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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Teoria da conspiração A

A teoria da conspiração "A" afirma que a crise foi criada de propósito para que pudessem aprovar mais facilmente um conjunto de medidas que, de outra forma, não passariam pelo crivo da opinião pública.

Como por exemplo...Governo promete nova reforma do mercado laboral

ou... Corte de 1,5% nos salários atinge mais de 1,2 milhões de famílias

O mais irritante nisto tudo é que continuamos a reger-nos pelos mesmos princípios de há 50 anos.

Crise, reagir, aplicar medidas avulso, cortar despesas, aumentar receitas rapidamente, repetir teorias, ignorar pontos vitais que possam ofender elites e interesses estabelecidos.

No meio de tudo isto, há uma triste falta de ideias novas, de visão, de criatividade. Se calhar é a consequência de sermos governados por economistas, contabilistas e advogados.

domingo, 11 de abril de 2010

O misterioso mundo da economia



Se há tantos desempregados com menos de 30 anos, que não conseguem entrar na vida activa, porque insistem em atrasar a idade das reformas?

Porque se lêem tantas queixas sobre problemas demográficos na Europa e continua a existir tanta gente que não consegue ser integrada no mercado de trabalho?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Os meninos betolas


O sistema que defendiam está desactualizado. Levou-nos em grande medida à fossa séptica em que estamos. Mas eles continuam. Tal como os comunistas, não abdicam das ideiazinhas podres por nada.

domingo, 14 de junho de 2009

O liberalismo é santo e intocável

Depois da crise que deveria passar à história com o nome de "A Grande Barraca Liberal" ou "O Capitalismo é Bom Porque Quando Estamos À Rasca o Estado Ajuda".

Após termos percebido que o mercado não se consegue regular a si mesmo porque o ser humano é essencialmente um chico-esperto ganancioso.

Mesmo assim, ainda há quem tente limpar a cena do crime, defendendo o liberalismo como uma coisa muito pia e santa. O remédio para todos os males.

Junte-se isso à irritação que provocou o resultado do Bloco de Esquerda nas últimas eleições e temos um bouquet de editoriais e crónicas para assustar a classe média com velhos papões.

Mas a questão é esta: será que ela ainda existe? Não terá a divisão desproporcional de riqueza entre gestores de topo e o resto da população activa criado um abismo de tal forma vincado que restam poucos a quem assustar?

domingo, 22 de março de 2009

A reacção dos meninos


Era esperada a resposta à indignação perante os bónus e salários dos gestores e administradores.

Podiam era ter sido um pouco mais originais e sofisticados nos argumentos apresentados:


O Diário Económico:
"este é também um tema caro à demagogia e ao populismo"

"o Estado não pode, nem deve, imiscuir-se nas políticas salariais das empresas privadas"

"não há nenhuma organização, empresarial ou outra, que resista a disparidades salariais gritantes e até chocantes"

Pedro Santos Figueiredo no Jornal de Negócios:
"Será que o Bloco de Esquerda está a governar e não demos conta?"

[referindo-se a casos semelhantes ao da AIG] "Em Portugal, não houve nenhum destes casos"

"Ao professar que os salários da PT devem baixar, Mário Lino está não só a meter o bedelho numa empresa privada como a ser mais moralista que moralizador"

"Está a instalar-se um horror ao lucro que só apraz aos populistas"

"Felizmente, o homem que está à frente deste País está contra o "oportunismo" e o discurso "da mais pura inveja social"

Agora que os comunistas estão em vias de extinção, o papão é o Bloco de Esquerda. Mais a demagogia e o populismo.

Como se as desigualdades não estivessem visíveis para qualquer pessoa. Como se não fosse evidente a incongruência que é receber ajuda do Estado e depois recusar qualquer outra intervenção ao nível salarial de quem vai gerir esse dinheiro.

Por mais que queiram desviar a atenção da opinião pública, a verdade é que ninguém está contra o lucro nem contra as empresas. O essencial encontra-se nas desigualdades.

A económica portuguesa não arranca porque temos gestores incompetentes, corrupção e desigualdade salarial. Porque muito dinheiro se evapora em off-shores e ilegalidades quer do lado privado quer do lado estatal.

