípio parece um ruído suave
queria dizer gemer
but baby you talk too much
e está tudo tão longe
pintalgado
pequenas gotas de orvalho
névoa
ao longe
Antropologia Para Tansos
Extractos dos cadernos do Dr. Valakion:
Carta ao Dr. Angus McPherson (Universidade de Aberdeen)
(...) É maravilhosa a diversidade humana! Estou fascinado com os documentos que o meu caro colega Eugénio Schonberg, da Universidade da Pensilvânia, me enviou. Há anos que tentava em vão aceder ao espólio do chamado "Grupo Escalfeta", um conjunto de fantásticos antropólogos que, durante a segunda metade do século XX, se dedicou a estudar os rituais de diversos povos do nosso planeta sob uma perspectiva a que chamaram precisamente de "Escalfeta". Segundo eles, a dificuldade em manter os pés quentes, principalmente durante a noite, permitiria identificar padrões comuns de comportamento e estabelecer relações lógicas acerca do pé frio.
O grupo tinha como objectivo publicar uma obra conjunta onde divulgaria as suas conclusões. Infelizmente, a partir de 1972 os membros do grupo começaram a morrer com problemas causados pela exposição prolongada a um determinado tipo de queijo suiço mais tarde identificado como "Schüpffenschlupfer". No entanto, a odisseia do "Grupo Escalfeta" não havia terminado. Em 1983, um investigador de seguros de Tarragona, chamado Vicente Espalda, disse ter em seu poder documentos que provavam a existência de uma conspiração para matar os cientistas. Passados dois meses Espalda foi encontrado em Melilla, vestido de derviche com uma faca de trinchar perú espetada no coração.(...)
Carta ao Dr. Angus McPherson (Universidade de Aberdeen)
(...) É maravilhosa a diversidade humana! Estou fascinado com os documentos que o meu caro colega Eugénio Schonberg, da Universidade da Pensilvânia, me enviou. Há anos que tentava em vão aceder ao espólio do chamado "Grupo Escalfeta", um conjunto de fantásticos antropólogos que, durante a segunda metade do século XX, se dedicou a estudar os rituais de diversos povos do nosso planeta sob uma perspectiva a que chamaram precisamente de "Escalfeta". Segundo eles, a dificuldade em manter os pés quentes, principalmente durante a noite, permitiria identificar padrões comuns de comportamento e estabelecer relações lógicas acerca do pé frio.
O grupo tinha como objectivo publicar uma obra conjunta onde divulgaria as suas conclusões. Infelizmente, a partir de 1972 os membros do grupo começaram a morrer com problemas causados pela exposição prolongada a um determinado tipo de queijo suiço mais tarde identificado como "Schüpffenschlupfer". No entanto, a odisseia do "Grupo Escalfeta" não havia terminado. Em 1983, um investigador de seguros de Tarragona, chamado Vicente Espalda, disse ter em seu poder documentos que provavam a existência de uma conspiração para matar os cientistas. Passados dois meses Espalda foi encontrado em Melilla, vestido de derviche com uma faca de trinchar perú espetada no coração.(...)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Exoesqueleto
sabes. fica mais barato se pintares.
***
***
o soporífero fará efeito quando o meu amigo se deitar e reflectir sobre os seus pecadinhos. o soporífero do padre cruz é uma panaceia sagrada. só exerce o seu poder quando o paciente se entrega ao divino.
ao pé do edifício condomínico, burguesito, anafadito a ficar careca, reúnem-se os membros do clube dos mais irritantes. toma a palavra o imbecil com um número seis cravado na testa fofa. diz exactamente dezoito palavras e cai no chão esfaqueado pelos compinchas que riem enquanto o sangue espirra à altura do terceiro andar. a esposa dedicada a um vibrante que lhe enche a monumental cona, ri-se e distribui saliva em redor, enquanto balança o recém nascido nas bordas da janela. naquela noite, sozinha na cama, enquanto a vizinhança homicida esquarteja o consorte, gemerá mil vezes de prazer com a plástica pila entalada bem fundo, enquanto dá a mama pingante ao querubim coradito.
***
o soporífero fará efeito quando o meu amigo se deitar e reflectir sobre os seus pecadinhos. o soporífero do padre cruz é uma panaceia sagrada. só exerce o seu poder quando o paciente se entrega ao divino.
