sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Esta lua não me faz uivar


no dia em que te perdeste no meio da planície - na porcaria da planície, pedaço de terra inútil - ficámos todos com medo que te tivesses transformado num transistor ou assim, numa peça de tecnologia, e que já não gostasses de nós.

Água no vidro não é inocente

uma vez corri com tanta velocidade que choquei com toda a força contra o vidro
felizmente, não me magoei.
lembro-me que nesse dia cercámos uma pequena aldeia e executámos todos os habitantes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Ubíquo

demasiado ubíquo? talvez, a esta velocidade não consigo dizê-lo.
talvez com mais treino
refrescado por duas pétalas
criadas e embaladas
na mesma noite de geada
numa humidade escura
ausência de alegria
ausência de saudade
de uma vontade de fazer

a princípio parece um ruído suave
queria dizer gemer
but baby you talk too much
e está tudo tão longe
pintalgado
pequenas gotas de orvalho
névoa
ao longe

Antropologia Para Tansos

Extractos dos cadernos do Dr. Valakion:

Carta ao Dr. Angus McPherson (Universidade de Aberdeen)

(...) É maravilhosa a diversidade humana! Estou fascinado com os documentos que o meu caro colega Eugénio Schonberg, da Universidade da Pensilvânia, me enviou. Há anos que tentava em vão aceder ao espólio do chamado "Grupo Escalfeta", um conjunto de fantásticos antropólogos que, durante a segunda metade do século XX, se dedicou a estudar os rituais de diversos povos do nosso planeta sob uma perspectiva a que chamaram precisamente de "Escalfeta". Segundo eles, a dificuldade em manter os pés quentes, principalmente durante a noite, permitiria identificar padrões comuns de comportamento e estabelecer relações lógicas acerca do pé frio.

O grupo tinha como objectivo publicar uma obra conjunta onde divulgaria as suas conclusões. Infelizmente, a partir de 1972 os membros do grupo começaram a morrer com problemas causados pela exposição prolongada a um determinado tipo de queijo suiço mais tarde identificado como "Schüpffenschlupfer". No entanto, a odisseia do "Grupo Escalfeta" não havia terminado. Em 1983, um investigador de seguros de Tarragona, chamado Vicente Espalda, disse ter em seu poder documentos que provavam a existência de uma conspiração para matar os cientistas. Passados dois meses Espalda foi encontrado em Melilla, vestido de derviche com uma faca de trinchar perú espetada no coração.(...)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Exoesqueleto

sabes. fica mais barato se pintares.

***

ao pé do edifício condomínico, burguesito, anafadito a ficar careca, reúnem-se os membros do clube dos mais irritantes. toma a palavra o imbecil com um número seis cravado na testa fofa. diz exactamente dezoito palavras e cai no chão esfaqueado pelos compinchas que riem enquanto o sangue espirra à altura do terceiro andar. a esposa dedicada a um vibrante que lhe enche a monumental cona, ri-se e distribui saliva em redor, enquanto balança o recém nascido nas bordas da janela. naquela noite, sozinha na cama, enquanto a vizinhança homicida esquarteja o consorte, gemerá mil vezes de prazer com a plástica pila entalada bem fundo, enquanto dá a mama pingante ao querubim coradito.

***

o soporífero fará efeito quando o meu amigo se deitar e reflectir sobre os seus pecadinhos. o soporífero do padre cruz é uma panaceia sagrada. só exerce o seu poder quando o paciente se entrega ao divino.

Última estação

traulita traulita
hoje tenho imensas coisas para dizer, muito para te contar.
rebeldes aminoácidos regressaram ao sempiterno jejum e vetaram a travessia única da lousa imperial. mas também, o feio queria amparar as veias num papelito de jornal.
sim, sim, tenho mesmo muita coisa para dizer...

repara que os pimpolhos adiantaram-se e escreveram uma epístola agrafada a um corno. Um corno é uma representação mal enjorcada do maldizente e das parolices. mas depois, ela volta sempre com a mesma lengalenga e rebaixa-se aos sórdidos apelos do abençoado pai.

não voltes ao largo. a piscina está vazia e o vento corta. é tarde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

what do you see?

