It’s weird but I would like to feel your voice
Titillating on my brand new telephone
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
Check for feelings dowsed in blue electric parades
Drive your car to a scared suburban park
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
No matter what you say
I do believe in tales of good cops
Like the one’s you used to tell
before the lights were out
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
It’s such a funky feeling
Way too modern for these days
Este coiso aborda essencialmente nada em especial. É rigorosamente imprevisível. Inclui diversas referências ao nicles absoluto e contém níveis elevados de parvoíce. Em dias bons pode encontrar por aqui alguns textos medianamente interessantes sobre cinema, televisão, cultura popular e marketing.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
A música da gente
Sempre que me perguntam de que musica gosto fico a olhar para a pessoa com ar de parvo. Desde há algum tempo passei a responder "qualquer coisa, desde que pareça suficientemente estranha". Não é totalmente verdade, também gosto de música que se poderia apresentar aos pais da namorada sem medo de ser corrido porta fora, mas pelo menos serve de aviso. Invariavelmente, os mais inocentes tentam arrancar-me alguns exemplos. Eu, como sou reles e emproado como poucos, lanço uns quatro ou cinco que de certeza ninguém conhece e a conversa morre ali.
Recomendações para jovens diletantes:
Na mesma onda de Cabaret Voltaire e Throbbing Gristle, os 23 Skidoo nasceram em plena época do experimentalismo industrial Britânico pós-punk de início dos anos 80. Tinham um som caracterizado por baixos fortes e bem marcados acompanhados por guitarras ritmicas, ambos a tresandar a funk, combinados com atmosferas estranhas e dissonantes, vocalizações como se estivessem a cantar sem ouvir a música e metais mais soprados do que tocados.
Sim, a música deles é dançável. mas não abusem. imaginem uma discoteca para maniaco-depressivos. Aposto que só passavam ACR. Tal como os 23 Skidoo, agarraram em ritmos próximos do funk, adicionaram-lhe camadas de som industrial (seja lá isso o que for!), vozes desgarradas e disseram ao povo para dançar ao som daquilo. Alguns cairam na esparrela...
Electrónica até mais não. Ritmos dançáveis. um ar sinistro e letras a puxar para o surrealismo - de onde, aliás, retiraram o nome do grupo. Estamos muito longe da Macarena...
Para informações a sério podem pesquisar no www.allmusic.com, estão lá todos.
Este blogue também aconselha espreitadelas sem qualquer compromisso a:
Pere Ubu
3 Mustaphas 3
Man Or Astroman
Dick Dale and the Deltoids (se falar em "musiquinha do Pulp Fiction" já são capazes de lá chegar?)
Não estranhem os que nunca ouviram falar deste pessoal. Por mais estranho que pareça existe um mundo para além do que se ouve regularmente nas rádios.
Vá lá, que eu não duro sempre...
***
Recomendações para jovens diletantes:
- 23 skidoo
Na mesma onda de Cabaret Voltaire e Throbbing Gristle, os 23 Skidoo nasceram em plena época do experimentalismo industrial Britânico pós-punk de início dos anos 80. Tinham um som caracterizado por baixos fortes e bem marcados acompanhados por guitarras ritmicas, ambos a tresandar a funk, combinados com atmosferas estranhas e dissonantes, vocalizações como se estivessem a cantar sem ouvir a música e metais mais soprados do que tocados.
- a certain ratio
Sim, a música deles é dançável. mas não abusem. imaginem uma discoteca para maniaco-depressivos. Aposto que só passavam ACR. Tal como os 23 Skidoo, agarraram em ritmos próximos do funk, adicionaram-lhe camadas de som industrial (seja lá isso o que for!), vozes desgarradas e disseram ao povo para dançar ao som daquilo. Alguns cairam na esparrela...
- cabaret voltaire
Electrónica até mais não. Ritmos dançáveis. um ar sinistro e letras a puxar para o surrealismo - de onde, aliás, retiraram o nome do grupo. Estamos muito longe da Macarena...