Última estação
traulita traulita
hoje tenho imensas coisas para dizer, muito para te contar.
rebeldes aminoácidos regressaram ao sempiterno jejum e vetaram a travessia única da lousa imperial. mas também, o feio queria amparar as veias num papelito de jornal.
sim, sim, tenho mesmo muita coisa para dizer...
repara que os pimpolhos adiantaram-se e escreveram uma epístola agrafada a um corno. Um corno é uma representação mal enjorcada do maldizente e das parolices. mas depois, ela volta sempre com a mesma lengalenga e rebaixa-se aos sórdidos apelos do abençoado pai.
não voltes ao largo. a piscina está vazia e o vento corta. é tarde.
hoje tenho imensas coisas para dizer, muito para te contar.
rebeldes aminoácidos regressaram ao sempiterno jejum e vetaram a travessia única da lousa imperial. mas também, o feio queria amparar as veias num papelito de jornal.
sim, sim, tenho mesmo muita coisa para dizer...
repara que os pimpolhos adiantaram-se e escreveram uma epístola agrafada a um corno. Um corno é uma representação mal enjorcada do maldizente e das parolices. mas depois, ela volta sempre com a mesma lengalenga e rebaixa-se aos sórdidos apelos do abençoado pai.
não voltes ao largo. a piscina está vazia e o vento corta. é tarde.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
what do you see?
I
and then there was a fire
started by the lake
progressed relentlessly
until it reached the shed
and we all began to scream
II
podíamos ouvir
as crianças
os patos
a confusão ao longe
caminhámos durante horas
III
finger
digitalia
homem
operática
efémero
artista
IV
gelatina
ópio
inversão
ausência
inferno
hábito
and then there was a fire
started by the lake
progressed relentlessly
until it reached the shed
and we all began to scream
II
podíamos ouvir
as crianças
os patos
a confusão ao longe
caminhámos durante horas
III
finger
digitalia
homem
operática
efémero
artista
IV
gelatina
ópio
inversão
ausência
inferno
hábito
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
sábado, 11 de fevereiro de 2006
Coisas boas da vida
O novo aspecto gráfico do Diário de Notícias. Não me canso de o dizer. Parece um jornal novo. Dá gosto ler. E tem um suplemento de sexta-feira que também tem muito bom aspecto.
As duas páginas do Rui Henriques Coimbra na revista do Expresso. São neste momento a única razão para comprar o saquinho de plástico cheio de papel aos sábados de manhã.
Séries de televisão nos canais por cabo.
As televisões generalistas são insuportáveis. Deixei-me disso. Agora sou viciado em séries. Não é que de repente deram em fazer um quantidade de séries muito boas? Decidi fazer um ponto da situação e dividi-las em três categorias: "Fanático", "Agradável" e "Vê-se". Aquelas de que não gosto passaram automáticamente para a categoria de "Bostas".
Deadwood - (cóboiada a sério, uma reconstituição de época fantástica, toda a gente tem um ar seboso). No Fox.
Lost - OK, às vezes engonham um pouco tipo novela mas é uma das séries mais viciantes que já vi. No Fox.
Grey's Anatomy - Bons actores, histórias simples. No Fox Life.
Law & Order - Já um bocadito entradota mas prende e também tem óptimos actores. No Fox Life
Cold Case - Uns degraus abaixo das outras mas mesmo assim ainda vejo quando posso. No Fox
E.R. - Já é do tempo da Maria Cachucha e acima já tenho duas séries com médicos bem melhores, no entanto, se não tiver nada melhor para fazer...No AXN
JAG - Por falar em série fascizóide, aqui está mais uma...
Pretender - A série até podia ser gira mas aquele protagonista tem um ar de canastrão e uns olhos esquisitos...
Repararam que não falei no CSI? Pois é....confesso que é uma série q me deixa completamente indiferente. Não a acho uma bosta nem gosto particularmente...se querem que seja sincero, acho um bocado irritante que eles descubram os criminosos recolhendo vestígios de cheiro a traques ou através de uma mancha nas cuecas.
***
As duas páginas do Rui Henriques Coimbra na revista do Expresso. São neste momento a única razão para comprar o saquinho de plástico cheio de papel aos sábados de manhã.
***
Séries de televisão nos canais por cabo.