I

and then there was a fire
started by the lake
progressed relentlessly
until it reached the shed
and we all began to scream

II

podíamos ouvir
as crianças
os patos
a confusão ao longe
caminhámos durante horas

III

finger
digitalia
homem
operática
efémero
artista

IV

gelatina
ópio
inversão
ausência
inferno
hábito

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Coisas boas da vida

O novo aspecto gráfico do Diário de Notícias. Não me canso de o dizer. Parece um jornal novo. Dá gosto ler. E tem um suplemento de sexta-feira que também tem muito bom aspecto.

***

As duas páginas do Rui Henriques Coimbra na revista do Expresso. São neste momento a única razão para comprar o saquinho de plástico cheio de papel aos sábados de manhã.

***

Séries de televisão nos canais por cabo.

As televisões generalistas são insuportáveis. Deixei-me disso. Agora sou viciado em séries. Não é que de repente deram em fazer um quantidade de séries muito boas? Decidi fazer um ponto da situação e dividi-las em três categorias: "Fanático", "Agradável" e "Vê-se". Aquelas de que não gosto passaram automáticamente para a categoria de "Bostas".

  • FANÁTICO
House M.D. - Hugh Laurie num papelão, com sotaque americano. No Fox.

Deadwood - (cóboiada a sério, uma reconstituição de época fantástica, toda a gente tem um ar seboso). No Fox.

Lost - OK, às vezes engonham um pouco tipo novela mas é uma das séries mais viciantes que já vi. No Fox.

Grey's Anatomy - Bons actores, histórias simples. No Fox Life.

  • AGRADÁVEL

Law & Order - Já um bocadito entradota mas prende e também tem óptimos actores. No Fox Life


Cold Case - Uns degraus abaixo das outras mas mesmo assim ainda vejo quando posso. No Fox

  • VÊ-SE
John Doe - Estava à espera de muito melhor. Aquilo não me convence...No Fox

E.R. - Já é do tempo da Maria Cachucha e acima já tenho duas séries com médicos bem melhores, no entanto, se não tiver nada melhor para fazer...No AXN

  • BOSTAS
Las Vegas - Confesso que ainda ví os primeiros episódios. Mas depois tudo começou a irritar-me na série. Os personagens, as histórias começaram a não ter pés nem cabeça, começaram a ter uns actores convidados que não lembram ao Menino Jesus (o Stallone?, o Bon Jovi?) e comecei a notar que aquilo era tudo um bocado (muito) fascizòide...um ex-agente da CIA, um marine que de vez em quando vai para a guerra, um sistema de vigilância que não deixa passar nada....ugh!

JAG - Por falar em série fascizóide, aqui está mais uma...

Pretender - A série até podia ser gira mas aquele protagonista tem um ar de canastrão e uns olhos esquisitos...

Repararam que não falei no CSI? Pois é....confesso que é uma série q me deixa completamente indiferente. Não a acho uma bosta nem gosto particularmente...se querem que seja sincero, acho um bocado irritante que eles descubram os criminosos recolhendo vestígios de cheiro a traques ou através de uma mancha nas cuecas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Aborrecidos

Sabem qual é o sentimento mais comum na sociedade ocidental de hoje em dia? O aborrecimento. Toda a gente está aborrecida. No geral ou com algo em particular. É por isso que tanta gente se droga e bebe, é infiel ou entra para estranhos cultos ou decide furar o umbigo para colocar um brilhante reles. É por isso que alguém decide entrar numa estação de correios e "go postal".

Toda a gente sofre de um tédio insuportável. Já temos tudo o que queremos ou temos a certeza de que não vamos conseguir mais do que temos no presente. Não há ideais, já ninguém se preocupa com as baleias ou em salvar um bando de pretos que está a morrer de fome. Já há montes de gente a fazer isso e mesmo esses também estão a ficar aborrecidos de distribuir farinha e dar injeccções o dia todo ou andar a perseguir navios Japoneses.