Para informações a sério podem pesquisar no www.allmusic.com, estão lá todos.
Este blogue também aconselha espreitadelas sem qualquer compromisso a:
Pere Ubu
3 Mustaphas 3
Man Or Astroman
Dick Dale and the Deltoids (se falar em "musiquinha do Pulp Fiction" já são capazes de lá chegar?)
Não estranhem os que nunca ouviram falar deste pessoal. Por mais estranho que pareça existe um mundo para além do que se ouve regularmente nas rádios.
Vá lá, que eu não duro sempre...
Very Short Stories
porra!
desculpa?
porra!
porque é que disseste porra?
porque me apeteceu.
ah...
***
somos cada vez mais acossados. cada vez mais repetimos as mesmas palavras. há pouco de novo para dizer. o mundo é cada vez mais pequeno. as ruas ficam mais estreias. as salas encolhem. há cada vez menos ar para respirar.
***
estas conversas têm de ser curtas há pouco tempo e o guarda já está a olhar para o relógio. trouxeste o que te pedi?
***
sobra a falta de tempo.
***
1/1000 s
***
ouvi dizer que querias falar comigo. hoje não posso. ou não me apetece. podes escolher a desculpa que mais te agradar.
***
esta é a minha obra-prima. nunca conseguirei fazer melhor. gostas?
***
all this is soft
almost silent
never ending
***
desculpa?
porra!
porque é que disseste porra?
porque me apeteceu.
ah...
***
somos cada vez mais acossados. cada vez mais repetimos as mesmas palavras. há pouco de novo para dizer. o mundo é cada vez mais pequeno. as ruas ficam mais estreias. as salas encolhem. há cada vez menos ar para respirar.
***
estas conversas têm de ser curtas há pouco tempo e o guarda já está a olhar para o relógio. trouxeste o que te pedi?
***
sobra a falta de tempo.
***
1/1000 s
***
ouvi dizer que querias falar comigo. hoje não posso. ou não me apetece. podes escolher a desculpa que mais te agradar.
***
esta é a minha obra-prima. nunca conseguirei fazer melhor. gostas?
***
all this is soft
almost silent
never ending
***
sábado, 10 de dezembro de 2005
c u i d a d o : m o t o s e r r a s
devastada
a imensa floresta
feita de cotos de àrvore
sobrevivem apenas os sons
gravados
no passado
a imensa floresta
feita de cotos de àrvore
sobrevivem apenas os sons
gravados
no passado
Tropical Rainstorm
it's all made of magical flowers
there's a gentle move into descent
but it's all made of magical flowers
there's nothing else here
nothing else here
all made of magical flowers
all made of magical flowers
how intense
how brilliant
out of the strangest of feelings
it's all made of magical flowers
all made of magical flowers
all made of magical flowers
can you hear the rain
the humidity
impressive
can you believe?
Everything is handmade
there's a gentle move into descent
but it's all made of magical flowers
there's nothing else here
nothing else here
all made of magical flowers
all made of magical flowers
how intense
how brilliant
out of the strangest of feelings
it's all made of magical flowers
all made of magical flowers
all made of magical flowers
can you hear the rain
the humidity
impressive
can you believe?
Everything is handmade
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Estar Com Os Copos
Ele adiantou um pouco o corpo. Repetiu algumas palavras soltas. Titubeou entre as pessoas, os copos e os cochichos. Apesar da raiva, do tédio e da vontade de urinar, conseguiu resistir aos efeitos da má comida e do excesso de alcool. Pediu silêncio na sala e disse com voz firme e clara:
"Hoje, a diferença horária entre Banguecoque e Amsterdão é-me absolutamente indiferente."
"Hoje, a diferença horária entre Banguecoque e Amsterdão é-me absolutamente indiferente."