As televisões generalistas são insuportáveis. Deixei-me disso. Agora sou viciado em séries. Não é que de repente deram em fazer um quantidade de séries muito boas? Decidi fazer um ponto da situação e dividi-las em três categorias: "Fanático", "Agradável" e "Vê-se". Aquelas de que não gosto passaram automáticamente para a categoria de "Bostas".
- FANÁTICO
Deadwood - (cóboiada a sério, uma reconstituição de época fantástica, toda a gente tem um ar seboso). No Fox.
Lost - OK, às vezes engonham um pouco tipo novela mas é uma das séries mais viciantes que já vi. No Fox.
Grey's Anatomy - Bons actores, histórias simples. No Fox Life.
- AGRADÁVEL
Law & Order - Já um bocadito entradota mas prende e também tem óptimos actores. No Fox Life
Cold Case - Uns degraus abaixo das outras mas mesmo assim ainda vejo quando posso. No Fox
- VÊ-SE
E.R. - Já é do tempo da Maria Cachucha e acima já tenho duas séries com médicos bem melhores, no entanto, se não tiver nada melhor para fazer...No AXN
- BOSTAS
JAG - Por falar em série fascizóide, aqui está mais uma...
Pretender - A série até podia ser gira mas aquele protagonista tem um ar de canastrão e uns olhos esquisitos...
Repararam que não falei no CSI? Pois é....confesso que é uma série q me deixa completamente indiferente. Não a acho uma bosta nem gosto particularmente...se querem que seja sincero, acho um bocado irritante que eles descubram os criminosos recolhendo vestígios de cheiro a traques ou através de uma mancha nas cuecas.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Aborrecidos
Sabem qual é o sentimento mais comum na sociedade ocidental de hoje em dia? O aborrecimento. Toda a gente está aborrecida. No geral ou com algo em particular. É por isso que tanta gente se droga e bebe, é infiel ou entra para estranhos cultos ou decide furar o umbigo para colocar um brilhante reles. É por isso que alguém decide entrar numa estação de correios e "go postal".
Toda a gente sofre de um tédio insuportável. Já temos tudo o que queremos ou temos a certeza de que não vamos conseguir mais do que temos no presente. Não há ideais, já ninguém se preocupa com as baleias ou em salvar um bando de pretos que está a morrer de fome. Já há montes de gente a fazer isso e mesmo esses também estão a ficar aborrecidos de distribuir farinha e dar injeccções o dia todo ou andar a perseguir navios Japoneses.
Mais do que descobrir a cura para o cancro ou a vacina para a SIDA (que seca, um dia destes alguém descobre e pronto) o grande desafio da humanidade desenvolvida será o combate à chatice que é viver nessa mesma sociedade e ter todos os serviços on-line, tudo entregue à porta, todas as opções, serviços pós-venda, personalizações, etc. Todas essas tangas que só contribuem ainda mais para o tédio geral.
Meio mundo está entediado. E dentro da outra metade, Indianos e Chineses trabalham com afinco para um dia terem o direito a um ar enjoado como deve de ser. Já imaginaram quando a China tiver atingido um patamar de desenvolvimento semelhante ao Europeu?
Um bilião de pessoas aborrecidas!
Toda a gente sofre de um tédio insuportável. Já temos tudo o que queremos ou temos a certeza de que não vamos conseguir mais do que temos no presente. Não há ideais, já ninguém se preocupa com as baleias ou em salvar um bando de pretos que está a morrer de fome. Já há montes de gente a fazer isso e mesmo esses também estão a ficar aborrecidos de distribuir farinha e dar injeccções o dia todo ou andar a perseguir navios Japoneses.
Mais do que descobrir a cura para o cancro ou a vacina para a SIDA (que seca, um dia destes alguém descobre e pronto) o grande desafio da humanidade desenvolvida será o combate à chatice que é viver nessa mesma sociedade e ter todos os serviços on-line, tudo entregue à porta, todas as opções, serviços pós-venda, personalizações, etc. Todas essas tangas que só contribuem ainda mais para o tédio geral.
Meio mundo está entediado. E dentro da outra metade, Indianos e Chineses trabalham com afinco para um dia terem o direito a um ar enjoado como deve de ser. Já imaginaram quando a China tiver atingido um patamar de desenvolvimento semelhante ao Europeu?
Um bilião de pessoas aborrecidas!
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