Mais do que descobrir a cura para o cancro ou a vacina para a SIDA (que seca, um dia destes alguém descobre e pronto) o grande desafio da humanidade desenvolvida será o combate à chatice que é viver nessa mesma sociedade e ter todos os serviços on-line, tudo entregue à porta, todas as opções, serviços pós-venda, personalizações, etc. Todas essas tangas que só contribuem ainda mais para o tédio geral.

Meio mundo está entediado. E dentro da outra metade, Indianos e Chineses trabalham com afinco para um dia terem o direito a um ar enjoado como deve de ser. Já imaginaram quando a China tiver atingido um patamar de desenvolvimento semelhante ao Europeu?

Um bilião de pessoas aborrecidas!

Can we go to war now?

Please????

T é D i o s

Jesus don't want me for a sunbeam
'Cause sunbeams are never made like me
Don't expect me to cry, for all the reasons you had to die
Don't ever ask your love of me

Don't expect me to cry
Don't expect me to lie
Don't expect me to die for thee

(The Vaselines)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Os Cartoonistas Hereges (Parte II)

Pois é. Os tais cartoons andam mesmo na boca do mundo. Pelo Planeta Islão - parece cada vez mais que habitamos em planetas diferentes - correm multidões ululantes (finalmente! uma hipótese de usar a palavra "ululante") de bandeira verde em punho e turbante meio torto na tola a gritar as palavras do costume (o Islão pelos vistos não tem aquela coisa de evocar o nome do Senhor em vão). Os governos do Planeta Cristo tentam meter água na fervura e pedem desculpa, que não voltamos a fazer, que foi distração.

Claro que foi um bocadinho parvo que os Dinamarqueses se tenham lembrado de fazer aquilo. Não era preciso ser o Professor Sorenssen - para quem não sabe, é o Paulo Cardoso dinarmaquês - para prever o resultado.

Por outro lado, é bem verdade que estas birrinhas do Islão são chatas. Principalmente porque morre gente de cada vez que eles se irritam. E, o mais estúpido no meio de tudo isto, costumam morrer mais muçulmanos do que cristãos, se quiserem colocar as coisas à maneira do D. Afonso Henriques.


Os Cartoonistas Hereges (Parte II)

Pois é. Os tais cartoons andam mesmo na boca do mundo. Pelo Planeta Islão - parece cada vez mais que habitamos em planetas diferentes - correm multidões ululantes (finalmente! uma hipótese de usar a palavra "ululante") de bandeira verde em punho e turbante meio torto na tola a gritar as palavras do costume (o Islão pelos vistos não tem aquela coisa de evocar o nome do Senhor em vão). Os governos do Planeta Cristo tentam meter água na fervura e pedem desculpa, que não voltamos a fazer, que foi distração.

Claro que foi um bocadinho parvo que os Dinamarqueses se tenham lembrado de fazer aquilo. Não era preciso ser o Professor Sorenssen - para quem não sabe, é o Paulo Cardoso dinarmaquês - para prever o resultado.

Por outro lado, é bem verdade que estas birrinhas do Islão são chatas. Principalmente porque morre gente de cada vez que eles se irritam. E, o mais estúpido no meio de tudo isto, costumam morrer mais muçulmanos do que cristãos, se quiserem colocar as coisas à maneira do D. Afonso Henriques.


sábado, 4 de fevereiro de 2006

The Shaggs


Imaginem que eram pobres, muito pobres. Que o vosso pai tinha um sonho e, com sacrifício, vos comprava e às vossas irmãs duas guitarras eléctricas e um kit básico de bateria. Que vos obrigava a aprender a tocar e a compor. E que, um belo dia, agarrava em vocês e vos levava a um estúdio, alugado com as economias de toda a vida, para gravarem um disco. E para rematar, imaginem que o homem que ficou de produzir os mil exemplares fugia com todos os discos excepto cem.
Por fim, imaginem ainda que o disco ficava esquecido durante anos até que alguém importante chamado Frank Zappa o mencionava numa entrevista como sendo um dos seus albúns favoritos de todos os tempos. Esta é a história de um grupo chamado "The Shaggs". Para alguns a pior banda de todos os tempos, para outros um fenómeno e objecto de culto. Eu cá, adoro a história.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Cartoonistas, esses herejes...