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Vista Para o Mar
Entre dentes, entrementes
fizemos as pazes
adiámos cumprimentos
as marés que
desfizeram o medo
as juras de amor
modos intensos
de ajudar o tempo a passar
mas de vez em quando
lembra-te
dos dias perdidos
a ver a banda tocar
a ver a banda tocar
incubámos três vezes
duas dúzias de
maneiras de
ver o mundo do fundo do mar
através da luz que passa
interpreta lá isto
diz-me se compensa
as noites acordadas
a espera para ver
o reflexo das estrelas
no corpo dourado de uma sereia
já passou o tempo
já passou o tempo
já passou o tempo
agora quero de volta
a minha vista para o mar
fizemos as pazes
adiámos cumprimentos
as marés que
desfizeram o medo
as juras de amor
modos intensos
de ajudar o tempo a passar
mas de vez em quando
lembra-te
dos dias perdidos
a ver a banda tocar
a ver a banda tocar
incubámos três vezes
duas dúzias de
maneiras de
ver o mundo do fundo do mar
através da luz que passa
interpreta lá isto
diz-me se compensa
as noites acordadas
a espera para ver
o reflexo das estrelas
no corpo dourado de uma sereia
já passou o tempo
já passou o tempo
já passou o tempo
agora quero de volta
a minha vista para o mar
B - Ling
I wish we could dance
Down this highway lane
On an ever going trance
Pretending it was nice
Devoting all remaining time
To our own simple plan
If only we could fake
A terrible destiny
A ridiculously demented way
To end our fears
To reject our pains
Se pudéssemos dançar
Por esta faixa de auto-estrada
Num transe sem fim
Fingindo que tudo está bem
Devotar o tempo que nos resta
Ao nosso plano simples
Se ao menos pudéssemos encenar
Um terrível destino
Um modo ridículo e demente
De pôr fim aos nossos medos
De rejeitar as nossas dores
Down this highway lane
On an ever going trance
Pretending it was nice
Devoting all remaining time
To our own simple plan
If only we could fake
A terrible destiny
A ridiculously demented way
To end our fears
To reject our pains
Se pudéssemos dançar
Por esta faixa de auto-estrada
Num transe sem fim
Fingindo que tudo está bem
Devotar o tempo que nos resta
Ao nosso plano simples
Se ao menos pudéssemos encenar
Um terrível destino
Um modo ridículo e demente
De pôr fim aos nossos medos
De rejeitar as nossas dores
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Imagens
O Expresso continua a desperdiçar papel. Além da tal página inútil com a qual continuo a embirrar, agora a revista também inclui uns textos a imitar o Inimigo Público. O problema é que aquilo não não faz rir. É o mal das imitações e dos humoristas comprados em lojas chinesas. Três, quatro páginas para passar por cima.
***
Os mocinhos do Gato que cheira mal, em entrevista ao Diário de Notícias, disseram umas quantas verdades sobre a sua saída da SIC, sempre dentro dos limites mas pegando o touro pelos cornos. Melhor ainda, mostraram ter os pés assentes na terra - algo que eu temia que eles perdessem - ao afirmarem estar a ocupar o tempo a melhorar. Isso é bom.
***
Ainda sobre o estado do humor, Pedro Tochas em entrevista a uma revista (Pública?, Notícias Magazine?), também mostra sinais de lucidez - coisa rara por estas bandas - ao analisar a onda de humoristas que apareceu recentemente, muito por culpa do "Levanta-te e Ri". Refere ele que é comum os comediantes começarem por baixo, em pequenos espectáculos por bares e clubes nocturnos antes de conseguirem sequer chegar perto da televisão. No contacto com o público aperfeiçoam técnicas, ensaiam reportório, enfim, ganham maturidade. Cá, de repente apareceu um bando de tipos vindos não se sabe de onde, malta que não perde uma festarola, e quase instantâneamente teve direito a programa de televisão e tratamento de estrela.