Também é claro que estes meninos não vão lá sozinhos. Daí ser necessária uma opinião pública forte e empenhada. E se for preciso acenar com um ou outro papão para que percebam que têm de ganhar um pouco menos para que outros não vivam na pobreza, pois bem:

Buuuuh! Se não baixam os vossos salários a gente votamos todos no Bloco de Esquerda e atiramo-vos pedras aos Mercedes.

terça-feira, 17 de março de 2009

E o homem insiste que é preciso baixar os salários

O homem é um senhor economista chamado Vítor Bento, o mesmo do artigo da Visão da semana passada. De cada vez que abre a boca em público repete a mesma frase: "é preciso diminuir os salários reais".

Hoje voltou ao mesmo.

Isto dito por alguém que recebeu uma promoção por mérito do Banco de Portugal após oito anos de licença sem vencimento e que acumula o cargo de Presidente da SEDES e da SIBS irrita um bocadinho. Ou então sou eu que estou com mau feitio.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cortar nas "management layers"

Desculpem a expressão em inglês mas não arranjei nada equivalente em português.

A Visão desta semana trazia dois artigos que ilustram bem as idiotices, o assobiar para o lado e o afastamento da realidade das nossas "elites".

O primeiro falava de mais um daqueles livros idiotas de auto-ajuda. O fundo da peça era composto por depoimentos de pessoas que deram a volta às suas vidas. De todos os exemplos, só um me pareceu real e exequível, o do rapaz que perante a impossibilidade de arranjar emprego na área da primeira licenciatura - Comunicação Social - decidiu partir para um segundo curso e está a terminar Radiologia.

Os restantes, não passam de delírios de uma alta burguesia ligada às tais elites que consegue ir para a India aprender ioga ou tem dinheiro para comprar uma propriedade e virar-se para o turismo rural ou tem três filhos e pode ser voluntária aqui e ali e assumir em exclusivo o papel de mãe extremosa.

Os conselhos dos livros de auto-ajuda merecem ser desmontados e ridicularizados, nunca validados com uns raros casos de sucesso fora do alcance do comum dos tugas.

O outro artigo falava do senhor que escreveu um livro a dizer que o melhor é a malta habituar-se a que vai ganhar menos.

Naice! Vamos colocar o trabalhador nacional com o nível de vida de um cambojano para sermos bué competitivos!

Claro que nada foi dito sobre o overmanagement que reina na empresas, ou sobre os para-quedas dourados e a impunidade dos maus gestores. Assobiar para o lado e continuar em frente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Como rentabilizar uma empresa: despeça o director-geral

Não funciona em todo o lado mas em empresas multinacionais com poucos empregados é tiro e queda.

Ontem falava com uma pessoa amiga acerca de um director-geral que ganha uma pipa de massa para não produzir nada.

A verdade é que isto passa-se noutros locais, alguns deles em dificuldades para sobreviverem na malfadada "crise".

Na realidade, para que serve um director-geral? Para muito pouco, infelizmente. É o tipo que nos está sempre a chamar ao gabinete com perguntas irritantes, que marca reuniões de ponto da situação e para discutir o sexo dos anjos a toda a hora e no final de cada semana nos consumiu pelo menos um dia e meio de trabalho.

Numa multinacional a utilidade de um grande-chefe é ainda menor. Basta ter um supervisor activo que visite o país uma vez por mês e o resto faz-se via e-mail, telefone, videoconferência e outras modernices.

Então o que se pode poupar despedindo o director-geral?

Vamos fazer umas continhas de merceeiro: se o tipo custa, por exemplo, 10 mil euros por mês, no final de cada ano a empresa gastou 140 mil euros só com uma pessoa. Com esse dinheiro pode contratar 5 tipos a mil euros mês. Isso dá 14 mil euros por ano cada um, 70 mil euros no total. Ou seja, metade do que custava manter o director-geral. E podem-se dividir os cinco novos empregados por funções como melhorar o atendimento a clientes ou reforçar o departamento comercial. Ou libertando funcionários mais experientes para actividades mais úteis.

Atenção, eu disse que isto só funciona em empresas pequenas e de preferência em multinacionais.