Isto vai andar nas bocas do mundo durante os próximos tempos. Tem todos os ingredientes para isso.

Um jornal decidiu pedir a um grupo de cartoonistas para desenharem o Profeta Maomé. E eles, toca a fazer caricaturas.

O problema é que os muçulmanos proibem qualquer forma de representação do Profeta por o considerarem um incentivo à idolatria. Por isso é que, ao contrário das igrejas católicas, não se vêem imagens numa mesquita.

Já estão a imaginar o que se passou a seguir. Tudo quanto é muçulmano a dizer cobras e lagartos, ameaças, acusações de racismo e xenofobia... O costume.

Alguém na União Europeia tentou mesmo condenar e proibir a divulgação dos desenhos alegando exactamente que estes eram xenófobos e racistas.

A questão que vai meter toda a gente a falar sobre isto centra-se exactamente neste ponto:

Será que é?

Ou seja, podem-se fazer desenhos do Jesus e do Papa a jogar golfe ou vestidos de Ronald McDonald mas não se pode fazer o mesmo com o Maomé?

Por outras palavras, é lícito limitar a liberdade de expressão?

Alguns vão dizer que temos de respeitar a religião alheia. Ora aí é que está. Não temos. A religião só diz respeito aos crentes.

Os não-crentes estão fora dessa dimensão divina exactamente porque não têm um credo ou religião. Não podem ser obrigados a jogar por outras regras que não sejam as da boa educação e sã convivência.

Fazer caricaturas do Profeta Maomé e de Jesus ou filmes como "A Vida de Brian" não infringem esses princípios. Vandalizar cemitérios judeus sim. Roubar santos de uma igreja ou apontar um flash a alguém que está a rezar também. Porque existem regras que são comuns a ambos os mundos e que se aplicam quer ao ser humano enquanto crente quer aos que não professam nenhuma religião.

Sinergias

Há palavras de que eu não gosto. Como por exemplo, "sinergia". Não passa uma reunião sem que eu tenha de ouvir alguém dizer que "temos de provocar sinergias" ou "há que aproveitar as sinergias" ou ainda "alguém mandou vir uma Pizza Sinergia?".

A palavra significa "Acção conjunta de vários agentes, de vários orgãos no cumprimento de uma dada função"; "associação dinâmica de vários factores ou de várias funções que contribuem para um determinado resultado ou efeito; União de tendências diversas.

Em termos práticos, pode servir para designar um grupo de polícias a bater num suspeito, uma associação mafiosa, um congresso do PS ou, no que é o seu uso mais comum no planeta onde vivo, ser utilizada por marketeers quando não sabem o que hão de dizer e querem parecer inteligentes. É um chavão, uma muleta e, em quase cem por cento dos casos, a referência a algo que nunca vai acontecer pois normalmente acaba sempre cada um a puxar a brasa à sua sardinha.

Quando numa reunião alguém afirma "temos de conjugar esforços e criar sinergias...", apetece-me logo uma de duas coisas:

a) Esbofetear o meu interlocutor.

b) Começar a baixar as calças e dizer: "Tudo bem, prefere ficar por cima ou por baixo?"

c) Franzir o nariz e cochichar para o vizinho: "Cheira mal, foi aquele gajo da gravata cinzenta que largou uma sinergia".

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

O raio dos estrangeiros não largam isto...

Dear Foreign Visitors,

I have noticed that many foreigners visit this blog, perhaps because it has a foreign name.