A má notícia é esta: Nenhum deles tem piada. Os que tinham, acomodaram-se ao sistema, deixaram-se levar pelos elogios fáceis e pronto. Nada mais a esperar dali.
O facto de passar pouco tempo no país permite ao Tochas ter a tal noção do ridículo e do que é trabalho de qualidade que passa despercebido de muita gente, por conveniência ou pura estupidez. E atira umas alfinetadas aos novos ricos do riso que os deveria pôr a pensar.
A má notícia é esta: Nenhum deles tem piada. Os que tinham, acomodaram-se ao sistema, deixaram-se levar pelos elogios fáceis e pronto. Nada mais a esperar dali.
O facto de passar pouco tempo no país permite ao Tochas ter a tal noção do ridículo e do que é trabalho de qualidade que passa despercebido de muita gente, por conveniência ou pura estupidez. E atira umas alfinetadas aos novos ricos do riso que os deveria pôr a pensar.
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Dog Licked My Leg
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Política, logo de manhã
As minhas opiniões políticas? Eu digo-vos.
Sou contra a guerra no Iraque, no Afeganistão e em todos os outros sítios em geral.
Também acho que o patrotismo é, geralmente, o último refúgio dos canalhas.
Acho que quem é atacado se deve defender.
Sou contra Bush e a sua administração. Acho-os estúpidos, corruptos e perigosos para todo o mundo em geral. Acho que o Presidente Bush e os principais responsáveis do Governo dos Estados Unidos neste momento merecem ser julgados por crimes contra a humanidade e, principalmente, por serem estúpidos para além do que é aceitável.
Sou contra a globalização cega. Defendo a diversidade a todos os níveis.
Sou a favor de políticas urgentes e eficazes de defesa do meio ambiente no planeta Terra. Se falharmos nisto, não temos outro sítio para onde ir.
Acho que os animais e restantes seres vivos devem ser respeitados. As excepções são a pulga, a barata e a melga. E o macaco narigudo do Bornéu porque é muito feio.
Penso que a melhor arma contra o terrorismo é o apoio ao desenvolvimento do Terceiro Mundo. Menos pessoas desesperadas famintas e sem futuro, significa menos fanáticos religiosos e menos pessoas dispostas a rebentarem-se com bombas nas costas.
Acho que os princípios defendidos pela cilivização ocidental Europeia, se levados a sério e aplicados correctamente, são do melhor. Isto exclui, claro, o fish and chips Inglês e o hábito Francês de transportar a baguette enfiada no sovaco.
Defendo o direito à liberdade de expressão como algo de fundamental para a felicidade dos povos, logo a seguir a uma refeição quente e um sítio abrigado para dormir.
Sou contra o cinismo dos Estados e acho que há demasiadas armas por aí.
Acho que, numa sociedade saudável, os cidadãos não devem possuir armas.
Defendo a liberdade religiosa desde que esta não interfira com a liberdade alheia ou ridicularize quem escolher venerar o Monstro do Esparguete Voador.
Acho que se fala demasiado de futebol. Porque não o curling ou o badminton?
Mais coisas surgirão. Obrigado.
Sou contra a guerra no Iraque, no Afeganistão e em todos os outros sítios em geral.
Também acho que o patrotismo é, geralmente, o último refúgio dos canalhas.
Acho que quem é atacado se deve defender.
Sou contra Bush e a sua administração. Acho-os estúpidos, corruptos e perigosos para todo o mundo em geral. Acho que o Presidente Bush e os principais responsáveis do Governo dos Estados Unidos neste momento merecem ser julgados por crimes contra a humanidade e, principalmente, por serem estúpidos para além do que é aceitável.
Sou contra a globalização cega. Defendo a diversidade a todos os níveis.
Sou a favor de políticas urgentes e eficazes de defesa do meio ambiente no planeta Terra. Se falharmos nisto, não temos outro sítio para onde ir.