Ontem no Twitter falou-se imenso de modos de tornar os jornais e outros media rentáveis. Se calhar também não seria má ideia cortar em administradores e CEO's e não sei mais o quê e contratar mais jornalistas.

Demagogia da mais barata? Ah pois é. Directores-gerais úteis que produzem muita riqueza? Admito que existam. Isto nunca irá acontecer? Ah pois não. É só uma piada. É Carnaval e essas coisas...

Isto é brilhante ou quê?

Obrigado ao Paulo Querido por ter passado a ligação via Twitter.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ó filho tinhas uma quê?

Um tal de Vieira Jordão diz que:

Além dos memorandos que fiz que apontavam reservas ao projecto de Porto Rico, referi várias vezes a Oliveira Costa as minhas reservas, já com Dias Loureiro tinha uma interface menos frequente

Tinhas uma quê? Ó homem a falar assim ainda te admiras que o Dias Loureiro tenha dito à comissão parlamentar que não percebeu os teus pareceres?

domingo, 23 de novembro de 2008

É só mais um disparate antes de me ir embora

Disse o W. Bush.

E assim foi, num discurso para altos empresários dos países membros do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).

We'll miss these silly jokes you little silly bastard...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A piada de Cadilhe


Diz que não era preciso nacionalizar,que o estado falhou porque não descobriu as irregulariadades a tempo, que é bom porque fez em quatro meses o que os outros não fizeram em quatro anos e prepara a saída do BPN.

No Público.

Um senhor doutor cheio de piada este Miguel.




segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Banco de Portugal é uma loura distraída

O Estado vai tomar conta do BPN.

A coberto da onda de nacionalizações surgida da crise financeira mundial o Banco de Portugal emenda assim a mão e tenta disfarçar a displicência com que geriu factos e suspeitas em redor do Banco Português de Negócios.

Não se trata de uma medida idêntica àquelas tomadas nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

O problema do BPN é diferente, já vem de trás e está bem explicado neste artigo de opinião do Público.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Notas sobre a Islândia

A 18 de Maio o Observer publicou um artigo sobre a Islândia. O título era "No wonder why Iceland has the happiest people on Earth". O autor dissertava sobre a qualidade de vida naquela ilha do Norte do Atlântico, a sociedade aberta, o apoio dado às mães, o ensino público de excelência. O mesmo artigo foi publicado no Courrier International há dois meses - foi aliás onde o li pela primeira vez.

A 5 de Outubro, outro artigo do Guardian tinha um tom oposto: "The party's over for Iceland, the island that tried to buy the world".

A 7, o Telegraph falava de sonhos desfeitos em fumo.

Dia 8, um editorial do Guardian, colocava a nu os problemas de milhares de britânicos que investiram num banco Islandês.

E, no meio disto tudo, um blogger brasileiro que vive na Islândia, demonstra a relevância que a pessoa certa no local certo pode assumir como fonte de informação.


Há a tentação de apontar para os Islandeses e rir dizendo que já não são o povo mais feliz do mundo. De fazer piadas com a novidade de o primeiro-ministro andar acompanhado por dois guarda-costas após um incidente num ginásio. Uma outra peça publicada no jornal Irlandês Tribune, fala da raiva que se sente nas ruas de Reykjavik. Existe essa tentação irresistível de fazer piadas mas afinal rimos de quê?

Há dois anos, o governo Islandês não queria nem ouvir falar em entrar na União Europeia e trocar a krona pelo euro.

Hoje, até mesmo os mais cépticos começam a pensar que, após esta crise, a entrada na UE é inevitável.

Hoje, dia 14, um outro artigo de opinião, ainda no Guardian, lança a ideia de que a entrada da Islândia na União Europeia pode causar uma catástrofe ecológica.

Conclusão. Acredito que a Islândia vai dar a volta por cima. É provável que não volte a ter uma economia tão forte como até agora. Mas será certamente mais sólida.