For those, I would like to leave some valuable information.

This blog is mostly written in Portuguese.

Portuguese is the language that we, the Portuguese, usually speak. The same as the Brazillians with the difference that they sound funny.

Portugal is situated in Europe. If you are looking at a map, we are the small country left of Spain.

If you cannot situate Spain on a map, I recommend that you return to school immediately.

You may find some references and posts written in foreign languages such as English or French.

This happens because I like to use foreign languages in a creative manner.

You will probably find many mistakes. Please bear in mind that these are not my native languages and that I am not very smart.

Unlike what is commonly said, Portuguese people do not like foreigners. Actually, we just pretend to be nice and then make dirty gestures and mumble really offensive words on your back.

So, please do not come to Portugal, we do not like you, specially if you are from Iceland, Guatemala or the Solomon Islands.

It is also a lie that it is very sunny all the time. I cannot remember the last time I have seen the sun and right now it is freezing cold.

And the food is awful and foreign people have good possibilities of catching strange hilnesses such as the "Carapau-Alimado Sindrome" or the "Marcopauliosis"

We normally tend to show more simpathy to foreigners from countries who have the atomic bomb but that is just because we are afraid that they might nuke us.

If you are an American, please be informed that we are not in possession of any weapons of mass distruction, have no nuclear reactors and are surely not thinking of building one. So please let us be.

In the unlikely event that you still wish to invade our country please be so kind as to give us notice so that we may open the door and prevent you from making a mess.

If you are thinking if immigrating to Portugal, please hear my advice: Go to Spain instead. They pay better and you can have a siesta after lunch.

I hope this has been of use to you. Again, sorry my English is not very good.

In the future I will try to translate this text into other foreign languages such as Japanese, Castillian, Dutch and Canadian.

Kindest of regards, Monsignore Steed

Sondagens

Encomendei um estudo à Eurosondagem sobre as audiências do meu blogue e o resultado foi que apenas 4 pessoas o visitam regularmente e outras 6 esporadicamente.

Após a aplicação do coeficiente de falta de jeito para fazer sondagens, concluiu-se que são na realidade 7 as pessoas que visitam regularmente este blogue e 9 os visitantes esporadicos.

A Eurosondagem concluiu ainda que Manuel Alegre não se encontra entre os visitantes. Aliás, a Eurosondagem não concebe sequer a existência de Manuel Alegre, não sabe quem ele é e tem raiva de quem sabe. A Eurosondagem concluiu ainda que O Dr. Mário Soares é o único visitante deste blogue, utilizando para isso 4 computadores diferentes (7 após aplicação do coeficiente de falta de jeito).

A Eurosondagem chama ainda a atenção para o facto de não se chamar Eurosondagens e encerra a frase com um enigmático smile a piscar o olho.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Quando a democracia só atrapalha...

Diz-me a minha bola de cristal, discretamente surripiada à Maia, que vem aí merda.

No Irão um maluco ganhou as eleições e diz o que lhe vem à cabeça, normalmente parvoeira daquela que faz o Bush começar a ter comichão no gatilho e soltar pequenos YEEEE-AAAAAHs ao pequeno-almoço.

Hoje, parece que o Hamas ganhou as eleições na Palestina. O Hamas é um grupo de moços que não vê melhor divertimento para um domingo à tarde do que lançar tipos com explosivos à cintura contra edifícios cheios de gente. Malta radical portanto.

A gente por cá acha ridículo que os nossos conterrâneos elejam malta como o Valentim e o Isaltino mas o que pensar de um povo que vota em massa num tipo que lhes vai lixar ainda mais a vida! E quando digo lixar, não me refiro a aumentar o preço do gasóleo ou dos papo-secos. Eles podem mesmo ir desta para melhor!

Hoje começa a fase final do campeonato da Europa de Andebol e Portugal está lá. O primeiro jogo é hoje às 4 da tarde e dá na RTP2. Façam o favor de apoiar a selecção.