Acho que os animais e restantes seres vivos devem ser respeitados. As excepções são a pulga, a barata e a melga. E o macaco narigudo do Bornéu porque é muito feio.
Penso que a melhor arma contra o terrorismo é o apoio ao desenvolvimento do Terceiro Mundo. Menos pessoas desesperadas famintas e sem futuro, significa menos fanáticos religiosos e menos pessoas dispostas a rebentarem-se com bombas nas costas.
Acho que os princípios defendidos pela cilivização ocidental Europeia, se levados a sério e aplicados correctamente, são do melhor. Isto exclui, claro, o fish and chips Inglês e o hábito Francês de transportar a baguette enfiada no sovaco.
Defendo o direito à liberdade de expressão como algo de fundamental para a felicidade dos povos, logo a seguir a uma refeição quente e um sítio abrigado para dormir.
Sou contra o cinismo dos Estados e acho que há demasiadas armas por aí.
Acho que, numa sociedade saudável, os cidadãos não devem possuir armas.
Defendo a liberdade religiosa desde que esta não interfira com a liberdade alheia ou ridicularize quem escolher venerar o Monstro do Esparguete Voador.
Acho que se fala demasiado de futebol. Porque não o curling ou o badminton?
Mais coisas surgirão. Obrigado.
Sweet Jane
o jardim tem flores novas
mas as árvores são sempre as mesmas
amanhã outro outono
deserto sem sol ou grãos de areia
noites santas em maré baixa
se isto ficasse sempre assim
talvez
talvez pudessemos
talvez pudessemos
talvez
mas as árvores são sempre as mesmas
amanhã outro outono
deserto sem sol ou grãos de areia
noites santas em maré baixa
se isto ficasse sempre assim
talvez
talvez pudessemos
talvez pudessemos
talvez
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
A mania das doenças
Bem diziam o Nostradamus, o Bandarra e a Dona Cesaltina: Isto ainda vai acabar mal.
Não param de aparecer novas maleitas todos os anos. Os Ébolas, as Sidas, as Hepatites de tantos tipos que quase se esgotaram as letras do abecedário, o SARS e agora a gripe das aves (ou das galinhas como eu gosto de lhe chamar).
E isto não fica por aqui.
O arrumador de carros que costuma estar na João Crisóstomo entre as 8 e as 10 da manhã e que eu considero um génio incompreendido, colocou-me nas mãos uma lista de "doenças secretas" que, segundo ele, irão ameaçar a humanidade nos próximos tempos.
Algo que os governos não querem assumir que existe, como por exemplo:
1. A Pneumonia do Poeta Popular Alentejano
Apareceu pela primeira vez em Aljustrel em 2003. A primeira vítima foi o Ti Chico Vaqueiro, um homem que versejava que até dava gosto. O pobrezito morreu dizendo:
Ai que me estou fenecendo
Ca malvada pneumonia
das palavras me vou esquecendo
digo adeus à poesia
2. A Gripe dos Anacletos
Numa pequena aldeia da Noruega, apenas numa noite morreram 50% das pessoas baptizadas com o nome de Anacleto. Todas com os mesmos sintomas, febres altas, pintinhas lilás em todo o corpo e uma vontade incontrolável de comer peças de macramé. A maior parte sucumbiu vítima de intoxicação com macramé.
3. Sindrome das Peúgas Molhadas
Em Taiwan, 50 pescadores de uma vila junto ao mar deram entrada no hospital com sintomas do Sindrome das Peúgas Molhadas, um problema respiratório causado pela sensação de ter as peúgas molhadas. O governo da Formosa, está a investir milhões em investigação para encontrar rapidamente uma vacina ou mais ninguém vai querer pescar. A taxa de suicídio entre os pescadores subiu assustadoramente e os fabricantes de peúgas ameaçaram passar a produzir coulottes.