Mas o mais engraçado no meio disto tudo são as voltas que a história dá. É por isso que gosto tanto dela. Da história.

sábado, 11 de outubro de 2008

Parvoíces e repugnâncias

A parvoíce é de Vasco Pulido Valente que escreve:

"Esta crise não se percebe com a declaração (deleitada) do fracasso do "neoliberalismo" (quem sabe o que é precisamente o "neoliberalismo"?), nem com vociferações, que já se tornam ridículas, sobre a irresponsabilidade e a "ganância" de Wall Street, da City e outros lugares de perdição."

Depois, no resto do texto, explica o que já toda a gente sabe e repete os argumentos de quem apontou a irresponsabilidade e ganância dos centros financeiros mundiais.

Resumindo, começa por dizer que "vocês são um bando de ignorantes, eu é que sei" e termina a copiar os argumentos dos tais ignorantes.

A repugnância foi afirmada pela porta-voz da Casa Branca e refere-se aos gastos da AIG na mesma altura em que a empresa era salva da falência por uma injecção de capital por parte do Governo Federal norte-americano.

A mesma repugnância que se pode aplicar aos bancos Dexia e Fortis que no meio da crise continuam a oferecer banquetes em restaurantes de luxo no Mónaco.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Mother Jones disseca as razões que levaram à nacionalização da AIG

Não foi por falta de avisos que a quarta maior seguradora do mundo se foi abaixo com a crise. 
Entidades reguladoras, auditores externos e mesmo alguns quadros da empresa, enviaram diversos documentos advertindo quem mandava que alguns negócios tinham risco demasiado elevado e que havia partes pouco claras na contabilidade da AIG. Esses documentos fazem agora parte da investigação do governo federal dos Estados Unidos. Mais detalhes no artigo da Mother Jones.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Se isto for verdade lá se vai o mito do administrador responsável

Este video da RTP fala de 410 mil dólares gastos pela AIG em férias para executivos de topo, já após a declaração de falência.

Como ganhar dinheiro com a crise. Um conselho do Steed

Nestas alturas de crise há sempre uma maneira de ganhar dinheiro.

Como?

Se tiverem capital disponível e não prevêem vir a precisar dele nos próximos 5 anos têm duas hipóteses:

a) Esperar que as bolsas caiam ainda mais e depois comprar acções evitando tudo o que sejam bancos, seguradoras e afins.

b) Não esperar mais e comprar já seguindo a indicação do ponto anterior de evitar a área financeira.

Se tem acções e está à rasquinha com os crash na bolsa só há uma solução: se não precisa do dinheiro, espere. O capitalismo não vai desaparecer. Vai apenas mudar um pouco e varrer as teorias liberais. Os mercados vão voltar a subir. Se acha que não tem coração para crashes bolsistas espere na mesma e quando o mercado recuperar venda e invista em depósitos a prazo e obrigações. São mais produtos mais calmos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Piada por piada, estes pedidos de intervenção do estado também não estão nada mal

O Centro Democrático Social barra Partido Popular a pedir maior intervenção do Estado para meter travão aos malucos dos capitalistas é das coisas mais divertidas que saiu desta crise financeira.

Ver os amigos do liberalismo económico chateados, a tecer argumentos muito rebuscados para ver se ninguém percebe que andaram estes anos todos a defender teorias idiotas quase paga o facto de andarmos a apertar o cinto.

E no meio da notícia, este comentário que me faz voltar a ter esperança na espécie humana:

"Anda aqui um jovem empenhado na procura da distinção entre ideologia de esquerda e direita , depois lê estas coisas escritas por esta dignissima senhora do PP e volta à estaca zero, parece o bloco de esquerda, qualquer dia vem propor a nacionalização da Galp (o que não era assim tão descabido).Melhor ainda é ver Paulo Portas a votar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mundo irónico!" Rui Mendes, leitor do site Correio da Manhã

Quem quer comprar a Islândia?


A Islândia, também conhecida como a Björkolandia ou o local mais chato do mundo, está com graves problemas. Em poucas palavras: falta de guito.

A crise mundial bateu forte na ilha do norte da Europa. O crédito mal-parado é mais que muito e o primeiro-ministro avisou que o país pode entrar em bancarrota.

Já agora, fiquem com algumas ideias do blogue de um brasileiro que - pobre homem - vive na Islândia.