Não param de aparecer novas maleitas todos os anos. Os Ébolas, as Sidas, as Hepatites de tantos tipos que quase se esgotaram as letras do abecedário, o SARS e agora a gripe das aves (ou das galinhas como eu gosto de lhe chamar).
E isto não fica por aqui.
O arrumador de carros que costuma estar na João Crisóstomo entre as 8 e as 10 da manhã e que eu considero um génio incompreendido, colocou-me nas mãos uma lista de "doenças secretas" que, segundo ele, irão ameaçar a humanidade nos próximos tempos.
Algo que os governos não querem assumir que existe, como por exemplo:
1. A Pneumonia do Poeta Popular Alentejano
Apareceu pela primeira vez em Aljustrel em 2003. A primeira vítima foi o Ti Chico Vaqueiro, um homem que versejava que até dava gosto. O pobrezito morreu dizendo:
Ai que me estou fenecendo
Ca malvada pneumonia
das palavras me vou esquecendo
digo adeus à poesia
2. A Gripe dos Anacletos
Numa pequena aldeia da Noruega, apenas numa noite morreram 50% das pessoas baptizadas com o nome de Anacleto. Todas com os mesmos sintomas, febres altas, pintinhas lilás em todo o corpo e uma vontade incontrolável de comer peças de macramé. A maior parte sucumbiu vítima de intoxicação com macramé.
3. Sindrome das Peúgas Molhadas
Em Taiwan, 50 pescadores de uma vila junto ao mar deram entrada no hospital com sintomas do Sindrome das Peúgas Molhadas, um problema respiratório causado pela sensação de ter as peúgas molhadas. O governo da Formosa, está a investir milhões em investigação para encontrar rapidamente uma vacina ou mais ninguém vai querer pescar. A taxa de suicídio entre os pescadores subiu assustadoramente e os fabricantes de peúgas ameaçaram passar a produzir coulottes.
Laurie Anderson
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Ainda os prémios MTV
Situação:
Os "The Gift", aquele grupo simpático que faz música para anúncios, ganhou um prémio qualquer lá na festarola dos MTVs. A seguir havia copos à borla no Budda Bar mas os mocinhos ficaram à porta. Não os deixaram entrar.
A equipa da RTP que estava por perto deu pela bronca e fez peça sobre o assunto, tentou obter comentários dos donos da xafarica mas népias.
A equipa da SIC esteve no local e entrevistou uma senhora muito sorridente que diz que ser "relações públicas" lá do sítio mas que nós sabemos ser adivinha profissional e, por acaso, colaboradora no SIC 10 Horas. A mulherzinha estava histérica com as celebridades estrangeiras todas que tinha lá na casa e disse que tudo estava a correr às mil maravilhas. A equipa da SIC esqueceu-se de perguntar porque razão é que os "The Gift" ficaram de fora.
Comentário solto: Profissionais não ficam histéricos quando celebridades lhes aparecem à frente, mesmo que seja a Madonna. Não pedem autógrafos nem para tirar fotografias. Só para que conste.
Os "The Gift", aquele grupo simpático que faz música para anúncios, ganhou um prémio qualquer lá na festarola dos MTVs. A seguir havia copos à borla no Budda Bar mas os mocinhos ficaram à porta. Não os deixaram entrar.
A equipa da RTP que estava por perto deu pela bronca e fez peça sobre o assunto, tentou obter comentários dos donos da xafarica mas népias.
A equipa da SIC esteve no local e entrevistou uma senhora muito sorridente que diz que ser "relações públicas" lá do sítio mas que nós sabemos ser adivinha profissional e, por acaso, colaboradora no SIC 10 Horas. A mulherzinha estava histérica com as celebridades estrangeiras todas que tinha lá na casa e disse que tudo estava a correr às mil maravilhas. A equipa da SIC esqueceu-se de perguntar porque razão é que os "The Gift" ficaram de fora.
Comentário solto: Profissionais não ficam histéricos quando celebridades lhes aparecem à frente, mesmo que seja a Madonna. Não pedem autógrafos nem para tirar fotografias. Só para que conste.
n ú e m p ú b l i c o

in
tox
intoxicating
tox
in
desprender o cabelo
como em deixá-lo esvoaçar
não depender do tempo
para sentir
ao luar
como numa noite de verão
abanar a cabeça
sem concordar
fabric
fabrication
in
tox
defiant
destructive
abnormal
dressed
in
fabric
duvido que saibas o que estás a dizer mas só parece-me que estas só
só
duvido que saibas o que estás a fazer mas certamente dirás a verdade
depende da luz das estrelas
da velocidade do vento
do esforço para inspirar
não há mais noites perfeitas assim
o u t r a s m a n i a s

este post chama-se outras manias porque antes estive a escrever um texto que também tinha manias mas como depois não consegui completá-lo mandei-o para os rescunhos á espera de melhores dias isto não interessa nada mas apeteceu-me partilhar esta inutilidade com todas vosselências dito isto quero dizer que a mania de mostrar o frigorífico num blogue - coisa que me parece quase tão estúpida como urinar sem primeiro abrir a braguilha - me recorda uma cançãozinha saborosa (transformo-me num maniaco homicida cada vez que alguém usa a palavra saborosa para adjectivar algo que não seja comestível)do senhor david byrne que eu muito admiro e cujos versos aqui reproduzo com a devida vénia:
Social Studies (by David Byrne)
Social Studies (by David Byrne)
I thought that if I ate the food of the area I was visiting.
That I might assimilate the point of view of the people there.
As if the point of view was somehow in the food.
So I would make no choices myself regarding what food I ate.
I would simply follow the examples of those around me.
I would study menus very carefully,
Making note of important differences and similarities.
When shopping at the supermarket
I felt a great desire to walk off with someone else's groceries.
So that I could study them at length And study their effects on me.
As though if I ate their groceries I would become that person;
until I finished their groceries.
And we might find ourselves going to the same places.
Running into one another at the movies.
Or in a shopping mall.
Reading the same books.
Watching the same TV programmes.
Wearing the same clothes.
Travelling to the same places.
And taking the same pictures.
Getting sick at the same time.
And getting well again simultaneously.
Finding ourselves attracted to the same people.
Working at the same job.
And making the same amount of money.
Living identical lives - as long as the groceries lasted.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Please Don't Call
Sucking pictures
like an ice cream mad
so nice to feel at home
God has sent us
such a nice bunch of friends
so...Dear Lord,
why can't we keep them?
And we could all have fun for a change
fun for a change
fun for a change
Pick an image
and lock yourself inside it
enjoy those moments alone
most likely you’ll never ever feel
so happy and thrilled
the way things are moving
you’ll be blind before too long
forget travelling abroad
happy mornings are for losers
Dry, exotic people with no brains
Drowned in traffic jams
Or sizzling highway lanes
Met a girl last night
she was no good for me
‘cause she couldn't cry
her face was all wrong
lips stiff and cold
Hope she’s way out of here
Before I can feel my legs again
And we could all have fun for a change
fun for a change
fun for a change
like an ice cream mad
so nice to feel at home
God has sent us
such a nice bunch of friends
so...Dear Lord,
why can't we keep them?
And we could all have fun for a change
fun for a change
fun for a change
Pick an image
and lock yourself inside it
enjoy those moments alone
most likely you’ll never ever feel
so happy and thrilled
the way things are moving
you’ll be blind before too long
forget travelling abroad
happy mornings are for losers
Dry, exotic people with no brains
Drowned in traffic jams
Or sizzling highway lanes
Met a girl last night
she was no good for me
‘cause she couldn't cry
her face was all wrong
lips stiff and cold
Hope she’s way out of here
Before I can feel my legs again
And we could all have fun for a change
fun for a change
fun for a change
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